domingo, 17 de novembro de 2013

Oswaldo vibra com goleada, mas se preocupa com a reta final: 'Dificílima'

Técnico exalta a atuação alvinegra na goleada sobre o Atlético-PR, por 4 a 0, mas lembra que últimos três jogos do Brasileirão serão todos pedreiras

Por Rio de Janeiro

O Botafogo teve uma grande atuação na noite deste sábado ao golear o Atlético-PR por 4 a 0. Após a partida, o técnico Oswaldo de Oliveira elogiou a partida realizada por seus comandados e ressaltou a qualidade da equipe adversária, que mesmo após a derrota se mantém em segundo lugar no Brasileirão.

- Hoje a equipe conseguiu desenvolver tudo o que está preparada para desenvolver. Mérito é maior pelo adversário, que considero logo após o Cruzeiro o melhor. Valoriza muito nossa vitória.


O fator determinante foi os jogadores se convencerem de que são capazes de fazer. Esse foi o fundamental - declarou.

Com 57 pontos, o Botafogo pulou para o terceiro lugar no Brasileirão. O time, porém pode perder duas posições neste domingo, quando Grêmio (também 57) e Goiás (56) vão a campo contra Flamengo e Internacional, respectivamente.


Nas últimas três rodadas, o Botafogo terá dois jogos fora de casa, contra São Paulo e Coritiba, e um diante de sua torcida, contra o Criciúma, na última rodada. Na opinião de Oswaldo, a tarefa alvinegra será inglória.

- Dá para acreditar, mas é uma trajetória dificílima. O São Paulo melhorou muito, principalmente depois da chegada do Muricy. Tem feito partidas brilhantes, mas temos que buscar. Temos que ir por degraus.
Confira outros trechos da entrevista coletiva do treinador:

Boa atuação de Renato
Estou muito feliz, mas muito tranquilo. Às vezes ficamos um pouco cansados. Estamos em uma rotina forte, uma correria muito grande. Nossos bastidores parecem até de uma peça de teatro. Mas graças a Deus a coisa se encaixou muito bem"
Oswaldo de Oliveira

- Acho que o grande destaque foi o Renato. Foi aquilo que estávamos habituados e que o levou para Seleção. Fiquei feliz. Um jogador que tem história e às vezes não acreditam que pode voltar a jogar em alto nível. Ele tem se preparado. Teve problema nas costas que o atrapalhou. É difícil se concentrar, ainda mais um artesão, que trabalha com a coordenação fina. Muito refinado. Com dor não dá para ter precisão. Destruir é mais fácil. Para construir precisa da melhor forma. O Renato é um cara realizado. Não precisei ficar dando explicações a ele. Sabia que ele ia voltar a jogar. Essa dor nas costas o prejudicava muito. Já imaginou Salvador Dali ou Picasso com dor nas costas para fazer aqueles quadros maravilhosos? Um cara refinado é muito difícil. Com o empenho silencioso dele diariamente sabíamos que uma hora ele ia chegar neste ponto deslumbrante de hoje.

Ressurreição de Bruno Mendes

- Acho que o Bruno merecia isso. Esse menino chegou no ano passado, se destacou muito e atraiu muitos olhares ambiciosos. Acho que isso atrapalhou muito o desenvolvimento dele. Infelizmente no Brasil vemos muito isso acontecer. Com o Hyuri estava acontendo isso. No São Paulo, vi isso se passar com o Kaká quando ele voltou da Copa. Terminava o treino, já saía para gravar comercial. Com o Hyuri o assédio foi grande. Feliz pelo Bruno porque sempre disse que teria a condição de voltar. Ele é muito jovem e vamos ver se tem mais estabilidade daqui para frente.

Goleada sobre o vice-líder

- Se pudesse distribuiria os gols para o jogo contra a Portuguesa. Tivemos muitas chances. O placar foi exagerado. É bom para o ego, confiança, clima e atmosfera de trabalho. Inspira e e dá força para retomar a posição no G-4. Queremos essa classificação.

Sensação após a vitória
 - Estou muito feliz, mas muito tranquilo. Às vezes ficamos um pouco cansados. Estamos em uma rotina forte, uma correria muito grande. Nossos bastidores parecem até de uma peça de teatro. Mas graças a Deus a coisa se encaixou muito bem.

Elias voltar a marcar

oswaldo de oliveira seedorf botafogo gol atlético-pr (Foto: Vitor Silva / SSPress)Oswaldo festeja com Seedorf o segundo gol
do Botafogo na partida (Foto: Vitor Silva / SSPress)
 
- O Elias é um cara que a gente pegou no meio do ano e ele tem tido uma fase de adaptação ao nosso jeito de trabalhar. É um pouco diferente. Isso tem feito ele sentir um pouco, e também a sequência de jogos. Isso acaba desgastando demais ele. Tem tido contusões, que pelo menos não têm sido pesadas. Mas tiram da rotina, e isso complica. Vejo nossa equipe muito bem quando temos a presença ofensiva dele, sabe jogar nesta função.

Suspensão de Bolívar e retorno de Marcelo Mattos

- O Bolívar tem muita experiência, e isso acaba atrapalhando a sequência. Mas o Dankler sempre o substituiu muito bem. Jogou partidas difíceis, estou tranquilo. O Marcelo Mattos é aguerrido, importante. Vai ser muito bem vindo de volta.

Semana para trabalhar

- Quando tivemos duas semanas para trabalhar, o pessoal cobrou imediatamente. Jogador tem a capacidade de absorver o trabalho e ir se desenvolvendo. Vamos fazer uma intertemporada em melhores condições. Hoje temos maneiras de checar o nível de desgaste dos atletas.

Autores dos gols comemorando com ele

- É uma sensação de reconhecimento boa de tudo que temos trabalhado e conversado. A relação tem sido muito boa e se fortalece. Jamais vamos nos afastar, vamos continuar amigos para sempre. Fico muito feliz mesmo quando o jogador vem na minha direção, me envaidece.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2013/11/oswaldo-hoje-equipe-conseguiu-desenvolver-o-que-esta-preparada.html

Sob o comando de Seedorf, Botafogo goleia Furacão por 4 a 0 e volta ao G-4

Vitória deixa time em terceiro na tabela e secando Grêmio e Goiás para terminar a rodada entre os primeiros. Atlético-PR ainda pode perder 2º lugar

A 
CRÔNICA
 
por GLOBOESPORTE.COM

Um Seedorf envolvente, em quase todos os setores do campo, garçom e marcando gol. Um Bruno Mendes com estrela, que entrou no segundo tempo e balançou a rede duas vezes num espaço de quatro minutos . Some-se a isso velocidade, determinação, vontade... Sim, o Botafogo fez as pazes com sua torcida, que pedia mais empenho na busca pelo G-4. A goleada por 4 a 0 sobre o Atlético-PR, neste sábado à noite, no Maracanã - o primeiro gol da partida foi de Elias -, não só deixou o clube novamente entre os quatro primeiros no Brasileirão como devolveu a confiança na relação com os alvinegros.

Agora, o Glorioso, provisoriamente em terceiro lugar na tabela, com 57 pontos ganhos, torcerá por tropeço do Grêmio, que enfrentará o Flamengo, no Sul, ou do Goiás, que receberá o Internacional no Serra Dourada. O Atlético-PR, que dorme na vice-liderança, com 58 pontos, também secará o Tricolor Gaúcho e o Esmeraldino para permanecer na posição.

Na próxima rodada, o Botafogo enfrentará o São Paulo, domingo (dia 23), no Morumbi. Depois, vai ao Couto Pereira encarar o Coritiba e encerrará o Brasileirão no Rio, contra o Criciúma. O Furacão, que quarta-feira receberá o Flamengo na primeira partida da final da Copa do Brasil, pegará pelo Brasileirão o Náutico, domingo, em casa. Depois, vai à Vila Belmiro jogar contra o Santos e fará a despedida da competição em casa, contra o Vasco.

Na saída de campo, o time do Botafogo recebeu o carinho de sua torcida, que apoiou o time no Maracanã - com público pagante de 10.924 e presente de 14.147 torcedores, a renda chegou a R$ 252.940,00. Além de Seedorf, o atacante Bruno Mendes foi muito festejado pela boa atuação.

- É o meu sexto jogo no Brasileiro, venho me esforçando muito e graças a Deus entrei no segundo tempo e fiz dois gols - disse o atacante,  artilheiro da partida, ao marcar aos 32 e 36 minutos do segundo tempo - ele não fazia gols desde 21 de abril, quando balançou a rede contra o Volta Redonda, ainda pelo Carioca.

No lado do Furacão, o goleiro Weverton tratou de garantir que o mau resultado não vai influir na atuação do time quarta-feira, contra o Flamengo, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil.

- Temos que esquecer tudo o que foi feito neste lugar (Maracanã). As críticas vão vir, mas chegamos à final por méritos. Não é um resultado desse que vai nos abater. Quarta-feira é decisão, e decisão não podemos jogar dessa forma - declarou o goleiro.

seedorf botafogo gol atlético-pr maracanã (Foto: Vitor Silva / SSPress) 
Seedorf vibra com o seu gol, o segundo na partida, 
após receber de Hyuri (Foto: Vitor Silva / SSPress)
 
Bota e Seedorf dominam
Um Botafogo veloz e arrasador. Essa era a forma de fazer as pazes com a torcida. Essa era a estratégia para tomar a iniciativa do jogo contra uma equipe rápida como o Furacão. E sair do primeiro tempo com boa vantagem. Com Hyuri aberto pela direita e um Seedorf bem mais ligado e procurando tocar de primeira, essa arma se tornou a principal da equipe. Logo no começo, o meia lançou o atacante... Mas faltou força no chute cruzado.

O Atlético-PR deixava claro que, pelo menos neste sábado, tentaria decidir nos contra-ataques. E com a torcida alvinegra apoiando, o Botafogo procurou jogar bem adiantado. Os meias, principalmente Seedorf e Renato, municiavam bem Edilson e Hyuri, pela direita, e Julio Cesar e Rafael Marques, pela esquerda. Hyuri, novamente ele, perdeu chance sozinho. Depois, foi a vez de Renato mandar pelo alto, com perigo. Era questão de tempo para o gol sair. E de usar bem a cabeça. Principalmente contra uma zaga boa na jogada aérea. O jeito era confundir. E o primeiro gol saiu de bom passe de Renato pela esquerda, passando pelo toque de cabeça inteligente de Seedorf e o peixinho de Elias: gol bastante comemorado pela torcida e pelo time.

Léo lateral-direito do Atlético-PR Botafogo (Foto: Site oficial do Atlético-PR/Gustavo Oliveira)Léo começa bem no Furacão mas depois é expulso (Foto: Site oficial do Atlético-PR/Gustavo Oliveira)
 
A pressão só aumentou. O Atlético-PR, que até procurava a boa jogada de Marcelo e Ederson, esbarrou na marcação alvinegra. Enquanto isso, Seedorf mandava na partida. Pela direita, foi novamente um eficiente garçom ao servir a Rafael Marques, que emendou na área explodiu o travessão. Dois, mas dois minutos depois, a defesa do Furacão se confundiu: Luiz Alberto, Juninho e Bruno Silva se enrolaram. Elias se meteu e tocou a bola sobrou para Hyuri, que rolou para Seedorf mandar para a rede, aos 36 minutos e ampliar a vantagem. Euforia alvinegra, irritação no banco do rubro-negro do Paraná. O técnico Vagner Mancini se irritou com a apatia do time. Agora, o jeito era esperar mudança no segundo tempo.

Estrela de Bruno Mendes
O treinador do Furacão mexeu na equipe para o segundo tempo. Tirou Fran Mérida, que não substituiu à altura o poupado Paulo Baier, para pôr Dellatorre. O time deu uma melhorada. E na bola parada deu o chute mais perigoso até então, com Ederson cobrando falta com perigo, para fora.
Bem anulado no primeiro tempo, Everton arrumava espaço para jogar. Já parecia o Atlético-PR que ocupou a vice-liderança do Brasileiro e chegou à final da Copa do Brasil. O time estava mais rápido e interessado no jogo a partir dos 10 minutos, quando Marcelo, tal qual um Usain Bolt, ganhou de Julio Cesar numa velocidade espantossa e só não completou a jogada porque sofreu falta. Mas o Alvinegro também tinha seu homem veloz: Hyuri deu belo drible da vaca e levou Manoel na conversa e na corrida. Mas bateu pelo alto.

Elias rafael marques botafogo e atlético-pr (Foto: Vitor Silva / SSPress) 
Elias (dir) celebra o primeiro gol do jogo junto a 
Rafael Marques (Foto: Vitor Silva / SSPress)
 
Elias, contundido, pediu para sair no Botafogo. Bruno Mendes entrou. Ederson, artilheiro do Brasileiro, mal no jogo, acabou sacado. Roger o substituiu. O Furacão subia e deixava espaços.

Bruno Mendes entrou bem na partida e mandou uma bomba, que Weverton salvou. Depois, Rafael Marques mandou outra na trave. A coisa piorou para o Furacão quando o lateral Léo perdeu a cabeça e, num espaço de dois minutos, levou o cartão amarelo e depois o vermelho ao dar tapa em Seedorf e uma cotovelada em Rafael Marques. O holandês, já pela esquerda, resolveu fazer a festa. Bruno Mendes também. Marcou o terceiro, aos 32, ao receber "passe" esquisito de Bolívar. E o quarto, aos 36, após centro de Lima, que entrara na partida no lugar de Julio Cesar.

Bolívar ainda acabou expulso, mas nada deixaria o torcedor alvinegro menos feliz no Maracanã.

E o Furacão não tinha mais nada a fazer. Pelo menos até quarta-feira, é pensar só na Copa do Brasil.

 
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