quinta-feira, 28 de março de 2013

Atuações do Palmeiras: nem Prass evita vexame histórico em Mirassol


Péssima atuação do sistema defensivo determina goleada

Por Felipe Zito São Paulo

FERNANDO PRASS – goleiro
Único bom valor da defesa palmeirense, sofreu com a péssima marcação da zaga e dos volantes, e ficou completamente vendido em todos os lances de gol. Ainda conseguiu evitar que o placar fosse mais elástico. Nota 5,0


WELDINHO – lateral-direito
Se não tivesse entrado em campo ninguém teria notado sua ausência. Não tocou na bola e fez número no sistema defensivo. Nota 3,0


ANDRÉ LUIZ – zagueiro
Ao contrário de Weldinho, todos notaram sua presença em campo. Perdido na marcação, levou a pior em quase todas as disputas contra o ataque do Mirassol. Nota 3,0


MARCOS VINÍCIUS – zagueiro
Entrou para a história ao fazer um gol contra com apenas 40 segundos de jogo, em sua estreia como profissional. Quando teve a bola nos pés, poucas vezes, chutou de qualquer jeito para o lado que estava virado. Nota 3,0


JUNINHO – lateral-esquerdo
Uma enorme avenida na defesa, foi presa fácil do ataque do Mirassol pelo seu setor. No ataque, mostrou vontade e até criou alguns lances de perigo, mas parece que a bola queima em seus pés. Nota 3,5


MÁRCIO ARAÚJO – volante
Não rende como primeiro volante desde os tempos de Felipão. Perdeu na corrida no lance do terceiro gol e fez falta infantil na jogada que originou o quarto, que acabou com a reação palmeirense. Nota 3,0


LÉO GAGO – volante
Lento na marcação, sofreu bastante com os contra-ataques do Mirassol. Desta vez, não conseguiu arriscar nem nos chutes de longa distância. Nota 4,0


CHARLES – volante
Era para ser a opção mais avançada do meio-campo ao lado de Wesley, mas foi substituído aos 18 minutos do primeiro tempo quando o jogo já estava 3 a 0. Nota 4,0


WESLEY – meia
Ainda não conseguiu justificar o alto investimento feito pela diretoria do Palmeiras no ano passado. Como de costume, errou muitos passes e parecia em outro ritmo. Melhorou no segundo tempo com mais presença ofensiva. Nota 4,0


LEANDRO – atacante
Melhor opção de ataque do Verdão, tentou algumas arrancadas individuais e buscou o jogo. Errou ao levar sempre o jogo para o meio, setor inexistente. Nota 5,0


CAIO – atacante
Único centroavante do elenco, cumpriu seu papel com dois gols marcados - um mal anulado pela arbitragem, no segundo tempo. Nota 5,5


RONNY – meia
Deu passe para o primeiro gol e marcou o segundo do Palmeiras. Depois, morreu assim como toda a equipe. Nota 5,5


JOÃO DENONI – volante
Com 6 a 2 no placar, entrou para fechar o meio-campo e apertar a marcação. Nota 4,0


AYRTON – lateral-direito
Na vaga de Weldinho, não modificou nada o panorama da partida. Tentou em uma cobrança de falta, sem sucesso. Nota 4,0



MIRASSOL: atuação histórica dos donos da casa. Beneficiados com um gol contra logo aos 40 segundos, conseguiram matar o jogo em bons contra-ataques, com destaques para Caion, Camilo e Gustavo. Na arquibanda, torcida fez a festa com gritos de "olé" e "o Palmeiras é freguês".

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2013/03/atuacoes-do-palmeiras-nem-prass-evita-vexame-historico-em-mirassol.html

Kleina vive 'dia D' no comando do Palmeiras nesta quinta-feira


Com Dorival Júnior no mercado, pressão nos bastidores do clube pela demissão do treinador após a humilhante derrota em Mirassol é grande

Por Gustavo Serbonchini e Felipe Zito São Paulo


A era Gilson Kleina no Palmeiras terá um dia decisivo nesta quinta-feira, 28 de março. Após a histórica derrota sofrida em Mirassol, por 6 a 2 (veja os lances no vídeo ao lado), a diretoria do Palmeiras vai discutir a permanência do treinador no comando da equipe. O motivo da reavaliação do trabalho é bem claro: o péssimo desempenho do time na humilhante goleada no interior.

O único representante da diretoria alviverde que acompanhou a delegação em Mirassol foi o gerente de futebol Omar Feitosa - Paulo Nobre estava na Europa com a seleção brasileira e José Carlos Brunoro permaneceu em São Paulo para compromissos particulares. Ainda nos vestiários, após a partida, ele disse que não tinha como garantir a permanência do treinador.

Antes da derrota em Mirassol, o Palmeiras estava há 11 jogos sem perder no Paulistão. A única derrota na competição havia sido por 3 a 2 diante do Penapolense, na terceira rodada, no Pacaembu. Na Taça Libertadores da América, porém, a situação é mais complicada. A equipe vem de duas derrotas seguidas na competição – 2 a 0 contra o Libertad, do Paraguai, e 1 a 0 diante do Tigre, da Argentina – e soma apenas três pontos.

Gilson Kleina foi contratado em 22 de setembro de 2012 em um momento complicado. O time estava na zona de rebaixamento. Com o treinador, a equipe chegou a esboçar uma reação, mas não conseguiu se manter na Série A do Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, a diretoria achou por bem mantê-lo no cargo. Naquele momento, o presidente ainda era Arnaldo Tirone, que foi seguido por Paulo Nobre, eleito em janeiro. Kleina já soma 33 jogos no Verdão, com 12 vitórias, nove empates e 12 derrotas e tem contrato com o clube até dezembro de 2013.

Os números de Gilson Kleina
Ano J V E D
2012 15 5 2 8
2013 18 7 7 4
TOTAL 33 12 9 12
Nos bastidores do clube, a pressão pela demissão de Gilson Kleina é grande. Com Dorival Júnior - ex-volante do Palmeiras no início da decada de 1990 e sobrinho de Dudu, um dos maiores ídolos do clube - livre no mercado, as críticas ao trabalho do atual treinador se tornaram mais constantes nas últimas semanas.

A favor de Kleina pesa o argumento de que ele é "o menos culpado" pela fase ruim do time, já que os jogadores que tem à disposição são poucos e de baixa qualidade. O elenco demorou a ser montado, já que a eleição de Nobre ocorreu apenas no fim de janeiro. Além disso, houve a saída de Barcos, principal ídolo do time, e as diversas e importantes ausências nas últimas rodadas - Henrique, Vilson, Leandro Amaro, Souza, Maikon Leite, Kleber e Valdivia, todos no departamento médico.

Com o retorno de Paulo Nobre ao Brasil, uma reunião da alta cúpula acontecerá nesta quinta-feira. O dirigente aproveitou sua passagem pela Europa, onde chefiou a delegação brasileira nos amistosos contra Itália e Rússia, para fazer uma visita ao Benfica, em Lisboa.

A delegação alviverde chegou à capital paulista durante a madrugada - a viagem de 467 quilômetros de volta de Mirassol foi feita de ônibus. A reapresentação do elenco está marcada para o período da tarde, na Academia de Futebol.

Gilson Kleina jogo Palmeiras Mirassol derrota (Foto: José Luis Silva / Agência Estado)Kleina viu o time levar 6 a 2, resultado que pode custar seu cargo (Foto: José Luis Silva / Agência Estado)

FONTE: