terça-feira, 27 de setembro de 2016

BRITO: MORO, VAI PRENDER O FILHO DO FHC?



FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/brito-moro-vai-prender-o-filho-do-fhc


Ouviu o Baiano, ou não vem ao caso, Dr 
Moro?

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Xiii, Papai, a casa caiu!
O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, no Tijolaço:
Dr. Moro, não sai nem uma “condução coercitiva” para o filho de FHC? Ouça o que “Baiano” diz
Primeiro, foi Nestor Cerveró que disse ter recebido ordens para colocar uma empresa ligada ao filho do também então Presidente da República Fernando Henrique Cardos, a PSR, no negócio da Termorio, uma empresa constituída nos tempos do apagão, quando a Petrobras fazia contratos ruinosos para participar do capital e comprar a energia a altíssimo preço, em quantidades asseguradas.
O filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso, disse que era tudo mentira de um “encarcerado”
Semana passada, discretamente, divulgou-se o vídeo em que o lobista Fernando Baiano confirma a história, dizendo que recebeu a informação de Delcídio do Amaral, então diretor de Gás e Energia da Petrobras.
O trecho do vídeo está aí, no final do post, para quem quiser assistir. A íntegrapode ser assistida aqui.
Não vai ter inquérito?
Não vai ter “cognição sumária”?
E se fosse o filho do Lula?
O que é uma usina termelétrica perto do aluguel de espaço num galpão para guardar dez caixas?
Não vai ter o Alexandre de Moraes anunciando prisão numa panfletagem?
A Lava Jato é imparcialíssima.
VEJA O VÍDEO CLICANDO NO LINK DA FONTE ACIMA

Marta fez o que fez para, tudo indica, perder a eleição em São Paulo. Por Kiko Nogueira



FONTE:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/marta-fez-o-que-fez-para-tudo-indica-perder-a-eleicao-em-sao-paulo-por-kiko-nogueira/


por : 


Deu ruim
Deu ruim


A história de Marta é o que o que se chama em inglês de cautionary tale — simplificando, algo que serve de alerta. Uma fábula moral.
Em nome de sua ambição, maior do que sua competência, ela passou por cima de tudo para conseguir uma vaga para concorrer à prefeitura de São Paulo.
Foi para o PMDB com uma conversa mole inacreditável sobre sua surpresa com a corrupção do PT, falou que nunca se considerou uma pessoa de esquerda, pediu desculpas de joelhos sobre as taxas, tirou o Suplicy do sobrenome, deu flores a uma Janaína Paschoal, posou para fotos com Cunha, Renan e Temer, abraçou o golpe.
Fez o diabo, enfim. Para quê? Para perder. Marta corre um risco enorme e de ficar de fora do segundo turno, segundo as pesquisas.
No Datafolha, ela está em terceiro lugar, com 15%, empate técnico com Haddad, com 11% (Doria lidera com 30% e Russomanno tem 22%). Perdeu apoio principalmente na faixa de renda média familiar de dois a cinco salários mínimos. No Ibope, caiu e empatou com Haddad.
Num levantamento interno do PT, Doria tem 30%, Russomanno 19%, Haddad, 17% e Marta 12%.
Ironicamente, de acordo com alguns analistas, ela conta com um voto útil dos petistas num embate com Doria ou Russomanno (não conheço ninguém na vida real que se disponha a isso, mas tudo é possível).
Uma máxima atribuída a Brizola diz que “a política ama a traição, mas abomina o traidor”. Você pode debitar o comportamento dela na conta do que um dos maiores jornalistas do Brasil chamou de “mundo psicológico dos ricos”. Marta não funciona com os mesmos padrões do brasileiro comum. É um jeito de explicar.
O fato é que ela apostou na burrice e na ingenuidade do eleitorado. Está pagando por isso. Aos 71 anos, esta é a última vez em que tenta enganar os paulistanos dessa maneira.
Vai com seus amigos para a lata do lixo da história como um triste exemplo a não ser seguido. Daqui a pouco tempo, estará num parque com os netos e bisnetos cantando — não Bob Dylan, como o ex marido, mas os versos de John Lennon: “Children, don’t do what I have done”.


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Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.