terça-feira, 8 de setembro de 2015

Lais Souza acredita, 15 meses após acidente de esqui, que voltará a andar

Ex-atleta afirma que só teve sonhos em pé, andando e que gostaria de voltar a sentir a mão para colocar no rosto e se ajeitar: "O cabelo só fica bom quando a gente arruma"



Por
Ribeirão Preto, SP



Um ano e meio após sofrer acidente de esqui nos Estados Unidos, Lais Souza passa por uma dura rotina de exercícios físicos, que fazem parte do tratamento fisioterapêutico que ela está submetida. Embora sua vida tenha mudado completamente pela falta dos movimentos corporais do pescoço para baixo, a ex-atleta revelou acreditar que voltará a andar. Além disso, afirmou também ainda não ter sonhado nenhuma vez na cadeira de rodas (assista ao vídeo).

- Eu só sonho que estou normal. Não tive sonho na cadeira ainda, até hoje. Desde quando eu estava no hospital, não tive. Mas já sonhei que eu estava deitada na cama e falava para a minha mãe "sarei". Aí eu levantava fraca, magra, mas levantava. Esse foi um dos piores sonhos que eu tive - revelou.

Lais revelou que sente preconceito como cadeirante. E que além disso, às vezes, se sente mal e feia. Olhar no espelho se tornou uma atitude rara. Mas quando olha, nem sempre a ex-atleta gosta do que vê. Às vezes uma espinha e na maioria dos momentos o cabelo bagunçado. Exatamente por isso ela revelou um desejo.  

- Minhas mãos, queria muito minhas mãos para pôr no rosto, no cabelo. O cabelo só fica bom quando a gente arruma. E se fica, porque às vezes fica horrível. Mas eu queria voltar pelo menos o movimento da mão um pouco, escovar os dentes eu mesmo, tocar o rosto. Sinto falta, muita falta - disse. 

Lais Souza; SporTV Repórter (Foto: Reprodução/SporTV)
Lais faz revelações sobre vida após acidente e 
afirma querer pelo menos movimento das 
mãos (Foto: Reprodução/SporTV)


A busca por uma melhora não para. Lais, família e amigos se agarraram a um projeto. Quando ela estava internada nos Estados Unidos, o Miami Project to Cure Paralysis, um instituto que pesquisa a cura da paralisia, a escolheu. Lais faz parte de um projeto pioneiro. A injeção de células-tronco na coluna, na altura da lesão. Elas podem, eventualmente, devolver algum tipo de sensibilidade a ela. 

- Ninguém me falou que ia colocar células e daqui alguns anos eu estaria andando, não. É coisa leve, é um estudo. Quem fez foi o macaco, o porco e a Lais Souza. Fizeram a mesma lesão no macaquinho e estão lá vendo. Então sempre que eu vou a Miami tem sempre muito exame. Um monte de picada de agulha. É difícil, não é fácil, mas é uma forma de motivar - contou.

No dia 27 de janeiro de 2014, Lais treinava com Josi Santos e o técnico Ryan Snow em uma pista de esqui em Salt Lake City.  Naquela segunda-feira, Lais perdeu o controle dos esquis e chocou-se com uma árvore, o que provocou uma torção na coluna cervical. O primeiro boletim médico divulgado pelo Time Brasil confirmava a perda dos movimentos dos braços e pernas, mesmo após as cirurgias que realinharam a coluna. Lais superou o risco de morte, conseguiu respirar sem a ajuda de aparelhos e deixou a UTI, sendo depois transferida para o Jackson Memorial Hospital, em Miami.


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Sheik e Pará são julgados nesta terça pelo STJD; atacante deve comparecer

Emerson tem o caso mais delicado da dupla e pode ser suspenso por até seis jogos. Ambos foram denunciados por atos na partida contra o Vasco, na Copa do Brasil



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Rio de Janeiro


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julga nesta terça-feira, às 17h, no Rio de Janeiro, dois jogadores do Flamengo. Emerson Sheik e Pará foram denunciados por atos praticados na partida contra o Vasco, pelo jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil. A defesa da dupla ficará sob responsabilidade do advogado do clube, Michel Asseff Filho.

Sheik Pará STJD (Foto: GloboEsporte.com)
Pará e Sheik: na mira do STJD nesta terça-feira 
(Foto: GloboEsporte.com)


O caso mais delicado é do atacante Emerson Sheik. No intervalo do jogo, em entrevista à TV Globo, o jogador xingou o árbitro Wilton Pereira Sampaio. Por conta disso, Sheik foi denunciado com base no artigo 243-F, parágrafo 1º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A pena neste caso varia de três até seis jogos e multa que pode chegar a R$ 100 mil. A Procuradoria ainda adicionou na denúncia que Sheik é reincidente no caso - lembrando o incidente quando atuava pelo Botafogo, em 2014, quando disse que a CBF era uma vergonha.

Emerson chegou a se desculpar pelas declarações. O gesto, porém, não o livrou da denúncia. Para endossar a defesa, o clube cogita levar o atacante para depor. Outra estratégia será mudar o artigo base da denúncia. A defesa do Fla deve tentar migrar o caso para o artigo 258 - prática antidesportiva -, que prevê pena máxima também de seis jogos. Porém, a punição mínima diminui para um jogo.

Sheik / Flamengo (Foto: Reprodução)Sheik xingou o árbitro Wilton Pereira Sampaio no saída do 1º tempo da última partida contra o Vasco (Foto: Reprodução)


Especialista em direito esportivo, o advogado Mauro Chedid acredita que a mudança de artigo para atenuar a pena de Emerson Sheik é possível. Ele acredita ainda que as desculpas públicas do jogador vão ajudar a defesa.

- Totalmente plausível (a mudança de artigo). Concordo com o Michel Assef (advogado do Flamengo) em desclassificar a ofensa moral para usar prática antidesportiva (assunto do artigo 258). A ofensa moral é quando o ofendido declara que aquilo o ofendeu. E na verdade o árbitro não disse isso. Foi um mero desabafo. Ele não é primário, o que pode complicar um pouco. Acredito que ele deva pegar duas ou três partidas. Além disso, é um atenuante o fato dele ter expressado o arrependimento, e isso poder servir como uma brecha para a defesa do Flamengo - disse o Mauro Chedid

Pará foi enquadrado no artigo 250 do CBJD. O lateral-direito foi expulso aos 42 minutos do segundo tempo após cometer falta em Nenê. O juiz relatou que o jogador agiu de forma temerária e atingiu o rosto do adversário. Com isso, Pará foi denunciado por ato desleal ou hostil. A pena neste caso pode chegar até suspensão em três partidas. 

Em caso de punição imposta em plenário, a pena terá que ser cumprida no Campeonato Brasileiro. Isso ocorre porque o Flamengo já foi eliminado da Copa do Brasil. Neste caso, reza o artigo 171 do CBJD que a suspensão seja cumprida na próxima partida de competição organizada pela mesma entidade, no caso, CBF.

Nesta terça-feira, às 9h30, o Flamengo realizará jogo-treino contra a Portuguesa da Ilha, no Ninho do Urubu. O GloboEsporte.com transmitirá ao vivo a atividade.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2015/09/sheik-e-para-sao-julgados-nesta-terca-pelo-stjd-atacante-deve-comparecer.html