domingo, 26 de julho de 2015

Empurrado pela massa, Atlético-MG vence o Figueirense e segue líder

BRASILEIRÃO SÉRIE A - 15ª RODADA


Galo faz 1 a 0 no estádio Independência com gol de Lucas Pratto, no segundo tempo em partida intensa e repleta de emoção na noite deste sábado, pelo Brasileirão 2015



Por
Belo Horizonte, MG

 
Quando a massa atleticana joga junto é dureza para qualquer adversário. E olha que o Figueirense fez jogo muito honroso na noite deste sábado, no estádio Independência. Só que a pressão foi tamanha do líder do Brasileirão que não teve defesa, Muralha, trave ou contra-ataque capaz de segurar o Galo. Empurrado por mais de 16 mil torcedores, o placar de 1 a 0 em favor dos donos da casa pode parecer pouco, mas foi muito, levando em conta a dificuldade do jogo e a importância da vitória. 

A massa do Galo empurrou, cantou e vaiou quando deveria. O Figueirense jogou tudo o que podia e também cansou de perder chances e parar em boas defesas de Vitor. O mesmo pode-se dizer para o Atlético-MG, que martelou a equipe catarinense e só encontrou o gol aos 17 minutos do segundo tempo, em cobrança de penalidade convertida por Lucas Pratto. 

Lucas Pratto comemora gol de pênalti contra o Figueirense (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)
Lucas Pratto comemora gol de pênalti contra 
o Figueirense (Foto: Bruno Cantini 
/ Flickr do Atlético-MG)


A torcida no Independência joga junto, empurra e pressiona. E o Galo vai, embalado, para cima do adversário. Foi assim em praticamente todo o primeiro tempo. Só que o Figueirense, apesar de estar fechadinho e marcando duro, conseguiu escapar e assustar mais que os donos da casa. O Atlético-MG tentava encurralar rival catarinense e teve chute de Giovanni Augusto, Thiago Ribeiro, Rafael Carioca e Lucas Pratto. Todos parados na boa atuação de Alex Muralha.

O cenário seguia esse: pressão do Galo e contra-ataque do Figueira. A equipe de Florianópolis, aliás, foi quem mais assustou. Dudu, sempre veloz, esteve na cara de Vitor por duas vezes. Assim como Rafa Bastos que bateu para fora. E o goleiro, sempre aclamado pelos atleticanos, Vitor, aos 44 minutos faria jus do prefixo “São” em cabeceio no ângulo do zagueiro Marquinhos, do Figueira. Foi um gol do camisa “1” do Galo, sem dúvidas.

As duas equipes foram cansadas para os vestiários, pois a primeira etapa foi boa, intensa e com boas oportunidades.  Emoção não faltou. Foram 18 finalizações, com nove chances claras de gol. 

Não poderia deixar de ser diferente no segundo tempo. O líder do Brasileirão seguiu empurrando o Figueirense para o seu campo. A posse de bola chegou a ser quase dobro sobre o rival – 62% para 38%. Apoiado pela torcida, o gol não demorou a sair. Logo depois da entrada de Guilherme, no lugar de Dátolo, após sobra dentro da área o lateral Marcos Rocha foi derrubado por Paulo Roberto, um atropelo. Pênalti convertido com tranquilidade pelo argentino Lucas Pratto, aos 17 minutos. 

O técnico Argel Fucks viu que sua estratégia não estava dando mais certo. Os contra-ataques não surgiam e o placar era desfavorável. Yago e Thiago Santana entraram, mas pouco produziram.  Após o gol, a partida, enfim, teve o seu ritmo reduzido. O Galo passou a administrar o resultado. Nos minutos finais, para ter noção da "loucura" do jogo, o goleiro Alex foi para a área, o argentino Pratto acertou a trave e Marcos Rocha pediu novo pênalti. Ao final da partida, melhor para o Galo, líder do Brasileirão. 


FONTE:

Baptista defende que escalação com três volantes não prejudicou o Sport

Mudança tática coincidiu com mau primeiro tempo do time no empate por 1x1 contra o Grêmio, mas técnico argumentou que sua escolha foi feita para reforçar a defesa



Por
Recife

Eduardo Baptista Sport (Foto: Diego Guichard / GloboEsporte.com)Eduardo Baptista comemorou ponto conquistado no Sul (Foto: Diego Guichard / GloboEsporte.com)


Um dia antes do jogo contra o Grêmio, o técnico Eduardo Baptista já havia afirmado que não gostaria de divulgar o time titular do Sport. A atitude é rara na rotina do treinador, que só esconde a escalação quando vai mexer na estrutura da equipe. Dito e feito. Quando o Leão entrou em campo neste sábado, na Arena do Grêmio, foram vistos três volantes. A postura mais defensiva não era vista há algum tempo, mas o treinador acredita que isso não influenciou no mal começo do time na partida, que terminou empatada em 1x1.


O primeiro tempo acabou sendo muito diferente do que os rubro-negros estão acostumados a produzir. Eduardo justificou a escolha por conta de uma mudança forçada na lateral esquerda, a entrada de Danilo - um lateral com características mais ofensivas - na vaga do suspenso Renê. Assim, segundo o técnico, o time precisava de mais proteção.

- Eu tinha que dar uma proteção maior para o Danilo. Perdemos Renê, que tinha mais essa característica de proteção. Eu podia optar por Ferrugem, mas ele joga pelo lado direito e o lado forte do Grêmio é o outro. Por isso, coloquei Wendel para ajudar por ali.

Para o treinador do Sport, não foi essa mudança que fez o time não jogar bem no primeiro tempo. O Grêmio pressionou o Leão durante os 45 minutos iniciais e acabou indo para o intervalo com o 1 a 0 no placar.

- Deixamos de jogar. Faltou isso. Independentemente de estar com três ou dois volantes. Entregamos a bola para o Grêmio e cedemos à pressão. Corrigimos no segundo tempo e começamos a pressionar. Colocamos o Grêmio no campo deles.

Diante de todas as circunstâncias do jogo, Eduardo Baptista comemorou o ponto conquistado na Arena do Grêmio.

- Levamos um ponto para casa. É um ponto importante. O Grêmio é uma equipe difícil de jogar em seus domínios.



FONTE:
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