quarta-feira, 15 de julho de 2015

Paraná quebra jejum e goleia ABC, de virada, em jogo sem torcida em Nata


BRASILEIRÃO SÉRIE B - 13ª RODADA



Sem vencer há quatro jogos, Tricolor conquista primeiro triunfo fora de casa e sobe cinco posições. Dominado, ABC chega a nono jogo sem vitória no Estádio Frasqueirão


Por
Natal

 
Foi melhor a torcida do ABC não ter ido ao Frasqueirão mesmo. Com os portões fechados devido à punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Alvinegro foi engolido pelo Paraná na noite desta terça-feira, em Natal. O Tricolor, que não vencia há quatro jogos, conseguiu a primeira vitória fora de casa com uma goleada de 4 a 1, de virada, e decretou o nono jogo sem vitória do time potiguar em casa. 

Edno, de pênalti, abriu o placar para o ABC. Em noite iluminada, Danielzinho empatou para o Paraná e deu os passes para os gols de Ricardinho e Lucas Pará. Henrique também deixou o dele e garantiu mais três pontos para o Paraná, que chegou à 11ª posição, com 15 pontos, um a menos que o ABC, que segue em 10º.

ABC x Paraná comemoração (Foto: Diego Simonetti/Blog do Major)
Com Danielzinho inspirado, Paraná passeia em 
cima do ABC e goleia em Natal (Foto: Diego 
Simonetti/Blog do Major)


O Paraná só volta a campo agora na próxima terça-feira, contra o Macaé, no Moacyrzão. O ABC terá ainda mais tempo para se recuperar da goleada e encarar o Sampaio Corrêa, somente no próximo dia 25, no Castelão.


O jogo

Com o ABC jogando sem a presença da torcida no Estádio Frasqueirão, a partida teve um início bem sonolento. No primeiro lance de perigo do ataque alvinegro, Bismark foi derrubado na área por Luciano Castán e o árbitro marcou pênalti. Edno foi para a cobrança, deslocou o goleiro e bateu no cantinho para fazer 1 a 0 para o Alvinegro. No fim do primeiro tempo, Fábio Bahia arriscou de fora da área e obrigou Marcos a fazer grande defesa. Apesar da maior posse de bola, o Tricolor não finalizou uma vez sequer e foi para o vestiário atrás no placar.


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Show de Danielzinho e virada tricolor

No segundo tempo, a coisa mudou de figura e foi o Paraná que partiu para o ataque. Logo aos cinco minutos de jogo, após confusão na área abecedista, a bola sobrou para Danielzinho, que aproveitou a falha da defesa e chutou para deixar tudo igual. O ABC deu espaço e o Paraná conseguiu a virada com Henrique, que recebeu bom passe na área e bateu na saída do goleiro Saulo. O atacante fez o terceiro gol dele na Série B e assumiu a artilharia do Tricolor. E no primeiro jogo dele como titular, Danielzinho estava iluminado. Numa jogada que começou na cobrança de lateral, o meia deu uma bela assistência para Ricardinho, que dominou na área e mandou para o gol. O zagueiro Leandro Amaro ainda se esforçou para tirar em cima da linha, mas a bola entrou devagar. O técnico Gilmar Dal Pozzo, do ABC, ainda promoveu a estreia do atacante Rafael Oliveira, que perdeu um gol incrível de frente para a meta do goleiro Marcos. Aos 44 minutos, houve tempo para mais um. De novo ele, Danielzinho deu outra assistência para Lucas Pará marcar o quarto e fechar a goleada. Com o 4 a 1, o Paraná garantiu a primeira vitória fora de casa nesta Segundona.

ABC x Paraná panorâmica (Foto: Augusto Gomes/GloboEsporte.com)
ABC e Paraná jogaram sem torcida no Estádio 
Frasqueirão (Foto: Augusto Gomes
/GloboEsporte.com)


FOBTE:

Cabo aponta grama irregular e detona 1º tempo do Macaé: "Falta de atitude"

Atuação nos primeiros 45 minutos na derrota para o Mogi Mirim irritam o técnico, que dá de ombros para atuação e gol de Rivaldo: "Para mim, foi mais um jogador do Mogi"



Por
Cabo Frio, RJ



Depois de perder por 3 a 1 para o Mogi Mirim, na noite desta terça-feira, em partida válida pela 13ª rodada da Série B do Brasileirão, Marcelo Cabo dividiu sua análise em duas partes: uma do Macaé no primeiro tempo e a outra, no segundo. Para o treinador, a desconcentração e apatia da equipe nos primeiros 45 minutos foram determinantes para a derrota fora de casa - não à toa, todos os três gols do Sapo foram marcados nessa etapa.


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Ao mesmo tempo, o comandante apontou um possível motivo para o rendimento tão abaixo da expectativa: o gramado do Estádio Romildo Ferreira. Segundo ele, as irregularidades do piso prejudicaram sua equipe, cuja principal característica é o toque de bola.

- Primeiro (motivo da derrota), a desconcentração com que começamos o jogo, que foi muito grande. 

Nossa falta de atitude no primeiro tempo também foi fundamental. Nós não conseguimos o adaptativo ao campo, que é muito duro, irregular. Nosso time é de toque de bola. Tivemos dificuldade, no primeiro tempo, para nos adaptar às condições de jogo, do campo, que é duro e irregular. Eles treinam todo dia e estão acostumados. É uma coisa que prejudicou nosso jogadores, que têm a característica do passe, da posse de bola - acredita ele.

Marcelo Cabo, técnico do Macaé (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Marcelo Cabo também ficou insatisfeito com 
a atuação da arbitragem na partida (Foto: 
Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)


No intervalo da partida, quando caminhava em direção ao vestiário, Max afirmou que "o Macaé respeitou muito o Rivaldo no primeiro tempo". Marcelo Cabo, por sua vez, preferiu não dar muita corda ao assunto.

- Eu não vou dar ênfase a isso. Para mim, o Rivaldo foi mais um jogador do Mogi. Nós simplesmente entramos desligados, desfocados. Tudo aqui que conversamos na palestra que poderia acontecer se não entrássemos concentrados aconteceu. Tivemos um primeiro tempo muito ruim - afirmou.


Confira os outros pontos da entrevista do treinador:

Lembrou a atuação contra o CRB?
- Sim, foram muito parecidas. Entramos no jogo desfocados, desconcentrados, sem atitude. Isso leva à apatia dentro de campo.

Desfalques
- Claro que, quando você perde meio time para o jogo e está sem tempo hábil para treinar um novo time para jogar, você acaba sentindo. Lamento ainda mais não ter oportunidade de treinar para jogar. São quatro jogos em 10 dias, é recuperar e acertar o time na palestra.

Reação no segundo tempo
- Eu também gostaria de ressaltar que, assim como faltou tudo aquilo no primeiro tempo, não faltou no segundo. O intervalo, mais uma vez, foi bom. As mudanças surtiram efeito, nós conseguimos colocar o time no segundo tempo adaptado ao gramado, às situações de jogo, fomos muito bem. Talvez, se o Giovani fizesse aquele gol e com as outras oportunidades que tivemos, com certeza teríamos uma chance real de reagir.

Arbitragem
- Não gosto de falar de arbitragem, mas ele deixou de dar um pênalti clar


FONTE:
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