sábado, 11 de julho de 2015

Brasil se impõe sobre a aplicada Tailândia e segue invicto no Grand Prix

Asiáticas endurecem até metade do jogo, levam 2º set, porém, sucumbem diante da qualidade técnica do Brasil. Carol e Garay (17 pontos) são as principais pontuadoras



Por
Direto de São Paulo

 

A fácil vitória do Brasil por 3 sets a 0 sobre a Tailândia no último domingo não se repetiu seis dias depois. Os 6.342 torcedores que foram ao Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, na manhã deste sábado, viram a equipe asiática pressionar e incomodar as donas da casa no saque, especialmente durante os dois primeiros sets - levando a melhor no segundo. Porém, com a recepção encaixada e o serviço mais bem colocado na metade final, as decacampeãs do Grand Prix confirmaram sua melhor qualidade técnica e fizeram 3 sets a 1 (25/23, 20/25, 25/14 e 25/19), após 1h55m. Esse foi quinto resultado positivo em cinco jogos das comandadas por Zé Roberto. Neste domingo, a Alemanha será a adversária no duelo que encerra a segunda fase. A partida será às 10h (de Brasília), com transmissão ao vivo da TV Globo e do SporTV e cobertura em Tempo Real do GloboEsporte.com.

Mais uma vez, a central Carol foi um dos destaques. Ao lado de Fernanda Garay, ela foi a maior pontuadora, com 17 pontos. Gabi e Juciely vieram bem mais atrás, com 10 cada.

- Fico feliz de estar conquistando o meu espaço. Eu alternei em alguns momentos no jogo, mas o importante é estar tentando sempre fazer o melhor para ajudar o Brasil. O time tailandês sempre surpreende, não dá para entrar "mais ou menos". As tailandesas defendem, atacam bem e têm uma velocidade forte. Sabíamos que seria um jogo difícil - disse a meio de rede do Rio de Janeiro.

Jogadoras da seleção brasileira de vôlei comemoram mais um ponto no jogo contra a Tailândia pelo Grand Prix  (Foto: Divulgação/FIVB)
Jogadoras da seleção comemoram mais um ponto 
no jogo contra a Tailândia pelo Grand Prix 
 (Foto: Divulgação/FIVB)


A parcial perdida para as tailandesas evitou que o time verde e amarelo assumisse a liderança geral do Grand Prix, com 15 pontos, mas o aproximou da classificação à fase final, em Omaha, nos EUA. Mais cedo, a líder China venceu a Itália por 3 sets a 1 e segue à frente das brasileiras no saldo de pontos. As duas seleções estão muito próximas de avançarem, já que têm nove pontos de diferença para a primeira seleção que ficaria de fora, a Alemanha, com seis.

- A gente já esperava que a Tailândia fosse agredir no saque, é um time baixo, que bloqueia mal, mas defende bem. A única chance no jogo que elas tinham era fazer isso e fizeram no segundo set. Nosso passe não saiu tão bem, começamos a passar bola de graça para lá, contra-atacaram e conseguiram vencer o set - analisou Zé Roberto.

Fernanda Garay se estica para fazer a defesa no duelo entre Brasil e Tailândia pelo Grand Prix vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)Além de ter feito boas defesas, Fernanda Garay foi a principal pontuadora, ao lado de Carol, ambas com 17 pontos (Foto: Divulgação/FIVB)


Encardido. Assim foi o primeiro set de jogo. Não fossem os muitos erros da Tailândia (7 a 3), o Brasil sairia atrás no confronto. Com o passe instável, Dani Lins não conseguiu acionar suas centrais tanto quanto gostaria e precisou das bolas de segurança com Garay e Gabi. O bloqueio ficou aquém dos outros jogos, tamanha velocidade do ataque tailandês. Atrás do placar em mais de três pontos por duas oportunidades, as asiáticas mostraram muita paciência e foram buscar (20/20). Com apenas 1,75 m, Onuma Sittirak infernizou a defesa brasileira com seus sete pontos de ataque. Um ace de Carol definiu a parcial a favor das brasileiras e tirou o "ufa" do apreensivo público (25/23).

O que se anunciou no primeiro set se confirmou no segundo. O empate da Tailândia na partida passou por seu saque flutuante, quebrando o passe brasileiro, o bloqueio, que encostava em todas as bolas, e a defesa bem postada. Paciente, trocou pontos com o Brasil até abrir 16/13. 

Dani Lins não conseguia acionar suas centrais e procurou Monique - substituta de Joycinha - e Fernanda Garay nas pontas. A irmã gêmea de Michelle Pavão se apresentou bem, com cinco pontos no set. Em desvantagem, Zé Roberto Guimarães mexeu. Adenízia entrou no lugar de Carol para aumentar o apagado bloqueio. Depois, Natália foi para a vaga de Garay para melhorar o passe, e Bárbara para a de Monique com o intuito de formar o paredão. Essa rede do Brasil ajudou na pequena reação do time, cortando uma diferença de seis pela metade (23/20). Mas Malika Kanthong e seus incríveis nove pontos de ataque frearam a animação do público (25/20).

Ginásio do Ibirapuera no jogo Brasil x Tailândia pelo Grand Prix de vôlei  (Foto: Dovulgação/FIVB)
Ginásio do Ibirapuera se colore de amarelo para 
apoiar a seleção brasileira no Grand Prix 
(Foto: Divulgação/FIVB)


A disparidade entre Brasil e Tailândia ficou nítida no terceiro set. O saque forçado e bem colocado das brasileiras incomodou a recepção tailandesa de uma forma que ainda não havia acontecido em todo o jogo. Sem bola na mão, Nootsara Tomkom precisou aumentar a altura do levantamento nas pontas. Era tudo o que as donas da casa queriam. O paredão canarinho anotou os mesmos seis pontos na parcial que tinha conquistado nas duas anteriores. Carol e Juciely voltaram a ser destaques. Jaque entrou na parte final para sacar e fazer os paulistas ficarem roucos com tantos gritos (25/14).

A força do Brasil na tranquila vitória anterior parece ter desnorteado as confiantes tailandesas, que pioraram na recepção e no ataque. Do outro lado da rede, o cenário era o oposto. Os semblantes sorridentes de Carol e Garay, destaques da partida, eram explicados por mais uma larga diferença no placar (14/5). O resultado garantido permitiu a Zé Roberto efetuar substituições. Jaque, Monique, Ana Tiemi, Sassá foram à quadra e ajudaram as invictas brasileiras a conquistarem a quinta vitória no Grand Prix (25/19).


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Federer e Djokovic travam revanche após show nas semifinais: veja top 10

Um ano após título do número 1 do mundo, suíço terá a chance de dar o troco e levar o oitavo troféu de Wimbledon, se tornando o maior vencedor da história do torneio



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Londres

federer tenis wimbledon djokovic (Foto: Getty Images)Federer e Djokovic disputaram a final de Wimbledon em 2014 (Foto: Getty Images)


Um ano depois, Novak Djokovic e Roger Federer reeditam a decisão de Wimbledon. No ano passado, melhor para o sérvio, que se sagrou campeão pela segunda vez na grama sagrada. Agora, o suíço terá a revanche para buscar seu oitavo título e se tornar o maior campeão da história do torneio, deixando Pete Sampras e William Renshaw, com sete conquistas, para trás. A partida será disputada neste domingo e terá transmissão ao vivo do SporTV 2 a partir das 9h30 (de Brasília). Os assinantes do Canal Campeão também podem assistir pelo SporTV Play na internet. Em tempo real, o internauta também poderá acompanhar o confronto pelo SporTV.com.

As campanhas de Federer e Djokovic foram absolutas na atual edição de Wimbledon. O suíço perdeu apenas um set - para Sam Groth, na terceira fase - em toda a competição. O sérvio perdeu dois, ambos para Kevin Anderson, na longa disputa de oitavas de final. No entanto, o que mais chamou atenção foi o domínio que os dois melhores tenistas do ranking mundial mostraram nas semifinais. Djokovic superou Richard Gasquet e Federer arrasou Andy Murray, ambos em sets diretos, e com lindos lances em suas partidas para conquistar a vaga na decisão. Vale conferir alguns dos melhores pontos que os ajudaram a chegar até a final do Grand Slam mais tradicional do circuito.


Os cinco melhores lances de Djokovic contra Gasquet

  • limpou a grama


  • Por mais que o placar possa dizer o contrário, Gasquet foi um adversário complicado para Djokovic. O sérvio, no entanto, estava focado na partida e, depois de conseguir uma devolução com a bola em seu corpo, subiu à rede e foi perfeito no voleio, deixando o francês sem reação.

  • no estilo frescobo


  • Gasquet também foi ousado e subiu à rede. Mas, com Djokovic pela frente, as coisas se complicam. O número 1 do mundo encurtou a jogada subindo à rede e, na quinta troca de bola entre eles, o sérvio finalizou a jogada voleando fora do alcance do francês.

    vai buscar


    Mais uma vez com Gasquet na rede, Djokovic mostrou seu vasto repertório conquistando o ponto no fundo da quadra. O sérvio atacou bem e, vendo o posicionamento de seu rival, acertou um lindo backhand no fundo da quadra, colocando a bola no cantinho, sem chances para Gasquet, fechando o segundo game no 2º set.

    sem desistir


    E, nem sempre, Djokovic precisou conquistar o ponto para arrancar os aplausos do torcedor em Londres. Gasquet colocou o sérvio para correr e, mesmo após escorregar, ele teve fôlego para se recuperar, chegou em alta velocidade para salvar uma deixadinha do francês, mas a bola parou na rede. O número 1 do mundo ainda caiu de novo depois de chegar na jogada.

  • deixadinha com estilo


  • Mesmo com o jogo já próximo de seu desfecho, Djokovic continuava variando as jogadas sem baixar o ritmo contra Gasquet. O sérvio variou bem os golpes e, quando teve a oportunidade, subiu à rede para mandar uma deixadinha na diagonal, precisa. O francês bem que tentou, mas já era tarde para chegar na bola.

    Os cinco melhores lances de Federer contra Murray

  • vai aonde, murray?


  • Depois de uma longa troca de bolas, com direito a dois lindos backhands, Roger Federer subiu à rede. Murray tentou encurtar a jogada para o lado, mas o suíço foi rápido e empurrou a bola novamente para o fundo da quadra. O britânico conseguiu mais uma ótima devolução, mas Federer estava afiado e aplicou uma deixadinha incrível, quase fazendo Murray cair no chão para tentar salvar o ponto. Que pontaço!

  •  na devolução


  • Antes de fechar o primeiro set, Federer mostrou seu poder de devolução ao "ler" o saque de Murray. O suíço se movimentou para a esquerda, vendo que receberia um saque no corpo, e aplicou um forehand sensacional no fundo da quadra. Murray ficou sem reação ao ver o ponto, que deixou o número 2 do mundo com um duplo break e set point.

  • winner na corrida


  • Tem vezes que não adianta dar o seu melhor. Roger Federer ainda assim vai conseguir reverter a situação. Murray sacou muito bem, mas o suíço devolveu bem de backhand. Mais uma vez, o britânico arriscou no contrapé de Federer, que foi buscar da mesma forma. Murray inverteu o jogo e fez o rival correr. Na velocidade, Federer chegou na bola e aplicou uma diagonal fantástica no forehand, sem defesa alguma para Murray. Um winner de tirar o fôlego.

  • smash decisivo


  • O suíço mostrou mais uma vez seu vasto repertório de jogadas para fechar o segundo set. Depois de buscar um winner cruzado, Murray golpeou na paralela, a bola foi na linha, no fundo da quadra e, ainda assim, Federer salvou bem. O britânico continuou soltando o braço, mas Federer inverteu a situação e dominou o ponto com uma bela paralela. Murray salvou, mas o heptacampeão de Wimbledon foi à rede e aplicou um smash no contrapé para definir o ponto e conquistar a quebra. 

  • "Ah, não!"


  • Próximo de vencer o confronto, Federer viu Murray sacar bem e volear na rede de bate-pronto, empurrando a bola para o fundo da quadra. A certeza era de que o ponto estava na mão do britânico. Mas o suíço, com uma categoria impressionante, fez uma devolução de backhand, de costas, que surpreendeu o próprio adversário. Murray apenas lamentou e o comentarista Narck R


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