segunda-feira, 15 de junho de 2015

No reencontro com a torcida, Ponte fica no 0 a 0 com o Goiás e sai do G-4


BRASILEIRÃO SÉRIE A - 7ª RODADA


Macaca conta com apoio da torcida após dois jogos com portões fechados, mantém invencibilidade, mas esbarra no forte poder de marcação da melhor defesa da Série A



Por
Campinas, SP

 

Invicta, porém, chateada. Assim a Ponte Preta deixa o estádio Moisés Lucarelli. Na manhã deste domingo, a Macaca se reencontrou com a torcida após dois jogos com portões fechados, mas não saiu do 0 a 0 com o Goiás. A expectativa de vitória dos quase 10 mil pagantes em Campinas não se confirmou, e o time deixou o G-4, ultrapassado pelo Corinthians no número de vitórias – ambos têm 13 pontos. O Goiás, por sua vez, mostra que será um adversário “chato” ao longo do Brasileirão. A equipe esmeraldina novamente mostrou grande poder de marcação e colocou fim à série de duas derrotas seguidas. O time goiano fica em 11º, com nove pontos, e três gols sofridos – melhor defesa da competição.

Jogadores importantes, como Rodinei, Fernando Bob, Biro Biro e Renato Cajá fizeram o sétimo jogo pela Ponte Preta neste Campeonato Brasileiro. Com isso, não poderão defender nenhuma outra equipe na Série A de 2015. Mesmo assim, o time da casa não conseguiu se impor. No primeiro tempo, o Goiás começou melhor, adiantando a marcação, e criando algumas boas chances com Bruno Henrique. O goleiro Renan também apareceu bem quando foi exigido. Na etapa final, a Macaca foi mais incisiva, no entanto, esbarrou na defesa esmeraldina. O Goiás volta a campo no próximo domingo, fora de casa, contra o Joinville. A Ponte Preta só jogará no dia 24, no encerramento da oitava rodada, contra o Fluminense, no Maracanã.


SAIBA MAIS



Apesar de toda euforia da torcida por poder enfim comparecer ao Moisés Lucarelli e prestigiar a invicta Ponte Preta, a Macaca teve muitas dificuldades no primeiro tempo. Aplicado taticamente, o Goiás marcava no campo adversário desde os primeiros minutos e praticamente não era ameaçado. Bruno Henrique mais uma vez mostrava boa mobilidade para sair da área e incomodar a defesa da Ponte. E quando conseguiu criar, o time da casa viu que teria ainda outro problema: Renan. O goleiro do Goiás fez ótima defesa em bonita cabeçada de Diego Oliveira na melhor chance da etapa inicial. O Goiás voltou a ameaçar com o zagueiro Fred, em cobrança de falta.

A Ponte Preta voltou para o segundo tempo com a mesma formação, mas mudou a postura e foi para cima. Logo aos dois minutos, Diego Oliveira tabelou com Biro Biro, invadiu a área pela direita e soltou a bomba por cima do travessão, com muito perigo. Em seguida, Renato Cajá chutou com categoria e obrigou Renan a fazer boa defesa. À medida que o tempo passava, a Macaca ficava mais presente no campo de ataque e acuava o Goiás. Os jogadores de marcação da equipe esmeraldina se desdobravam em campo de forma incansável. Até os jogadores de ataque, como Bruno Henrique, voltavam para ajudar a defesa. Só que a equipe tinha pouca presença ofensiva. Roni até marcou após cruzamento de Cesinha, contudo, o atacante da Ponte estava impedido. No fim, prevaleceu o empate sem gols.

Ponte Preta x Goiás, Estádio Moisés Lucarelli (Foto: Fábio Leoni / PontePress)
Em jogo bastante disputado, Ponte Preta e 
Goiás ficam no 0 a 0(Foto: Fábio Leoni 
/ PontePr


FONTE:

Adilson Batista lamenta revés, mas vê JEC corajoso e parabeniza entrega

Treinador reconhece falhas, mas destaca boa atuação e chances criadas pelo time diante do Sport fora de casa; com o resultado, catarinenses seguem sem vencer



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Recife

 

A sina do Joinville na Série A do Campeonato Brasileiro de 2015 continua. Na noite deste sábado, em Recife, o JEC foi derrotado por 2 a 1 pelo Sport e segue sem vencer na disputa. Após sofrer dois gols de Maikon Leite, Marcelinho Paraíba diminuiu em cobrança de falta, mas não foi o suficiente para o time catarinense reagir. Adilson Batista lamentou o revés, o segundo consecutivo dele à frente do Tricolor, mas fez questão de parabenizar a postura dos comandados. Segundo ele, o JEC foi corajoso e não teve medo de enfrentar o adversário.

- Nós tivemos um primeiro tempo, até os 20 minutos, controlado. Depois acabamos sofrendo o gol, uma desatenção. O segundo gol a mesma situação. Logo em seguida tivemos duas situações com o Rafael. No segundo tempo eu fiz duas mudanças para dar o poder de força, aumentar. Acho que o segundo tempo foi todo nosso, onde nós trabalhamos meio-campo, rodamos bem a bola, invertemos, criamos, chegamos, tivemos bem mais finalizações. Pela postura da equipe te dá tranquilidade e esperança que você consegue o objetivo lá na frente. Nos meus times você não vai ver esse desespero de fazer ligação e chutão só porque falta um minuto. A gente lamenta pelo resultado, pela situação, pela circunstância, mas eu vi um time corajoso, um time que veio buscar o resultado - disse ele.

Na próxima rodada, a oitava da edição 2015 da Série A, o Tricolor volta a jogar em Santa Catarina. Na Arena, no domingo, no dia 21 de junho, recebe o Goiás, às 16h.

Adilson Batista Joinville (Foto: José Carlos Fornér/JEC)
Adilson Batista fala da partida contra o Spor 
(Foto: José Carlos Fornér/JEC)


Confira o restante da coletiva de Adilson Batista:

Atuação dos laterais:
- Gostei no todo. Evidente que em algumas situações o adversário também te neutraliza, mas desde o primeiro tempo o Tiago tentou penetrar, o Popp tentou a invertida, o Anselmo trabalhou bem a bola, o Augusto teve três penetrações, o Mário a mesma coisa, o Diego chegou várias vezes. Eles têm o Maikon Leite, saiu o gol em um erro, os dois gols foram erros nossos. O adversário também tem méritos. Uma invertida no lateral e saiu o gol. No segundo gol foi um lateral nosso, uma roubada de bola, uma situação rápida, e o Maikon Leite fez o gol. No todo, isso tem dá orgulho do pouco tempo de trabalho que tivemos, o time foi corajoso. O resultado em si a gente lamenta pela entrega deles. Vamos trabalhar para recuperar. A minha cabeça está voltada para tirar o time dessa situação. Infelizmente estamos adiando um pouquinho.


Os gols
- O primeiro gol foi uma falta na lateral no nosso canto, ela foi rifada. Nós fizemos uma ligação direta que não tinha necessidade, uma invertida da zaga nas costas do Augusto e uma bola rápida. O segundo gol saiu de um lateral, uma coisa que pode acontecer. O Maikon Leite foi meu jogador no Santos, ele é rápido, fez gol decisivo, ele cria. Não vamos tirar méritos. Eu gostei , tenho que elogiar o comportamento de todos e parabenizar a entrega.


Marcação no setor defensivo
- Não é questão de preocupação. Independente de ter o Naldo ou o Kempes ou trabalhar com os dois, a minha intenção era não deixar o Diego Souza ali atrás. É o jogador mais lúcido, que define, cria, e tínhamos uma proteção e trabalhando por setor. Trabalhei com os dois, mas achei que tinha necessidade da entrada do Marcelinho e entrou super bem. Eu trabalhei quatro dias e assim você vai encontrando. Esperamos fazer isso o mais rápido possível.


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