segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Nadador é flagrado no antidoping, e Brasil pode perder título mundial

João Gomes Jr. participou de 3 revezamentos em que país foi ouro no Mundial de Piscina Curta. Brasil corre risco de cair do 1º para 5º lugar


Por
Rio de Janeiro



O nadador João Gomes Júnior apresentou resultado adverso em um exame antidoping no Mundial de Natação de Piscina Curta, realizado em Doha, no Catar, em dezembro. O atleta participou das eliminatórias de três provas de revezamento em que o Brasil ganhou medalhas de ouro na competição: 4x50m medley, 4x100m medley e 4x50m medley misto.


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Diante do resultado do exame, o Brasil corre o risco de perder os três ouros, o que faria o país cair da primeira para a quinta colocação no quadro de medalhas. E o atleta pode ser suspenso por até quatro anos.

O exame, feito durante o Mundial disputado no Catar, indicou a presença no organismo do atleta de um diurético, cujo uso é proibido por ter a capacidade de mascarar a presença de substâncias proibidas.

João Gomes Júnior natação (Foto: Reprodução SporTV)João Gomes Júnior corre o risco de perder os três ouros ganhos em Doha (reprodução SporTV)


Segundo o comentarista do SporTV Alexandre Pussieldi, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) já iniciou o processo de defesa do nadador. O atleta teria admitido que utilizou um remédio preparado por uma farmácia de manipulação e alega que este teria sido contaminado.

- Temos um resultado analítico adverso para o nadador por um diurético, que é uma droga considerada mascaradora de uma possível droga a mais que ele teria consumido ou simplesmente por uma contaminação, que está sendo a defesa dele. A situação é muito difícil. A natação brasileira vive um drama muito grande. Porque foi a nossa maior conquista e daqui a pouco pode ser o nosso maior pesadelo - afirmou Pussieldi, que também é treinador de natação.

Segundo o especialista, se a defesa conseguir convencer a Fina (Federação Internacional de Natação) de que houve uma contaminação acidental do remédio, o nadador receberia apenas uma advertência, e o Brasil não perderia as três medalhas de ouro e o título do Mundial de Piscina Curta.

Pussieldi lembrou o caso envolvendo Cesar Cielo, Vinícius Waked, Henrique Barbosa e Nicholas Santos em 2011, quando os atletas foram somente advertidos após julgamento, quando prevaleceu a tese de que houve uma contaminação. E lembrou que o caso gerou polêmica.

- Se a defesa do Brasil conseguiu apresentar um bom caso ao painel antidoping da Fina, pode ser que o João seja somente advertido e aí o Brasil não perderia medalha alguma. Mas isso não é fácil. Aquele caso (de 2011) foi muito controverso. A Fina, na época, discordou da punição de advertência ao Cielo e aos outros nadadores e levou o caso até o tribunal da corte superior na Suíça. É um caso controverso. Os atletas brasileiros usam muito mais remédios de farmácia de manipulação do que os estrangeiros. Isso fez parte da defesa do João Gomes Júnior - disse o comentarista.

Como o caso aconteceu durante uma competição realizada fora do país, cabe à Fina realizar o julgamento.

Procurado pela reportagem do SporTV, o nadador disse que não iria se pronunciar sobre o caso a pedido do advogado da CBDA, Marcelo Franklin.


FONTE:
http://glo.bo/1xq6xlT

"Corre atrás dele, faz alguma coisa", disse surfista ao tio, após ser baleado

Em relato, parente de Ricardo dos Santos explica que chegou a socorrer o sobrinho depois dos disparos e que suspeito teria atirado pelas costas do atleta


Por
São José, SC


Mauro da Silva, tio do surfista Ricardo dos Santos (Foto: Renan Koerich)
Tio comenta últimas palavras do 
surfista antes do atendimento 
(Foto: Renan Koerich)


"Corre atrás dele, anota a placa, faz alguma coisa", disse Ricardinho, surfista, estirado ao chão em frente a sua casa na Guarda do Embaú, na Grande Florianópolis. Ricardo dos Santos havia acabado de ser baleado e berrava para o seu tio, Mauro da Silva, que também estava no local.
Os momentos seguintes aos três tiros, como relata o tio do surfista, foram de apreensão. As últimas palavras de Ricardinho foram ditas antes do socorro do Corpo de Bombeiros chegar para o atendimento. Na sequência, Mauro teria corrido em direção ao carro dos suspeitos e conseguido anotar a placa.

- Uma situação surreal. O cara sacou a arma e atirou. Não teve de fato uma discussão para  atirar. Só pedimos para os "caras" saírem, o Ricardo olhou e falou duas coisas e saímos. Ele (suspeito) estava alterado, não conseguia falar muito. "A gente já vai sair, já vamos”, disse o irmão dele. O Ricardinho nem olhou para o "cara", ele atirou pelas costas, sem motivo algum – conta Mauro da Silva.

Segundo explica o tio, que também prestou depoimento para a Polícia, a situação teria ocorrido por volta das 8h40 da manhã desta segunda-feira. Mauro iria auxiliar em uma obra na casa do surfista. Juntamente com o jovem atleta, estaria o avô, Nicolau, para realizar a construção de encanamento residencial. Ao chegar no local, o tio se deparou com a cena em sua frente. 

Carro dos suspeitos de atirarem contra o surfista Ricardo dos Santos (Foto: Renan Koerich)Carro dos suspeitos está apreendido no pátio da PM (Foto: Renan Koerich)


- O carro estava parado próximo da casa, e eles iam fazer uma parte do encanamento. Um Citroën C4 parou perto dos canos. Nisso passou o avô do Ricardo, seu Nicolau, e o cara falou uma gracinha. Aí o Ricardinho foi tirar satisfação, perguntando o que que tinha acontecido. Eu tinha acabado de chegar e escutei o Ricardo falar: “Saí daí cara, aqui não é lugar para isso, vamos fazer obra aqui”. O Ricardinho virou as costas e saiu, a situação já estava amenizada. Só que ele (suspeito) parecia embriagado, eram dois. O mais novo estava atrás do carro, acho que urinando. Eu fiquei um pouco para trás, e o Ricardo e o avô dele estavam pegando as ferramentas para começar a obra, uma enxada, essas coisas. Quando eu vi, o cara atirou – relata Mauro da Silva.

De acordo com informações do delegado da Comarca de Palhoça, Marcelo Arruda, responsável pelo caso, o irmão do policial suspeito de alvejar o surfista declarou que os tiros foram efetuados por legítima defesa. O PM, no entanto, ainda não prestou depoimento oficial. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, ele irá permanecer preso em quartel da Polícia Militar em Florianópolis, a fim de facilitar maiores esclarecimentos sobre os fatos.

- São duas versões conflitantes. Uma parte diz que seria legitima defesa, a outra diz que os disparos foram injustificados, que não houve nenhuma agressão que motivasse esses disparos - disse o delegado. 


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O tio acompanha, juntamente com outros familiares e amigos, a situação em frente ao hospital Regional de São José, cidade vizinha a Florianópolis. O estado de saúde do surfista Ricardo dos Santos é considerado gravíssimo, segundo informação de familiares. Baleado na manhã desta segunda-feira, em frente à casa onde mora, na Guarda do Embaú, Grande Florianópolis, o atleta passou por duas cirurgias. Até o momento, ele segue internado, acompanhado pelos médicos do hospital Regional de São José. Ainda de acordo com familiares, que estão em frente ao setor de emergência do hospital, o surfista teve as hemorragias controladas pela junta médica no começo da tarde, por volta das 13h30. Entretanto, a situação é tida como muito grave diante dos três tiros que recebeu. 

Até as 18h desta segunda, o hospital não havia divulgado o boletim oficial sobre o caso de Ricardinho. As informações, segundo explica o pai da namorada do surfista, Voleny Esser, são colhidas com a mãe, Luciane Dalcema dos Santos, e também com a companheira, Karoline Esser, que estão acompanhando de perto os procedimentos.

Ricardo dos Santos (Foto: Henrique Pinguim)
Ricardinho levou três tiros em frente a sua 
casa na Guarda do Embaú (Foto: 
Henrique Pinguim)


FONTE: