quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Focado no Fla, Laprovittola congela sonho da NBA e só pensa no Orlando

Adaptado ao Rio de Janeiro, argentino garante que trata sua carreira com paciência e vê o Rubro-Negro com chance de vitória: "Precisamos entrar em quadra e jogar"


Por Direto de Orlando, EUA


Dos 24 anos completados em janeiro de 2014, Nicolas Laprovittola viveu apenas um deles no Brasil. Mas a enorme empatia do argentino com o Rio de Janeiro e, principalmente com seus companheiros, faz com que esse período pareça muito maior. Jogador mais valioso na disputa da Copa Intercontinental, contra o Maccabi Tel Aviv, de Israel, e um dos destaques da conquista do NBB 6, o armador rubro-negro sonha com a NBA. Mas a longo prazo, como ele próprio gosta de frisar.


Nicolas Laprovittola no treino do Flamengo em Orlando (Foto: Pedro Veríssimo)
Nicolas Laprovittola observa orientações do 
técnico Neto no treino do Flamengo em
 Orlando (Foto: Pedro Veríssimo)


A paciência que o camisa 7 parece ter à espera da hora certa para dar um passo à frente na carreira, é a mesmo que ele acredita que o Flamengo precisará para vencer o Orlando Magic, nesta quarta-feira, às 20h (horário de Brasília), no Amway Center, na segunda partida do time carioca na pré-temporada da Liga Americana.  Quarta passada, o campeão da Liga das Américas perdeu para o Phoenix Suns, por 100 a 88, no Arizona.


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- Assistimos ao vídeo que a comissão técnica preparou e deu para perceber que o time dele não é um dos melhores da NBA. Acho que o Phoenix Suns tem um time mais forte. Temos chances de ganhar, mas precisamos entrar em quadra e jogar. Tivemos bons e maus momentos contra os Suns, mas entramos com o propósito de vencer – afirmou Nico.

A vitória pode ter escapado, mas o armador argentino deixou uma boa impressão para os adversários. Além de encarar de igual para igual caras como Goran Dragic, Eric Bledsoe e Isaiah Thomas, Laprovittola anotou um duplo-duplo de 13 pontos e 12 assistências e foi um dos principais jogadores do Flamengo na partida.

Se para muitos a atuação da última quarta já seria suficiente para credenciá-lo a jogar entre os melhores do mundo, para o camisa 7 da Gávea ainda é cedo e tudo tem a hora certa. No momento, Nico só pensa no Flamengo e na temporada que está apenas começando.

Nicolas Laprovittola no treino do Flamengo em Orlando (Foto: Pedro Veríssimo)Nico se prepara para arremessar durante o treinamento rubro-negro (Foto: Pedro Veríssimo)


- Jogar essas partidas contra times da NBA é uma oportunidade única para todos nós, do Danielzinho até o Marcelinho. Claro que meu sonho é jogar na NBA, e acho que fazendo as coisas bem feitas eu tenho tudo para conseguir. Mas tenho paciência, agora estou no Flamengo e só penso em fazer o melhor pelo clube. Minha cabeça tem que estar tranquila, eu jogo muito com ela e sou um cara que me cobro e me desafio demais. Jogar contra jogadores que fazem 18 a 20 pontos por noite, como Dragic, Thomas, Bledsoe é um desafio e tanto, e acho que deu para encará-los bem – disse Laprovittola.

Com um português bem melhor do que quando chegou, mas ainda vacilante, o discurso do armador argentino pode até soar arrogante ao “exigir” que o Flamengo volte ao Brasil jogando melhor após a experiência no melhor basquete do mundo. Embora só o tempo dirá se isso realmente vai acontecer ou não, o fato é que a aposta de Nico não é nenhum exagero levada em conta os números rubro-negros nas últimas duas temporadas.

- Está todo mundo animado com essas partidas na NBA, nosso time é unido e muito forte. Acho que o Herrmann encaixou muito bem no grupo, Jerome tem sido um monstro e o Caracter, apesar de não poder ficar para o restante da temporada, tem nos ajudado muito.  A verdade é que temos que voltar para o Brasil jogando melhor. Estamos na pré-temporada e temos que melhorar no dia a dia. O objetivo era fazer bons treinos, bons jogos e ir conhecer de perto o mundo da NBA e ver como tudo funciona aqui – explicou o armador, que atualmente  vê o Flamengo à frente de seus principais rivais.

Nicolas Laprovittola no treino do Flamengo em Orlando (Foto: Pedro Veríssimo)
Laprovittola é seguido de perto pelo compatriota 
Hermann no aquecimento (Foto: Pedro Veríssimo)


- Acho que estamos um degrau acima dos outros times brasileiros, mas sabemos que Bauru e Mogi se reforçaram e são times muito fortes. Brasília é o rival do Flamengo de sempre e temos outras equipes fortes. Sabemos que a temporada não vai ser fácil.

Apesar da última temporada fantástica que teve com a camisa do Flamengo, o  ex-jogador do Lanús revelou que só teve propostas do Brasil e de seus país e que seu desejo sempre foi permanecer no Rio de Janeiro.

 Eu só tive propostas do Brasil e da Argentina, e preferi ficar no Flamengo, que é um time muito forte na América do Sul e que tinha muitos desafios pela frente.
Laprovittola

 - Creio que vamos estar muito bem preparados para a temporada. Eu só tive propostas do Brasil e da Argentina, e preferi ficar no Flamengo, que é um time muito forte na América do Sul e que tinha muitos desafios pela frente.  Primeiro contra o Maccabi e depois esses jogos na NBA. Queria ficar no Brasil desde o princípio das conversas – garantiu o argentino.
Se quando desembarcou no Rio de Janeiro o jogador admite que pouco conhecia sobre o NBB, atualmente o xodó da torcida do Flamengo está totalmente adaptado ao Rio de Janeiro e já se sente até um pouco carioca.

Fanático por açaí e louco por futebol, o torcedor do Boca Juniors na Argentina quer retribuir o carinho que recebeu quando chegou ao Brasil ajudando seu compatriota Walter Herrmann na Cidade Maravilhosa.

- Me sinto muito bem no Rio e adaptado ao Flamengo. Meu trabalho agora é fazer com que o Herrmann também possa se sentir em casa. Ele tem muita experiência, viveu em muitos lugares, mas minha obrigação é ajudar e fazer o melhor para que se sinta bem na cidade e se adapte o mais rapidamente possível ao sistema do time.

O time rubro-negro joga nesta quarta, contra o Orlando Magic, às 20h (de Brasília). O SporTV e o SporTV Play (para assinantes) transmitem ao vivo a partida, que também terá cobertura em Tempo Real no GloboEsporte.com.


Nicolas Laprovittola posa para foto com o Mickey no treino do Flamengo em Orlando (Foto: Pedro Veríssimo)
Nicolas Laprovittola posa para foto com o Mickey 
no treino do Flamengo em Orlando (Foto: 
Pedro Veríssimo)


FONTE:

Pai de Jô teme pela carreira do filho: "Daqui a pouco fica igual ao Adriano"

Dario de Assis revela conversa com atacante do Galo, que deve deixar o clube mineiro em 2015: "O que ele fez foi um erro, não estou passando a mão na cabeça"


Por Belo Horizonte


Jô, atacante do Atlético-MG (Foto: Reprodução / TV Globo Minas)Jô: problemas com o Galo e preocupação do pai(Foto: Reprodução / TV Globo Minas)


Baladas, ausências em treinos, queda de rendimento, jejum de gols. Os últimos meses do atacante Jô no Atlético-MG têm preocupado a diretoria do clube, a torcida, os companheiros de time e até o pai do jogador. Dario de Assis, 59 anos, que já atuou profissionalmente e começou a carreira no Corinthians, assim como o filho, revelou ao GloboEsporte.com trechos das conversas que vem mantendo com o camisa 7 do Galo desde que ele faltou a treinos pela segunda vez neste ano. Por telefone, de São Paulo, ele disse temer que a carreira de Jô termine como a de Adriano Imperador, também conhecido por problemas disciplinares.

O atacante disse ao pai que vai voltar aos treinos esta semana. Aos jogos também, mas não deverá ser no sábado, quando o Galo recebe a Chapecoense no Independência. Multado pela diretoria, Jô fica no clube até o fim do ano.

- Ele vai ficar até dezembro e depois será negociado. Não tem nenhum clube, a princípio, em vista. Estou preocupado. E disse a ele para tomar cuidado, senão daqui a pouco a carreira dele vai ficar igual à do Adriano - afirmou o pai do atacante.

Não estou passando a mão na cabeça e nem digo que ele está certo. Não foi primeira vez que ele fez isso. Espero que não aconteça de novo. Ele deve muito ao clube.
O Atlético-MG e a torcida não merecem isso 
Dario de Assis, pai de Jô

Dario de Assis garante que, pelo que conversou com o filho, Jô fica no Atlético-MG até o fim do ano, para ser negociado no início de 2015. Deve treinar em separado e dificilmente ficará à disposição para o jogo de sábado com a Chapecoense.

- O que ele fez, não estou passando a mão na cabeça e nem digo que ele está certo. Não foi primeira vez que ele fez isso. E espero que não aconteça de novo. Ele deve muito ao Atlético-MG. O clube e a torcida não merecem isso - avaliou Dario de Assis.

O pai do atacante confirmou que Jô está passando por problemas familiares. Mas não quis confirmar se ele estaria se separando da mulher.

- Conversamos eu, minha esposa e as irmãs, por telefone e por mensagem. Ele chorou, pediu desculpa. Saio na rua e morro de vergonha, ele é uma pessoa pública. Eu moro perto do Corinthians, onde ele começou a carreira, e todo mundo me conhece. Todos me perguntam o que está acontecendo. Ele tem 27 anos, e não posso seguir todos os passos dele. Ele é casado, tem família, tem responsabilidade em casa, mas faltou no trabalho - contou Dario.

jo adriano montagem (Foto: Editoria de Arte)
O pai de Jô teme que a carreira do filho 
termine como a de Adriano Imperador 
(Foto: Editoria de Arte)


Perguntado se o problema dos salários atrasados - o Atlético-MG deve um mês e parte da premiação pelo título da Libertadores - pode ter influenciado no sumiço de Jô, o pai, que jogou por Corinthians, Portuguesa, XV de Jaú e Itumbiara-GO, disse acreditar que não.

- Na conversa, falei com ele que fui profissional e sempre saí pela porta da frente. O Atlético-MG é um bom clube. Atraso de salário é normal em todo clube. E eles vão pagar, o Alexandre Kalil é de palavra, vai pagar, tenho certeza.

Vai ser difícil para ele voltar, mas passei força para assumir o que fez e encarar. Ele é o único culpado. O treinador deu várias chances para ele. Mas é assim mesmo. A fase do jeito que vem vai embora
Dario de Assis, pai de Jô

Retorno de Jô

O clima de Jô no clube, no entanto, ficou complicado, e Dario sabe disso.

- Vai ser difícil para ele voltar, mas passei força para assumir o que fez e encarar. Ele é o único culpado. O treinador deu várias chances para ele. Mas é assim mesmo. A fase do jeito que vem vai embora.

A situação do atacante pode ganhar novo capítulo na tarde desta quarta-feira. O presidente Alexandre Kalil, que estava viajando, já se encontra em Belo Horizonte. Na terça-feira, ninguém no clube se manifestou oficialmente a respeito do desaparecimento de Jô, todos aguardavam pelo retorno do mandatário.


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