quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Cazaquistão pressiona, mas Thaísa cresce e comanda vitória brasileira

Meninas do Brasil superam desconcentração inicial e, sob comando da central Thaísa, vencem as cazaques por 3 sets a 0 na abertura da segunda fase do Mundial


Por Direto de Verona, Itália

 

A vitória não foi tão fácil quanto a pouca tradição das rivais sugeria. O Cazaquistão deu trabalho ao Brasil na primeira partida do país pela segunda fase do Mundial da Itália, nesta quarta-feira, no ginásio do Palaolimpia, em Verona. Suado ou não, a seleção fez o que precisava: vencer por 3 sets a 0 o rival considerado mais fraco dos quatro da difícil etapa da competição. Liderado pela central Thaísa, o time do técnico José Roberto Guimarães segurou a pressão rival e garantiu os três pontos por 25/22, 25/22 e 25/18.

Com 14 pontos anotados - nove de ataque, três de bloqueio e dois de saque -, Thaísa foi a principal pontuadora da seleção brasileira e da partida. Jaqueline - melhor atacante da primeira fase da competição - também teve mais um bom jogo e contribuiu com 12 pontos para o Brasil, seguida por Sheilla e Fabiana, com 11 cada. Pelo lado cazaque, Radmila Beresneva anotou nove pontos.

- O time está completamente diferente do Cazaquistão que enfrentamos no ano passado. Foi complicado. Umas jogadoras batiam forte, outras com deixadas. Isso complica para a gente. É chato, elas têm um time chato. Mas nossa defesa jogou bastante, estamos de parabéns. Conseguimos manter a cabeça no lugar e com bons saques, bom ataque, abrir no final para fechar o jogo - avaliou Thaísa.

Vôlei, Brasil x Cazaquistão (Foto: Divulgação / FIVB)
Central Thaísa comandou a vitória do 
Brasil sobre o Cazaquistão 
(Foto: Divulgação / FIVB)


Com a vitória, o Brasil chegou a 11 pontos e ocupa a vice-liderança do Grupo F. Os Estados Unidos lideram a chave com 12. A seleção brasileira volta a jogar nesta quinta-feira, às 15h (de Brasília), contra a seleção da Holanda. O SporTV transmite ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real com vídeos. O assinante do Canal Campeão também pode assistir no SporTV Play.
o jogo


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Como nas duas últimas partidas, a seleção brasileira começou um pouco desconcentrada. O Cazaquistão entrou bem. Com uma pancada de Mudritskaya, seguida por um bloqueio da central Nassedkina, fez 5/4. Sheilla explorou o bloqueio adversário e conseguiu a virada: 8/7. Liderada pela Fernanda Garay, o Brasil cresceu. Depois de um ataque da ponteira, as brasileiras abriram cinco pontos de vantagem: 17/12. O Cazaquistão passou a forçar o saque, e a recepção do Brasil não respondeu bem. Omelchenko somou importantes pontos, e Anarkulova arrancou o empate (19/19) depois de uma bela pancada no meio fundo. Mas a reação parou por aí. A seleção brasileira conseguiu variar nos ataques, com direito a bela largadinha de Jaqueline. Fabiana também ajudou a ampliar com um ace: 22/19. A vitória parcial saiu com mais uma pancada de Fê Garay: 25/22.

Logo no início do segundo set, o Cazaquistão perdeu Inna Matveyeva, que caiu mal depois de uma disputa com Jaque na rede e machucou o tornozelo. Mesmo sem ela, a equipe seguiu dando trabalho para o Brasil, principalmente com Omelchenko. Chegou a abrir 8 a 6, mas, depois de uma bola de primeiro tempo de Thaísa, ficou tudo igual: 8/8. A meia de rede ainda contribuiu com dois aces, abrindo em 12/9. A levantadora Dani Lins pegou as rivais desprevenidas com uma bola de segunda e fez 14/12. Mas o bloqueio cazaque voltou a funcionar e, mais uma vez, a disputa ficou empatada. Fabiana pontuou no bloqueio simples, e a seleção abriu 19/17. As adversárias, porém, reagiram novamente, fazendo três seguidos: 20/19. Fê Garay voltou a aparecer bem, marcando no ataque e no bloqueio, depois de pedir desafio. A disputa seguiu equilibrada. No momento decisivo, Jaqueline colocou a bola no chão: 23/22. Com um bloqueio de Thaísa, o time de Zé Roberto fez 25/22.


Vôlei, Brasil x Cazaquistão (Foto: Divulgação / FIVB)
Meninas do Brasil comemoram vitória 
por 3 sets a 0 sobre o Cazaquistão 
(Foto: Divulgação / FIVB)


O Brasil voltou para quadra com Natália no lugar de Fê Garay. O jogo começou equilibrado no terceiro set. As rivais chegaram a fazer 3 a 1, mas as brasileiras não demoraram para acordar. Inspirada, Thaísa soltou mais uma bonita bola pelo meio, e a seleção abriu boa vantagem: 6/3. O Cazaquistão aproveitou alguns errou das adversárias para ameaçar uma reação, diminuindo a diferença para apenas dois pontos: 9/7. Mas não foi adiante. Jaqueline acertou mais duas bolas de ataque no meio fundo, e Thaísa fechou o paredão: 14/8. Dani Lins ainda ampliou em seguida com um ace. Mudritskaya achou espaço na paralela e marcou para o time cazaque: 19/11. As rivais ainda diminuíram a diferença, mas não conseguiram encostar. Depois de um erro de ataque do Cazaquistão, o Brasil fechou em 25/18.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2014/10/cazaquistao-pressiona-mas-thaisa-cresce-e-comanda-vitoria-brasileira.html

“Baixinha” Brait cresce como titular, se destaca no Mundial e vira peça-chave

Em sua estreia no torneio como principal líbero, brasileira de 1,69m ganha moral, termina primeira fase em 2º na defesa e é um dos trunfos para o título inédito


Por Direto de Verona, Itália


Em todos os cinco jogos em que o Brasil esteve em ação no Mundial da Itália até agora, Camila Brait foi responsável por “tomar conta” do fundo de quadra. A líbero de 1,69m de altura é a única das 14 jogadoras a disputar todas as partidas até aqui. Incansável, a simpática mineira, que faz sua estreia na competição como titular, está cada vez mais segura no lugar da bicampeã olímpica Fabi. Os números falam por si. No Grand Prix 2014, ajudou o país a faturar o décimo título e terminou em segundo nas estatísticas de defesa. Agora, no Mundial, segue crescendo e ganhando moral. Encerrou a primeira etapa do torneio italiano na vice-liderança entre as melhores defensoras e, a partir desta quarta-feira, é peça fundamental no time do técnico José Roberto Guimarães para a difícil segunda etapa do torneio. 

camila brait brasil x turquia volei (Foto: Divulgação/FIVB)
Camila assumiu o lugar da bicampeã 
olímpica Fabi no meio do ano 
(Foto: Divulgação/FIVB)


A reestreia do Brasil no Mundial será contra o Cazaquistão, nesta quarta-feira, a partir das 15h, no horário de Brasília, e terá transmissão ao vivo do SporTV e cobertura do GloboEsporte.com em Tempo Real -  os assinantes do Canal Campeão ainda podem assistir pelo SporTV Play.  
- A minha importância nessa segunda fase vai ser na defesa. Os times que a gente vai enfrentar agora são todos muito altos e jogam com o passe na mão. Então, se a defesa ajudar, começa a irritar os adversários, e elas começam a errar. O meu papel vai ser fundamental nessa fase – disse Camila Brait, sobre os próximos rivais: Cazaquistão, Holanda, Rússia e Estados Unidos.

camila brait brasil x camarões volei (Foto: Getty Images)Simpática, libero brasileira chama atenção também pela beleza (Foto: Getty Images)


A conquista do primeiro título importante como titular, no Grand Prix 2014, deu confiança. Substituir Fabi, uma das maiores líberos do mundo, não era tarefa tão simples assim. Mas Camila conseguiu tirar o peso das costas com a boa atuação no decacampeonato garantido pelo Brasil. Agora, aos 25 anos, se sente mais solta em quadra para ajudar a seleção a buscar o título mundial inédito.  
- O Grand Prix serviu de preparação para eu chegar bem como titular no Mundial. Cada vez estou criando mais confiança e, com os resultados, vou criando ainda mais. A Fabi é uma jogadora insubstituível. Ela é guerreira, é exemplo de liderança e dedicação. Mas estou tentando fazer da melhor maneira possível a saída dela, para ficar bem natural – disse a jogadora, que esteve no Mundial de 2010 como reserva.

Já no seu primeiro ano como titular da seleção feminina, Brait tem uma difícil missão pela frente: ajudar o Brasil a quebrar um tabu e subir no alto do pódio do Mundial. No início do campeonato italiano, participou ativamente do processo de classificação da equipe. Foi o único entre os 14 nomes a atuar em todos os cinco jogos da seleção. O técnico José Roberto Guimarães optou em colocar as reservas para disputar a segunda partida, contra Camarões, mas a líbero também esteve em quadra neste confronto.

Camila Brait Treino Seleção Brasileira Feminina de Vôlei (Foto: CBV)
Camila Brait terminou primeira etapa 
do Mundial em segundo na defesa 
(Foto: CBV)


O Brasil venceu os cinco jogos disputados até agora e, em apenas um deles, passou sufoco para superar a Turquia, por 3 sets a 2. Foi neste confronto que a líbero teve dificuldade para pegar algumas bolas. Mas, na partida seguinte, contra a Sérvia, fez defesas incríveis e foi determinante para a vitória brasileira. Nas estatísticas gerais da primeira fase, a brasileira terminou em segundo lugar, atrás apenas da líbero Wanna Buakaew, da Tailândia.



- Não fico olhando muito estatísticas, mas fico muito feliz em saber que estou conseguindo ajudar o grupo bem. Agora, na segunda fase, espero conseguir ajudar muito mais. O campeonato vai afunilando, ficando cada vez mais difícil, então temos que fazer cada jogo como se fosse uma final.

Uma das mais novas jogadoras da seleção, Camila Brait está sempre sorrindo. Não tem tempo ruim para a simpática líbero. O jeitinho meigo, porém, às vezes dificulta o perfil de liderança que agora precisa ter dentro de quadra. Fabi fazia bem esse papel e, agora, a mineira tenta comandar o fundo de quadra a sua maneira. Soltar mais a voz, dar bronca quando for preciso e organizar a defesa brasileira são alguns dos pedidos do técnico José Roberto Gruimarães para a nova titular.

- Acho que estou melhorando. Daqui a pouco chego lá. Eu tenho falado muito mais com as meninas. Elas têm me dado uma liberdade muito grande. Isso é importante. Estou falando mais, cobrando mais, mas, até o fim do campeonato, vou melhorar mais ainda em relação a isso - garantiu.

Meninas do Vôlei na parede de recados da Casa da Julieta (Foto: Divulgação / CBV)A "baixinha" Camilla Brait e as gigantes da seleção brasileira (Foto: Divulgação / CBV)


Apesar da recente “promoção”, Camila Brait está na seleção brasileira desde 2009. A líbero sempre foi reserva de Fabi, que se despediu do time de Zé Roberto em junho deste ano. Depois de cinco anos juntas, a integração com as outras jogadoras é ótima. Tem espaço até para brincadeiras. 
- Para a média da estatura brasileira, eu sou alta. Acho que é 1,62m. Eu tenho 1,69m. Mas, perto das meninas, parece que eu tenho um metro só. Elas são muito altas. Já estou acostumada com as


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