domingo, 7 de setembro de 2014

Dia da Independência: Brasil vence Argentina e quebra tabu de 12 anos

Time de Rubén Magnano devolve derrotas passadas, incluindo a do Mundial de 2010, manda rival para casa e faz sua primeira quartas de final da competição desde 2002


Por uando Direto de Madri, Espanha


Demorou, mas a vitória veio. Depois de três derrotas dolorosas no Mundial de 2010, Copa América de 2011 e Olimpíadas de 2012, o Brasil deu seu grito de Independência e, enfim, bateu a Argentina, na revanche do 7 de setembro do Mundial de 2010 na Turquia. O placar de 85 a 65 (33 a 36) na noite deste domingo, no Palacio de Deportes de Madri, deu provas de que o sonho da medalha nesta Copa do Mundo está mais vivo do que nunca para essa geração. O resultado positivo pôs fim ao tabu de 12 anos sem ir para as quartas de final e, de quebra, mandou o arquirrival embora para seu país nas oitavas, algo que não acontecia desde 1994.

O adversário na próxima fase será novamente a Sérvia, que, mais cedo, bateu a Grécia por 90 a 72. O SporTV transmite o duelo na próxima quarta-feira, às 13h (Brasília), que terá cobertura do GloboEsporte.com em Tempo Real. Os assinantes do Canal Campeão também podem acompanhar tudo através do SporTV Play.

Nene, Brasil X Argentina - Mundial de Basquete (Foto: Agência AP)
Nenê fez bem seu papel e não deixou 
Scola jogar, assim como Varejão e 
Splitter (Foto: Agência AP)

Bolas de 3 da Argentina dão o tom do 1º quarto
O placar de 21 a 13 a favor da Argentina no primeiro quarto teve um só porquê: as bolas de fora. Foram 15 pontos neste quesito, três delas de Prigioni, contra nenhuma do Brasil. De resto, o duelo foi equilibrado. Os dois técnicos mexeram em seus quintetos iniciais. Magnano colocou Leandrinho na vaga de Alex e Varejão para auxiliar Splitter a segurar Scola, que zerou em pontos, mas deu três assistências. Julio Lamas entrou com o calibrado Leo Gutierrez no lugar do versátil Walter Herrmann, na tentativa de abrir o garrafão brasileiro.

Sem segurar as bolas de fora do rival, a equipe verde e amarela não tinha intensidade de contra-ataques. Quando conseguiu, Leandrinho foi visto dentro da área pintada hermana para anotar quatro pontos. 


Giovannoni entra bem, e Brasil encosta
Diferentemente do quarto anterior, a Argentina não contou com suas bolas de três e teve que focar seu jogo nos armadores Campazzo e Prigioni para manter a vantagem, especialmente depois de perder Scola, carregado com duas faltas ofensivas, em decorrência da boa marcação de Nenê. Com o objetivo de melhorar seu percentual de fora, Magnano pôs Giovannoni. A tática deu certo, e o ala meteu duas bolas, trazendo a diferença no intervalo para os três pontos (36 a 33). A intensidade brasileira também cresceu, e os argentinos passaram a cometer faltas. Ao contrário de outros jogos, o percentual foi muito bom no fundamento. Dos 11 cobrados, nove acertos até então.


Marquinhos comanda virada
As equipes voltaram do intervalo nervosas e sem pontuar. O Brasil precisou de dois minutos para fazer dois pontos com Marquinhos, depois de bela jogada para cima de Scola (36 a 35). A Argentina foi ainda pior. Foram cinco minutos sem anotar, incluindo quatro lances livres desperdiçados pelo pivô, que não fazia boa partida. Para piorar, Prigioni cometeu sua quarta falta e deixou o time. Os rebotes passaram a ser todos do Brasil, com a soberania de Varejão e Splitter na zona pintada. Na frente, Marquinhos e Raulzinho eram os mais eficientes. O ala do Flamengo foi responsável por oito pontos na virada brasileira, que foi para o quarto final vencendo por oito (57 a 49).


o grito de independência e vitória
Os 10 minutos finais foram um passeio brasileiro. Confiantes e à frente do marcador, a equipe explorava o desespero dos argentinos, que buscavam os chutes de três, mas sem sucesso. Raulzinho dava show na transição e pontuação. Das mãos dele, saíram 14 pontos no período final. A vantagem não demorou e logo chegou aos 20 pontos (85 a 65). Os momentos finais serviram para que a seleção desfrutasse de sua primeira grande vitória sobre boa parte da geração mais vitoriosa do basquete argentino e acabasse com o incômodo tabu de 12 anos sem figurar entre os oito primeiros do Mundial. Agora, que venha a Sérvia.



Escalações:
Brasil: Marcelinho Huertas, Alex, Marquinhos, Nenê e Tiago Splitter. Entraram: Raulzinho, Larry Taylor, Leandrinho, Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni, Anderson Varejão e Rafael Hettsheimeir. Tec: Rubén Magnano

Argentina: Pablo Prigioni, Facundo Campazzo, Andrés Nocioni, Walter Herrmann e Luis Scola. Entraram: Selem Safar, Nico Laprovittola, Marcos Mata, Leo Gutierrez, Marcos Delia, Matias Bortolin e Tayavek Gallizzi. Tec: Julio Lamas


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/basquete/noticia/2014/09/dia-da-independencia-brasil-vence-argentina-e-quebra-tabu-de-12-anos.html

Trio deixa banco, tira Brasil do sufoco e garante quinta vitória no Mundial

Depois de perder o primeiro set e ver Cuba dominando o segundo, Bruninho, Lipe e Vissotto entram e mudam a história da partida pela última rodada da primeira fase


Por Direto de Katowice, Polônia

Os olhares não mostravam medo. Se havia algum, estava bem disfarçado. O jovem time de Cuba jogava como gente grande. Passavam bem pelo teste de enfrentar os tricampeões, levando a primeira parcial e dominando boa parte da segunda. Até Bernardinho trocar três peças. Com a entrada de Bruninho, Vissotto e Lipe, o Brasil voltou aos trilhos e fez o que se esperava dele. Neste domingo, na Spodek Arena, venceu o seu quinto e último compromisso na primeira fase do Mundial da Polônia: 3 sets a 1, com parciais de 22/25, 25/23, 25/18 e 25/17 (assista ao vídeo com os melhores momentos da partida).

Com o resultado, a seleção segue invicta e avança em primeiro lugar do Grupo B. O campeonato terá agora uma pausa de dois dias. Na retomada, na quarta-feira, a Bulgária vai ser o adversário brasileiro na primeira partida da segunda fase.


 Chineses e russos completam o Grupo F, criado para a segunda fase do Mundial.

- Nós provamos que somos uma seleção mesmo. Não só os seis jogadores (titulares) que vão resolver sempre. Nós começamos o jogo esperando o adversário vir e faltou aquele gás. Mas somos uma seleção e os 14 jogadores estão prontos para buscar vitórias - afirmou Lipe.


Bruno, Brasil X Cuba - Mundial de Vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)
Depois de sair do banco, Bruninho 
(no centro) comemora ponto na 
vitória do Brasil sobre Cuba 
(Foto: Divulgação / FIVB)



o jogo

Com um saque forte e poucos erros, Cuba abria 5/2 rapidamente. Parecia não se importar com o fato de ter do outro lado da rede jogadores tão renomados. Saltava alto no ataque e passava pelo bloqueio brasileiro. Quando os tricampeões começavam a esboçar uma reação, Mesa entrava em cena. Medalhista de prata na edição passada da competição, controlou a situação e acalmou o grupo. A reação brasileira era freada. Com dois pontos de frente (22/20), a equipe recebia os aplausos de seu técnico.
 Lucão chamava o jogo, mas eram os rivais que saíam na frente: 25/22.


saiba mais
Bernardinho coçava a cabeça e dava um puxão de orelhas na seleção

. Gesticulava, cobrava e orientava. O jogo não fluía. Faltava agressividade. O que sobrava nos meninos. Bruninho conversava com os companheiros durante o pedido de tempo. O time tentava buscar a melhor forma para sair daquela situação desconfortável (10/7). Lipe deixava o banco para substituir Lucarelli. No primeiro lance, ponto de bloqueio. Em seguida, Vissotto e Bruninho também foram para o jogo. O capitão do time, com uma contusão no dedo indicador da mão direita, voltava depois de duas partidas sem poder atuar.


Brasil x Cuba Mundial de vôlei (Foto: Divulgação/FIBV)
Jogadores da seleção brasileira 
celebram onto na vitória sobre 
Cuba (Foto: Divulgação/FIBV)


Vissotto sacava bem e o Brasil encostava (14/13). Bruninho arrancava uma bola de segunda e sorrisos dos companheiros. O time vibrava mais e chegava ao empate (16/16). A virada veio (19/18). Os cubanos não se entregavam e equilibravam as ações. Só não contavam com os saques na rede no momento decisivo: 25/23.

A arquibancada adotava os cubanos. Os brasileiros davam de ombros. Ditavam o ritmo e já levaram preocupação aos jovens rivais (14/9). Lipe dava trabalho e fazia Rodolfo Sanchéz parar o jogo (17/11). Nada mudava. O set já tinha dono: 25/18. 

No intervalo, Bruninho reforçava a proteção na mão machucada. Continuava distribuindo bem as jogadas e não aparentava sentir dores. Os companheiros também faziam sua parte e se distanciavam com rapidez (19/13). Os meninos cubanos já não tinham forças, nem o mesmo olhar. E o levantador fez o ponto do jogo, em um bola de segunda. A invencibilidade da seleção brasileira estava mantida. 
 
Brasil x Cuba Mundial de vôlei Murilo (Foto: Divulgação/FIBV)
Murilo ataca em cima de bloqueio 
duplo dos cubanos Mesa e Macias 
(Foto: Divulgação/FIBV)


FONTE: