terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Entre 'facadas e tiro de 12', vice tenta convencer Lusa a ir à Justiça comum

Orlando Cordeiro de Barros usa metáforas de guerra para se referir à luta da Portuguesa para anular decisão do STJD que rebaixou o clube à Série B

Por São Paulo

Orlando Cordeiro de Barros, vice jurídico da Portuguesa (Foto: Marcelo D. Sants/Agência Estado)Orlando Cordeiro de Barros, vice jurídico da 
Lusa, com Código Brasileiro de Justiça 
Desportiva (Foto: Marcelo D. Sants/AE)
 
A tentativa da CBF de evitar que a Portuguesa entre na Justiça comum só aumentou o desejo do vice-presidente jurídico do clube, Orlando Cordeiro de Barros, de entrar com uma ação. O dirigente disse estar cansado de ver a Lusa "recebendo facadas no seu pulmão". 

Segundo ele, a única saída para o clube é recorrer à Justiça comum, para anular a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que, por conta da escalação irregular do meia Héverton na última rodada do Brasileirão, tirou quatro pontos da Portuguesa, rebaixando-a para a Série B, e livrando o Fluminense da degola.

- Eu estou convencendo o restante da direção da Portuguesa a entrar na Justiça comum. Espero que até o fim de janeiro, eu consiga. O clube foi forçado a se posicionar desta maneira. A Portuguesa vem recebendo facadas no seu pulmão. Se é para acabar com a Portuguesa, que acabem com um tiro de 12 (arma que causa grandes estragos). Se fosse com um clube como Corinthians, Flamengo ou Fluminense, isso não estaria acontecendo - afirmou Orlando ao GloboEsporte.com. 

A Portuguesa vem recebendo facadas no seu pulmão. Se é para acabar com a Portuguesa, que acabem com um tiro de 12 (arma que causa grandes estragos). 

Se fosse com um clube como Corinthians, Flamengo ou Fluminense, isso não estaria acontecendo
Orlando Cordeiro de Barros, vice jurídico
 
Ciente de que a Fifa prevê rigorosas punições aos clubes que recorram à Justiça comum, o advogado disse não temer retaliações, como a desfiliação da Portuguesa, condição que a impediria de disputar qualquer competição. 

O vice jurídico entende que exigir que o clube não entre na Justiça comum em troca do empréstimo de R$ 4 milhões pedido pela Lusa não foi a única tentativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de evitar que o "caso Héverton" termine fora da esfera jurídica desportiva.

- Não há por que temermos ninguém, nem FPF, Fifa ou CBF. Nós vivemos em um Estado soberano, democrático. Implanta-se um terrorismo, como se fosse proibido buscar o seu direito em um país democrático. O único regime de exceção que a gente tem visto é no futebol. Nem na política partidária isso está acontecendo. Pessoas graúdas da política foram punidas pelo Supremo Tribunal Federal e foram parar na Papuda (prisão onde estão os políticos condenados no Mensalão).



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Indagado sobre a chance de a Lusa entrar na Justiça comum, o presidente reeleito da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, afirmou que o clube não deveria seguir tal procedimento. O dirigente é o provável candidato à sucessão de José Maria Marin na presidência da CBF.

- Nós respeitamos as decisões dos tribunais desportivos. Eu não vi a Portuguesa entrar na Justiça comum e isso não pode acontecer, porque existe uma regra nisso tudo. Nós temos um STJD independente. Qualquer tribunal pode cometer equívocos, eu não vou entrar nesse mérito. Mas eu entendo que o assunto deve ser discutido apenas na esfera esportiva. A Fifa determina que os clubes devem buscar o tribunal arbitral. E o nosso tribunal arbitral é o STJD - disse Del Nero.

Ao saber da declaração do presidente da FPF, Orlando Cordeiro de Barros rebateu:

- Não sei se o Marco Polo recebeu da CBF a missão de convencer a Portuguesa a não entrar na Justiça comum. Talvez seja só uma opinião pessoal dele. Eu não tenho nada contra ele. Mas as coisas precisam ser claras, técnicas e cristalinas no Direito. Uma lei federal não pode estar abaixo de uma lei desportiva, e isso está acontecendo. Nós vamos atrás dos nossos direitos na Justiça comum. Basta eu conseguir convencer toda a diretoria da Portuguesa.

Entenda o caso
No fim do ano passado, o STJD tirou quatro pontos da Portuguesa e do Flamengo por terem escalado Héverton e André Santos em condições irregulares, contra Grêmio e Cruzeiro, respectivamente. Esse cenário salvou o Fluminense, que havia caído para a Série B, e rebaixou o clube paulista. Uma série de liminares em ações impetradas por torcedores tem alterado a classificação do campeonato e incomodado a CBF. Em meio a tudo isso, a Lusa pediu um empréstimo à entidade, que concordou em ceder o dinheiro, mas com a condição de que o clube desistisse de todas as ações na Justiça.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/portuguesa/noticia/2014/01/entre-facadas-e-tiro-de-12-vice-tenta-convencer-lusa-ir-justica-comum.html

No Havaí, Scooby encara paredão de Jaws na remada: 'Mais casca grossa'

Sem o auxílio do jet ski, big rider enfrenta uma das mais temidas ondas da costa do Havaí, rodeadas por pedras e cheias de 'truques': 'Experiência foi sensacional'

Por Rio de Janeiro

Depois de um período de férias em Fernando de Noronha ao lado da esposa Luana Piovani e do filho Dom, o big rider Pedro Scooby está de volta às ondas. E da forma mais radical possível. No Havaí, ao lado dos amigos e companheiros de time Carlos Burle e Maya Gabeira, ele encarou no último fim de semana uma das ondas mais "cascudas" do mundo. Em Maui, no norte da ilha, onde quebram as ondas gigantes mais conhecidas como Jaws, Scooby dropou a temida onda local na remada, ou seja, sem o auxílio do jet ski, hoje essencial para a prática dos big riders. O brasileiro classificou como sensacional a experiência de desafiar o "paredão" com "suas próprias forças".

Pedro Scooby onda gigante Jaws, Havaí (Foto: Fred Pompermayer) 
Pedro Scooby encara onda gigante em Jaws, 
no Havaí (Foto: Fred Pompermayer)
 
- Essa onda é a mais casca grossa do Havaí. Foi a minha primeira vez nessa onda. A experiência foi muito maneira, sensacional. Para chegar na onda você precisa entrar pelo meio das pedras. E para sair o caminho é o mesmo, pelo meio das pedras - explica Scooby.

No ano passado, na Praia do Norte, em Nazaré, Scooby surfou uma onda gigante que para especialistas pode passar dos 25,6m. O brasileiro fica em Jaws até o dia 20 de fevereiro, quando parte para Califórnia, nos Estados Unidos. No caminho, mais uma meca dos big riders: Mavericks.

No último dia 13, na primeira grande ondulação de 2014, surfistas encararam ondas gigantes no local. A maioria delas, inclusive, entrarão na disputa pelo XXL Big Wave Awards, o Oscar das ondas gigantes, em maio, quando acaba a temporada.

- Fico no Havaí até o dia 20 de fevereiro e aí vamos para Mavericks, na Califórnia. Quando acabar a temporada, temos o Oscar das ondas gigantes, e maio - frisa Scooby.

Pedro Scooby onda gigante Jaws, Havaí (Foto: Fred Pompermayer) 
Scooby fica no Havaí até o dia 20 de fevereiro, 
quando embarca para Mavericks, na Califórnia 
(Foto: Fred Pompermayer)
 
FONTE: