quarta-feira, 18 de setembro de 2013

brasileirão série b - De virada e com ajuda de gringos, Palmeiras vence o Avaí em Floripa

Com gols de Valdivia, Mendieta, Vinicius e Eguren, Verdão bate o Leão da Ilha na Ressacada em jogo nervoso e de arbitragem confusa

 A CRÔNICA

por GLOBOESPORTE.COM

Jogo nervoso, discussões, troca de empurrões, reclamações e muitos cartões. Não. Não é uma repetição dos duelos do Palmeiras contra Paysandu e América-MG. Na noite desta terça-feira, o Verdão foi até Florianópolis e venceu o Avaí por 4 a 2, em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, em mais um nervoso capítulo do retorno alviverde para a elite do futebol nacional. O público total foi de 7.852, e a renda de R$ 135.425,00.

Líder do torneio com folga - agora são 52 pontos e 15 de vantagem para o Sport, quinto colocado e primeiro clube fora do G-4 -, o time do técnico Gilson Kleina virou o adversário a ser batido no torneio, literalmente. Assim como na última rodada, o Verdão encontrou em Santa Catarina uma marcação forte e uma arbitragem bastante confusa. A equipe teve motivos para reclamar da não anotação de dois pênaltis e da marcação errada de dois impedimentos. O Avaí também chiou um penal não assinalado. Com 34 pontos, a equipe, nona colocada, está a sete do Joinville, último do G-4.

Valdívia comemoração Palmeiras contra Avaí (Foto: Eduardo Valente / Agência Estado)Valdivia e Mendieta fizeram dois dos quatro gols do Palmeiras (Foto: Eduardo Valente / Agência Estado)

Em boa fase e sonhando com o acesso, o Avaí não demorou para se aproveitar de buraco no sistema defensivo do time paulista e abrir o marcador, com Márcio Diogo. A opção alviverde com dois meias, porém, surtiu efeito no ataque, e Valdivia, no fim do primeiro tempo, empatou. Na segunda etapa, Luciano recolocou os donos da casa em vantagem, mas Mendieta, Vinicius e Eguren marcaram e determinaram a 16ª vitória alviverde no torneio - a quinta de virada. O curioso é que Valdivia, destaque do jogo, foi novamente hostilizado pela principal torcida organizada do Verdão e, por isso, acabou desabafando numa rede social.

Na próxima rodada, o Verdão volta a atuar diante de seus torcedores após duas rodadas longe de São Paulo. No sábado, o Palmeiras recebe o Sport Recife, no Pacaembu, às 16h20m. Um dia antes, na sexta-feira, o Avaí faz o clássico catarinense da rodada ao duelar com o Joinville, fora de casa, às 21h50m.

Avaí x Palmeiras Eduardo Costa (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)Wesley tenta passar pela marcação do experiente Eduardo Costa, do Avaí (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)

Arbitragem ruim mexe com os jogadores
Se a opção com Valdivia e Mendieta aumentou a qualidade de passe do Palmeiras, a formação manteve um buraco defensivo no meio de campo alviverde. Só com Márcio Araújo de mais "pegada", a equipe perdeu força de marcação. Sobrecarregados, os zagueiros se viram forçados a dar combate fora da área, o que abriu espaço na retaguarda. E foi em um lance assim que o Avaí abriu o marcador, aos 14 minutos.

Wesley saiu jogando errado e armou contra-ataque para os donos da casa. Com o setor desarrumado, Vilson deixou a zaga para cortar lançamento e acabou enganado por Beto, que deixou a bola passar e colocou Márcio Diogo na cara do gol. O atacante ganhou na corrida de Wesley, que não acompanhou o rival na ala, e bateu com categoria na saída de Prass.

A desvantagem no marcador mexeu com os ânimos dos palmeirenses. Visivelmente nervosos com a arbitragem, principalmente após dois erros da auxiliar Edna Alves Batista, os jogadores do Verdão se esqueceram da partida e passaram a confrontar o juiz Felipe Gomes da Silva em qualquer decisão. O resultado? Cartões amarelos para Valdivia, Mendieta, Henrique e prejuízo para Kleina, que não terá o paraguaio diante do Sport, no sábado, no Pacaembu.
Apesar de ter mais posse de bola no campo de ataque, o Avaí não teve competência para ampliar a vantagem no placar. E ainda acabou levando o gol de empate quando o Palmeiras parecia mais preocupado com o apito. Aos 37 minutos, Juninho avançou pela esquerda e cruzou para a grande área. Sem deixar a bola cair, Valdivia completou de primeira com força suficiente para vencer Diego e morrer no canto direito do gol catarinense. Toque de classe do Mago e igualdade no marcador

Avaí x Palmeiras Márcio Diogo (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)Márcio Diogo recebe a marcação de Márcio Araújo  (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)

Avaí sai para o jogo, e gringos salvam o Verdão
A opção por Mendieta e Valdivia pode ter causado um problema defensivo ao Palmeiras, mas compensou no ataque, principalmente no início da segunda etapa. Logo no primeiro minuto, Wendel cruzou na medida para o paraguaio, que, dentro da pequena área, cabeceou por cima do gol. Aos 4, troca que passes entre os meias colocou Mendieta na cara do gol. O camisa 8, porém, tentou mais um corte e desperdiçou grande chance de virar. Ainda teve tempo para um chute de fora da área que assustou Diego, antes dos dez minutos.

Precisando da vitória para manter o embalo e não se distanciar do G-4, o Avaí subiu de produção, sob o comando da experiente dupla Cleber Santana e Marquinhos. Foi em jogada dos pés do jogador ex-Flamengo, Santos e São Paulo que os donos da casa voltaram para o jogo. Aos 19, ele recebeu em boa posição e tentou arremate cruzado, mas o chute desviou em Juninho. No lance seguinte, um filme repetido para os palmeirenses. Vilson novamente saiu da grande área para dar combate e foi facilmente driblado por Luciano. Na sequência, o atacante, que havia entrado no lugar de Beto, bateu forte para fazer 2 a 1 para o Avaí.

A festa na Ressacada durou apenas três minutos. Em boa jogada pela direita da dupla Valdivia e Mendieta, o chileno cruzou rasteiro para o paraguaio, que bateu forte para novamente deixar tudo igual no placar.

Com mais futebol e menos confusão na segunda etapa, o árbitro Felipe Gomes da Silva voltou a aparecer em duas jogadas. No primeiro lance, Luciano foi puxado por Wendel na entrada da grande área e o juiz mandou seguir. Na sequência da jogada, o Verdão puxou contra-ataque e Juninho foi derrubado na grande área, mas o árbitro não viu a falta.

Tentando não se preocupar com os diversos erros da arbitragem, o Palmeiras mostrou maturidade para matar o placar em duas jogadas. Aos 36, Vinicius bateu de fora da área e marcou um belo gol. Já no fim, Eguren aproveitou rebote de Diego (em cobrança de falta de Wesley) e, com o gol vazio, completou para o fundo da rede. Vitória importante para os alviverdes, cada vez mais próximos da Série A.


FONTE:

Antes de pegar o Corinthians, Ponte tem discussão entre Jorginho e Rildo

Atacante se revolta ao deixar time titular, reclama com técnico e auxiliar e acaba expulso do treino desta terça-feira. Jorginho pede punição ao atleta

Por Campinas, SP



A preparação da Ponte Preta para enfrentar o Corinthians terminou de maneira conturbada. Conhecido pela personalidade forte, o atacante Rildo deixou o clima tenso ao discutir com o técnico Jorginho e ser expulso do treino da tarde desta terça-feira, no Estádio Moisés Lucarelli (assista à confusão no vídeo ao lado). Existe o risco de o jogador acabar afastado pela diretoria. Contra o Timão, nesta quarta, às 21h50, no Majestoso, ele já está fora até do banco.

Os testes de Jorginho no time titular durante o coletivo foram os motivos da insatisfação de Rildo. Depois de começar entre os reservas, o atacante entrou no lugar do volante Alef, mas voltou à equipe de baixo após cerca de 15 minutos. O pouco tempo para mostrar serviço revoltou Rildo, que foi à linha lateral para beber água e aproveitou para reclamar com o auxiliar Marcelo Cabo.

- Se for para jogar 10 minutos só, me deixa no DM (departamento médico) tratando – disse o jogador, em referência às dores no joelho que tem sentido.

Rildo, atacante da Ponte Preta (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)Jorginho expulsa Rildo após discussão: clima quente na Macaca (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)

Cabo pediu para Rildo parar, mas o atacante continuou falando. Em vão, Chiquinho também tentou acalmar o companheiro. Foi quando Jorginho se deu conta da reação e perguntou o que estava acontecendo. Rildo rebateu e foi expulso. Na saída do gramado, jogou o colete no chão e seguiu resmungando até descer o túnel para o vestiário. Brian Sarmiento foi chamado para substituí-lo entre os reservas.

O episódio causou desconforto entre os jogadores, que desaprovaram a atitude de Rildo. O atacante William, aliás, se virou para o gerente de futebol Marcus Vinícius e balançou a cabeça negativamente. Na entrevista coletiva após a atividade, Jorginho criticou o comportamento do atleta, pediu uma punição, mas deixou a decisão nas mãos da diretoria.

- Foi uma atitude infeliz, uma falta de respeito comigo, com a comissão técnica e com os companheiros. No contrato não está que o jogador tem de ser titular. Eu avisei que ia testar duas formações, mas ele queria trabalhar o tempo todo. Foi um ato de indisciplina que precisa ter uma repreensão. O grupo ficou inconformado com a atitude. Tenho certeza que os próprios companheiros vão conversar com ele. Vou deixar com a diretoria para tomar as decisões necessárias. O Rildo não é mais importante que a Ponte – afirmou o comandante alvinegro.

Rildo, atacante da Ponte Preta (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)Em vão, Chiquinho tenta acalmar Rildo, que reclama de ser substituído (Foto: Carlos Velardi/ EPTV

Uma polêmica atrás da outra
Rildo ficou marcado por dar um chute no árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva durante um jogo da Série B de 2011, quando defendia o Vitória. A agressão lhe custou 90 dias de suspensão. O atacante voltou a atuar pela Ponte no empate por 1 a 1 com o Flamengo, no último domingo, depois de ficar afastado por duas semanas devido a uma entorse no tornozelo.

Com a crise no Campeonato Brasileiro, as polêmicas também têm caminhado lado a lado com a Ponte Preta. No último domingo, o meia peruano Ramírez foi hostilizado pela torcida e entrou em rota de colisão com a diretoria ao desabafar sobre as cobranças públicas que recebeu da cúpula alvinegra. Anteriormente, o executivo de futebol Ocimar Bolicenho, pressionado pela torcida, já havia deixado o cargo, assim como diretoria e elenco lavaram a roupa suja, com direito a bate-boca entre atletas.

O ambiente tumultuado é consequência da situação delicada na luta contra o rebaixamento. Sem vencer há oito partidas, a Ponte aparece na vice-lanterna, com 16 pontos, a oito do São Paulo, que é o primeiro time fora da zona da degola. Para escapar sem depender de outros resultados, a Macaca trabalha com as contas de nove triunfos nos 18 compromissos restantes.

* Com informações do repórter Caio Maciel, da EPTV

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/sp/campinas-e-regiao/noticia/2013/09/antes-de-pegar-o-corinthians-ponte-tem-discussao-entre-jorginho-e-rildo.html