segunda-feira, 1 de abril de 2013

Engenhão tem outros problemas estruturais além da cobertura


Sistema elétrico deficiente, parte hidráulica enferrujada, equipamentos eletrônicos com defeitos e argamassa ruim estão na lista de reclamações

Por Fabio Leme Rio de Janeiro

O defeito na cobertura do Engenhão, que fez o prefeito Eduardo Paes interditar o estádio por tempo indeterminado, é apenas um dos diversos problemas estruturais que foram detectados tempos após a construção do estádio. Sistema elétrico deficiente, hidráulico enferrujado, artigos eletrônicos com defeitos e argamassa de péssima qualidade também atormentam os responsáveis pela manutenção do Engenhão desde que o clube ganhou a licitação para administrar a nova casa em 2007.

Uma das situações mais visíveis de falta de uma boa construção foi a série de apagões que o estádio sofreu em 2011, só naquele ano foram quatro. O motivo? Falha na construção e, consequentemente, na execução do sistema elétrico.

manutenção estádio Engenhão (Foto: Fabio Leme)Argamassa ruim faz azulejos 
 despencarem no estádio. Operário recoloca (Foto: Fabio Leme)

Os refletores do estádio são servidos pela energia que vem da fonte da Light, quando sofre um curto ou uma queda de luz, a energia se apaga acionando, automaticamente, o no-break (eletro-eletrônico, cuja principal função é fornecer energia ininterrupta aos equipamentos, mesmo na ausência total de energia proveniente da rede elétrica).

Quando acionado, o no-break é capacitado para segurar a energia dos refletores por até cinco minutos. Ao final desse período, caso a energia elétrica natural não retorne, o no-break envia toda a sua carga, de uma vez só, para os geradores. Como a capacidade de carga do gerador é subdimensionada, ele não aguenta e desarma de novo. O ideal seria ter mais no-breaks para que a divisão de energia fosse feita aos poucos.

O sistema hidráulico também atormenta o dia a dia dos administradores do estádio. Os torcedores que costumam frequentar o Engenhão, quando vão aos banheiros, identificam que a água sai na cor marrom, e isto se dá porque os canos internos estão enferrujados, já que não se trata de tubos de PVC, mas sim de ferro. Para resolver o dano, uma obra completa no sistema teria que ser feita.

estádio Engenhão treino (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)Estádio é de 2007. Problema da cobertura causou interdição (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)

Uma curiosidade que ocorre quando o estádio tem público superior a 20 mil pessoas. Nesse caso, o sistema de água não consegue irrigar todos os banheiros e há falta d'água, mesmo com os reservatórios completos. A distribuição é interrompida.

Em sua última coletiva, o presidente Maurício Assumpção chegou a exemplificar um caso ocorrido na semifinal da Taça Guanabara, entre Botafogo e Flamengo, devido a esse problema de instalação.
- Eu tive diversos problemas nos camarotes nessa partida. Muitos deles não tinham água, que não chegava – contou o mandatário alvinegro.

Funcionando com diversos riscos em seu monitor, os dois telões do estádio, assim como os placares eletrônicos, foram se desgastando com o passar dos anos. Isso aconteceu devido à baixa qualidade dos produtos, de acordo com o diretor executivo do clube, Sérgio Landau.

- Todos são de baixíssima qualidade. Quando procuramos a empresa que os vendeu, ninguém resolveu o problema e falaram que não tinham como consertar. Nem quem vendeu trabalhava mais lá – reclamou o dirigente alvinegro, que tem ligação direta com a manutenção e ações no estádio.

manutenção estádio Engenhão (Foto: Fabio Leme)Operário trabalha na manutenção do estádio do Engenhão (Foto: Fabio Leme)

A troca dos aparelhos chegou a ser cogitada e negociada, mas a alta taxa para importar dois telões e dois placares eletrônicos impediram a compra. Cada telão custaria aos cofres do clube $ 250 mil (cerca de R$ 500 mil a peça) e cada placar eletrônico, R$ 250 mil. Com os impostos, o montante chegaria a mais de R$ 2,5 milhões.

Constantemente pode-se observar nas estruturas do Engenhão paredes sem ladrilhos. Com a má qualidade da argamassa aplicada, o clube tem que diariamente fazer um trabalho de manutenção para recolocar os azulejos.
- Se cair um, dois azulejos, o Botafogo coloca de volta, não tem problema. Isso é manutenção. Mas se cai uma coluna inteira, daí é problema de construção. Só que se cair na cabeça de alguém, o problema vai ser do clube. Por isso, nós nos adiantamos e consertamos para depois cobrar de alguém – detalhou o presidente Maurício Assumpção em entrevista na semana passada.

INFO ENGENHÃO (Foto: arte esporte)
FONTE:

De General a Coelhinho: Bolívar se transforma pela filha de cinco anos


Jogador garante que vai encarnar personagem na sua primeira vez ao lado da família em um domingo de Páscoa

Por Fabio Leme Rio de Janeiro

Com o adiamento do clássico entre Vasco e Botafogo, que aconteceria neste domingo, os jogadores do Glorioso terão um dia atípico de folga ao lado de suas famílias, justamente, no domingo de Páscoa. Há 13 anos como profissional de futebol, Bolívar confessa que jamais passou essa data comemorativa com a esposa e os dois filhos.

- Nunca tinha passado por isso e os filhos agradecem. Foi uma alegria muito grande em casa. Claro que a gente gosta de estar fazendo a nossa profissão, mas a oportunidade é boa e rara. A gente fica feliz por poder estar com nossa família e nossos filhos. É um momento importante – declarou.

Bolívar e o filho Tales botafogo (Foto: Vicente Seda )Bolívar vai passar a Páscoa com o filho Thales (foto) e a filha Victória (Foto: Vicente Seda)

Mesmo sem experiência neste tipo de comemoração, o pai de Thales, 12 anos, e Victória, 5, já tem tudo planejado. A primeira atitude será guardar no armário a vestimenta de general e pegar a fantasia de coelho, tudo isso para agradar a filha, que ainda acredita na existência do mamífero que entrega ovos no domingo de Páscoa.

- Tem que aproveitar e entrar no espírito do coelhinho, fazer pegadas no chão para as crianças. Minha filha tem 5 anos e ainda acredita nisso. Isso é a parte legal da história. Você tem que entrar no clima e participar, comer os ovos de Páscoa junto com eles e poder estar brincando.

Chocólatra assumido, o zagueiro alvinegro espera não ter só o papel de coelho.

- Adoro chocolate e espero além de dar, receber também – brincou o zagueiro, que viajou para o Rio Grande do Sul.
Feliz Páscoa!