segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bernard decide, Galo vence Verdão e mantém caça ao líder Fluminens

Com segundo tempo quase perfeito do meia, Atlético-MG faz 3 a 0 e continua a dois pontos do líder, com um jogo a menos. Verdão perde a 13ª


 A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

Suspenso pelo STJD, o meia Bernard já se preparava para acompanhar de longe o duelo entre Atlético-MG e Palmeiras, no Independência. Mas, no meio da tarde deste domingo, um efeito suspensivo fez a revelação do Brasileirão entrar em campo e decidir o jogo à noite. Com ótima atuação do garoto de 20 anos na etapa final, o Galo venceu o Palmeiras por 3 a 0 e manteve a caça ao Fluminense, líder há duas rodadas. Com dois gols do meia e um de Leonardo Silva, a equipe mineira impediu que o rival disparasse no topo da classificação. O Verdão, por outro lado, volta a viver um pesadelo na zona de rebaixamento.

Foi a primeira vitória do Atlético-MG no returno – o time não ganhava há quatro partidas. O resultado leva a equipe mineira aos 48 pontos, a dois do Fluminense, mas com um jogo a menos, que será realizado contra o Flamengo, no Engenhão, no dia 26 de setembro.

O Verdão perdeu pela 13ª vez - é o que mais foi derrotado até agora - e se viu afundado na zona de rebaixamento, com 20 pontos, em 18º lugar. Além de voltar a tropeçar após a boa vitória por 3 a 1 sobre o Sport na última quinta-feira, a equipe de Felipão foi bastante prejudicada pelas vitórias dos rivais diretos na luta contra a degola. Coritiba, Bahia e o próprio Leão da Ilha do Retiro venceram e deixaram o Palmeiras a cinco pontos de sair do Z-4.

Na próxima rodada, o Verdão faz mais um jogo fora de casa: enfrenta o Vasco na quarta-feira, às 22h (de Brasília), em São Januário. No mesmo dia e horário, o Atlético-MG volta a atuar diante de sua torcida: recebe o São Paulo no Independência.

Muita boca, pouca bola

O primeiro tempo foi mais falado do que jogado, com Galo e Verdão pilhados em campo. Dá para entender, já que um queria recuperar a liderança perdida, e o outro tentava sair do buraco em que se jogou depois do título da Copa do Brasil – a zona de rebaixamento. O início nervoso exigiu ação do árbitro Leandro Vuaden, famoso por deixar o jogo correr mais, sem marcar muitas faltas. Nos primeiros 20 minutos, distribuiu três cartões amarelos, para Thiago Heleno, Valdivia e Guilherme.

Quem tentou fazer a diferença foi o meia Bernard, reforço de última hora no Atlético-MG. Pela esquerda do ataque, encontrou espaços deixados por Artur e fez boas jogadas. Mas o melhor lance só veio na bola parada, aos 34 minutos, quando Ronaldinho cruzou para Danilinho, e o atacante finalizou de primeira, para fora.

Mais retraído, o Palmeiras fez a clássica aposta nos contra-ataques, mas sem qualidade nas conclusões. Com Tiago Real e Valdivia juntos pelo segundo jogo seguido, a armação melhorou e o time até teve suas chances, mais claras que as do Galo. Obina seguiu as orientações do técnico e quase não saiu da área, esperando por uma oportunidade. Perdeu uma, após dividida com Leonardo Silva, e teve um gol anulado por impedimento.

A bola aérea era a senha, e Luan quase abriu o placar após cruzamento de Tiago Real. Victor salvou, aos 40 minutos. Se não fez o gol, Luan foi perfeito taticamente ao impedir as subidas do lateral-direito Marcos Rocha, grande arma do Galo no ataque.

No jogo falado, deu empate. Todo mundo quis se impor no grito e nas jogadas mais duras. Teve carrinho duro de Valdivia em Bernard, discussão do jovem alvinegro com Tiago Real, e conversa ríspida de Vuaden com Felipão. Leandro Amaro se estranhou com Ronaldinho e Pierre ao mesmo tempo. E, para finalizar, Victor se desentendeu com Obina e chegou a ir ao chão depois de uma trombada. Muita confusão para pouco futebol.

Mudança para vencer

Cuca mostrou coragem logo no início do segundo tempo, ao sacar Danilinho e Leandro Donizete e lançar Leonardo e Escudero. Resolveu dois problemas: colocou uma referência dentro da área e levou auxílio a Bernard e Ronaldinho, que sofriam com a marcação do Palmeiras. O resultado foi imediato, com dois chutes a gol em dois minutos e a empolgação da torcida alvinegra no Independência.

Aos sete minutos, um desses chutes resultou no gol. A investida de Bernard pelo lado direito gerou um escanteio. Na cobrança, Leonardo Silva subiu mais do que Thiago Heleno e cabeceou sem chances para Bruno, abrindo o placar para o Galo. O caldeirão se formou em Belo Horizonte, e o Verdão não conseguiu dar uma resposta à altura.

Felipão lançou o rápido Maikon Leite na vaga de Tiago Real. Trocou a jogada pensada pela correria, sem sucesso. A pressão desorganizada do Palmeiras só aumentou os espaços para o Atlético-MG atacar. E com Ronaldinho, Bernard e companhia, é claro que o perigo de levar o segundo gol seria enorme.

O Verdão assustou só nos chutes de longe de Correa, o único que tentava algo diferente no Palmeiras. Numa dessas conclusões, a bola passou raspando o travessão de Victor, que salvou o time em algumas oportunidades, a principal delas em chute de Juninho, evitando o gol certo com muito reflexo em cima da linha. No fim, o mesmo Correa ainda acertou na trave uma cobrança de falta. Pensando em garantir o resultado, Cuca tirou Guilherme e colocou o volante Serginho a 15 minutos do fim do jogo.


O técnico não queria deixar a vitória escapar de jeito algum, e ainda viu Bernard começar a tranquilizar os alvinegros aos 38 minutos, quando recebeu passe perfeito de Leonardo e tocou na saída de Bruno, ampliando a vantagem para 2 a 0. Depois, aproveitando falha coletiva de Bruno e Leandro Amaro, fez o terceiro gol. O Atlético-MG continua sua caça ao líder Fluminense. Já o Palmeiras, volta a se afundar na zona da degola.


FONTE:

De virada, Sport derrota o Cruzeiro e se mantém vivo para fugir do Z-4

Leão reage na Ilha do Retiro, ultrapassa o Palmeiras e fica a três pontos do Coritiba, primeira equipe fora da zona de rebaixament


 A CRÔNICA
por Tarcísio Badaró

O futebol não foi dos mais empolgantes, mas sobrou disposição em campo. Foi assim que o Sport derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, na noite deste domingo, e ganhou novo ânimo na luta para deixar a zona de rebaixamento. Wallyson abriu o placar para os mineiros, mas Rithely e Gilberto, que saiu do banco de reservas, asseguraram o triunfo rubro-negro. Embalado pela torcida que transformou a Ilha do Retiro num caldeirão, o Leão complicou a vida da Raposa, que perdeu o segundo jogo consecutivo e desperdiçou a chance de se aproximar do G-4.

A partida também foi marcada pelos gols anulados. No primeiro tempo, a arbitragem assinalou dois impedimentos, um para cada lado. Para desespero dos torcedores do Leão, a marcação no gol de Edcarlos foi equivocada. Já na finalização de Wellington Paulista, o auxiliar acertou, uma vez que o atacante celeste estava realmente adiantado.

rithely sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Rithely comemora o primeiro gol do Sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Com o resultado, o Sport chegou aos 22 pontos, na 17ª posição na tabela de classificação. O Cruzeiro permanece estacionado na oitava colocação, com 34 pontos, cinco a menos que o Vasco, quarto colocado.

Na próxima rodada, quarta-feira, o Cruzeiro enfrenta o vice-lanterna Figueirense às 19h30m (de Brasília), na Ressacada, em Florianópolis. O Sport recebe o Bahia, na Ilha do Retiro, às 20h30m.

Um gol pra cada time; um invalidado pra cada lado


Empurrado pela torcida, o Sport começou em cima do Cruzeiro. A investida pernambucana era em cruzamentos na área, mas a maioria parava nas mãos de Fábio. O Cruzeiro entrou fechado e apostava nos contra-ataques. Aos oito minutos, a aposta deu certo. O zagueiro Diego Ivo falhou na saída de bola, e Wellington Paulista fez boa enfiada para Wallyson marcar: 1 a 0 para os visitantes.

A desvantagem fez o Leão atacar ainda mais. Embora pouco organizado, o Rubro-Negro acuou a Raposa e levou perigo duas vezes, em cobranças de escanteio pela esquerda. Quando só os donos da casa atacavam, o adversário encaixou outro contra-ataque e somente não ampliou porque Saulo fez grande defesa.

A insistência do anfitrião nas bolas cruzadas na área quase deu certo. Aos 27, Edcarlos marcou de cabeça, mas o árbitro errou ao assinalar impedimento. Dois minutos depois, Willian Rocha deu magistral lançamento para Rithely, que com um toque de cabeça encobriu o goleiro celeste e empatou o jogo.

Aos 31, foi a vez de a Raposa ter um gol anulado. Everton saiu na cara do goleiro e tocou para Wellington Paulista empurrar para o fundo do gol. Acertadamente, não valeu. O time mineiro até que se abriu após o empate, mas foram do Sport as melhores chances, como no chute cruzado de Edcarlos, já nos minutos finais. Fábio fez boa defesa e garantiu o empate no primeiro tempo.
Virada rubro-negra na raça

O Rubro-Negro voltou melhor para o segundo tempo e pressionou. Antes dos cinco primeiros minutos, o time da casa já havia tido duas boas chances de gol, após bolas mal rebatidas pelo goleiro Fábio. A pressão pernambucana era enorme. A zaga celeste batia cabeça, e a bola só ficava nos pés dos jogadores do Sport.

Os dois times voltaram do intervalo sem alterações, mas, antes dos dez minutos Celso Roth já havia feito duas mudanças. Diego Renan e Lucas Silva foram para o jogo nos lugares de Rafael Donato e Tinga, respectivamente. Waldemar Lemos também mexeu na equipe logo no começo. E se deu bem. Em sua primeira participação, Gilberto arrancou e tabelou com Rithely, que devolveu com belo passe de letra para o companheiro entrar na área e tocar na saída de Fábio, aos 16: 2 a 1.

Os pernambucanos reduziram o ritmo e permitiram que os mineiros crescessem na partida. Com a desvantagem, a Raposa precisou correr atrás do placar e acabou expondo o quanto o time estava mal. Bem marcado, o meia Montillo, que voltava após lesão, estava pouco inspirado, como a maioria dos colegas. Vitória justa do Sport, na empolgação e na vontade.


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