quarta-feira, 25 de julho de 2012

Com atletas do banco, Boa faz 2 a 1 no América-MG e se afasta do Z-4

Com predomínio no primeiro tempo, mas sem marcar, graças ao goleiro Neneca, gols do time de Varginha saem apenas na etapa final 

A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

Foi sofrido e de virada. Na noite desta terça-feira, o Boa Esporte envolveu completamente o América-MG no primeiro tempo, com várias chances desperdiçadas, e o placar só não foi aberto nos primeiros 45 minutos graças ao goleiro Neneca. Na etapa final, em Varginha, para desespero do torcedor do sul de Minas, foi o Coelho que abriu o marcador, em um gol chorado. O Boa não se deu por vencido e partiu para cima. E a vitória suada veio graças a jogadores do banco, Jajá e Vanger, que aos 24 e aos 30 minutos, balançaram as redes de Neneca, pela 13ª rodada da Série B. 

Com esse resultado, o Boa Esporte sobe para a 11ª posição, com 17 pontos, após cinco rodadas sem vencer. Já o América-MG, que vinha de empate em casa, continua em terceiro lugar, com 26 pontos, e o gosto amargo de ter perdido, mais uma vez, a chance de chegar à liderança.

O Boa, na próxima rodada, viaja até Fortaleza, onde enfrenta o Ceará. A partida, na próxima terça-feira, será no Presidente Vargas, às 19h30m (de Brasília). O América-MG volta a jogar em casa, no mesmo dia e horário, contra o Joinville.

Boa Esporte x Amperica-MG (Foto: Pakito Varginha / Futura Press)Boa Esporte vira para cima do América-MG (Foto: Pakito Varginha / Futura Press)
 
Se não fosse o Neneca...
Com quatro desfalques, Everton Luís, Dudu e Rodriguinho entre os titulares, além de Adeílson, reserva, o América-MG que entrou em campo em Varginha era bem diferente daquele dos últimos jogos. O técnico Givanildo Oliveira teve, inclusive, que promover duas estreias no time. No meio-campo, o argentino Sebastián Sciorilli no lugar do “maestro” Rodriguinho, e Rodrigo Pimpão, contratado recentemente para o ataque, no lugar de Alessandro. A falta desses jogadores comprometeu, e era perceptível a dificuldade do Coelho em sair para as jogadas de contra-ataque, uma marca do time nesta Série B.

Alheio aos problemas do adversário, o Boa Esporte deitou e rolou. Saindo bem da marcação, o time chegava com facilidade e qualidade à área do goleiro Neneca. Francismar foi quem mais deu trabalho ao goleiro alviverde. Em menos de cinco minutos, o meia teve três ótimas chances, forçando o camisa 1 a fazer ótimas defesas. Se Neneca falhou – e feio – no gol do Guarani na última rodada, contra o Boa Esporte, pelo menos no primeiro tempo, ele se redimiu.

Marcelo, aos 35 minutos, perdeu a chance mais incrível da partida. No rebote do chute de Francismar, com o gol vazio, ele trocou as pernas e não conseguiu mandar a bola para o fundo das redes. A sorte parecia estar mesmo com Neneca.

O América-MG, que ficava apenas na contenção das jogadas do Boa Esporte, mal conseguia passar do meio-campo. A ausência de Rodriguinho, o homem responsável por distribuir as bolas, era perceptível. O argentino Sciorilli, que havia atuado apenas no Campeonato Mineiro, estava sem nenhum ritmo de jogo. 

Emoção para todos os lados
Mesmo sem mexidas no começo da etapa final, a dinâmica da partida mudou nos primeiros minutos, com o América-MG melhor nas saídas de bola e chegando com menos dificuldade ao gol de Zé Carlos, que mal havia trabalhado no primeiro tempo. Mesmo assim, o Boa Esporte ainda era mais ofensivo.

Mas de nada adiantou ficar apenas eficiente na ofensividade. Aos dez minutos, Rodrigo Pimpão tocou de calcanhar para Pará, que chutou mascado, mas o suficiente para balançar as redes. Zé Carlos ainda chegou a tocar na bola, mas de nada adiantou.

O gol, claro, animou o América-MG. O Boa Esporte começava a investir na bola parada, e foi assim que saiu o gol de empate. Aos 24 minutos, Francismar cobrou escanteio, e a bola sobrou para Jajá, que, de costas, cabeceou direto para o gol, sem chances de defesa para Neneca. Justiça no placar, por tudo que o time de Varginha havia feito até então.

O Boa Esorte continou as investidas. E se a estrela de Neneca brilhou no primeiro tempo, a do técnico Sidney Moraes se destacou no segundo. Isso porque as mexidas que ele fez foram cirúrgicas. Vanger, que entrou na etapa final, fez belíssima jogada, no contra-ataque, passou por três e, na entrada da grande área, bateu no cantinho, sem chances para Neneca.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileiro-serie-b-2012/24-07-2012/boa-america-mg.html

Lima garante a vitória do JEC sobre o América-RN na Arena Joinville

Atacante aproveita rebote do goleiro Dida e decide a partida

A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

Artilheiro não perdoa. Lima, centroavante nato, com a camisa número 9, foi o responsável pela vitória do Joinville sobre o América-RN por 1 a 0, na noite de terça-feira, em Santa Catarina. O atacante aproveitou o rebote do goleiro Dida, após o chute de Eduardo. Sem goleiro pela frente, ele só teve o trabalho de colocar para dentro. Na disputa entre artilheiros, o atacante que jogava em casa levou a melhor. Isac, centroavante da equipe potiguar, teve boas chances de marcar. Mas foi Lima quem decidiu a partida, aos cinco minutos do segundo tempo na Arena Joinville, marcando o único do confronto e seu sétimo gol na Série B, assumindo a segunda colocação entre os goleadores (quem ponteia é Zé Carlos, do Criciúma, com 14).

Com a vitória, o JEC não sai da sétima colocação, mas se aproxima dos líderes ao chegar aos 21 pontos após 13 rodadas. A equipe potiguar, com a derrota fora de casa, sai do G-4 e cai para a quinto lugar, temporariamente, até o fim da rodada no sábado. O resultado também colocou fim à invencibilidade do técnico Roberto Fernandes à frente da equipe. Na próxima partida, o Joinville vai até Minas Gerais encarar outro time bem colocado. Na terça, dia 31, pega o América-MG no Independência, às 19h30m (de Brasília). O Mecão tenta se reabilitar diante do Barueri, em casa, também na terça-feira, às 21h50m.

Lima, Joinville (Foto: Leandro Ferreira / Agência Estado)Lima celebra o gol do Joinville (Foto: Leandro Ferreira / Agência Estado)
 
Primeiro tempo com dois lances polêmicos
A primeira etapa foi marcada por dois lances polêmicos: um para cada equipe. Pelo lado do América, Wanderson, que já havia se enrolado com os zagueiros dentro da área ao tentar driblar o goleiro, infiltrou novamente e disputou com Diego Jussani. Os dois acabaram se embolando e terminaram no chão. O time visitante pediu penalidade.

Já no avanço do time da casa, o ataque chegou à linha de fundo pela esquerda e, no momento do cruzamento, Lima, que parecia ganhar na corrida do defensor, caiu pedindo pênalti próximo à marca de cal.

O Joinville chegou mais uma vez com eficiência pelos flancos. Aos 20, Tiago Real passou para Eduardo pela direita. O lateral aproveitou a avenida deixada pelo América, ameaçou ir à linha de fundo, mas cortou para o meio e arriscou de esquerda. Rasteira, porém sem força, no canto onde se encontrava o goleiro Dida.
Já a equipe potiguar aproveitou a ofensividade de Eduardo e chegou pela esquerda. Gustavo penetrou, e, já na pequena área, driblou um zagueiro, mas escorregou e não conseguiu fazer o arremate. A zaga chegou afastando o perigo.

Os centroavantes também tiveram seus momentos. Isac tentou três bons chutes de fora da área. Na jogada mais efetiva, aos 29, o América roubou a bola na intermediária e saiu em velocidade. O camisa 9 do Mecão, inteligentemente, se movimentou em diagonal, saindo da direita para o centro do campo, onde recebeu em profundidade. Ele aproveitou o embalo e emendou de canhota, que não é a perna boa. O goleiro, contudo, conseguiu segurar.
Na briga de camisas 9, Lima prevalece

Logo aos cinco minutos da etapa complementar, Lima deu o ar da graça. Eduardo arriscou de longe, e o camisa 9 acompanhou o chute desde a origem. Sagaz, se colocou esperando um provável rebote. E não deu outra: o chute forte do lateral do JEC impediu a defesa eficiente de Dida. O goleiro largou no pé do artilheiro, que apenas teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede
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Minutos depois, Isac tentou dar o troco. Lúcio escorou para o centroavante da equipe potiguar, que bateu colocado. A bola passou pelo lado do gol do goleiro Ivan, que só pôde rezar e observar a redonda passar]
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Aos 20, Lima quase marcou um golaço. Depois de escanteio batido por Ricardinho, a bola sobrou na linha da pequena área, já atrás do camisa 9 do JEC. Sem tempo para girar, o atacante arriscou uma puxeta e só não saiu para o abraço porque o goleiro Dida se esticou todo para salvar.

Aos 31, Adaílton tentou cavar uma penalidade, mas o juiz não entrou na dele. Cartão amarelo por simulação, bem efetuado por Péricles Bassols Pegado Cortez.
Gol anulado e grande chance de empate

Lima ainda colocou mais uma para dentro do gol, mas o lance foi anulado pelo bandeira. Após cruzamento pela direita do ataque catarinense, o autor do único gol da partida, de cabeça, escorou para o fundo da rede. A jogada, no entanto, não valeu, já que o atacante se encontrava em posição irregular. Fim de jogo e festa dos donos da casa.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileiro-serie-b-2012/24-07-2012/joinville-america-rn.html