segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bota finaliza no gol o dobro de vezes do Flu e fica com mais posse de bola

Time de Oswaldo de Oliveira cria, novamente, diversas chances dentro da área, e aproveitamento baixo permanece. Tricolor faz três faltas a mais

Por André Casado Rio de Janeiro
 
Fluminense e Botafogo fizeram um clássico muito equilibrado até os 15 minutos finais, domingo, no Engenhão. A partir daí, uma chuva de chances desperdiçadas pelo Alvinegro mudou a direção dos números do jogo. Nas estatísticas, são 19 chutes a gol contra 11. Destas, 12 tiveram o gol como alvo certeiro, enquanto o Tricolor teve só seis. E três foram de fora da área. Ou seja, como nas últimas partidas, o time de Oswaldo de Oliveira cria e conclui de perto, mas o aproveitamento é baixo. Duas bolas bateram na trave direita de Diego Cavalieri, em tentativas do argentino Herrera, que tem oito gols no Campeonato Carioca.
Quanto à posse, vantagem do Glorioso por 55% a 45%. Em escanteios, mais superioridade: nove a cinco. As faltas foram parecidas, mas o Flu bateu um pouco mais: 23 a 20. Apesar disso, Oswaldo reclamou da suposta inversão de infrações pelos critérios da arbitragem. A condição física do campeão da Taça Guanabara foi um dos motivos apontados para a pressão no fim. Jefferson fez três defesas, ao todo, e Cavalieri praticou quatro.
- O Fluminense é uma excelente equipe, mesmo não estando 100% fisicamente. Eles têm vários caras que com a bola no pé são brincadeira. Tivemos oportunidades, aproveitamos o cansaço deles, fomos melhores, mas a bola bateu na trave. Paciência - avaliou o volante Marcelo Mattos.

wellington nem fluminense x botafogo (Foto: Ivo Gonzalez /Globo)Nem tenta o gol em conclusão do Flu, e Márcio Azevedo se estica para impedir (Foto: Ivo Gonzalez /Globo)
FONTE:

Federer recebe camisa autografada por Neymar: 'Ele é bom mesmo?'

Tenista falou ao Esporte Espetacular sobre a sua carreira, os adversários Nadal e Djokovic, os destaques do futebol brasileiro e o desafio de ser pai

Por GLOBOESPORTE.COM Miami

 Considerado por muitos o melhor tenista da história do esporte, Roger Federer foi entrevistado em Miami pela apresentadora Glenda Kozlowski para o programa Esporte Espetacular. Na conversa, o tenista suíço comentou sobre seus principais adversários, elogiou Gustavo Kuerten, revelou admirar Kaká e ganhou de Glenda uma camisa da Seleção Brasileira, autografada por Neymar, craque que ele ainda não conhece bem.
- Ele é bom também? No Brasil surgem jogadores a todo momento, e depois eles são vendidos para a Europa e viram celebridades lá - afirmou.
O futebol e a vinda ao Brasil
Roger Federer jogou bola até os 12 anos, quando começou no tênis. Ainda hoje ele continua sendo um fã do futebol e da tradicional escola brasileira.

FRAME Glenda entrevista Roger Federer (Foto: Reprodução / TV Globo)Glenda presenteia Roger Federer com camisa
personalizada (Reprodução/TV Globo)

-  É muito bom ir para um país que gosta tanto de futebol e de tênis, os esportes que eu cresci jogando. Para mim, o Brasil sempre foi o melhor time de futebol do mundo e espero conhecer alguns jogadores como o Kaká. Gostaria também de ter a chance de encontrar em dezembro o meu amigo Guga, que é um jogador muito importante para nosso esporte – contou o tenista.
O Miúra e Djoker
Se Guga já venceu Federer, Nadal e Djokovic também já sabem como bater o suíço. Contra o espanhol foram 28 partidas, com Rafael conquistando 18 vitórias e Roger 10. Já diante do sérvio, foram 24 embates, com 10 vitórias de Novak e 14 de Federer. Ele pensa que são realmente tenistas acima da média.
- Existe um 'grupo de ouro' no tênis. Com Andy Murray também, apesar dele não ter vencido Grand Slam ainda. Já nos enfrentamos mais de 20 vezes, e quando você joga tantas vezes com alguém, acaba descobrindo as fraquezas e os pontos fortes – comentou o dono de 73 títulos da ATP.
Voltar ao topo do ranking
Federer acredita ter ido bem nos dois últimos anos mas acha que faltou sorte para conquistar algumas vitórias em 2011.
- Estava muito perto de ser fenomenal, como no começo do ano passado até agora, mas acho que eu entendi, tirei férias de seis semanas depois do Aberto dos Estados Unidos. Eu me "fechei", me concentrei e pensei como eu posso voltar a ser bom novamente, e eu repensei meu jogo. Tem muita coisa acontecendo na minha vida – contou Federer.
O futuro
Com 30 anos, 73 títulos de simples e uma gigantesca legião de fãs, Roger revelou como faz para seguir estimulado.
- Quando fiz 30 anos, dei várias entrevistas sobre como me sentia. Eu me sinto ótimo, prefiro ter 30 anos a ter 20. Antes era muito estressante, estava tentando quebrar barreiras. Hoje eu sei quem eu sou, o que eu tenho e para onde eu quero ir, e é um grande alívio de certa maneira. Um objetivo a longo prazo este ano é voltar a ser o número 1 e depois jogar bem nos torneios e nos Jogos Olímpicos - revelou.
Vida fora das quadras
Sua esposa é a ex-tenista Miroslava Federer, que conheceu durante as Olimpíadas de Sydney, em 2000. Nove anos depois se casaram e tiveram duas gêmeas, Charlene Riva e Myla Rose. Mesmo com o corre-corre do circuito, Federer encontra tempo para colocar em prática o seu lado paterno.
- Sempre quis ter filhos, isso mudou a minha vida numa proporção enorme. Pensei que fosse mudar minha vida como tenista também. Mudou bastante, mas não totalmente. Ainda treino tanto quanto quero e jogo quase todos os torneios que desejo. Mas encontro tempo para contar histórias, trocar fraldas e colocá-las para dormir também - finalizou o papai Roger.
FRAME Glenda entrevista Roger Federer (Foto: Reprodução / TV Globo)Glenda foi a Miami para entrevistar o tenista suíço Roger Federer (Foto: Reprodução / TV Globo)