domingo, 17 de julho de 2016

Na volta de Oliveira e despedida de trio, Santos vence Ponte e vai ao G-4




BRASILEIRÃO 2016


15ª RODADA



Victor Ferraz, Vitor Bueno e Gabriel marcam os gols da partida na Vila Belmiro; Peixe assume quarta colocação, e Macaca corre risco de cair até três posições no domingo




Por
Santos, SP



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O Santos comemorou a estreia de Ricardo Oliveira no Campeonato Brasileiro com uma vaga no G-4 em grande estilo. Mesmo sem o faro de gols do artilheiro, que passou os últimos dois meses em tratamento por uma inflamação no joelho direito, o Peixe contou com Victor Ferraz, Vitor Bueno e Gabriel para vencer a Ponte Preta por 3 a 1, se aproveitar do tropeço do Flamengo e assumir a quarta colocação, na noite deste sábado, na Vila Belmiro, pela abertura da 15ª rodada. Roger descontou para o time visitante.

COMO FOI A PARTIDA: OS GOLS E MELHORES LANCES

Além do retorno de Ricardo Oliveira, que deu o passe para o gol de Vitor Bueno, a partida na Vila marcou as despedidas de três jogadores do Santos. Zeca, Thiago Maia e Gabriel vão defender a seleção brasileira na Olimpíada, a partir de agosto. Eles se apresentam ao técnico Rogério Micale na segunda-feira. O atacante deixou a sua marca para fechar o placar e, ao comemorar, beijou o escudo do clube. Sinal de despedida? Propostas não faltam pelo camisa 10...

A CLASSIFICAÇÃO E OS PRÓXIMOS JOGOS DO BRASILEIRÃO

A equipe de Dorival Júnior alcançou a marca dos 26 pontos, dois acima do Flamengo (que mais cedo empatou com o Botafogo), e só pode ser alcançada pelo Atlético-PR, que recebe o Vitória neste domingo, em Curitiba. No entanto, o saldo de gols protege a posição do Santos no G-4. Enquanto isso, a Ponte corre risco de cair até três colocações na tabela. Com 23 pontos, o time de Campinas torce contra São Paulo (21), Internacional e Atlético-MG (20).

Victor Ferraz gol Santos x Ponte Preta (Foto: Futura Press)
Victor Ferraz comemora o primeiro gol do 
Santos sobre a Ponte, neste sábado, na Vila 
Belmiro (Foto: Futura Press)


Em campo, o que se viu desde o começo foi a superioridade santista. O time da casa aproveitou bem o fato de atuar no seu estádio preferido e também contra uma equipe cheia de desfalques e desentrosada no meio-campo (Maycon e Wendel, contratados nesta semana, foram escalados porque não havia ninguém para colocar). O primeiro passo da vitória foi com Victor Ferraz, que aproveitou cobrança de falta de Vitor Bueno na trave e, sozinho na área, fez de cabeça.

O predomínio do Peixe continuou após o intervalo, mas em menos intensidade porque a Ponte voltou melhor. Eduardo Baptista colocou Felipe Menezes e mexeu na característica do meio-campo. O time passou a jogar mais e criou possibilidades de marcar. Maycon, Clayson e Roger tiveram nos pés as melhores oportunidades de marcar, mas desperdiçaram todas. O que, como o placar mostra, não aconteceu do outro lado do campo.

Ricardo Oliveira recebeu de Gabriel dentro da área, bateu cruzado e Vitor Bueno só empurrou para o gol vazio, depois de furada de Douglas Grolli. Coube a Gabriel fechar a conta. Ele, que tinha perdido um gol incrível por preferir o drible ao chute de perna direita, aproveitou rebote de jogada com Ricardo Oliveira na área para marcar o terceiro do Santos e se apresentar aos Jogos Olímpicos embalado para brigar pela titularidade. No fim, Roger aproveitou a segunda chance que teve e tocou na saída de Vanderlei.

Já sem Zeca, Thiago Maia e Gabigol, o Peixe volta a campo na quarta-feira pela Copa do Brasil, para enfrentar o Gama, no Estádio Bezerrão, às 21h45. Pelo Brasileirão, o time joga domingo, contra o Vitória, às 18h30. A Ponte, por sua vez, ganha uma semana de descanso até a próxima partida, às 11h, contra o Internacional, em Campinas.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2016/07/na-volta-de-oliveira-e-despedida-de-trio-santos-vence-ponte-e-vai-ao-g-4.html

Análise dos técnicos: ousadia na hora certa faz Ricardo superar cauteloso Zé



Flamengo inicia clássico com postura ofensiva, mas recua após vantagem e cede o empate. Com mudanças, Botafogo incendeia a partida e salva jogo que parecia pedido




Por
Rio de Janeiro



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Antes de a bola rolar na Arena Botafogo, sabia-se muito bem quem atacaria e quem se fecharia. Técnico do mandante, Ricardo Gomes mandou o Glorioso a campo com três volantes: Airton, Bruno Silva e Rodrigo Lindoso. Já seu oponente e quase xará, Zé Ricardo escalou um trio ofensivo, com Everton, Marcelo Cirino e Guerrero. No empate por 3 a 3, a mudança de postura dos dois comandantes durante a partida foi decisiva, e a ousadia de Gomes venceu o excesso de cautela de Zé.
Zé Ricardo mudou três peças em relação ao time que venceu o Atlético-MG por 2 a 0 no domingo passado. Entraram Juan, Everton e Guerrero nos lugares de Rafael Vaz, Fernandinho e Felipe Vizeu. Dentre as mexidas, o grande acerto de Zé foi Everton, que se mexeu muito pelas pontas, fez um gol em que demonstrou sagacidade e ainda deu assistências para os marcados por Jorge e Guerrero.

Botafogo Flamengo Zé Ricardo (Foto: André Durão)Estratégia de Zé no segundo tempo chamou o Botafogo para o ataque (Foto: André Durão)


A trinca defensiva no meio-campo alvinegro deu liberdade a Camilo para ditar o ritmo do Botafogo. Além disso, Ricardo Gomes teve um Airton inspirado. Conhecido por ser um jogador exclusivamente de combate, ele foi além. Bem em seu papel primordial, ainda destacou-se na distribuição de jogo. Participou do gol de Diego Barbosa com um belo lençol em Willian Arão, execrado pela torcida botafoguense, e também iniciou a jogada do segundo, feito por Neilton. Bruno Silva, por sua vez, destoou, foi mal e errou feio no gol de Jorge.

A postura ofensiva do Flamengo deu resultado e, aos 22 minutos da etapa final, o time vencia por 3 a 1 com certa facilidade. Vale destacar, porém, que a esta altura o Fla já estava no 4-4-2 - Canteros entrou aos 14 da etapa final no lugar de Marcelo Cirino. O último, de fato, era o jogador certo para sair, pois estava mal demais. Mas o argentino definitivamente não foi o substituto ideal e se limitou a errar passes. O segundo erro capital do comandante rubro-negro foi a entrada de Cuéllar. O colombiano já estava na beira do campo quando Neilton marcou o segundo gol alvinegro. A mexida fez um time que iniciou o duelo no 4-3-3 passar ao 4-5-1. O recuo foi sintomático, e Salgueiro empatou três minutos após Cueller entrar.

Zé Ricardo, apesar da inegável retranca composta por quatro volantes, justificou-se afirmando que sua intenção era ver Canteros como meia e Willian Arão mais livre.

- Trabalhamos com entrada do Canteros mais adiantado e o Arão fazendo a saída pela direita. Queríamos manter a posse de bola, mas Botafogo conseguiu dois gols por seus méritos. Vamos analisar para vermos o que podemos melhorar.

Botafogo x Flamengo Ricardo Gomes (Foto: André Durão)
Mudanças de Ricardo incendiaram o jogo e 
mudaram a cara do clássico 
(Foto: André Durão)


Apesar da qualidade de Camilo e Airton, foram com os substitutos que o Botafogo foi buscar o empate. A reação alvinegra foi pautada por uma mudança "no sufoco", como o próprio Ricardo Gomes classificou a substituição de Bruno Silva por Salgueiro, e os outras duas planejadas. Pimpão e Sassá estavam mal, e as entradas de Canales e sobretudo de Neilton levaram o Botafogo para cima do Flamengo. Os três mudaram a postura ofensiva do time, que marcou dois gols e por pouco não conseguiu virar na Arena Botafogo.

- Analisei o Flamengo, e precisava mais do trabalho tático do Pimpão. Falei isso antes do jogo para o Neilton. Achei que seria mais importante se ele entrasse no jogo com o time do Flamengo mais cansado. Deu certo... Escalei mal (risos). Não foi isso. O mérito é coletivo. Comissão técnica, jogadores... Não pego nada pra mim. É verdade que falei antes da partida com o Neilton. O Salgueiro foi mais no sufoco - explicou Gomes.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2016/07/analise-dos-tecnicos-ousadia-na-hora-certa-faz-ricardo-superar-cauteloso-ze.html