quinta-feira, 31 de março de 2016

Empate de R$ 100 mil: Martín "paga" investimento, e Vasco segue invicto



CAMPEONATO CARIOCA  2016 - TAÇA GUANABARA

SEGUNDA FASE  - 04ª RODAD


Com quatro defesas difíceis, goleiro é determinante em clássico com o Fla após ter voo fretado. Cruz-Maltino segue imbatível no ano e não perde há 17 jogos




Por
Brasília



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Valeu a pena o investimento. O Vasco abriu o bolso para ter Martín Silva no clássico com o Flamengo, quarta-feira, em Brasília, e não seria exagero dizer que pagou R$ 100 mil para voltar ao Rio de Janeiro com um ponto na bagagem. Esse foi o valor do fretamento de um jatinho para levar o goleiro de Montevidéu, onde estava com a seleção uruguaia, até a capital federal. Em campo, foram pelo menos quatro defesas com grande grau de dificuldade que garantiram o empate por 1 a 1, a invencibilidade em 2016 e o aumento da série invicta contra o maior rival para oito jogos. 

Guerrero chance perdida Flamengo x Vasco (Foto: Agência Estado)
Martín Silva defende chute de Guerrero 
na pequena área (Foto: Agência Estado)


Desde o aquecimento, já foi possível perceber a importância do uruguaio no atual elenco cruz-maltino. Aos gritos de "Olê, olê, olá, Silva! Silva", ele foi o mais ovacionado. E o torcedor não precisou esperar muito mais para ter o carinho retribuído. Logo no primeiro minuto, Martín parou finalização cara a cara de Sheik. Era só a primeira das quatro defesas difíceis que fez na etapa inicial, com destaque para dois chutes à queima roupa de Guerrero - a outra foi em arremate de longa distância de Jorge. 

A importância do camisa 1 para o Vasco, no entanto, vai além das defesas. É nítido que o setor defensivo fica mais seguro quando Martín Silva está no gol. Se contra o Botafogo a saída de bola muitas vezes foi problema, com chutões de Jordi, o titular mantinha a calma e conseguia sair jogando. Os zagueiros não pensavam duas vezes em recorrer a ele nas dificuldades. Até mesmo em momentos tensos de um clássico, a experiência e catimba uruguaia ficaram evidentes. 

No lance em que Rodrigo é atingido por Guerrero com uma cotovelada, Martín Silva sai correndo do gol e interpela o árbitro pedindo uma punição. O cartão amarelo pareceu tê-lo deixado satisfeito antes de retornar para sua baliza. No segundo tempo, a longa comemoração do Flamengo em sua área incomodou e, ao reclamar com a arbitragem, o goleiro acabou punido com cartão amarelo. Enquanto muitos vascaínos ficaram cabisbaixos, porém, ele optou por gritos de incentivos que resultaram no empate minutos depois. 

Com a sensação de dever cumprido, Martín falou sobre a decisão de entrar em campo menos de 24 horas depois da vitória do Uruguai sobre o Peru, em Montevidéu, pelas eliminatórias para Copa do Mundo de 2018 - quando ficou no banco de reservas. Um voo fretado fez com que chegasse a Brasília pouco antes das 6h da manhã. 

- Valeu a pena. Foi algo que o clube me perguntou se eu tinha disposição para viajar. Claro que não queria perder um clássico, não era mais um jogo. Muito obrigado ao apoio da minha família, da minha esposa, que sempre falou: "Vai em frente. Faz o que você gosta de fazer e seja feliz". Tenho que agradecer ao clube por todo esforço em uma época que sabemos que não é fácil. Valeu muito a confiança de Jorginho, do presidente - disse o goleiro, que elegeu as defesas em sequência diante de Guerrero as mais difíceis. 

Jorginho reconheceu a importância do goleiro para manutenção da invencibilidade vascaína:
- É um grande goleiro, acima da média. Fico feliz dele ter ido muito bem nos momentos decisivos em duas oportunidades claras no início do jogo. Em alguns momentos, foi experiente, frio.


No fim das contas, o Vasco saiu no lucro. Se pagou R$ 100 mil para ter Martín, voltou com um ponto na tabela e, no mínimo, outros R$ 700 mil no bolso. Isso porque foi de R$ 800 mil a cota que o clube recebeu da empresa responsável pela organização da partida, além de todas as despesas pagas.  
Com dez pontos e invicto no ano, o Vasco é o líder da Taça Guanabara e encara o Volta Redonda, domingo, às 16h (de Brasília), pela quinta rodada.


FONTE:

André Loffredo ressalta importância da vitória do Bota em "campeonato curto"



Comentarista lembra fase rápida da Taça Guanabara e necessidade da vitória, que veio com tranquilidade diante do Volta Redonda, em São Januário, na quarta-feira




Por
Rio de Janeiro




O Botafogo não precisou fazer uma grande apresentação ou muito esforço para vencer o Volta Redonda na noite desta quarta-feira, em São Januário. Com gols de Rodrigo Lindoso e Joel Carli, o Alvinegro fez 2 a 0 pela quarta rodada da Taça Guanabara, o que levou a equipe à terceira colocação. Após a partida, o comentarista do SporTV André Loffredo destacou a importância da vitória para o time comandado por Ricardo Gomes (assista ao vídeo clicando no LINK da FONTE no final da matéria abaixo).  ).

- Era importante para o Botafogo conseguir os três pontos depois da derrota para o Vasco. (Tem só) uma derrota no campeonato, mas já botava o time em xeque por conta da classificação por ser um campeonato muito curto. Se o Botafogo tropeçasse novamente, ficaria fora da zona dos quatro classificados. Já iam começar a questionar o trabalho do Ricardo (Gomes) e esse grupo, que no começo do ano me parecia muito preocupante. Hoje já vejo com mais tranquilidade o futuro do Botafogo no Campeonato Carioca. Dentro do Brasileiro vai ter que melhorar bastante.

Botafogo - Joel Carli (Foto: André Durão)Botafogo venceu por 2 a 0 e o zagueiro Joel Carli marcou o segundo (Foto: André Durão)


Para Loffredo, enquanto o Botafogo teve o controle da partida, a apresentação do Voltaço foi aquém do que vinha apresentando no campeonato, em que já venceu Fluminense e Flamengo.

- O Botafogo não fez uma grande partida, mas teve controle do jogo em boa parte do tempo. Em alguns momentos, oscilou deixando espaços para a equipe do Volta Redonda, mas que também esteve abaixo daquele Volta Redonda que a gente viu enfrentando Fluminense e Flamengo, não fez um grande jogo.

Logo aos cinco minutos de jogo, Ribamar caiu na área após entrada de Luis Gustavo e o árbitro apontou pênalti. Rodrigo Lindoso cobrou e abriu o placar para o Botafogo. No segundo tempo, aos 31 minutos, Gegê cobrou falta na área, e Carli, livre na primeira trave, cabeceou para marcar o segundo.

- Deu essa oportunidade para o Botafogo logo no início do jogo, um pênalti tolo que o Lindoso aproveitou e bateu bem. Aí o Botafogo pôde muito mais valorizar essa posse de bola. Um dado curioso: o Volta Redonda terminou o primeiro tempo tendo feito apenas uma falta, a falta do pênalti.
No segundo tempo também quase não fez falta, deu uma falta lateral para o Botafogo fazer o segundo gol, gol de cabeça do Carli. Ou seja, se comprometeu nas bolas paradas, e o Botafogo aproveitou as oportunidades, apesar de não ter feito um grande jogo no setor de criação - concluiu Loffredo.

O Botafogo volta a campo no sábado, às 16h, em Juiz de Fora, onde faz o clássico com o Flamengo pela quinta rodada da Taça Guanabara. O Voltaço, que soma seis pontos, joga um dia depois, no mesmo horário, contra o Vasco, em São Januário.


FONTE: