quinta-feira, 10 de março de 2016

Palmeiras erra voltagem e se vê sem saber o que fazer em campo; análise


Na derrota desta quarta-feira para o Nacional, que custou o emprego de Marcelo Oliveira, time parecia jogar um jogo de Campeonato Paulista, não de Libertadores




Por
São Paulo



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Marcelo Oliveira viu de camarote, literalmente, a derrota por 2 a 1 para o Nacional, na noite desta quarta-feira. Derrota que lhe custou o emprego no Palmeiras. Suspenso por expulsão na rodada passada e substituído por seu auxiliar, viu seu agora ex-time se assustar e se perder em campo a partir do momento em que os uruguaios abriram o placar, no primeiro tempo. Um time que acusou o golpe ainda mais ao sofrer o segundo gol, três minutos depois.

Marcelo Oliveira, suspenso, deu lugar a um de seus auxiliares, Tico do Santos, que precisou de ajuda de Fernando Prass para definir uma alteração no segundo tempo, etapa em que o Palmeiras se limitou a levantar bola para a área adversária

O Palmeiras que Marcelo Oliveira viu de cima estava na voltagem errada. Parecia jogar um jogo de Campeonato Paulista, não de Libertadores. Não foi o mesmo Palmeiras que se exauriu no primeiro tempo da vitória da semana passada sobre o Rosario Central - que cansou após bons 45 minutos e foi encurralado no segundo tempo daquela partida, é verdade, mas que resistiu bravamente e venceu.

O Palmeiras desta quarta-feira teve o controle da bola na primeira meia hora, mas errou muito e passou a se atrapalhar quando o Nacional avançou a linha de marcação. Aos 35 minutos, o primeiro susto: um toque de calcanhar de Nico López, dentro da pequena na área, acertou a trave. Aos 37, o atacante se mostrou mais ligado do que Vitor Hugo em corte parcial de Thiago Martins e abriu o placar.

Aos 40, após falta não assinalada em cima de Cristaldo, Leandro Barcia foi lançado atrás da zaga e ampliou a vantagem. O lateral-esquerdo Zé Roberto até levantou o braço, porém não havia irregularidade alguma. Thiago Martins dava condição, e Vitor Hugo estava quase no meio-campo. Mais uma tentativa errada de linha de impedimento da equipe.

O enredo poderia ter mudado a partir da primeira das duas expulsões do Nacional, quando Fucile recebeu o segundo cartão amarelo – o segundo cartão vermelho foi dado a Léo Gamalho, no finzinho da partida. O gol de Gabriel Jesus fez a equipe descer ao vestiário esperançosa.


Robinho foi volante de novo, mas com mais liberdade, principalmente depois da primeira expulsão do Nacional (Foto: GloboEsporte.com)
Robinho foi volante de novo, mas com mais 
liberdade, principalmente depois da 
primeira expulsão do Nacional


Mas a esperança foi se esgotando, se transformando em impaciência aos poucos. Até porque Cleocir Marcos dos Santos, o Tico, auxiliar de Marcelo Oliveira, não mexeu na formação. Só tirou um dos três volantes – tudo bem que Robinho já era mais meia à essa altura – aos 14 minutos, quando colocou o meia-atacante Allione no lugar de Jean.

A segunda alteração foi orientada por Fernando Prass. Aparentemente sem saber o que fazer, Tico ouviu o goleiro à beira do campo, chamou Egídio e sacou o zagueiro Thiago Martins. Em seguida, saiu Cristaldo, entrou Alecsandro. Independentemente dos nomes, só houve uma jogada: 12 bolas levantadas para a área do Nacional, uma ou outra concluída por Vitor Hugo acima do gol. Ninguém sabia fazer outra coisa, ninguém sabia o que fazer.

Até Prass subiu para o ataque tentando o cabeceio. No mesmo lance, Lucas ficou com rebote e acertou a trave instantes antes do apito final. Apito final também para Marcelo Oliveira, que vinha trabalhando para dar constância ao time. Mas, como justificou o diretor de futebol, Alexandre Mattos, era claro:

- O time não vinha jogando bem desde o ano passado.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2016/03/palmeiras-erra-voltagem-e-se-ve-sem-saber-o-que-fazer-em-campo-analise.html

Marcelo Oliveira não resiste a derrota em casa e é demitido pelo Palmeiras

Técnico assistiu ao jogo de um camarote da arena, já que estava suspenso e foi substituído no banco por seu auxiliar, Cleocir Marcos dos Santos, o Tico




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A diretoria do Palmeiras não esperou muito tempo, ao final da derrota por 2 a 1 para o Nacional, do Uruguai, nesta quarta-feira. No vestiário, Marcelo Oliveira foi comunicado de que não é mais técnico do time. A demissão foi anunciada pelo diretor de futebol, Alexandre Mattos, na saída da arena.

– O time não vinha jogando bem desde o ano passado, está claro para todo o mundo. As coisas não estão acontecendo da maneira que o Palmeiras precisa. Precisamos evoluir em uma nova etapa – disse Mattos.

Palmeiras x Rosario Central Marcelo Oliveira (Foto: Marcos Ribolli) Marcelo Oliveira não é mais técnico do Palmeiras(Foto: Marcos Ribolli)


Até a contratação de um substituto, quem assume o trabalho interinamente é o auxiliar técnico Alberto Valentim. O nome de Cuca é o mais forte, mas Mattos não confirma.

– Ainda não tem nome. A partir de amanhã vamos trabalhar.

Nesta quarta, Marcelo não esteve no banco. Expulso contra o Rosario Central, quarta-feira passada, ele acompanhou a partida em um camarote. O auxiliar Cleocir Marcos dos Santos, o Tico, ficou à beira do campo. Ele também está fora do clube. Além de Marcelo e Tico, deixam o clube o preparador físico Juvenílson de Souza e o também auxiliar técnico Ageu Gonçalves de Siqueira.

Segundo Mattos, a conversa com Marcelo foi rápida e cordial. O dirigente diz que o próprio treinador concordou que a mudança era boa para os dois lados.

– Foi uma conversa tranquila porque, pelo pensamento do Marcelo, (a mudança) também (era necessária). Desde o ano passado, o time não vinha jogando bem no coletivo. Tivemos algumas partidas boas. O Palmeiras não pode viver de partidas.Nos últimos três anos, é o treinador mais vitorioso, mas as coisas não estavam acontecendo. Isso está claro para todo mundo, inclusive para o Marcelo.

Contratado em junho de 2015, Marcelo Oliveira já não era unanimidade dentro da diretoria desde o final do ano passado. Mas, com a conquista da Copa do Brasil, em dezembro, virou a temporada no comando da equipe.

Depois de uma série de maus resultados no Campeonato Paulista, ele voltou a ser pressionado e só não foi demitido já na semana passada porque venceu o Rosario Central, da Argentina, pela Taça Libertadores. Uma sobrevida que, como se vê, durou pouquíssimo tempo.


NÚMEROS
Contratado em junho do ano passado, Marcelo Oliveira dirigiu o Palmeiras em 53 partidas. No total foram 24 vitórias, 11 empates e 18 derrotas (aproveitamento de 55%). Mesmo com o título da Copa do Brasil conquistado em dezembro, o trabalho do treinador vinha sendo alvo de grande pressão desde o ano passado.

A campanha no Brasileirão de 2015, quando o Verdão, mesmo com um grande investimento, terminou na nona colocação, foi motivo de muita cobrança interna. A irregularidade da equipe, o estilo de jogo pouco criativo no ataque e as diversas falhas defensivas vinham pesando na conta do treinador, que não conseguia dar uma sequência positiva ao time.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2016/03/marcelo-oliveira-nao-resiste-derrota-em-casa-e-demitido-pelo-palmeiras.html