segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cruzeiro se inspira na torcida e vence o Coritiba, que segue perto do Z-4


Brasileirão 2015  -  SÉRIE A  -  28ª RODADA



Embalado pela cantoria dos cruzeirenses, time de Mano Menezes faz 2 a 0 no Coxa, que segue na 14ª posição. Partida terminou com dez jogadores de cada lado




Por
Belo Horizonte


Jogadores do Cruzeiro comemora gol contra o Coritiba (Foto: Washington Alves/Light Press)
Jogadores do Cruzeiro comemoram gol contra 
o Coritiba (Foto: Washington Alves/Light Press)


No embalo da torcida e jogando com mais raça do que técnica, o Cruzeiro venceu o Coritiba, por 2 a 0, na noite deste domingo, no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram de Ceará e Willian. Paulo André, do Cruzeiro, e Juninho, do Coritiba, foram expulsos. A partida não foi um exemplo de futebol bem jogado, mas teve duas equipes aguerridas e lutadoras. A Raposa fez valer a força das arquibancadas e se inspirou no grito dos torcedores para retomar as rédeas de um jogo que estava se complicando. O público pagante foi de 22.897 e a renda de R$ 593.675,00.  

A vitória não mudou a posição dos times na tabela. O Cruzeiro segue 13ª colocação. O Coritiba permanece em 14º lugar. A diferença é que, com 36 pontos, a equipe mineira está a cinco da zona de rebaixamento, enquanto a paranaense, com 33, a apenas dois.

Na próxima rodada, os dois times jogam em casa. Sábado, às 18h30 (de Brasília), no Couto Pereira, o Coritiba recebe o Atlético-MG. Domingo, às 16h, Cruzeiro e Grêmio se enfrentam no Mineirão. 

  
Uma expulsão, um gol

Quando a bola rolou no Mineirão, Cruzeiro e Coritiba pareciam dois times travados e lentos. A fase de estudo, que geralmente dura apenas alguns minutos, rendeu mais do que o usual. Raposa e Coxa tocavam a bola sem objetividade, tentando brechas para atacar, mas sem muito sucesso. A partir dos 20 minutos, o Cruzeiro acordou. E o jogo melhorou muito.  

Alisson já havia perdido uma boa chance, numa boa defesa de Wilson, quando Ceará fez o gol do Cruzeiro, aos 21 minutos. E que golaço! O lateral recebeu na intermediária, deu três passos com a bola e soltou uma patada, bem ao estilo de Nelinho, para abrir o placar no Mineirão. O gol foi muito comemorado por todos os jogadores do Cruzeiro por um motivo especial: foi o segundo de Ceará em 126 partidas com a camisa azul.  

O Coritiba quase empatou, aos 33 minutos. Rafhael Lucas entortou Manoel e soltou a bomba. Fábio fez excelente defesa. A expulsão de Paulo André, aos 41 minutos, animou o time paranaense, que teria todo o segundo tempo para jogar com um jogador a mais.    


Outra expulsão, outro gol

Como era de se esperar, o Coritiba voltou do intervalo em cima do Cruzeiro. O Coxa tentava furar o bloqueio defensivo da Raposa de todas as formas, quando um fator preponderante nos últimos jogos, mais uma vez, ajudou o time da casa a vencer: o incentivo incessante da torcida.
Com um a menos em campo, o Cruzeiro parecia cansado e entregue. Mas os torcedores reacenderam o time, que ganhou forças, foi pra cima e fez o segundo gol. Aos 20 minutos, num contra-ataque iniciado por Manoel, Willian marcou pela sétima vez nas últimas seis partidas. Os torcedores explodiram de vez e ajudaram o Cruzeiro a segurar o resultado e a ficar ainda mais distante da zona de rebaixamento, enquanto o Coxa segue perto do Z-4.

Fábio e Ceará disputam bola contra Guilherme, do Coritiba (Foto: Washington Alves/Light Press)
Fábio e Ceará disputam bola com Guilherme 
(Foto: Washington Alves/Light Press)


FONTE:

M. Oliveira revela brincadeira com Robinho e admite: "Saímos no lucro"


Assim como há uma semana e meia, contra o Fluminense, técnico prevê gol antes da bola rolar no clássico. Treinador desaprova desempenho, mas exalta persistência




Por
São Paulo


Marcelo Oliveira está se especializando em prever gols do Palmeiras. Depois de "antever" que Barrios iria balançar as redes contra o Fluminense, há uma semana e meia, o técnico revelou que fez uma brincadeira com Robinho no vestiário, antes de o meia fazer o gol de cobertura em Rogério Ceni, que decretou o empate em 1 a 1 no clássico com o São Paulo, neste domingo, no Morumbi.

– Na preleção, brinquei com ele e disse: "Está na hora de brincar de rede novamente". Foi premiado pelo esforço durante o jogo – comentou o treinador na entrevista coletiva.

Além do tom descontraído, Marcelo Oliveira esbanjou sinceridade na coletiva, ao comentar que o time não desempenhou um bom futebol. Para o comandante, o São Paulo mostrou um rendimento melhor, mas o Palmeiras foi premiado pela persistência.

Marcelo Oliveira, Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Marcelo Oliveira, Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)


– O resultado foi melhor do que o futebol do Palmeiras. No primeiro tempo não conseguimos jogar e não marcávamos bem. Não aproveitamos contra-ataques. Meu discurso foi falar que precisávamos passar uma borracha e melhorar. Saímos no lucro. Erramos muito. No segundo tempo foi mais equilibrado, jogo mais aberto. Quando levamos o gol, tínhamos chance de marcar, no contra-ataque. Um prêmio pelo esforço, por acreditar até o final, persistir. O São Paulo jogou melhor, mas o empate nos premiou pelo esforço físico.

O resultado fez o Verdão seguir no G-4 do Brasileiro, com 45 pontos. A equipe volta a campo na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília), pelo segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Internacional, na arena. A equipe retorna às atenções para o Brasileiro no domingo, às 18h30, diante da Chapecoense, na Arena Condá.


Veja outros assuntos abordados por Marcelo Oliveira na coletiva:

Lucas no meio-campo
– Somente Robinho e Thiago Santos com muitos jogadores do São Paulo pelo meio-campo era um risco, então o Andrei Girotto poderia marcar e sair, mas não deu certo, não conseguimos jogar. Poderia trazer o Robinho para trás e botar um meia, mas ele estava amarelado. O Lucas já treinou e jogou como volante, então botei ele para sair com a bola, fazer a cobertura pelo lado direito. João Pedro teve arrancadas boas. Quando levamos o gol, abri mão de vez de um volante, em nenhum momento pensei em tirar o Thiago, que marca bastante. Deu certo, o time ajustou e se equilibrou.
 
Primeiro tempo 
– Não dá para entender, não fizemos um bom primeiro tempo. O São Paulo tem dificuldades quando é marcado, mas não conseguimos marcar. Falei para eles que não podemos fazer um jogo assim no Brasileiro.

São Paulo, Palmeiras, Marcelo Oliveira (Foto: Marcos Ribolli)
Técnico saiu na bronca com o time durante o 
intervalo do clássico (Foto: Marcos Ribolli)


Cobrança no intervalo
– Foi muito pouco o que fizemos no primeiro tempo. O juiz se equivocou muito na vantagem, Rafael Marques teve a chance do gol, apesar de não termos feito nada. O técnico e os jogadores sabiam que estava ruim. Havia confusão para marcar. O São Paulo poderia ter feito dois, três gols. A cobrança foi junto com todos.

Robinho
– Já trabalhei com Robinho e nunca ouvi criticas dele, não. Um prazer trabalhar com ele novamente, boa técnica, não é marcador demais, mas ajuda, posso levá-lo para a direita, esquerda, meio, faz losango, é muito importante, tem corrido muito. Fiquei na dúvida entre tirá-lo ou tirar o Lucas.


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Posse de bola
– Menos mal que nos três últimos jogos tivemos mais equilíbrio. Hoje (domingo) as coisas não funcionaram, nem tanto por estarmos marcados, mas erros individuais. Contra-ataques que Gabriel Jesus aproveita e não aproveitou. Faltou entrosamento entre Lucas e Rafael Marques, o segundo tempo não foi ideal, mas melhorou. Em um ou outro jogo as coisas não vão funcionar mesmo, mas fomos eficientes.

Time para quarta-feira 
– É provável que a gente conte com Zé Roberto para quarta-feira. Hoje ele estava inseguro. O Thiago não joga, então vamos precisar dele, precisamos passar à semifinal. Vamos conversar com jogadores e analisar o que aconteceu, por mais que o São Paulo seja forte e esteja jogando em casa, estivemos muito abaixo. É um pouco de cobrança, não passa pela questão física, se não criamos tanto, tivemos a bola do jogo.

Gabriel Jesus 
– Eu acho que ele sofre pressão muito grande e isso pode atrapalhá-lo. A questão de deixar ele em campo se deve ao fato de eu acreditar que ele pode decidir o jogo. Não foi seu melhor jogo, foi abaixo, mas o time também não colaborou.


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(OBS. DO BLOG:
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FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2015/09/m-oliveira-revela-brincadeira-com-robinho-e-admite-saimos-no-lucro.html