sábado, 25 de julho de 2015

Brasil bate fácil Porto Rico e espera "catimba" argentina na final do vôlei

Seleção comandada por Rubinho, em grande dia, não tem dificuldades para derrotar porto-riquenhos na semi do Pan por 3 a 0, e agora terá hermanos na briga pelo ouro



Por
Direto de Toronto, Canadá


O Brasil entrou em quadra na noite desta sexta-feira para a disputa da semifinal do vôlei masculino. A equipe estava em um bom dia, com destaque para Renan Buiatti, Douglas Souza e Mauricio Silva, e passou com muita tranquilidade por Porto Rico pelo placar de 3 a 0, parciais de 25/16, 25/17 e 25/23. Agora, contudo, sabe que não terá moleza na grande final diante da Argentina, um rival que já deu trabalho na primeira fase da competição e é conhecido pela "catimba".

- Jogar contra a Argentina sempre tem aquela "catimba" sim. Já tínhamos enfrentado isso contra Cuba e fizemos um bom jogo (na primeira fase, na vitória por 3 a 0 do Brasil). Esse time da Argentina é praticamente todo da minha geração, então já nos enfrentamos há bastante tempo. Mas esperamos um jogo bem difícil de novo. Acho que eles vão mudar o que fizeram que não certo. Conseguimos marcar muito bem, o nosso bloqueio foi bem efetivo, nossa defesa também. É pensar no nosso jogo, fazer nosso melhor, começar bem e forte como hoje (sexta) - relatou Renan, o maior pontuador do confronto, com 16 pontos marcados, sendo dois de bloqueio.

Brasil passa fácil por Porto Rico e está na final (Foto: Inovafoto/CBV)
Brasil passa fácil por Porto Rico e está na 
final (Foto: Inovafoto/CBV)


Mauricio Souza, que fez sete pontos no duelo, também alertou para a rivalidade com a Argentina.

- Eu acho que (hoje) foi muita competência do nosso grupo. O time do outro lado era forte, experiente e soubemos lidar. O Brasil foi bem (contra a Argentina), mas espero um jogo muito duro e mais difícil do que foi na classificatória. Agora é estudar os caras. Eles vão vir mordidos e precisamos estar preparados técnica, física e psicologicamente.

Os hermanos fizeram 3 a 1 no Canadá mais cedo. O confronto final acontece neste domingo, às 15h (de Brasília), e a disputa de terceiro lugar terá os canadenses contra os porto-riquenhos, mais cedo, às 11h. Em três partidas antes da semi, o Brasil conseguiu duas vitórias e uma derrota. Na estreia, bateu a Colômbia por 3 a 0. No segundo confronto, acabou levando 3 a 2 de Cuba. E, no terceiro duelo, voltou a venceu seu rival por 3 a 0. Foi contra a Argentina. Na disputa feminina, a seleção brasileira de Jaque, Mari Paraíba e cia. vai encarar os Estados Unidos na grande decisão neste sábado, às 20h30 (de Brasília).


O Brasil tem 14 medalhas na história do vôlei masculino nos Jogos Pan-Americanos. Ao todo, são quatro ouros. Em São Paulo 1963, venceu os Estados Unidos. Em Caracas 1983, deixou Cuba com a prata. No Rio 2007, mais uma vez, desbancou os americanos e, em Gualadajara 2011, a vítima foi o time cubano. O maior vencedor é justamente Cuba que, apesar de ter 12 medalhas, possui cinco ouros. A seleção pode passar os rivais como melhor da história do Pan.
O jogo

O Brasil começou bem a partida, indo com tudo, principalmente Mauricio Souza, que colocou a primeira bola no chão. A seleção ampliou quando ele usou o bloqueio adversário e chegou a abrir três pontos de vantagem em uma cravada do número 13 pelo meio: 4 a 1. Após o tempo pedido pelo técnico Javier Gaspar, Porto Rico deu uma melhorada, mas o time de Rubinho seguia ditando o ritmo.

O bloqueio do grandalhão Renan Buiatti, de 2,17m, ajudou. Quando Porto Rico ameaçou chegar perto, foi a vez de Mauricio Silva pontuar. O saque era o ponto fraco dos porto-riquenhos que, àquela altura, tinham tentado 11 vezes, mas nenhum ace havia saído. Jackson Rivera, com dois pontos em três chances, era o melhor do rival do Brasil, que estava sobrando. 


Renan foi o maior pontuador de Brasil 3 x 0 Porto Rico (Foto: Inovafoto/CBV)
Renan foi o maior pontuador de Brasil 3 x 0 
Porto Rico (Foto: Inovafoto/CBV)


A subida de Renan pela direita abriu sete pontos: 21 a 14. Depois, o bloqueio triplo brasileiro funcionou. A invasão de Mauricio Silva só adiou o que era inevitável. O Brsasil foi para o set point com Otavio sacando e, numa falha de ataque de Porto Rico, que cortou na rede, o time de Rubinho abriu 1 a 0, com 25 a 16 no placar.


Após grande levantamento de Murilo, o Brasil pontuou e abriu o segundo set na frente. Porto Rico descontou. As equipes então foram disputando ponto a ponto. A seleção só abriu maior vantagem quando Douglas foi sacar. Ele estava muito bem no fundamento, forçando as bolas, o que atrapalhava a recepção porto-riquenha. No ataque de Renan, a equipe chegou a 8 a 5. Foi ele quem ampliou em jogada semelhante. O gigante estava voando. Fez mais um e chegou a sete no confronto. Era o maior pontuador naquele momento.


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Porto Rico deu uma desacelerada na seleção com dois pontos seguidos. O Brasil voltou às rédeas com um erro de Jean Ortiz. A vantagem de pelo menos três pontos se mantinha. Após um pontaço de Douglas e um toquinho de Mauricio Silva no mais longo rali do set, o Brasil chegou a abrir cinco: 17 a 12. No finzinho, já não era mais possível para os porto-riquenhos segurarem o ritmo brasileiro. O set point veio com uma verdadeira de Murilo Radke em um belo ace: 25 a 17.

Douglas Souza foi um dos destaques da partida contra Porto Rico (Foto: Inovafoto/CBV)
Douglas Souza foi um dos destaques da partida 
contra Porto Rico (Foto: Inovafoto/CBV)


O terceiro set iniciou de forma diferente, com Porto Rico na frente. Era o tudo ou nada para a equipe de Javier Gaspar, mas o Brasil logo fez com Renan e Douglas, e o empate veio em 6 a 6. O ritmo das duas equipes seguia intenso, e elas disputavam ponto a ponto. Quando Porto Rico passou e conseguiu abrir dois de vantagem no 13 a 11, Rubinho pediu tempo.

A conversa ajudou o Brasil a equalizar o confronto, voltando a disputar ponto a ponto com os porto-riquenhos por um breve momento, mas passando a frente na hora certa. O time brasileiro continuava forçando o saque e, assim, abriu 22 a 20. Em seguida, Porto Rico fez em um ataque, os brasileiros pediram bola fora, mas o juiz deu ponto.


Um bom rali terminou com o ataque de Douglas em cima de Enrique Escalante. O 12 do time verde e amarelo pediu desculpas por atingir o rosto do rival. Porto Rico respondeu na bola seguinte. Mas Mauricio Silva cravou e o Brasil chegou ao match point. Com um ataque de Cruz, o rival aindarespirou e eencostou: 24 a 23. Mas Hector Soto errou o saque e deu a vitória de presente ao Brasil. 


FONTE:
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Brasil "acorda", vence a Argentina e leva o penta no handebol feminino

Depois de primeiro tempo equilibrado, atuais campeãs mundiais deslancham no segundo tempo e confirmam quinto título seguido. Alê e Dani Piedade são tetras



Por
Direto de Toronto, Canadá

Handebol; Jogos Pan-Americanos (Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COB)
Jogadoras da seleção brasileira comemoram o 
título conquistado em Toronto (Foto: 
Jonne Roriz/Exemplus/COB)


As argentinas brigaram, venderam caro cada gol, chegaram até a assustar no primeiro tempo, mas não há nas Américas no momento alguém que consiga vencer o handebol feminino do Brasil. Invicta e sem perder um jogo em Pan desde 1995, quando caiu para os Estados Unidos, a seleção brasileira derrotou a Argentina por 25 a 20 e manteve sua impressionante hegemonia em Jogos Pan-Americanos. O triunfo valeu o pentacampeonato seguido para as meninas do técnico Morten Soubak. Alexandra Nascimento e Dani Piedade, as mais experientes do grupo, chegaram ao seu tetracampeonato no Canadá. Com seis gols, a própria Alê foi quem mais marcou. Ana Paula fez cinco.

- Já estávamos nos preparando e sabíamos que não ia ser fácil. Em Cuba (no Pan da modalidade), o Brasil conseguiu um jogo fácil até o final. E sabíamos que elas viriam para matar. No primeiro tempo demos mole, não conseguimos impor nosso jogo, mas no segundo tempo todo mundo conseguiu acordar e conseguimos jogar o handebol alegre do Brasil - disse Alexandra Nascimento.

Alexandra Nascimento comemora vitória sobre a Argentina (Foto: Cinara Piccolo/Photo&grafia)
Alexandra Nascimento comemora vitória sobre 
a Argentina (Foto: Cinara Piccolo/Photo&grafia)


Na primeira fase, a seleção brasileira atropelou todos os adversários. Venceu na estreia Porto Rico por 38 a 21. Depois, bateu o Canadá pelo placar de 48 a 12. Fechando a primeira fase, derrubou o México por 34 a 19. Nas semifinais, a seleção também não tomou conhecimento do Uruguai, vencendo por fáceis 40 a 22. 

O Brasil agora mira suas atenções para o Mundial da modalidade, que acontece em dezembro, na Dinamarca. A seleção é a atual campeã do mundo, título conquistado na Sérvia, em 2013. As meninas do Brasil estão no Grupo com a própria Argentina, França, Alemanha, Coreia do Sul e Congo. O torneio vai de 5 a 20 de dezembro.

- Não conseguimos fazer o contra-ataque no primeiro tempo. A Argentina estava muito bem preparada para a nossa ação ofensiva. Depois, conseguimos pegar confiança, arremessar melhor. O primeiro tempo foi mais mérito da Argentina. Parabéns para elas. Elas deram 100%. Antes do jogo falei para as meninas tomarem cuidado e não acharem que o jogo seria fácil - explicou o técnico Morten Soubak.

Handebol; Jogos Pan-Americanos (Foto: José Méndez/EFE)
Brasileiras festejam, ainda na quadra, a conquista 
do ouro pan-americano (Foto: José Méndez/EFE)


ARGENTINA COMPLICA NO PRIMEIRO TEMPO

Contando com os erros de ataque do Brasil nos primeiros ataques, a Argentina começou melhor e na frente. Chegou a abrir 4 a 1, com a seleção marcando apenas com Amanda em jogada trabalhada. Ana Paula, na sequência, também fez seu primeiro gol. Mendoza, em tiro de sete metros, colocou as hermanas de novo com três gols de frente. Aos nove minutos, a Argentina tinha 7 a 2 e Mendoza era a artilheira com três gols. Com gols de Deonise e Alê, o Brasil trouxe a diferença para 7 a 4. 

Trabalhando muito com Mena no pivô, a Argentina conseguia tiros de sete metros um atrás do outro e os convertia: 8 a 4 aos 12 minutos. Alê, em tiro de sete metros sofrido por Fernanda, colocou o Brasil bem perto com 8 a 6. Fernanda, em saída rápida para o ataque, anotou mais um: 8 a 7. Amanda, aos 19, empatou. Tamires, em jogada de pivô, virou para a seleção em 10 a 9. Com dois gols seguidos de Karsten e outro de Sans, a Argentina passou à frente de novo com 12 a 10. Em escalada rápida, o Brasil ainda igualou em 12 a 12 ao fim da etapa.


SELEÇÃO ACORDA E RESOLVE O JOGO EM 10 MINUTOS

Dani Piedade em ação contra a Argentina no handebol (Foto: Cinara Piccolo/Photo&grafia)Dani Piedade em ação contra a Argentina no handebol (Foto: Cinara Piccolo/Photo&grafia)


O Brasil voltou muito melhor na segunda etapa. Em três minutos, anotou três gols, com Deonise, Ana Paula e Alê, e não levou nenhum: 15 a 12. Em ponte aérea de Deonise, Alê marcou um golaço e ampliou ainda mais a vantagem brasileira. Alê, por cobertura, fez seu quinto gol na partida e a seleção deslanchou no placar. A diferença técnica do primeiro para o segundo tempo era gritante. Com 12 minutos de duelo, a Argentina ainda não havia feito gol.  Aos 16 minutos de jogo, o Brasil tinha 20 a 12.

Aos 22 minutos, o Brasil abriu dez gols com Jéssica Quintino. A Argentina só voltou a marcar aos 20 minutos, com Karsten, mas a essa hora o jogo era completamente brasileiro. Perdendo o jogo e a cabeça, a própria Karsten provocou Deonise e fez ambas ganharem punição, ficando dois minutos fora de quadra. Ana Paula também levou dois minutos em seguida, e o Brasil ficou com desvantagem numérica, ajudando as hermanas a descontar e trazer o placar para 24 a 16. Nos últimos minutos, a seleção chegou a diminuir o ritmo, a Argentina diminuiu para 25 a 20, mas a vitória já era brasileira. E o pentacampeonato também.


FONTE:
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