domingo, 12 de julho de 2015

Técnico do CRB diz que os jogadores precisam saber lidar com a pressão

Segundo Mazola Júnior, grupo tem que assimilar a cobrança e reagir de forma positiva



Por
Maceió

 

Técnico do CRB, Mazola Júnior admitiu na coletiva após o empate sem gols com o Luverdense (veja os melhores momentos ao lado) que muitos jogadores sentiram o peso das cobranças na partida deste sábado. Quarta-feira, o presidente do clube, Marcos Barbosa, chegou a dizer que parte dos salários seria cortada em caso de tropeço no Estádio Rei Pelé. O tropeço veio e ficou a tensão. Mazola destacou que a atitude do time mudou na segunda etapa, mas faltou capricho para balançar a rede.

O treinador também advertiu que a pressão é normal em grandes clubes e os atletas precisam conviver com essa responsabilidade.

- Para um clube do tamanho do CRB, a pressão da semana foi pequena. O que me deixou chateado, até mais do que o resultado de empate, foi essa reação à pressão que tiveram os jogadores - reclamou.

 
Mazola Júnior, técnico do CRB (Foto: Leonardo Freire/GloboEsporte.com)
Mazola Júnior, técnico do CRB (Foto: 
Leonardo Freire/GloboEsporte.com)


Segundo Mazola, o atleta que não suportar o peso das cobranças não pode continuar no elenco regatiano. Ele avisou que vai exigir rendimento e mais qualidade nos próximos jogos.

- Tudo depende da personalidade do jogador. Procuramos usar algumas ferramentas para utilizar nesses casos, mas espero não ter que usá-las. Isso não pode acontecer outra vez de maneira alguma no campeonato. Quem não reagir bem à pressão não serve para jogar num clube grande como o CRB.


Com o empate, o Galo chegou a 15 pontos, assumindo a 11ª colocação na tabela de classificação da Série B. Sexta, às 21h50, o time vai encarar o Vitória no Barradão, em Salvador. Para este jogo, Mazola conta com o retorno do atacante Zé Carlos, que cumpriu suspensão automática diante do Luverdense. 


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CRB e Luverdense ficam no empate sem gols e estacionam na tabela

BRASILEIRAO SÉRIE B - 12ª RODADA



Jogo morno disputado no estádio Rei Pelé deixa Galo ainda mais pressionado por bons resultados. Verdão do Norte, por sua vez, valoriza ponto somando fora de casa



Por
Maceió, AL

 
CRB e Luverdense entraram e saíram do duelo deste sábado pressionados por melhores resultados. O empate em 0 a 0, no estádio Rei Pelé, pela 12ª rodada da Série B do Brasileiro, foi melhor para o visitante que somou um ponto fora de casa. Com ameaça do presidente do Galo, Marcos Barbosa, em cortar salários, o time regatiano não conseguiu fazer valer o mando de campo e deixou o estádio sob vaias da torcida. A semana promete ser turbulenta na equipe.

Com o empate, o Galo foi aos 15 pontos na tabela, na 11ª posição. O Luverdense ficou com 12 e segue próximo da zona de rebaixamento - é o 15º colocado. 


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Na próxima rodada, o CRB enfrenta o Vitória, na sexta-feira, no estádio Barradão, em Salvador (BA), às 21h50. O Luverdense recebe o Bragantino, também na sexta, no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde (MT) às 21h50. 

CRB X Luverdense, no Rei Pelé (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
CRB X Luverdense, no Rei Pelé (Foto: 
Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)


Torcida na bronca
A primeira etapa foi pouco movimentada no estádio Rei Pelé, o que gerou vaias da torcida que compareceu para assistir o duelo. As melhores chances foram do Luverdense, mas nenhuma que tirasse o grito das arquibancadas. Pelo lado regatiano, Wellinton Saci teve a principal oportunidade, mas chutou por cima. No Verdão do Norte, Rafael Tavares já no fim do duelo arriscou chute que passou perto. Os times ficaram se estudando ao longo dos 45 minutos e pouco se viu de bom futebol.

Sem gols
Com uma alteração - Clebinho no lugar de Saci -, o CRB chegou com perigo logo nos primeiros minutos, com Danilo Bueno e Clebinho. Em ambas, o goleiro Edson salvou. Após os 10 minutos iniciais de pressão do time da casa, o Luverdense equilibrou a partida e fechou os espaços. Com mais posse de bola, o Galo pressionou e empurrou o adversário para o campo de defesa. A retaguarda do Verdão do Norte conseguiu se manter ilesa até o apito final.


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