Messi comemora o gol contra Sérvia na Copa de 2006: banco na eliminação para Alemanha (Getty)
Do
lado argentino, um dos melhores jogadores do mundo. Entre os
colombianos, um técnico que lhe abriu as portas da seleção. Em campo,
duas seleções badaladas e apenas uma vaga. O confronto desta sexta-feira
entre Argentina e Colômbia, às 20h30 (de Brasília), em Viña de Mar,
definitivamente marcará um reencontro especial. Criador e criatura, José
Pékerman e Lionel Messi lutam por uma vaga na semifinal da Copa
América.
A Argentina de Messi, atual vice-campeã mundial, tenta
seguir viva na luta pelo fim do jejum de 22 anos sem títulos. A
Colômbia, eliminada nas quartas de final da última Copa do Mundo, quer
coroar com a taça uma das melhores gerações de sua história. O vencedor
do duelo pega Brasil ou Paraguai na próxima fase, terça, em Concepción.
Chile e Peru farão a primeira semi na segunda-feira, em Santiago.
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Estreia em 2005, 100 jogos em 2015
Há
dez anos, Messi fazia sua primeira partida pela seleção profissional da
Argentina. Foi convocado pelo então técnico hermano José Pékerman para o
amistoso contra a Hungria - a pedidos do próprio comandante, que temia
um assédio da Espanha por conta do princípio de fama no Barcelona.
Apesar da expulsão minutos depois de entrar em campo (acertou uma
cotovelada no adversário), o treinador nunca teve dúvidas de que se
tratava de uma futura estrela. E estava certo. Já são 100 jogos e 46 gols representando o país.
Mas
ainda falta um título. Poderia ter sido em 2006. Nas quartas de final
da Copa do Mundo, a albiceleste enfrentava a Alemanha, dona da casa.
Tinha uma geração talentosíssima, de Tevez, Aimar, Riquelme, Sorín,
Crespo. Pékerman, ao substituir o centroavante, teve a chance de pôr
Messi. Preferiu Julio Cruz, preocupado com a bola aérea. O jogo foi para
os pênaltis e acabou com derrota e pedido de demissão horas depois.
Messi, um prodígio em evolução, assistiu a tudo do banco de reservas.
Para
seguir na busca pela Copa América, a Argentina do camisa 10 aposta na
ofensividade do esquema de Gerardo Martino. Contra a Colômbia, Agüero
volta ao time após se recuperar das dores no ombro esquerdo. Além de
Messi, agora intocável, o ataque é completado por Pastore e Di María.
Poupado diante da Jamaica, o zagueiro Otamendi também retorna.
-
Ainda temos coisas a melhorar, como a quantidade de jogadores na área do
rival em nossos ataques. Por vezes chegamos bem pelos lados e temos
pouca presença pelo meio. Na defesa, temos que ser mais coordenados na
hora de voltar para que as saídas rápidas do rival não nos tragam muitos
danos. Já enfrentamos outras equipes de qualidade e sempre tomamos
cuidados. Sabemos que corremos alguns riscos por nossa forma de jogar
para frente - lembrou o técnico.

José Pékerman foi o treinador daquela Argentina
e o responsável por "segurar" Messi
(Foto: Getty Images)
A
Colômbia tem Pékerman. O técnico idolatrado no país cafetero tem a
chance – e obrigação, diga-se – de transformar uma seleção sem ideias,
de futebol paupérrimo na primeira fase, naquela que fez ótima campanha
no Mundial do Brasil. Fora Messi, ele foi o responsável por lançar o
zagueiro Martín Demichelis e o lateral Pablo Zabaleta, ambos do
Manchester City. Tem o olfato para grandes promessas e levou a Argentina
a conquistar três Mundiais Sub-20.
Para o confronto desta noite,
no entanto, o conhecimento não chega a ser uma grande vantagem, na
verdade, já que são todos atletas desenvolvidos e com uma década de
carreira nas costas. Seus esforços, como ele sabe, devem estar
concentrados na Colômbia de James Rodríguez e Falcao García. Em como
fazê-los recuperar o jogo bonito de outrora.
A dupla ainda deve
futebol nesta Copa América. Falcao não foi à Copa por lesão, vem de
temporada escassa pelo Manchester United, mas ganhou a braçadeira de
capitão com a saída de Yepes. É, por consequência, titular ainda
incontestável. Mas não se espantem se Jackson Martínez receber uma
chance nesta sexta. James chegou com credenciais de quem fez sucesso com
a camisa 10 do Real Madrid, mas parece com peso nos ombros e nas
pernas. Tem errado passes bobos, custa a dar sequência às jogadas no
campo ofensivo. Passa longe de ser um Messi, o grande assunto do dia no
fim das contas.

Falcao e James ainda estão devendo futebol
nesta Copa América (Foto: Reuters)
-
Todos os times que jogam contra a Argentina ou o Barcelona fazem essa
pergunta. Como parar Messi? É o melhor jogador do mundo, imprevisível,
tem um talento genial. É preciso estar atento a todos os seus
movimentos, e também aos que estão perto dele. Ninguém pode se distrair,
pois é um jogador que muda uma partida a cada momento. Vamos prestar
muita atenção nele. Sabemos que toda a Argentina tem jogadores que
desequilibram, mas a individualidade de Lionel é primordial. Estaremos
muito perto dele – prometeu o treinador.
O encarregado da missão
ainda é desconhecido. Certo é que Álex Mejía será o único volante com
características de marcação após a suspensão de Sánchez e a lesão de
Valencia. Pékerman tem algumas possibilidades para substituí-los - a
mais comentada delas é a entrada do meia Cardona por aquele setor, com o
retorno de Zúñiga à lateral. Pedir para Messi “pegar leve” parece ser
uma saída mais simples...
- Diria a ele que nós temos que ganhar
(risos). E que sempre sonhei que fosse o que é hoje, que consolidaria o
que pensávamos quando tinha 18 anos – encerrou.
FICHA TÉCNICA
ARGENTINA:
Romero, Zabaleta, Otamendi, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia e Pastore; Messi, Di Maria e Agüero. Técnico: Gerardo Martino.
COLÔMBIA:
Ospina, Zúñiga, Zapata, Murillo e Armero; Mejía, Cardona (Arias),
Cuadrado e James; Teo e Falcao (Jackson). Técnico: José Pékerman
Data: 26/06/2015 Horário: 20h30 (de Brasília) Local: Estádio Sausalito, Viña del Mar (Chile) Árbitro: Roberto Garcia (MEX) Auxiliares: José Camargo e Marvin Torrentera (MEX) Transmissão: o GloboEsporte.com e o SporTV transmitem a partida ao vivo.
FONTE:
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