quarta-feira, 27 de maio de 2015

Departamento de Justiça americano confirma detenção de Marin na Suíça

Nota divulga nome do ex-presidente da CBF como um dos presos na operação deflagrada em Zurique a partir de acusações formalizadas na justiça americana



Por
Nova York, EUA


Departamento Justiça dos EUA (Foto: Reprodução)Departamento Justiça dos EUA (Foto: Reprodução)


O Departamento de Justiça dos EUA divulgou há pouco uma nota oficial sobre as acusações que motivaram as detenções de dirigentes da FIFA em Zurique nesta quinta-feira. O documento é intitulado "Nove dirigentes da FIFA e cinco executivos indiciados por extorsão e corrupção" e diz que as acusações foram formalizadas na manhã desta quinta-feira em um tribunal federal no Brooklyn em Nova York e que sete réus foram presos no estrangeiro. Os americanos informaram que o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, é um dos sete dirigentes detidos. 

A confissão de culpa de quatro pessoas e dois "réus corporativos" foi sacramentada - e com isso 14 pessoas foram indiciadas por extorsão, fraude eletrônica, conspiração para lavar dinheiro entre outros crimes. Segundo a acusação, a investigação aborda um esquema que já dura 24 anos para enriquecer no futebol com subornos que chegariam a US$ 150 milhões (quase R$ 400 milhões). 

As acusações foram anunciadas pela Advogada-geral americana Loretta Lynch, pelo diretor do FBI, James Comey e pelo investigador-chefe do Imposto de Renda americano, Richard Weber. A nota confirmou a prisão de sete réus acusados a pedido dos Estados Unidos: Jeffrey Webb (presidente da Concacaf), José Maria Marin, Eugenio Figueiredo, Rafael Esquivel, Eduardo Li, Julio Rocha e Costa Takkas.  Além disso, um mandado de busca foi executado numa sede da CONCACAF (Confederação das Américas do Norte e Central) em Miami.

- O indiciamento alega corrupção desenfreada, sistêmica e enraizada no exterior e aqui nos EUA durante mais de duas gerações de dirigentes de futebol que abusaram de suas posições para adquirir milhões de dólares em propinas. Isso tem prejudicado profundamente uma multidão de vítimas. O Departamento de Justiça tem a intenção de acabar com tais práticas corrupta e trazer malfeitores à justiça - disse a advogada-geral americana.  

Segundo a nota, o americano Charles "Chuck" Blazer, ex-secretário-geral da CONCACAF e o brasileiro José Hawilla, dono da Traffic, empresa de marketing esportivo que teve longo relacionamento com a CBF no passado, assinaram confissões de culpa com a justiça americana.  


FONTE:
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Polícia suíça prende Marin e outros dirigentes da Fifa em Zurique

Policiais invadiram hotel cinco estrelas de Zurique e detiveram sete dirigentes da entidade. O ex-presidente da CBF José Maria Marin é um dos detidos



Por
Zurique, Suíça

 

A polícia da Suíça prendeu nesta quarta-feira nove dirigentes da Fifa a pedido da justiça dos EUA sob a acusação de corrupção e diversos outros crimes. Os suspeitos foram detidos num hotel em Zurique e poderão ser extraditados para os Estados Unidos. O departamento de justiça americano confirmou que o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi um dos detidos. O Departamento Federal de Justiça suíço informou que está questionando os dirigentes sobre a votação para escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022. 

Delegados de quase todas federações de futebol estão em Zurique para o congresso da Fifa marcado para esta sexta-feira - no qual Joseph Blatter tentaria buscar  seu quinto mandato como presidente da entidade. O porta-voz da Fifa, Walter de Gregorio, disse que Blatter não está entre os acusados. 

- Ele não está envolvido de modo algum - disse.

Segundo o jornal, as acusações baseadas numa investigação do FBI que começou em 2011 apontam corrupção generalizada na Fifa nas últimas duas décadas - envolvendo a disputa pelo direito de sediar as Copas da Rússia (2018) e Catar (2022) - além de contratos de marketing e televisionamento. O rival de Blatter na eleição, o príncipe saudita Ali Bin Al Hussein, comentou para a emissora inglesa BBC:

- Hoje é um dia triste para o futebol. É uma história em andamento - cujos detalhes ainda estão aparecendo.

Os outros dirigentes detidos na Suiça, além de Marin, foram Jeffrey Webb (Ilhas Cayman), vice-presidente da comissão executiva e presidente da Concacaf; Eugenio Figueredo (Uruguai), que também integra o comitê da vice-presidência executiva e até recentemente era presidente da Conmebol; Jack Warner (Trinidad e Tobago), ex-vice-presidente da Fifa e ex-presidente da Concacaf, acusado anteriormente de inúmeras violações éticas; Julio Rocha (Nicarágua), presidente da Federação Nicaraguense; Costas Takkas; Rafael Esquivel; Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol; e Eduardo Li, presidente da Federação da Costa Rica. 

Hotel Baur au Lac Suíça Fifa (Foto: Reuters)
Os policiais efetuaram as prisões no belo e tradicional 
hotel de Zurique (Foto: Reuters)


A Justiça Suíça divulgou nota oficial informando que seis acusados foram presos e aguardarão processo de extradição para os EUA. Segundo a nota, as autoridades americanas acusam os suspeitos de receberem milhões de dólares em subornos. As escolhas de Rússia e Catar como sedes para as duas próximas Copas (2018 e 2022) podem ser o tema central das investigações. O Departamento de Justiça americano informou que as investigações incluem até o contrato da CBF com uma "grande marca americana" - supostamente a Nike.


Jack Warner presidente da Concacaf (Foto: Getty Images)Jack Warner presidente da Concacaf (Foto: Getty Images)


Joseph Blatter não está entre os acusados, porém seu nome figura na lista de investigados pela polícia. Segundo informações da TV americana "CNN", o FBI já vinha atuando sobre o caso há cerca de três anos.

A operação surpresa foi realizada por policiais à paisana, que se dirigiram ao balcão de registros do Hotel Baur au Lac e, já de posse das chaves, subiram aos quartos dos suspeitos, efetuando as prisões. Todos os acusados responderão, entre outras, por fraude eletrônica, extorsão e lavagem de dinheiro.

. O objetivo do dirigente era deixar encaminhado, na sexta-feira, o acerto para o seu quinto mandato à frente da entidade maior do futebol mundial.

Ainda na manhã desta quarta-feira, a Fifa informou que irá realizar uma conferência de imprensa às 11h (6h no horário de Brasília) em sua sede de Zurique.



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