segunda-feira, 4 de maio de 2015

Espera de 103 anos: Operário-PR une forças, supera desafios e é o campeão

Fundado em 1912, clube supera o Coritiba - maior campeão do estado - e conquista o título inédito. Gritos de incentivo, "fica, Itamar" e Fantasmas marcam a vitória histórica


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Curitiba

 
O Operário-PR esperou 103 anos para, enfim, soltar o grito de campeão. Fundado em 1912, a equipe de Ponta Grossa - cidade a cerca de 100 quilômetros de Curitiba - tinha sido vice em 14 oportunidades. Mas nunca campeão. Na final, venceu os dois jogos contra o Coritiba: 2 a 0 no Estádio Germano Krüger e 3 a 0 no Couto Pereira. O placar agregado de 5 a 0 pode indicar certa facilidade, mas isso foi algo raro para o Fantasma na sua campanha rumo ao título.

O clube brigou no grupo da morte no ano passado e reformulou praticamente todo o grupo para 2015. No início do ano, o discurso era de que o objetivo seria apenas terminar entre os oito e garantir a permanência na elite estadual. Porém, jogadores, comissão técnica, diretoria e funcionários definiram uma meta, sem divulgá-la para imprensa e torcida: o time brigaria por Série D do Campeonato Brasileiro e, na sequência, pelo título do Paranaense. Deu resultado.

Confira a galeria de fotos da decisão do Paranaense-2015

Operário-PR; Coritiba; campeão (Foto: Fernando Freire)
Fundado em 1912, Operário-PR nunca tinha 
sido campeão (Foto: Fernando Freire)


O jogo contra o Coxa no Couto, aliás, simboliza essa união. O técnico Itamar Schülle convocou todos os jogadores que estavam à disposição - 12 deles ficaram no banco. E, no túnel de acesso ao campo, todos - mesmo os reservas - tentavam incentivar seus companheiros. Eles gritavam "hoje é o nosso dia", "falta pouco" e "vamos fazer história". Também minimizavam o apoio da torcida adversária: "Vocês estão ouvindo isso? Eu não estou ouvindo nada", gritou um jogador.

Se por um lado o Coritiba contava com o incentivo desses cerca de 22 mil, que deu um show antes e durante o jogo, o Operário-PR tinha ao seu lado mais de 3 mil torcedores - que lotaram o espaço visitante do Couto Pereira. Eles, assim como no jogo de ida, abusaram da criatividade. Levaram imagens de Mick Jagger (vocalista que tem fama de pé frio) vestido com a camisa do Coxa e vários fantasmas - feitos de lençol, camisa branca ou cartazes.

Operário-PR; Coritiba; torcida (Foto: Fernando Freire)
Fantasmas multiplicam-se pelo Couto Pereira 
(Foto: Fernando Freire)


Dentro de campo, a união deu resultado. A defesa conteve a pressão que o Coritiba tentou exercer principalmente no primeiro tempo, e o setor ofensivo garantiu a vitória. O atacante Juba abriu o placar, e o meia Ruy anotou o segundo gol. Aos 30 minutos do segundo tempo, depois de tantos anos de espera, o torcedor soltou o grito de "campeão". Juba ainda marcaria mais um. A emoção era evidente no rosto de jogadores e torcedores.

Aí foi só esperar o apito final de Rafael Traci para partir para a comemoração. Douglas, por exemplo, subiu na baliza. Os jogadores tiraram várias fotos com as medalhas, cantaram junto com a torcida e se emocionaram. Até o técnico Itamar Schülle, famoso por ser linha dura, foi em direção à arquibancada e jogou seu boné. Ouviu "fica, Itamar" dos mais de 3 mil operarianos presentes. Depois, na roda de oração, ele parabenizou a todos:

- Parabéns! Parabéns para a nossa diretoria, que cumpriu o que prometeu. E parabéns para vocês, atletas. Vocês foram profissionais dentro de campo e foram profissionais fora de campo. O trabalho de vocês, que nunca reclamaram, o bom ambiente de trabalho e tudo aquilo que vocês lutaram... Todo o suor que caiu dentro de campo, todo o suor foi premiado hoje com isso aí. Em 103 anos, nunca o Operário tinha levado o título. Até hoje, só tinha vice-campeão. A partir de agora, vocês vão estar no pódio, mas não vai ter duas palavras. Vai ter só uma: campeão!

Depois de festejar no campo, todos partiram para o vestiário para, na sequência, já voltar para Ponta Grossa - onde a torcida esperava o time no Germano Krüger. Uma festa intensa e marcante. Afinal, a espera não foi pequena. A torcida espera, agora, que gritar campeão vire rotina e que ela não precisa esperar mais uma "eternidade" para festejar mais uma vez.

Operário-PR; Coritiba; campeão (Foto: Fernando Freire)
Douglas sobe na baliza para comemorar o 
inédito título do Operário-PR 
(Foto: Fernando Freire)


FONTE:

Felipão dispara contra "fofocas" sobre saída e garante que segue no Grêmio

Técnico disse que derrota para o Inter e perda do título gaúcho tem "peso zero" para seu futuro no clube. Grêmio foi derrotado por 2 a 1 na final no Beira-Rio


Por
Porto Alegre

 

Luiz Felipe Scolari foi muito claro em suas manifestações na entrevista coletiva após a perda do título gaúcho para o Inter, no Beira-Rio. A derrota, segundo ele, não tem peso algum para seu futuro no clube. E mais: disparou contra os boatos que davam conta de uma possível saída em meio a notícias de propostas do exterior. Afirmou que seguirá comandando a equipe do seu coração, dando sequência ao projeto que a direção construiu junto com ele quando foi contratado, na metade do ano passado. O placar do Gre-Nal da decisão do Gauchão ficou em 2 a 1 para os colorados, que comemoraram o pentacampeonato (assista aos melhores momentos no vídeo acima).

- Pelo amor de Deus. Vocês têm que cuidar quem escreve. São pessoas interessadas na minha saída do Grêmio. Sempre surge uma coisinha. Eu já disse e volto a dizer: não tenho Facebook, não tenho Twitter, tudo que tiver no meu nome é falso. Mais uma vez: é falso. Eu não me dirijo sem ser através do Acaz (Fellegger, assessor de imprensa) e de mim próprio nas entrevistas. Vocês me ouviram dizer que sairia? Nunca. São fofocas ou pessoas interessadas em plantar uma situação ruim - disparou o treinador.

gre-nal 406 grêmio inter internacional final gauchão beira-rio felipão (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)
Felipão afirma que segue no Grêmio após 
perda de título (Foto: Eduardo Moura
/GloboEsporte.com)


Propostas da China, do Catar, e até dos Estados Unidos foram noticiadas. Nas vésperas do clássico da final do Gauchão, começou a se espalhar o boato de que Felipão poderia se despedir, principalmente em caso de título. O título não veio, e o técnico mantém sua palavra de cumprir os dois anos e meio acertados entre ele e Fábio Koff, então presidente, ainda internado no hospital por problemas nas vias respiratórias.


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Felipão, aliás, não se mostrou abalado com a perda do título gaúcho. Fez questão de elogiar o Inter e disse que o adversário ganhou porque tem maior qualidade, e porque o Grêmio não conseguiu jogar no erro do rival, como deveria ter feito.

- Já disse para vocês. Se ganhasse, seria ótimo. Perdendo, não vou morrer. Não encerrou minha carreira. Não encerrou minha carreira no Grêmio. Isso é um jogo, pronto, só isso. Claro que a gente vai conversar com a direção, analisar aspectos, para ver se a gente ainda pode ter alguma coisa a mais dentro do planejamento. Estou no Grêmio, vou ficar no Grêmio dentro do planejamento. Se vamos ganhar? Não sei. Mas vamos trabalhar com vontade? Vamos - acrescentou Felipão. O Grêmio tem a Copa do Brasil e o Brasileirão para tentar alguma conquista neste ano.

- Se eu quisesse ganhar mais dinheiro, eu sairia, mas não é isso. Eu vim para ficar dois anos e meio porque era uma opção da minha vida. Quem sabe daqui a uns meses eu tenha toda a minha família aqui? Vou estar em casa, no meu clube - completou.

O Inter abriu 2 a 0 de vantagem jogando com intensidade no primeiro tempo. Nilmar e Valdívia marcaram. Giuliano, ainda na etapa inicial, conseguiu diminuir para 2 a 1. No segundo tempo o placar não se mexeu e a taça ficou com os colorados. O Grêmio não vence o Gauchão desde 2010, quando conquistou seu último título.

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FONTE:
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