domingo, 18 de janeiro de 2015

Palmeiras e São Paulo negociam patrocínio com instituição financeira

Verdão e Tricolor conversam com a Crefisa. Alviverde pede acordo de R$ 25 milhões; clube do Morumbi também fala com mais empresas e quer anúncio em fevereiro


Por
São Paulo


Montagem camisas Palmeiras e São Paulo (Foto: Reprodução)
Palmeiras e São Paulo negociam novos 
patrocinadores para 2015


Palmeiras e São Paulo podem protagonizar um novo Choque-Rei nos bastidores. Mas desta vez o alvo não é um jogador, e sim um novo patrocinador master. Os dois clubes negociam com a Crefisa, instituição financeira. O Verdão pode acertar um acordo de R$ 25 milhões anuais e almeja até R$ 30 milhões - também há conversas com uma outra empresa. O Tricolor, por sua vez, mantém ao mesmo tempo tratativas com mais cinco companhias, sendo uma outra instituição financeira, uma multinacional, uma montadora e duas do ramo de eletrônicos - a Huawei, parceira Santos em 2014, é uma delas. O clube do Morumbi tem negociações avançadas com duas dessas empresas e espera anunciar o novo acordo em fevereiro. A intenção é ganhar R$ 36 milhões com os patrocínios no uniforme.

O Palmeiras diz saber da concorrência do São Paulo na negociação, mas o Tricolor afirma nos bastidores desconhecer uma disputa com o rival.

Nesta semana, o presidente Paulo Nobre admitiu estar próximo de fechar um novo acordo de patrocínio para o clube, sem parceiro master desde maio de 2013. O Verdão também está perto de renovar com a Adidas, fornecedora de material esportivo, por mais dois anos.

- Estou muito animado para que os grandes patrocinadores que estiveram voltados para a Copa do Mundo no ano passado voltem para os clubes, e que o Palmeiras consiga fechar um bom patrocínio. É o máximo que eu posso falar. Está perto, da mesma maneira que já esteve perto também no início de 2014. Prefiro não ficar criando expectativas, da mesma maneira que não comento contratações - disse o presidente.

Sem patrocínio master desde o fim da Copa do Mundo, o Tricolor pretende fazer um rodízio de marcas no uniforme. A camisa teria quatro cotas: peito, costas, lateral e barra. O clube oferece diferentes modelos de negócios para viabilizar um novo parceiro. A Penalty, fornecedora de material esportivo que tem péssima relação com a diretoria do São Paulo, deverá ter seu contrato rescindido. A equipe já tem martelo batido com a Under Armour para o mês de maio por R$ 27 milhões anuais, sendo R$ 15 milhões em dinheiro e R$ 12 milhões em material esportivo.


FONTE:
http://glo.bo/1yxKttG

Seleção brasileira sente a pressão uruguaia e perde a primeira partida

Uruguai assume a liderança do Grupo B, e Brasil cai para a terceira colocação


Por
Maldonado, Uruguai


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A seleção brasileira teve o primeiro grande teste no Sul-Americano sub-20 neste sábado, caiu na armadilha de pressão e catimba do Uruguai e perdeu por 2 a 0. A Celeste não fez um jogo brilhante, mas a intimidação e o clima de hostilidade promovidos por jogadores e torcedores acabaram fazendo a diferença para o time da casa. Os brasileiros pouco incomodaram os rivais, que só conseguiram marcar através de jogadas de bola parada. Com a derrota, a equipe canarinho caiu para a terceira posição do Grupo B. Os uruguaios assumiram a liderança, e o Chile subiu para a segunda colocação.

O Uruguai lidera com seis pontos, o Chile, que venceu a Venezuela mais cedo por 2 a 0, tem três, mesmo número do Brasil, que leva a pior no saldo de gols. Nesta segunda-feira, os brasileiros enfrentarão os venezuelanos, lanternas da chave. Os chilenos medirão forças com a colômbia, e os uruguaios vão folgar na rodada.


A torcida uruguaia encheu o estádio e fez a sua parte para incomodar os visitantes. No momento do hino brasileiro, vaias. Quando os jogadores do Brasil se reuniram formando uma corrente antes do apito inicial, novas vaias. O time do Uruguai tratou logo de mostrar quem eram os donos do pedaço. Faltas, cotoveladas, provocações... parecia valer de tudo. Para piorar, a Seleção entrou no "jogo Celeste" e tentou revidar.

Thiago Maia e Marcos, Brasil x Uruguai (Foto: EFE)
Thiago Maia e Marcos lamentam a derrota 
para a Celeste (Foto: EFE)


Aproveitando o ambiente, o Uruguai foi melhor no primeiro tempo apesar de não ter impressionado o público. O Brasil mal conseguia passar do meio de campo e tinha problemas na saída de bola e na criação de jogadas. A equipe uruguaia fez o primeiro gol aos 27 minutos. Castro cobrou falta da intermediária, e Pereiro surgiu no meio da área sem marcação para cabecear e marcar.

Com o gol, a torcida e o time do Uruguai se acalmaram. O Brasil conseguiu melhorar e chegou a ser superior no fim da etapa inicial. Contudo, o único bom lance ofensivo dos visitantes aconteceu aos 36 minutos. Uma boa triangulação gerou um escanteio. O ritmo foi mantido na segunda parte do jogo. Gerson arriscou alguns chutes de fora da área, mas ainda sem perigo.


O Uruguai chegou ao segundo gol em nova jogada de bola parada. Aos 14, Arambarri surgiu livre para cabecear após cobrança de falta e fez 2 a 0. A catimba passou a buscar um efeito contrário. A violência e a pressão deram lugar a uma calmaria exagerada e demora em cada cobrança de lateral, falta, escanteio ou nas substituições.

Kenedy mostrou um último suspiro de talento brasileiro com uma tentativa de gol de antes do meio de campo aos 36. O goleiro uruguaio evitou a pintura com um tapinha salvador por cima do travessão. O teste foi duro, mas perfeito para jovens que deverão ter pela frente uma missão muito mais complicada: jogar uma Olimpíada em casa.

Nathan e Guillermo Cotugno, Brasil x Uruguai, sub-20 (Foto: Reuters)
Nathan tenta superar a marcação de Cotugno 
(Foto: Reuters)


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