domingo, 19 de outubro de 2014

Sem os artilheiros, Goiás e Grêmio amargam segundo empate sem gols

Desfalcados dos atacantes Erik e Barcos, Alviverde e Tricolor fazem duelo de pouca inspiração no Serra Dourada e repetem o 0 a 0 do primeiro turno


 A CRÔNICA


por Guilherme Gonçalves


Sob forte calor, Goiás e Grêmio maltrataram o torcedor que esperava uma partida com o mínimo de emoção neste sábado, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ao contrário do confronto no primeiro turno, pouca criatividade e raras chances de gol foram a tônica do duelo no Serra Dourada, que não contou com os artilheiros Erik e Barcos. De semelhante, apenas o placar, que ficou inalterado até o apito final: 0 a 0, assim como em Porto Alegre, em julho.


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Suspensos, os dois certamente fizeram bastante falta. Mas sequer houve grandes oportunidades para que os atacantes mostrarem faro de gol. Na jogada de maior perigo, Thiago Mendes foi mal na conclusão e parou em Marcelo Grohe. Aos 39 do segundo tempo, o goleiro do Grêmio não aguentou o calor e, com mal-estar, foi substituído por Tiago e atendido nos vestiários.

Alviverde e Tricolor saíram do gramado com apenas um ponto no bolso e sem muito ganho na tabela de classificação. O dono da casa vai a 38 e segue em nono lugar, mas podendo ser ultrapassado após os resultados de domingo. O mesmo vale para os visitantes, ainda na quinta colocação, agora com 47 pontos. Na quarta-feira, os goianos enfrentam o Sport, às 22h30, na Ilha do Retiro. Mais cedo, às 21h, os gaúchos recebem o Figueirense na Arena.

Goiás x Grêmio no Serra Dourada (Foto: Renato Conde/O Popular)
Esquerdinha: meia do Goiás tenta fugir da 
marcação cerrada do Grêmio (Foto: Renato Conde/O Popular)


Insosso

Em um primeiro tempo morno, Goiás e Grêmio deixaram claro desde o início a carência de inspiração. Sem criatividade, as duas equipes pouco produziram e quase não chegaram ao ataque com qualidade. Se estivessem em campo, possivelmente Erik e Barcos pouco seriam notados, já que a bola não parou nos setores ofensivos de goianos e gaúchos. Com peças um pouco mais qualificadas, o time comandado por Felipão teve maior posse e esboçou mais organização. A melhor chance, porém, caiu nos pés de Samuel, do Alviverde. O atacante parou na defesa de Marcelo Grohe.

Goiás cresce, mas não o suficiente

Na etapa final, coube ao Goiás retornar com um ímpeto um pouco maior. O time tentou fazer valer o fato de atuar em casa e mostrou mais iniciativa. Com Thiago Mendes e Esquerdinha mais participativos, o Alviverde criou mais e esteve mais próximo do gol. O Grêmio, por sua vez, ficou retraído e praticamente não ousou pressionar o adversário.

Além de chegadas com Samuel, o Goiás soube usar mais Thiago Mendes. Logo no começo, aos três minutos, o volante foi lançado em profundidade, saiu cara a cara com Grohe, mas não foi feliz na conclusão e chutou em cima do goleiro. Aos 31, novo arremate perigoso de Thiago, mas para fora. Dando indícios de estar satisfeito com o resultado, o Tricolor se limitou a esboçar alguns contra-ataques, mas nada suficiente para alteral o placar, que permaneceu intacto.






FONTE:

Na zona da degola após nova derrota, Kleina afirma: "Tem que acreditar"

Técnico fala sobre arbitragem e diz que time não jogou mal contra o São Paulo


Por São Paulo


A situação é das mais complicadas. Após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, a terceira seguida, o Bahia permanece na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 30 pontos ganhos. A derrota por 2 a 1 para o São Paulo em partida realizada na noite deste sábado, no Morumbi, foi mais um balde de água fria no torcedor.

Gilson Kleina reconhece que o momento é delicado. Para ele, no entanto, o elenco tricolor precisa levantar a cabeça; acreditar na reação. Ao analisar o jogo, o técnico afirmou que o Bahia não fez um jogo ruim e questionou a falta que originou o gol de Rogério Ceni - o árbitro assinalou infração no toque de mão de Rafael Miranda.

- Fazendo análise, fica ruim a nossa campanha porque não adquirimos gordura. Qualquer derrota tem um peso muito grande, ainda mais porque tivemos uma sequência ruim. Tem que levantar a cabeça, acreditar. O campeonato está assim. Espero que a zona de rebaixamento não desgarre. Já tem jogo terça, contra uma equipe que vem em uma crescente [Atlético-MG]. Não acho que fizemos um jogo ruim. Fizeram um gol de bola parada, em uma falta... Tem que cortar a mão hoje para jogar futebol. Trabalhamos. Fizemos um bom primeiro tempo. No segundo, tem que correr o risco. Deixamos alguns jogadores, mesmo que cansados, porque tinham o drible - diz. 

O próximo compromisso do Bahia no Campeonato Brasileiro está marcado para às 21h50 (horário de Brasília) desta terça-feira, contra o Atlético-MG, na Arena Fonte Nova.
Confira outros trechos da coletiva de Gilson Kleina.


01
bruno paulista
Todos que estão no grupo, independente da faixa etária, têm oportunidade. O Bruno, há algum tempo ele vem treinando bem. Viemos para esse jogo sem treinar. Foi desgastante. Tentei elevar o lado emocional, a confiança por causa da eliminação na Sul-Americana do jeito que foi. O time não foi mal. Se você chegar com  equipe espaçada passa vergonha aqui. Tentamos com Emanuel, Marcos Aurélio, Diego Macedo... Quando a gente sente a queda do jogador no meio do jogo, trocamos para não deixar cair e tentar fazer um jogo diferente. Tentamos liberar os laterais, mas eles prenderam o Railan. Fizemos o Guilherme sair para jogar. 


02
Marcos aurélio
Nós tomamos um gol em uma bola parada, e podíamos ter a mesma situação a nosso favor. Eu deixei em campo jogadores que podem fazer a diferença. Marcos Aurélio, contra o Fluminense, em duas bolas paradas empatou o jogo. Só porque tomou o gol tem que mexer? No momento, achei que não era a hora de mexer, até porque a gente carece de criação. Marcos Aurélio jogou muito bem no Peru, então tenho que recuperar o jogador. Não podemos desanimar. Vamos trabalhar o time que a gente tem.


03
poucos sorrisos
Preocupados nós estamos. Não posso estar bem humorado nessa situação. Mas tem que acreditar, foi o que falei para eles. Da mesma forma que tínhamos a melhor campanha do returno, agora deixamos escapar. Isso acontece por diversas formas, até pelo adversário. Eu optei por outra formação, com uma transição mais rápida. Tivemos os contra-ataques nos pés do Macedo. Humor tem momentos. Claro que eu tento passar uma alegria para o torcedor. Perder de um ou 2 a 0, é ruim. Então, tem que tentar buscar o resultado.


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