quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Após fase difícil na Liga, centrais da seleção ganham força para o Mundial

Lucão e Sidão apontam boa sintonia com Bruninho, recuperação do respeito dos adversários pelo Brasil e apostam que a equipe mostrará mais consistência na Polônia


Por Saquarema, RJ


Quando a situação começa a ficar complicada, Lucão e Sidão ficam atentos ao chamado de Bruninho. Sabem que serão acionados. Gostam de ser a bola de segurança do levantador. Em boa parte da primeira fase da Liga Mundial, o jogo dos centrais não fluiu como de costume. Os saques não faziam os estragos habituais, os bloqueios não subiam tanto quanto podiam e os ataques também não estavam ao gosto dos dois. Foi preciso ter paciência, até voltarem a crescer exatamente na hora decisiva para o Brasil garantir a vaga na fase final. O momento difícil passou, mas a dupla não esquece dele. Ressalta o poder de superação do grupo e quer que a caminhada no Mundial da Polônia, de 30 de agosto a 21 de setembro, seja mais tranquila.
 
lucão volei seleção brasileira (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
Sidão e Lucão durante treino no CT de 
Saquarema (Foto: Alexandre 
Arruda/CBV)

- Não queremos voltar a passar por esse sufoco. Acho que o respeito das grandes equipes voltou a existir. O time cresceu conforme teve tempo de trabalho. O começo foi tudo meio atropelado. E, geralmente quando a coisa vai encrespando, a gente se une mais e melhora. Chega uma hora que você nem pensa mais, que está tão no fundo que ou sai de lá ou se afunda mais. Eu passei a assumir mais a responsabilidade, receber mais bolas, o que desafogava um pouco os ponteiros. Conseguimos fazer uma final. Sei que sou uma bola de segurança e que tenho que estar bem todos os jogos. O Bruno sempre usa muito a primeira bola e casou de ter dois centrais que gostam muito de atacar. E o jogo flui bem - afirmou Lucão.

Eleito para o time ideal da Liga Mundial, juntamente com o central americano David Lee, o jogador de 2,09m diz que a seleção não pode se iludir pelo fato de ter voltado a bater a Rússia depois de quase dois anos.

- A gente não pode se enganar. Acho que eles não fizeram uma partida muito boa. Vencemos, assim como também fizemos partidas excelentes contra a Itália. Os Estados Unidos foram a grande a surpresa. Temos que trabalhar, melhorar o saque. Este Mundial é quase tão importante para nós quanto as Olimpíadas. Queremos o tetra, buscar o deca da Liga Mundial no ano que vem e, só depois, pensar nos Jogos de 2016. Temos um clima muito bom dentro da equipe.

Sidão tem o mesmo pensamento. Sabe que diante do equilíbrio não haverá espaço para deslizes na Polônia. 


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- Temos convicção de que não podemos dar o mole que demos. Estamos mais sólidos. Na Liga Mundial tivemos uma fase difícil, com pouco tempo de treino e a galera chegando no meio do campeonato, o que não tinha acontecido antes. Mas não perdemos o foco e fomos para a fase final. Não podíamos desistir e todos deram o seu máximo. Ficamos indignados porque perdemos o título, mas serviu de aprendizado e para dar força a mais. A consistência adquirida a equipe não perde mais. Agora, é melhorar daqui para frente. Nosso saque tem que melhorar muito. A gente tem condições de fazer isso funcionar - disse.

Aos 32 anos, o meio de rede comemora a boa sintonia com Bruninho e também com Rapha. E espera que ela funcione bem não apenas no Mundial, mas também nas Olimpíadas do Rio, que aponta com a última da carreira.
- Sempre gostei de jogar com o Bruno e sempre me dei bem com ele dentro e fora de quadra. Temos uma sintonia boa.  Confio nele e também no Rapha, que está chegando e trazendo experiência. Já vivi momentos difíceis na seleção, mas você vai aprendendo e crescendo mentalmente. O pior que posso frisar foi a derrota nas Olimpíadas. Para mim, foi um soco de direita. Fiquei atormentado mais de um mês. E não consegui esquecer ainda. Tenho só mais uma oportunidade de conseguir o que eu sempre quis, que é o ouro olímpico. E vou buscar o que eu sempre quis.


FONTE:
 http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2014/08/apos-fase-dificil-na-liga-centrais-da-selecao-ganham-forca-para-o-mundial.html

Invicta no Grand Prix, seleção brasileira inicia os treinos para a segunda etapa

Brasil se prepara para jogo desta sexta contra Coreia do Sul, no ginásio do Ibirapuera


Por São Paulo


Garay, Fabiana, Camila Brait e Natália em um treino da seleção brasileira feminina  (Foto: Divulgação/CBV)Garay, Fabiana, Camila Brait e Natália em treino da seleção brasileira feminina (Foto: Divulgação/CBV)

Após um final de semana perfeito na primeira etapa do Grand Prix de vôlei na Itália, quando venceu China, República Dominicana e as donas da casa na Itália, a seleção brasileira de vôlei feminino voltou ao Brasil para dar continuidade à sua preparação. Nesta quarta-feira, o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães fez o primeiro treino no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, para as partidas desta semana. Invicta na competição, a equipe verde e amarela terá como primeira adversária na capital paulista a Coreia do Sul, às 14h45m (de Brasília), nesta sexta-feira. A TV Globo transmito o jogo ao vivo.

As atuais campeãs olímpicas estão no Grupo D, que tem ainda a Coreia, a Rússia e os Estados Unidos. Após a primeira semana de disputas do Grand Prix, o Brasil está na liderança, com nove pontos, seguido por Rússia, Sérvia e Turquia, empatados na segunda posição, com sete.

A ponteira Fernanda Garay, um dos destaques do início da competição, destacou o equilíbrio entre as equipes no cenário mundial.

- No Grand Prix não existe jogo fácil, mas esta etapa em São Paulo será particularmente muito difícil. Temos adversários fortes e não podemos bobear em nenhum momento. No ano passado, jogamos em Campinas e, esse ano, aqui no Ibirapuera, teremos um público ainda maior. É muito importante este apoio da torcida, dos nossos familiares e amigos. Naquele momento mais complicado, nós sabemos que, ao olhar ao redor, teremos muita gente para nos dar força - analisou a ponteira, que atuou na última temporada pelo Fenerbahçe, da Turquia, mas fechou o contrato com o Dinamo Krasnodar, da Rússia, por um ano. 


Fernanda Garay ataca contra bloqueio (Foto: Divulgação/CBV)
Fernanda Garay ataca contra o bloqueio 
em um dos treinos para o Grand Prix 
(Foto: Divulgação/CBV)

Companheira de posição de Fernanda Garay, a bicampeã olímpica Jaqueline também falou sobre a vontade de atuar diante da torcida brasileira.

- A expectativa para voltar a jogar pela seleção diante da nossa torcida é enorme. Já está me dando um "friozinho" na barriga, mas é uma sensação gostosa, que venho sentindo desde a semana passada, e acho que vai continuar por um tempo ainda. Espero que tenhamos muito apoio dos torcedores, pois a etapa passada foi muito difícil e essa será ainda mais - disse Jaque.



Confira a tabela de jogos do Brasil pelo Grupo D:

Sexta-feira - 8 de agosto
Brasil x Coreia do Sul, às 14h45, com transmissão ao vivo da TV Globo

Sábado - 9 de agosto
Brasil x Rússia, às 10h, com transmissão ao vivo da TV Globo

Domingo - 10 de agosto
Brasil x Estados Unidos, às 10h, com transmissão ao vivo da TV Globo



FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2014/08/invicta-no-grand-prix-selecao-brasileira-inicia-os-treinos-para-segunda-etapaa.html