terça-feira, 5 de agosto de 2014

Com turno de 22h, Parque Olímpico dilui greve e exibe primeiras formas

Quatro das sete arenas a serem levantadas começam a despontar; Paes diz que obras estão adiantadas; Vila tem oito prédios erguidos e campo de golfe preocupa


Por Rio de Janeiro

Header 2 anos para Rio 2016 (Foto: Infoesporte)


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 As obras do Parque Olímpico, o “coração” dos Jogos Rio 2016 e palco de 16 modalidades olímpicas e 10 paralímpicas, começaram em julho de 2012 e em relação à marca dos 1.000 dias, em novembro do ano passado, avançaram consideravelmente entre muito barro e lama. Naquela ocasião, apenas o Centro Internacional de Transmissão (IBC) e do Centro Principal de Imprensa (MPC) apresentava suas primeiras vigas. Passados dez meses, mais quatro arenas das sete a serem levantadas já começam a despontar no cenário. As redes subterrâneas de drenagem, água, esgoto, incêndio e elétrica estão 60% concluídas. A previsão é que todos fiquem prontos até o final de 2015, exceto o Centro Aquático e o Hotel da Mídia, previstos para os primeiros meses de 2016.

Clique e confira as imagens do Parque Olímpico a dois anos do Rio 2016


A greve dos operários em abril, que durou duas semanas, foi diluída com o turno de 22h implementado a partir de junho pelos 3.000 funcionários, como lembrou o prefeito Eduardo Paes: 

- O Parque Olímpico está completamente dentro do prazo. Aliás, está três semanas adiantado. Recuperamos o atraso daquela greve de duas semanas do ano passado e adiantamos ainda três semanas.

Hall basquete obras Parque Olímpico (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Hall 1, do basquete: maior dos três 
pavilhões (Foto: André Durão 
/ Globoesporte.com)

Além do MPC e do IBC, as arenas mais avançadas são os três halls olímpicos, que ficam colados uns nos outros. No Hall 3, local das disputas do taekwondo e da esgrima, as arquibancadas começam a ganhar forma ao redor do piso de cimento. O Hall 1, o maior deles, do basquete, é onde está concentrado o maior número de operários atualmente devido à sua fase mais inicial. Local do judô e das lutas, o Hall 2 está em fase intermediária em relação aos "vizinhos". Mais à frente, a Arena de Handebol apresenta suas primeiras estacas metálicas. A estrutura será temporária e depois dos Jogos dará origem a quatro escolas. Cercadas por tapumes, as áreas onde serão o Hotel da Mídia, o Velódromo, a estrutura temporária do Centro Aquático (natação e pólo aquático), e o Centro de Tênis estão bem no início. Os três primeiros em fase de fundação, e o último apresentando os primeiros pilares. 
Custos Parque Olímpico (milhões)

Centro de Tênis - R$ 175,4
Velódromo - R$ 118,8
Arena de Handebol - R$ 146,8
Centro Aquático - R$ 225,3

Recursos: Governo Federal  Execução: Governo municipal

Halls Olímpicos 1, 2 e 3, IBC, MPC,
Hotel de Mídia, infraestrutura, pavimentação e paisagismo

Parceria público-privada - R$ 1,678

Total: 2,344 bilhões
 
Máquinas começam a desenhar a via olímpica, o caminho ondulado e inclinado, cujas curvas são inspiradas no calçadão de Copacabana. Ela começa na entrada do parque e vai até a área de convivência do público à beira da Lagoa de Jacarepaguá, cuja devastada vegetação marginal está sendo recuperada. 
Dos locais erguidos para o Pan de 2007, a Arena da Barra, palco das ginásticas, passará por modificações semelhantes às das partidas na NBA, como reforço na iluminação e no som. Em relação ao Parque Aquático Maria Lenk, a Federação Internacional de Natação (Fina) ainda negocia com a Empresa Olímpica Municipal uma forma de tornar o local do nado sincronizado e dos saltos ornamentais menos exposto ao ar livre. A hipótese da instalação de uma cobertura foi levantada, mas descartada. A reforma da piscina de aquecimento, por enquanto, é a obra mais importante.  


IBC obras Parque Olímpico (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
IBC: primeira obra do Parque Olímpico 
ganha estrutura do segundo pavimento 
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Ainda na Barra da Tijuca, a Vila Olímpica chegou ao mês de julho com 47% da obra concluída. Todos os 31 prédios já começaram a ser levantados pelos 6.500 operários, e oito estão totalmente erguidos. A previsão de conclusão é o primeiro trimestre de 2016. O complexo de 3.604 apartamentos e 17.950 camas terá que abrir as portas 20 dias antes das Olimpíadas.

    Depois de acelerar as obras para diminuir o atraso que ainda preocupa a federação internacional, o campo de golfe olímpico chega em agosto com grama plantada em dois dos 18 buracos e dois terços do sistema de irrigação instalado. O plantio do green deverá ser finalizado em novembro deste ano. A previsão de conclusão das obras é setembro de 2015. Um evento-teste está previsto para o mês seguinte. Porém, na Matriz de Responsabilidade, atualizada no mês passado, a previsão de conclusão do campo segue como segundo trimestre de 2016.

Campo de golfe agosto 2014 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Campo de golfe em agosto 2014: dois 
dos 18 buracos receberam grama 
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Os quatro pavilhões do Riocentro só receberão as instalações complementares em 2015. O 2 será palco do levantamento de peso olímpico e paralímpico, o 3, tênis de mesa olímpico e paralímpico, o 4 badminton e o 6, boxe. 

FONTE:

A dois anos do Rio 2016, instalações esportivas começam a "mostrar a cara"

Obras no Parque Olímpico engatam, e Deodoro recebe as primeiras intervenções. São 13 locais de competição em construção e 11 em reforma ao custo de R$ 6,5 bilhões


Por Rio de Janeiro


Header 2 anos para Rio 2016 (Foto: Infoesporte)


Quando a pira olímpica for acesa no Maracanã, no dia 5 de agosto de 2016, terão início os XXXI Jogos Olímpicos da Era Moderna. Até lá, milhares de operários seguirão na construção de 13 instalações esportivas e na reforma de outras 11, a um custo de R$ 6,5 bilhões dentro do orçamento total de R$ 37,6 bilhões - até agora. Um trabalho tão intenso quanto a preparação dos atletas. O Rio de Janeiro será uma nova cidade a partir de 2016. Não só com novas arenas, mas com novas vias, novos meios de transporte, um porto remodelado, dentre várias mudanças. Faltando exatos dois anos para o desfile dos maiores astros do esporte mundial, o ritmo das obras engrenou no Parque Olímpico, onde os quatro locais de competição começam a despontar na paisagem tomada por máquinas, barro e lama. E o Complexo Esportivo de Deodoro recebeu as primeiras máquinas há um mês para começar a construção da pista de BMX e do circuito de canoagem slalom, obra que mais preocupa (assista ao vídeo com imagens aéreas dos locais).

Clique e confira as imagens do Parque Olímpico a dois anos do Rio 2016
Info_OBRAS_Rio-2016-b (Foto: Infoesporte)

A preparação segue paralela à pressão por ter muito a fazer em pouco tempo. Desde críticas recentes dos dirigentes do COI, da nomeação de Gilbert Felli como interventor das obras, de uma greve no Parque Olímpico que durou duas semanas em abril e da demora na definição das responsabilidades dos níveis de governo:

- Nós sofremos pressão por todos os lados. O grande aprendizado é que a jornada não precisa ser tão dolorosa. As obras de legado ou estão prontas ou em andamento. Não é simples desenvolver um evento dessa magnitude. Como exemplo, temos a Transcarioca, o Porto, a linha 4 do metrô... O Parque Olímpico para quem vê dá a impressão que falta muita coisa, parece que tem lama para todo lado, mas a infraestrutura já está adiantada. Não é simples realizar. Até acabar os Jogos Paralímpicos não dá para ficar tranquilo. Posso garantir que não haverá na história das Olimpíadas uma cidade tão impactada quanto o Rio. Barcelona que me desculpe - disse Eduardo Paes em entrevista coletiva na segunda-feira, na sede do Comitê Rio 2016.



Info CUSTOS Rio-2016 b (Foto: Infoesporte)

No Maracanã, o Governo do Estado garante que não serão necessárias novas intervenções após as reformas para a Copa do Mundo. Um ponto que seguia indefinido até a última segunda-feira era o local das duas quadras de aquecimento do Maracanãzinho exigidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI): em coletiva de imprensa, o governador Luiz Fernando Pezão e o chefe da Casa Civil, Leonardo Espíndola, anunciaram que uma delas será construída dentro do próprio ginásio, e a outra, na Escola Municipal Friedenreich. O Parque Aquático Júlio De Lamare passará por reformas de ampliação das arquibancadas e adequação da piscinas aos padrões exigidos. O Engenhão segue com a recuperação de sua cobertura e iniciou a reurbanização no entorno. Marina da Glória e Estádio de Remo aguardam intervenções e se preocupam com a qualidade das águas da Baía de Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas, respectivamente. 


Halls Olímpicos obras Parque Olímpico (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Os três Halls, obras esportivas mais 
adiantadas do Parque Olímpico (Foto: 
André Durão / Globoesporte.com)



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Na semana passada, a primeira atualização da Matriz de Responsabilidade - que consiste de todos os projetos realizados exclusivamente em razão dos Jogos - indicou avanços com as licitações em Deodoro e o aumento dos custos de R$ 5,6 bilhões para R$ 6,5 bilhões. Com o ritmo acelerado das obras, o Tribunal de Contas da União teme que a qualidade dos serviços seja comprometida e os atrasos aumentem os custos finais. Como aconteceu com o Engenhão, que passa por uma reforma na cobertura, a Vila do Pan, com suas ruas afundadas, e o antigo Velódromo, já demolido, que também apresentou problema em sua cobertura. Embora veja um aumento no esforço dos envolvidos nas obras, o ministro do TCU, Aroldo Cedraz, faz o alerta:  
- Esse risco continua, mas estamos entendendo que está havendo um esforço muito maior por parte da União, da Autoridade Pública Olímpica, do estado e do município do Rio. 


 Eduardo Paes olimpiadas Encontro da Mídia Nacional Jogos Rio 2016 (Foto: Divulgação/Beth Santos) 
Paes: pressão de todos os lados (Foto: Divulgação/Beth Santos)

Presidente da Empresa Olímpica Municipal, Joaquim Monteiro de Carvalho descartou a possibilidade de problemas semelhantes nas instalações que estão sendo construídas para as Olimpíadas:

- [Jogos Pan-americanos e Olimpíadas] São produtos diferentes, dois requerimentos diferentes. As Olimpíadas exigem um grau de planejamento e responsabilidade enorme, e as obras estão em dia. Fazemos reuniões semanais para acompanhar esse calendário. Os Jogos acontecem um ano antes, com os eventos-testes.

A experiência do Pan está servindo como aprendizado para evitar estouros no orçamento, como diz o General Fernando Azevedo e Silva, presidente da Autoridade Público Olímpica, entidade que coordena as ações dos três entes de governo e atualiza a Matriz de Responsabilidades:  


- Os entes governamentais responsáveis pelos projetos estão atentos para que o Brasil entregue Jogos com orçamento enxuto, e com o compromisso com a eficiência e a qualidade das instalações. 

Até 2016, o Rio de Janeiro vai receber 45 eventos-testes para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O objetivo será testar as competições e instalações esportivas. A vela iniciou o calendário com 23 medalhastes olímpicos em ação na Baía de Guanabara. E que com ela venham bons ventos para a Cidade Maravilhosa.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2014/08/dois-anos-do-rio-2016-instalacoes-esportivas-comecam-mostrar-cara.html