sábado, 5 de julho de 2014

"Olé" muda manchete por Neymar, e editor explica ironia com choro

Após alfinetada, jornal conhecido por provocar retira trocadilho em respeito ao craque, lesionado e fora da Copa. "Queríamos vencê-lo", estampa capa deste sábado


Por Buenos Aires


Até mesmo o jornal que mais tinha tendência a provocar o Brasil por perder seu craque na Copa do Mundo se rendeu à gravidade da lesão de Neymar. Minutos depois da suada vitória brasileira contra a Colômbia, por 2 a 1, o argentino "Olé" estampava a seguinte manchete em seu site: 
"Seguem chorando" (veja a reportagem no vídeo). O trocadilho foi feito porque o camisa 10 deixou o gramado em prantos, e a publicação aproveitou para dar uma alfinetada, pois Thiago Silva se emocionou antes da decisão de pênaltis diante do Chile. Além disso, o hit provocativo "Brasil, decime que se siente" diz que os brasileiros choram desde a eliminação diante da Argentina na Itália, na Copa de 1990, até hoje.

Capa Olé Neymar (Foto: Reprodução)Capa do Olé traz lesão de Neymar em destaque (Foto: Reprodução)

Apesar da provocação inicial, o "Olé" voltou atrás mais tarde, ao tomar conhecimento de que Neymar havia fraturado a vértebra e estava fora do restante do Mundial - a nova manchete usada foi "É para chorar". E a capa da edição deste sábado faz uma espécie de reverência ao craque, com a manchete: "Queriamos ganarle" (queríamos vencê-lo).

Após a confirmação do corte, a reportagem visitou a redação do jornal argentino "Olé", em Buenos Aires, e conversou com um dos editores responsáveis pela redação, Jorge Mario Trasmonte, que finalizou a capa da edição deste sábado. Ele explicou a mudança na manchete do site.

- A saída do Neymar chorando possibilitava seguir na mesma linha que estávamos. O Brasil fez muitas faltas e para nós também era algo que poderíamos falar sobre o fim do jogo bonito. Mas quando se comprovou a gravidade da lesão, dissemos que não era para ter brincadeira. A rivalidade vai continuar, imaginando o choque possível. Mas os brasileiros estão legitimamente doloridos, o mundo do futebol está comovido pela perda desta figura na Copa e não queremos brincar com isso - disse Jorge Mario.


Seguindo o discurso da linha editorial do jornal, Jorge explicou o motivo pelo qual a ausência de Neymar será sentida pelos argenitnos.

- O valor de uma vitória está na estatura de um rival. Não queremos ganhar porque os outros caíram, e sim por ser melhor do que os melhores dos demais. É uma postura editorial que demos na capa: Lamentamos a lesão do Neymar. Se chegarmos a jogar a final (Brasil x Argentina), não sei se ganhamos deste Brasil sem Neymar, mas preferia ganhar com ele - finalizou.

Jornal Olé Vitória Brasil x Colômbia (Foto: Reprodução/"Olé")
Antes do anúncio da lesão de Neymar, o "Olé" 
estampava a manchete "Seguem chorando" 
em seu site (Reprodução)

Na sequência, o jornal "Olé" reconheceu que Neymar tinha motivos para chorar: "É para chorar" (Foto: Reprodução)
Na sequência, o site argentino reconheceu que 
Neymar tinha motivos para chorar: "É para 
chorar" (Foto: Reprodução)

Depois de Brasil e Alemanha garantirem classificação para a semifinal, é a vez da Argentina encarar a Bélgica, neste sábado, às 13h, no Mané Garrincha, em Brasília. O vencedor deste confronto encara quem passar de Holanda x Costa Rica, às 17h, na Arena Fonte Nova, em Salvador.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2014/07/ole-muda-manchete-por-neymar-e-editor-explica-ironia-com-choro.html

Holanda tenta espantar a zebra Costa Rica no adeus ao estádio das goleadas

Seleções se enfrentam neste sábado, às 17h, na Fonte Nova, em duelo do melhor ataque, com 12 gols, diante da melhor defesa, com apenas dois sofridos na Copa


Por Salvador

Holanda x Costa Rica - FICHA APRESENTAÇÃO (Foto: Infoesporte)

Estádio de muitos gols e goleadas históricas, a Fonte Nova será palco neste sábado, às 17h, do confronto entre Holanda e Costa Rica, o duelo entre a zebra que virou surpresa da Copa do Mundo e a força europeia para saber quem avançará para a semifinal. É também o confronto do melhor ataque, o holandês, contra a melhor defesa. Será o adeus do estádio de Salvador, que registrou resultados emblemáticos como a vitória da própria Holanda sobre a Espanha por 5 a 1, e o triunfo da Alemanha sobre Portugal por 4 a 0. 


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Inegável dizer que a Holanda é favorita. Mas técnico e jogadores chutam para longe qualquer tipo de soberba. O comandante holandês, Van Gaal, fez treino fechado, não anunciou a escalação e pregou respeito ao adversário.

- Eles têm um objetivo, e isso não pode ser subestimado – disse o treinador. 

O mistério fica por conta do esquema que Van Gaal levará a campo, o 3-5-2 ou o 4-3-3. O técnico não anunciou o substituto de De Jong, lesionado. Apesar do respeito e pés no chão para evitar uma desagradável surpresa, o clima da Holanda nos dias que antecederam a partida foi de extrema leveza e confiança.

Louis van Gaal com jogadores no treino da Holanda (Foto: EFE)
Louis van Gaal fala com seus jogadores: 
respeito à zebra Costa Rica (Foto: EFE)

A Costa Rica se dá ao direito de sonhar. E sonhar alto. Jamais a seleção chegou tão longe em um Mundial. 

- Vamos dar o máximo de nós. Em campo, faremos tudo que for lícito e legal para chegarmos ao triunfo - disse o técnico Jorge Luis Pinto.

Essa será a primeira vez que Holanda e Costa Rica se enfrentam na história com suas seleções principais.

Em cinco jogos até agora, a Fonte Nova teve 24 gols, com média de 4,8 por partida. Ao lado da Colômbia, os holandeses têm o melhor ataque do Mundial, com 12 gols. Eles terão pela frente a melhor defesa (ao lado da Bélgica), com apenas dois gols sofridos.

O vencedor terá pela frente Argentina ou Bélgica, que se enfrentam também neste sábado, às 13h, em Brasília.

Treino da Costa Rica no Barradão (Foto: Gettyimages)
Leve: antes do jogo, Costa Rica faz treino 
descontraído com artilheiro Ruiz no gol 
(Foto: Gettyimages)


FONTE: