sexta-feira, 16 de maio de 2014

Auditoria revela contratos suspeitos, e CBV promete lutar para reparar danos

Nova gestão mostra resultado de investigação feita na entidade para apurar possíveis ilegalidades com dinheiro gasto nos últimos anos; Renan diz: "Vamos atrás"


Por Rio de Janeiro

renan - diretor de marketing da cbv vôlei (Foto: Alexandre Arruda/CBV)Renan apresenta resultado de auditoria realizada na CBV (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

A nova gestão da Confederação Brasileira de Vôlei, comandada por Walter Pitombo Laranjeiras, confirmou nesta quarta-feira a existência de contratos suspeitos feitos pela antiga direção com empresas comandadas por pessoas ligadas à entidade. O atual gerente de marketing da CBV, Renan Dal Zotto, divulgou nesta manhã, em uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro, o resultado da auditoria feita para apurar as denúncias apresentadas nos últimos meses. O próximo passo agora será confirmar a provável ilegalidade desses contratos e tentar recuperar os recursos perdidos.

- Saíram recursos de dentro da confederação que poderiam ser reinvestidos no voleibol. Mas, antes de tudo, precisamos ter a certeza de que houve realmente ilegalidade nesses contratos. Se aconteceram erros, nós vamos atrás dos nossos direitos. Isso é um compromisso nosso com toda a comunidade do voleibol. Vamos atrás para saber legalmente o que aconteceu. Se tiveram falhas, elas vão ter que ser reparadas. E terão que ter responsáveis por isso. Nós vamos fazer o possível judicialmente para resolver todas as questões que foram denunciadas e todas as outras que percebemos nesses quatro meses. Buscar responsabilizar quem estava à frente e, quem sabe, até buscar recursos que foram pagos indevidamente – avisou Renan.

A auditoria pedida pela CBV para revisão de todos os contratos de parcerias firmadas pela entidade com terceirizados começou há quase dois meses. A providência foi tomada depois de denúncias de pagamentos de comissões milionárias a empresas ligadas a dirigentes da confederação. Neste período, mais de 30 contratos feitos pela entidade foram investigados. O relatório com o resultado do levantamento foi entregue à nova gestão da CBV há dois dias.

Se tiveram falhas, elas vão ter que ser reparadas. E terão que ter responsáveis por isso"
Renan

- A gente fica bastante chateado, porque a gente cuida do voleibol como se fosse um filho. Não queremos que nada de mal aconteça com ele. Quando surgiram as denúncias, começamos a perceber que atletas, treinadores, ex-atletas e ex-treinadores estavam se sentindo traídos. Existe uma indignação, sim. É o sentimento de todos que vivem e construíram de alguma forma a história do voleibol. Então, nada mais justo do que fazer uma busca incessante e profunda dos fatos - reforçou Renan, que assumiu o cargo de diretor de marketing da CBV em janeiro deste ano.

Em uma reunião fechada da CBV na noite da última terça-feira, dirigentes da entidade apresentaram cada detalhe do relatório para os técnicos das seleções masculina e feminina, Bernardinho e José Roberto Guimarães. A nova gestão aproveitou para garantir que cada centavo que entrar na confederação a partir de agora será investido exclusivamente no vôlei.

A crise começou quando o canal ESPN veiculou uma série de reportagens revelando que a SMP, empresa do superintendente geral da CBV, Marcos Pina, tinha um contrato para gerir toda a verba de patrocínio que a entidade recebe do Banco do Brasil. Até o fim do contrato, a companhia receberia R$ 10 milhões. Após a acusação, Pina renunciou ao cargo. A auditoria confirmou a existência desse acordo.


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-  Foram pagos para a SMP R$ 2,6 milhões até outubro. Em outubro, o sócio majoritário veio para ser o superintendente geral desta entidade. Foram suspensos os pagamentos e, após todas essas denúncias, entendeu-se que o melhor para o vôlei seria afastar o superintendente - explicou Renan.

Pouco depois, outra reportagem apontou que a empresa de Fábio André Azevedo, que foi dirigente da CBV e hoje atua na Federação Internacional de Vôlei (FIVB), também teria recebido comissão de R$ 10 milhões para intermediar as negociações do contrato com o Banco do Brasil. Ary Graça negou que a CBV tivesse pagado por qualquer intermediação.


- Algumas denúncias foram bastante direcionadas à “S4G". Essa empresa prestou serviços à confederação em vários eventos e foi feito um contrato, conforme denúncias, de R$ 10 milhões em cinco anos. A nossa auditoria verificou que esse contato realmente existe. A empresa recebeu R$ 2,9 milhões desses R$10, mas foi rescindido esse contrato dia 30 de julho de 2013.
O sócio da empresa, como todos sabem, trabalha na Federação Internacional de Vôlei. Agora esse e todos contratos estão nas mãos dos nossos advogados para ver a legalidade e imoralidade deles. Vamos avaliar tudo para não ter a mínima possibilidade de cometermos injustiças - reforçou o dirigente.

Uma nova denúncia surgiu nesta quarta-feira. Segundo matéria do site da ESPN, a CBV contratou o Escritório de Advocacia Valmar Paes, do pai do prefeito do Rio, Eduardo Paes, para a realização de "assessoria jurídica". Os gastos teriam subido 635% depois de 2011, passando de R$ 562 mil para R$ 4.130 milhões em 2012. O relatório feito pela auditoria, no entanto, revelou um outro valor, já quitado pela entidade.

- Ele é advogado da confederação desde 2001 e presta serviços normalmente para a CBV. Ele é o principal responsável por fazer e validar todos os contratos de patrocínio da confederação. Foi feito um contrato com ele em 2011 de R$ 2 milhões. A CBV não deve mais nada a ele. Hoje saiu essa notícia, com valores que fogem do meu conhecimento. Vou averiguar, mas o valor que tivemos conhecimento pela auditoria é de R$ 1.887 milhão - reforçou o diretor de marketing.

Além desses três contratos suspeitos, outros possíveis erros na administração e gestão do ex-presidente Ary Graça foram notificados pela auditoria. Renan garantiu que tudo será investigado detalhadamente.
- Internamente, os próprios auditores perceberam uma série de outros equívocos dentro da confederação. De inconformidade de datas, prazos... E não são poucos. São vários. Várias observações foram colocadas aqui (no relatório). Vamos averiguar todas elas, caso a caso. 

ary graça se defende
Em nota enviada, a assessoria de imprensa do ex-presidente da CBV e atual presidente da FIVB, Ary Graça, informou que o dirigente "tomou conhecimento do resultado da auditoria realizada pela CBV e reitera a legalidade dos contratos firmados durante sua gestão. O dirigente também acredita que as questões ainda pendentes serão esclarecidas no âmbito administrativo da CBV".

Há exatamente um mês, o superintendente-geral da Confederação Brasileira de Vôlei, Neuri Barbieri, apresentou uma carta-renúncia em que o presidente licenciado da CBV e atual presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), Ary Graça, deixava o comando da entidade nacional. Walter Pitombo Laranjeiras, mais conhecido como Toroca, que já vinha respondendo como presidente interino, assumiu o cargo em definitivo. Toroca foi presidente da Federação Alagoana de Vôlei por mais de 30 anos e já ocupou também a função de vice-presidente da CBV.

De acordo com Neuri Barbieri, no entanto, a renúncia de Ary Graça do cargo que ocupava desde 1997 já estava decidida desde dezembro do ano passado e não teria nenhuma ligação com as denúncias que surgiram contra a CBV. 

CBV assina contrato com FGV para melhorar gestão

Ricardo Simonsen – Diretor Técnico FGV e Neuri Barbieri – Superintendente Geral da CBV (Foto: Alexandre Arruda/CBV)Ricardo Simonsen, diretor da FGV, e Neuri barbieri,superintendente da CBV (Foto:AlexandreArruda/CBV)

Nesta quarta-feira, a CBV e a Fundação Getúlio Vargas assinaram um contrato, por um período de um ano, que tem como objetivo principal adotar melhores práticas de governança e de gestão para dar transparência à aplicação dos recursos públicos e privados que utiliza. Dentre as medidas, está a revisão na estrutura organizacional da CBV.

Outra meta do projeto é melhorar a interação da CBV com as federações de todos os estados. A FGV terá como missão criar de forma participativa mecanismos de melhoria de gestão e de comunicação entre os órgãos estaduais e a entidade nacional.

- Nós não queremos mais dar notícia ruim. Queremos olhar para frente. A FGV vai nos ajudar a traçar esse futuro – disse Marco Túlio Teixeira, diretor técnico da CBV.



FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2014/05/auditoria-revela-contratos-suspeitos-e-cbv-promete-lutar-para-reparar-danos.html

Em duelo disputado de 2h40, Nadal bate Murray de virada e vai à semifinal

Número um do mundo sua a camisa, mas bate o britânico e se garante na próxima fase contra o búlgaro Grigor Dimitrov no Masters 1.000 de Roma


Por Roma



Depois de fazer um duelo de 3h18 contra o francês Gilles Simon (30º) e outro de 2h44 diante do russo Mikhail Youzhny (16º), o espanhol Rafael Nadal voltou à quadra nesta sexta-feira pelo Masters 1.000 de Roma, na Itália. Desta vez, o adversário era o britânico Andy Murray, atual número oito do ranking. Em mais uma longa e disputada batalha, de 2h40, ele demonstrou por que é o melhor do mundo, jogando muito, apesar da resistência do rival, e fazendo 2 a 1, com parciais de 1/6, 6/3 e 7/5. Somando o tempo de todos os três jogos, o Miúra chegou a 8h40 em quadra no torneio italiano.

Com a vitória de virada, Nadal encara Grigor Dimitrov, que eliminou o alemão Tommy Haas. O jogo acontece neste sábado, às 15h (de Brasília). Na outra chave estão Novak Djokovic, da Sérvia, e Milos Raonic, do Canadá.

Rafael Nadal tênis comemoração (Foto: AFP)
Rafael Nadal vibra na apertada vitória 
sobre Andy Murray (Foto: AFP)


O jogo

O primeiro ponto da partida foi um ace de Andy Murray. O britânico marcou mais um no 40/0. Nadal descontou, mas o número oito do ranking levou o game. Em seguida, conseguiu a quebra, deixando o Miúra visivelmente irritado.  No terceiro, Murray pontuou em um rali com 22 trocas de bolas após um erro do rival. Nadal chegou a abrir vantagem. O britânico virou e fez 3 a 0.  Em seguida, ele levou mais um game depois de um rali longo e um erro do Miúra com uma bola na rede.

No quinto game, o número oito do mundo quebrou a raquete em uma jogada com um salto. Depois disso, o espanhol pontuou duas vezes e deixou o placar 40/40.  Em uma paralela bonita depois de Nadal pressionar usando um pouco de seu vasto repertório, Murray ficou em vantagem e, com um ace na sequência, abriu 5 a 0. A resposta do adversário veio no sexto game: foi o primeiro conquistado pelo número um no jogo, em uma bola fora do britânico. Mas o set ficou mesmo com o tenista do Reino Unido.


Tênis Nadal Masters 1000 de Roma (Foto: Agência Reuters)
Nadal se esforça demais e vence Andy
Murray (Foto: Agência Reuters)

Se o primeiro set foi praticamente dominado por Murray, Nadal começou o segundo com o pé direito. Depois de muitas trocas de vantagem, o espanhol levou o primeiro game com um ace bonito e vibrou demais para delírio da família que o acompanhava nas arquibancadas. Na sequência, contou com um erro do britânico, que devolveu uma bola na rede, para ficar com a vantagem. O Touro Miúra abriu 2 a 0, quebrando o serviço do rival.

Bem mais agressivo, ele continuou sua caminhada rumo à vitória vencendo mais um game, mas viu Murray conquistar seu primeiro. O britânico estava cometendo erros bobos no segundo set, como uma bola na rede no sexto game em que demonstrou frustração, contudo, acabou confirmando seu serviço e diminuindo a desvantagem. No fim das contas, o Miúra levou o set por 6 a 3.

No terceiro set, o Miúra entrou ainda mais agressivo e abriu 1 a 0. Muito disputado, o segundo game teve um lindo ponto de Murray depois de um longo rali, forçando uma pancada no fundo da quadra após o espanhol dar uma deixadinha quase de costas. Depois, o britânico viu a bola passar por ele, mas deu um tapinha sem olhar e marcou, sendo muito aplaudido. Um lance que chamou atenção foi um lobby espetacular de Murray com 40 a 30 para Nadal no placar. Logo em seguida, o número oito então devolveu a quebra e, em seguida, virou ao confirmar seu serviço.

Tênis Andy Murray Masters 1000 de Roma (Foto: Agência Reuters)
Britânico faz bom jogo, mas não o 
suficiente para derrotar o Miúra 
(Foto: Agência Reuters)

Sacando forte, Nadal levou o game seguinte, e Murray respondeu. Mais tarde, o espanhol salvou dois break points seguidos, mas não evitou o terceiro em bola forte do britânico, que fez 4 a 2. Miúra mostrou por que é o número um do mundo ao conseguir uma quebra e, no game seguinte, ser aplaudido em uma jogada linda pelo meio, matando o rival com um voleio e confirmando seu serviço.

No nono game, Nadal foi ovacionado ao acertar uma bola na linha e chegar à possibilidade de quebra. Murray salvou o break point com um smash, e o espanhol jogou na rede. Em seguida, o britânico conquistou o game, mas o Miúra logo igualou. Com uma longa bola cruzada, o número um do mundo abriu 30/0. Ele aproveitou duas duplas faltas de Murray para fazer 6 a 5 e sacar para o set. Em uma jogada de muita categoria, matou o rival e chegou ao duplo match point e, em seguida, fechou a batalha.



FOINTE:
http://sportv.globo.com/site/eventos/masters-1000/noticia/2014/05/em-duelo-disputado-de-2h40-nadal-bate-murray-e-vai-semi-em-roma.html