sábado, 26 de abril de 2014

Caso Kardec: São Paulo confiante, Palmeiras pessimista, e atleta triste

Tricolor tem convicção de que oferta financeira fará diferença, e Verdão, nos bastidores, admite dificuldade. Postura da diretoria verde irritou jogador


Por São Paulo


Alan Kardec Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)Alan Kardec balançou com a proposta do São Paulo (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

O São Paulo atravessou o Palmeiras na negociação por Alan Kardec e tem convicção de que vai fazer o centroavante pular o muro que divide os centros de treinamento dos dois times. No Tricolor, a confiança é grande. Já nos bastidores do Verdão, há a convicção de que segurar o atleta virou missão muito difícil.

Nos últimos dias, os rivais se comprometeram com o Benfica a pagar 4,5 milhões de euros (R$ 13,7 milhões) pela compra dos direitos econômicos do atacante. Mas o clube do Morumbi aposta na melhor oferta financeira ao atleta e na comissão a ser paga para Marcos Casseb, um dos representantes do jogador, para acreditar no sucesso. O Alviverde, por sua vez, tenta reverter a situação, mas sabe que financeiramente está atrás do rival.

A negociação pela renovação entre Kardec e Verdão começou com algumas ofertas do clube. Primeiro, R$ 170 mil mensais; depois, R$ 180 mil e R$ 200 mil mais a cláusula de produtividade - tudo por um vínculo de cinco anos. O atleta pediu R$ 230 mil. Depois de algumas reuniões, uma oferta de R$ 220 mil mais o bônus por produção deixou o acordo próximo. O Palmeiras ofereceu o montante, aceito pelo jogador e seus representantes. Mas após consulta do gerente Omar Feitosa e do diretor-executivo José Carlos Brunoro, responsáveis pelas conversas, o presidente Paulo Nobre barrou a quantia. Os agentes, então, foram informados de que o clube não poderia mais fechar por aquele valor e ficaram irritados.

A produtividade funcionaria da seguinte maneira: R$ 5 mil por jogo se ele for titular e 40% desse valor caso fique no banco. Ou seja, se o acordo fosse fechado pelos R$ 220 mil e o centroavante atuasse desde o início em todas as oito partidas de maio, receberia R$ 260 mil. Já em abril, com apenas três jogos, ganharia R$ 235 mil. 

Por outro lado, a proposta do São Paulo é de aproximadamente R$ 300 mil, sem produtividade, e ainda com o triplo de luvas (prêmio por assinatura) que ele receberia do Palmeiras. 
 
Além disso, a diretoria do Verdão trabalha com a informação de que o Tricolor oferece aproximadamente R$ 2,2 milhões de comissão para Marcos Casseb, mas isso é negado no São Paulo. O Palmeiras, por sua vez, aceitou pagar ao representante R$ 1,2 milhão em duas vezes. O jogador priorizava a renovação com o Palmeiras, até pela identificação com o clube, mas balançou com a proposta do São Paulo. A postura da diretoria alviverde nas negociações o deixou bastante decepcionado, sobretudo por ter aceito várias condições impostas pela cúpula e por acreditar que suas pretensões não eram absurdar: ele ganharia menos que jogadores como Fernando Prass, Wesley e Valdivia.  

Indeciso, com o quadro de gastrite piorado e sem cabeça, Kardec não deve enfrentar o Fluminense, neste sábado, às 21h, pela segunda rodada do Brasileirão. 


FONTE:

Espanhol cita Camp Nou e vê Arena Pernambuco com localização ruim

Mark Lassise relata problemas de trânsito e transporte e comemora preços tabelados em Porto de Galinhas, na volta do "Olhar Estrangeiro" ao Recife


Por Recife, Pernambuco



O americano Mark Lassise teve outra oportunidade de visitar o estádio Arena Pernambuco pelo quadro "Olhar Estrangeiro". Em 2013, esteve no estádio antes da Copa das Confederações. Dessa vez, ao lado do professor espanhol Jordi Gonzalez, assistiu a vitória do Santa Cruz por 5 a 3 sobre o Náutico, válida pelo estadual. Gonzalez fez uma comparação do estádio com o Camp Nou, do Barcelona, e constatou um problema de localização. Outros pontos visitados por Lassise na cidade foram a praia de Porto de Galinhas, Marco Zero e Associação Japonesa de Recife (assista ao vídeo).


- A grande diferença que eu vejo no estádio Arena Pernambuco para o Camp Nou é a capacidade. Aqui cabem 46 mil pessoas, lá cabem 90 mil. E sobre a localização, o estádio do Barcelona fica dentro da cidade. Aqui fica muito longe - disse Gonzalez.

Turistas chegaram com jogo em andamento (Foto: Reprodução SporTV)
Turistas chegaram com jogo em 
andamento (Foto: Reprodução SporTV)

O caminho até a Arena, que durou 2h30, realmente foi um problema. Antes de partir para a segunda ida ao estádio, Mark Lassise lembrou os problemas enfrentados na primeira visita, como transporte e trânsito. Dessa vez, mais complicações. Por conta de um equívoco no mapa que fica dentro dos trens do metrô da capital pernambucana, o americano passou direto da estação da rodoviária e precisou refazer parte do caminho no sentido inverso, perdendo ainda mais tempo no trajeto.

- Rodoviária era onde nós deveríamos ter descido. Só que nós fomos até o fim (da linha). No mapa, no início, mostra onde o estádio fica. Deviam pôr um adesivo do estádio em cima. "Estádio da Copa do Mundo" - reclamou Lassise.
Ao chegar à rodoviária, outro problema: só havia um ônibus disponível. No caminho, os turistas acompanharam o entusiasmo dos torcedores do Náutico, que cantavam sem parar. Lassise e Jordi chegaram à Arena Pernambuco com o jogo em andamento e o Timbu já vencia por 1 a 0.

Porto de Galinhas
A primeira ação do americano Mark Lassise no aeroporto internacional de Guarapares, em Recife, foi tentar alugar um carro de turismo. Foram necessárias tentativas em diferentes guichês e o valor encontrado foi de R$ 360,00. Na sequência, o americano fez um passeio na praia de Porto de Galinhas, localizada no município de Ipojuca, um dos principais pontos turísticos do estado pernambucano. Lá comemorou os preços tabelados e destacou o valor da caipirinha: R$ 5,00. No Rio de Janeiro, a mesma bebida foi encontrada por R$ 20,00.

Bonecos chamam atenção em Porto de Galinhas (Foto: Reprodução SporTV)
Bonecos chamam atenção em Porto 
de Galinhas(Foto: 
Reprodução SporTV)

- Parece que os preços são todos tabelados. Não há preços abusivos. Eu não me sinto nada roubado aqui - disse Lassise, enquanto pesquisa valores nas barracas da praia pernambucana.

Na praia, Lassise conheceu o italiano Walter Costi, que possui um restaurante de frente para o mar e mora no município há seis anos. Costi elogiou o local, ressaltou a proximidade com o centro, se mostrou entusiasta da forma como o brasileiro vê o esporte. No entanto, também apontou um problema.

- O problema do Brasil é que o território sendo muito vasto tem a questão da logística. A Itália é do tamanho de Pernambuco. Tem partida que vai ser jogada em Manaus e outra no Rio de Janeiro - afirmou Costi.

Associação Japoena de Recife
Mark Lassise também visitou a Associação Japonesa de Recife e conheceu Akira Iyoda, o presidente da organização. O americano teve a oportunidade de experimentar um jogo tradicional no Japão que se chama "gateball", que é uma espécie de sinuca no chão. Lyoda falou da história do futebol japonês e lembrou das mudanças ocasionadas por Zico. Também revelou o desejo de uma melhora na segurança do Brasil.

- Queria que melhorasse na parte de segurança. Se tiver mais segurança, acho que a gente está no céu - disse.

No próximo episódio do quadro "Olhar Estrangeiro", o desembarque acontecerá em Salvador, capital da Bahia.


saiba mais
   
FONTE:
http://sportv.globo.com/site/programas/ta-na-area/noticia/2014/04/espanhol-cita-camp-nou-e-ve-arena-pernambuco-com-localizacao-ruim.html