sexta-feira, 7 de março de 2014

Com Prass novamente inspirado, Palmeiras bate Lusa e se classifica

Goleiro faz três grandes defesas no segundo tempo e garante vitória do Verdão no segundo tempo. Portuguesa ainda corre risco de queda

A CRÔNICA 
 
por Felipe Zito
 
O Palmeiras garantiu classificação para as quartas de final do Campeonato Paulista. Nesta quinta-feira, o Verdão venceu a Portuguesa por 1 a 0 no Pacaembu e se consolidou na liderança do Grupo D do estadual, agora com 29 pontos. Com remotas chances de avançar para a próxima fase, a Lusa se manteve na quarta colocação do Grupo C, com 14 pontos, e ainda está ameaçada de rebaixamento – tem só a 14ª melhor campanha entre 20 participantes, sendo que os quatro últimos caem para a Série A2. O publico pagante foi de 9.984 torcedores, e a renda, de R$ 358.567,50.

Lúcio Palmeiras x Portuguesa (Foto: AE) 
Lúcio, em disputa de bola com Leandro, da 
Portuguesa (Foto: AE)
 
Depois de uma primeira etapa bastante movimentada, mas sem nenhum dos lados balançar a rede, as duas equipes voltaram para o segundo tempo mais ligadas. Em cinco minutos saíram os dois lances que mudaram o jogo. No primeiro, o árbitro Vinicius Furlan errou ao não marcar pênalti em toque de mão de William Magrão, mas isso não fez diferença para os palmeirenses, já que Juninho abriu o placar em cobrança de falta ensaiada.


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Quando a torcida palmeirense ainda comemorava no Pacaembu, um susto. Rondinelly cruzou para a grande área, e William Magrão desviou para a rede. O auxiliar, porém, marcou impedimento e anulou corretamente o gol da Portuguesa. Quando a Lusa conseguiu criar, o ataque rubro-verde parou na excelente fase de Fernando Prass, autor de três grandes defesas e nome importante para a vitória alviverde.

Na próxima rodada, a 13ª do Paulistão, o Palmeiras vai até São José do Rio Preto enfrentar o Paulista de Jundiai, no domingo, às 18h30m (de Brasília). A Portuguesa só volta a campo na terça-feira, às 19h30m, contra o Bragantino.

Blitz inicial
Com três atacantes, o Palmeiras começou a partida tentando pressionar e manter a Portuguesa em seu campo de defesa. Apostando num setor ofensivo veloz, o time de Gilson Kleina envolveu o adversário com uma rápida troca de passes. Os avanços de Wendel e Juninho pelas alas, porém, não foram bem aproveitadas por Kardec e companhia.

Apesar de entrar em campo com três volantes, a equipe de Argel Fucks não se intimidou com a pressão inicial do Verdão. E começou a gostar do jogo depois dos dez minutos, principalmente com os cruzamentos para a grande área palmeirense. Pelo alto, Leandro e Henrique levaram perigo ao gol defendido por Fernando Prass antes dos 20 de bola rolando.

Em dificuldade na defesa, o Palmeiras apostou nas arrancadas de Patrick Vieira para tentar furar a retranca da Portuguesa. Aos 23, após boa jogada individual, o meia tocou para Alan Kardec na saída de Gledson, mas o atacante não conseguiu completar. Quatro minutos mais tarde foi a vez de Wesley arriscar de fora da área e quase marcar um lindo gol.

A boa movimentação do meio de campo alviverde acordou a torcida. Lúcio, Patrick Vieira e Alan Kardec tiveram boas chances de tirar o zero do marcador, mas a grande chance da primeira etapa veio aos 43. Vinicius desviou de cabeça e passou pelo defensor. Cara a cara com Gledson, o atacante tentou encobrir o goleiro, que conseguiu desviar a bola e evitar o gol palmeirense.

Juninho gol Palmeiras (Foto: Leandro Martins / Futura Press)Juninho comemora o gol da vitória do Palmeiras 
(Foto: Leandro Martins / Futura Press)
 
Arbitragem confusa
 O grito de gol interrompido por diversas vezes pelas duas torcidas no Pacaembu durante o primeiro tempo não demorou a sair para os dois lados na segunda etapa. Mas só um valeu. Aos três minutos, o auxiliar viu toque de mão de William Magrão e marcou falta. Apesar de o lance ter sido dentro da grande área, Vinicius Furlan não deu a penalidade. Mas o lance acabou nem fazendo falta ao Verdão. Em cobrança ensaiada, Wesley rolou para Juninho soltar o pé e vencer o goleiro Gledson: 1 a 0.
 
A torcida alviverde ainda comemorava quando os rubro-verdes vibraram. Rondinelly cobrou falta fechada, e William Magrão desviou para o gol. A alegria da Lusa durou poucos segundos, já que o auxiliar anulou corretamente a jogada, anotando impedimento. Atrás do marcador, a Portuguesa partiu para o ataque. E foi aí que a estrela de Fernando Prass brilhou. Aos 20, a bola sobrou para Leandro, que arriscou chute forte de primeira, dentro da grande área. O goleiro caiu no canto esquerdo e conseguiu desviar antes de a bola tocar o travessão.

O camisa 25 ainda encontrou tempo para fazer mais duas boas defesas, em lances com Leandro e Henrique. Preocupado em fortalecer a defesa e conter os avanços de Gabriel Xavier, o técnico Gilson Kleina resolveu fechar o time. Além das entradas de Bruno César e Rodolfo nas vagas de Vinicius e Patrick Vieira, o treinador optou por colocar França no lugar de Mendieta. A tática deu certo, e o Verdão conseguiu segurar a vitória que garante a equipe nas quartas de final do Paulistão.

 
 
FONTE:

Pacotão do Bota: atropelo, trapalhada e erros da arbitragem em Moça Bonita

Henrique leva forte trombada do juiz, que marca pênalti inexistente no jogo contra o Audax. Dória e Bolívar quase entregam um gol, e Helton Leite falha, mas não admite

Por Rio de Janeiro

 
O Botafogo se complicou de vez no Carioca. O tropeço no Audax-RJ, nesta quinta (empate por 2 a 2, melhores momentos ao lado), tornou praticamente impossível a classificação do Alvinegro à semifinal. O tormento vivido poderia ter sido minimizado. Com atuação polêmica do trio de arbitragem, o Botafogo se viu em apuros com erro de Helton Leite. A dupla Dória e Bolívar protagonizou uma trapalhada que quase acabou em gol. Henrique, que entrou no fim, apareceu mesmo por ter sido atropelado pelo árbitro. De todo modo, Edilson mais uma vez esteve disposto a contornar as dificuldades e se destacou com duas assistências.

erros da arbitragem

O empate com o Audax-RJ foi desastroso. E poderia ter sido pior. A auxiliar Alessandra Agra Amorim errou ao marcar dois impedimentos inexistentes em bolas enfiadas para Washington e David, ambas no segundo tempo do jogo. De forma equivocada, a bandeirinha parou os dois lances, de chance de clara para o Audax, ao apontar infração. Por outro lado, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães assinalou erradamente um pênalti de Helton Leite. Na jogada, que acabou por dar números finais à partida, o goleiro nem sequer tocou no rival.

sem mea-culpa

Helton Leite não teve uma de suas melhores atuações pelo Botafogo. Apesar de ter feito defesas sem alto grau de dificuldade, o reserva de Jefferson falhou no primeiro gol do Audax. Helton ainda chegou a tocar na bola, após cobrança de falta de Willian, mas a viu morrer no fundo do gol. Depois do jogo, o goleiro não admitiu a falha e disse que o gol se deu por mérito do batedor.

atropelo

Nenhum jogador simboliza mais o tropeço do Botafogo do que Henrique. Perdido em campo ao entrar no lugar de Tanque Ferreyra, no segundo tempo, o jogador levou cartão amarelo por falta cometida no primeiro lance dele na partida e, logo em seguida, foi atropelado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães no círculo central.

trapalhada
Não bastasse Henrique, a dupla titular da defesa do Botafogo também deu trabalho ao técnico Eduardo Hungaro. Em um lance de total falta de sintonia entre Bolívar e Dória, o atacante Balotelli aproveitou a bobeira dos alvinegros e serviu a Washington. Sorte de Helton Leite que viu a conclusão inacreditável sair por cima do gol.

muito acionado

Nem tudo foi desastroso para o Botafogo. Quem trabalhou na ala direita foi Edilson, bastante ativo em campo. O lateral voltou para ajudar na marcação, contribuiu no meio-campo e subiu com efetividade ao ataque em certos momentos. Dos pés dele saíram os cruzamentos para os dois gols alvinegros na partida.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2014/03/pacotao-do-bota-atropelo-trapalhada-e-erros-da-arbitragem-em-moca-bonita.html