domingo, 9 de fevereiro de 2014

Napoli descarta racismo contra Balotelli: 'Nunca houve no San Paolo'

Choro do atacante ainda rende polêmica na imprensa italiana. Segundo jornal', lágrimas foram por causa da filha reconhecida recentemente pelo jogador

Por Nápoles, Itália


saiba mais

As lágrimas de Mario Balotelli ainda geram especulações na imprensa italiana. Substituído durante a derrota do Milan por 3 a 1 para o Napoli no sábado, o atacante foi flagrado chorando no banco de reservas. Segundo o jornal "La Gazzetta dello Sport", o atleta teria se emocionado por não ter conseguido fazer um gol em homenagem à filha Pia. Porém, pessoas em redes sociais acusaram a torcida do Napoli de racismo, o que foi negado pelo clube em nota oficial neste domingo.

Um vídeo do momento da substituição de Balotelli também tem sido divulgado na internet, com a acusação de que parte da torcida ofendia o camisa 45 do Milan enquanto a maioria o vaiava. Mas não é possível perceber gritos racistas na gravação.

- Em relação a alguns comentários que apareceram no Facebook que Mario Balotelli chorou no estádio, noite passada, por causa de gritos racistas contra ele, o Napoli afirma que, como todos presentes no estádio puderam ver, não houve racismo contra ele, assim como nunca houve racismo no Estádio San Paolo contra ninguém - diz o texto divulgado pelo clube.

Balotelli, Napoli x Milan (Foto: Reuters) 
Após ser flagrado chorando no banco, Balotelli 
assiste à derrota do Milan para o Napoli no 
San Paolo (Foto: Reuters)

Balotelli deixou o gramado aos 28 minutos do segundo tempo, substituído por Pazzini. Em seguida, a transmissão da TV italiana mostrou imagens do atacante chorando no banco de reservas. Após a partida, o técnico Clarence Seedorf não falou em racismo ao comentar as lágrimas do jogador:
- Não há nada de estranho sobre Balotelli chorar. Há muitas emoções envolvidas, e ele não é o primeiro jogador a fazer isso.

Balotelli reconheceu apenas na última quarta-feira a paternidade da pequena Pia, de pouco mais de um ano, fruto do seu relacionamento com a modelo Raffaella Fico. O bebê mora com a mãe em Nápoles e, de acordo com a "Gazzetta", Balotelli havia prometido balançar a rede no Estádio San Paolo para dedicar à menina.

Pia nasceu em 6 de dezembro de 2012, meses após o fim do namoro entre o casal. Entre inúmeros desentendimentos e possibilidades de retorno, Raffaella foi à imprensa diversas vezes para afirmar que Balotelli estava sendo um pai ausente e sequer queria ver a criança. Também ocorreram indas e vindas com relação ao teste do DNA, negado ora por ela, ora por ele. Neste mês, enfim, ele aconteceu, confirmando a paternidade do atacante.

O nome da menina é uma homenagem da modelo ao Padre Pio, padroeiro da região italiana de Campania, que tem Nápoles como capital.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-italiano/noticia/2014/02/napoli-descarta-racismo-contra-balotelli-nunca-houve-no-san-paolo.html

United abusa dos cruzamentos, sofre empate aos 49 e vê Moyes balançar

Diabos Vermelhos cruzam 81 vezes, finalizam 31, mas acabam no 2 a 2 com lanterna Fulham no Old Trafford. Clube presta homenagem a mortos de 1958 antes do jogo

Por GloboEsporte.comManchester, Inglaterra


saiba mais

Diz a maliciosa expressão "Fergie Time" que os minutos de acréscimo na era Alex Ferguson significavam o tempo necessário para o Manchester United chegar ao seu gol salvador. Pois com o substituto David Moyes o feitiço tem virado contra o feiticeiro em todos os efeitos. Após conseguir uma virada relâmpago, os Diabos Vermelhos permitiram o empate do Fulham aos 49 minutos do segundo tempo, por 2 a 2, em pleno Old Trafford, e deixaram o seu treinador na corda bamba diante de mais um tropeço.

A superioridade dos donos da casa foi gigantesca, mas novamente a falta de criatividade tornou-se um problema visível. Mesmo com Juan Mata, Wayne Rooney e Robin van Persie, o Manchester United apelou para os cruzamentos - foram 81 ao longo da partida, quase um por minuto. As estatísticas estiveram a favor na posse de bola (75,4%) e finalizações (31 a 6).



Darren Bent marca, Manchester United x Fulham (Foto: Reuters) 
Darren Bent marca de cabeça e sela o empate 
aos 49 minutos do segundo tempo 
(Foto: Reuters)

O resultado mantém os Red Devils na sétima colocação, agora com 41 pontos, mas a distância para a zona de classificação às competições europeias aumentou. O quinto colocado (Liga Europa) é o Tottenham, com 47 pontos, enquanto o quarto (Liga dos Campeões) é o Liverpool, com 50. Restam 13 rodadas. Para o Fulham, o ponto significa uma motivação extra na luta contra o rebaixamento - soma 20, contra 24 do Sunderland, o primeiro acima da zona.


Antes de a bola rolar, o clube prestou linda homenagem aos mortos em 6 de fevereiro de 1958 no que ficou conhecido como a tragédia de Munique. Ao todo, 23 pessoas morreram - incluindo oito jogadores e três membros do staff - em um acidente de avião.


Homenagem Manchester United Fulham mortos 1958 (Foto: Reuters) 
Homenagem do Manchester United aos mortos 
em 1958 (Foto: Reuters)


'Fergie Time' às avessas


David Moyes, Manchester United x Fulham (Foto: Getty Images)Moyes exibe faceta de preocupação (Getty Images)


Foi o Fulham quem saiu na frente no Old Trafford. Aos 19 minutos, o novo reforço Holtby encontrou Sidwell sozinho em lançamento por cima. O meia completou de primeira e balançou as redes de De Gea.

Desde então o que se viu foi uma enorme pressão dos mandantes, insustentável quando Stekelenburg não conseguiu defender mais o bombardeio de Rooney e companhia. Aos 33 da etapa final, Van Persie escorou passe de Mata na pequena área para empatar. Carrick, aos 35, virou em chute colocado.

Parecia finalmente uma vitória consolável a David Moyes. Mas o castigo surgiu nos acréscimos, como num "Fergie Times" às avessas. Vidic afastou mal, De Gea não segurou a finalização, e Bent aproveitou para igualar de cabeça.



Juan Mata, Manchester United x Fulham (Foto: Reuters) 
Juan Mata não acredita no empate sofrido 
(Foto: Reuters)


FONTE: