quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Kleina aceita oferta, renova e será o técnico do Palmeiras no centenário

Após longa reunião, treinador aceita redução salarial e chega a um acordo com a diretoria palmeirense, que antes tentou fechar com o argentino Marcelo Bielsa

Por Felipe Zito e Marcelo HazanSão Paulo

Gilson Kleina Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / globoesporte.com)Gilson Kleina renovou por mais um ano com o Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)
 
A novela sobre o futuro de Gilson Kleina finalmente chegou ao fim. Na noite desta terça-feira, após uma longa reunião, o treinador definiu sua renovação de contrato com o Palmeiras e seguirá no comando do clube na próxima temporada. O novo vínculo vai até o fim de 2014.

O salário será de R$ 200 mil mensais. É R$ 100 mil a menos do que ele ganha atualmente, mas, com o sistema de bônus oferecido pela diretoria, ele pode receber num mês até o dobro disso - ou seja, R$ 400 mil.

Uma possível rescisão contratual foi definida da seguinte forma: se Kleina for demitido, o Palmeiras precisará pagar a ele o equivalente a  dois salários como multa - a não ser que o técnico arrume outro clube nesse período de 60 dias. Na prática, funciona, portanto, como um seguro-desemprego de dois meses.

Bancado desde o início pelos jogadores, Kleina nunca foi tratado como prioridade pela diretoria alviverde. As conversas com o treinador campeão da Segundona se iniciaram somente após a negociação com o argentino Marcelo Bielsa não avançar.
 
José Carlos Brunoro, diretor executivo do Verdão, viajou para Rosario, na Argentina, acompanhado do vice-presidente Gennaro Marino para negociar com o ex-comandante da seleção chilena e do Athletic Bilbao, da Espanha. A alta pedida salarial de Bielsa – cerca de R$ 1 milhão por mês livre de impostos –, porém, impossibilitou a "contratação de impacto" para o ano do centenário palmeirense.

Sem Bielsa, a diretoria chamou Kleina para conversar e lhe apresentou a proposta com sistema de bônus. O treinador demorou para aceitar. Os termos iniciais previam uma diminuição nos rendimentos mensais do treinador (de R$ 300 mil para R$ 150 mil), o que deixou Kleina ressabiado. Uma segunda proposta foi feita no sábado: R$ 180 mil fixos por mês. Não houve acerto. A terceira oferta foi feita nesta terça-feira e agradou a Kleina: R$ 200 mil.
Apesar de ter se sentido desprestigiado após a sondagem da diretoria a Bielsa, Kleina nunca desistiu de acertar com o Palmeiras.

Contratado em setembro de 2012, ele deixou a Ponte Preta e assumiu o Verdão com a difícil missão de livrar a equipe do rebaixamento para a Série B, objetivo que não foi alcançado. Sem ser apontado como um dos responsáveis pela queda, ele permaneceu e teve a tarefa de montar a equipe para retornar à elite do futebol nacional.

Durante a temporada, o treinador passou por momentos delicados antes de garantir o título da Série B. A histórica goleada sofrida diante do Mirassol, no Campeonato Paulista, e a eliminação na Copa do Brasil para o Atlético-PR fizeram a comissão técnica balançar no cargo. A diretoria, porém, alegando conduta profissional, e por não ter recursos para arcar com a multa rescisória, bancou a permanência nas duas oportunidades. Agora, decidiu renovar com Kleina.

Em 15 meses no comando do Palmeiras, Gilson Kleina já disputou 81 partidas, com 41 vitórias, 18 empates e 22 derrotas.

FONTE:h
ttp://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2013/11/kleina-aceita-oferta-renova-e-sera-o-tecnico-do-palmeiras-no-centenario.html
 

Heróis da resistência: Léo Moura e Baier famintos pela Copa do Brasil

Capitães de Flamengo e Atlético-PR, veteranos contrariam previsões, mostram fôlego e chegam à decisão como destaques dos finalistas

Por Rio de Janeiro

Será algo inédito. Seja qual for o resultado. Para um ou para outro, erguer a Copa do Brasil como capitão do seu clube tem sabor ainda desconhecido. Falta pouco. Muito pouco para que um deles descubra. Léo Moura ou Paulo Baier? Quem terá esse privilégio? Nesta quarta-feira, num Maracanã abarrotado por cerca de 70 mil pessoas, Flamengo e Atlético-PR escrevem o capítulo final da Copa do Brasil 2013, a partir das 21h50m (de Brasília). E caberá ao lateral-direito ou ao meia a honra de erguer a taça, o passaporte para a próxima Libertadores da América.

Montagem Léo Moura e Paulo Baier (Foto: Editoria de arte) 
Léo Moura e Paulo Baier dão o toque de experiência 
na final da Copa do Brasil (Foto: Editoria de arte)
 
Ambos contrariaram previsões e ignoraram o tempo para viver esse momento. Léo tem 35 anos, tem seis títulos pelo Rubro-Negro no currículo, inclusive a Copa do Brasil de 2006, mas jamais ergueu um troféu com a braçadeira. Depois de um 2012 difícil, foi olhado com desconfiança mesmo pelo torcedor mais grato ao que o camisa 2 já fez pelo clube. Na reta final da atual temporada, cresceu, livrou-se de problemas físicos e tornou-se decisivo na campanha que tenta o tricampeonato. Com contrato até 31 de dezembro, espera o título e a renovação.

- É uma vitóra pessoal muito grande. Esse momento que estou vivendo aqui é tremendo, especial demais por tudo que aconteceu no ano passado, as lesões. Esse ano consegui crescer durante o campeonato. Tenho tido sucesso. Tenho que agradecer aos companhieros, foram as principais peças que me motivaram. Eles me ajudaram a voltar a jogar bem. Cada um acreditou em mim de forma especial. Acredito que assim como eu, o Baier é um cara que se cuida bastante, usa experiência em campo – disse Léo Moura.

Paulo Baier, de 39, maior artilheiro da era dos pontos corridos do Brasileirão, com 101 gols, conduz o Furacão, que chega pela primeira vez à final da competição. É líder e busca seu primeiro título nacional na elite do futebol brasileiro. A diretoria, que chegou a cogitar não renovar o contrato do vetereno, não suportou a pressão do grupo e dos torcedores e ampliou o vínculo. Com mais um ano de carreira pela frente, Baier pretende alcançar sua conquista mais expressiva antes de a aposentadoria chegar. É a busca pelo tão famoso final feliz.

- Seria muito importante para mim, em final de carreira, tendo mais um ano de contrato... Ter um título assim pelo clube seria uma coisa marcante, importante também para a minha carreira – afirmou.

O Flamengo está em vantagem depois do placar de 1 a 1 no Durival Britto, em Curitiba, semana passada. O empate sem gols dá ao título aos cariocas. Um novo 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis. Empates a partir de 2 a 2 dão o título ao Atlético-PR. Se houver um vencedor nos 90 minutos, por qualquer placar, este será o campeão.


Leandro Vuaden (RS) apitará a partida, auxiliado por Emerson Carvalho (SP) e Marcelo Van Gasse (SP). A Rede Globo transmite o jogo Globo para RJ, RS, SC, PR, MG, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF. O SporTV e o PFCI mostram o duelo ao vivo para todo o Brasil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances, em Tempo Real, com vídeos exclusivos.

header as escalações 2
Flamengo: o técnico Jayme de Almeida não terá o zagueiro Chicão, que tem um problema muscular na coxa direita e não conseguiu se recuperar. Samir assume o posto. Nas demais posições, nenhum problema. A equipe está escalada com Felipe, Léo Moura, Samir, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antonio, Elias e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane.
Atlético-PR: a principal dúvida é em relação ao substituto de Everton. O técnico Vagner Mancini conta com três principais opções para substituí-lo: João Paulo, Felipe e Dellatorre. O primeiro também pode substituir Zezinho. O lateral Léo, absolvido pelo STJD em julgmamento na noite de terça-feira, depende de liminar para atuar. Com isso, o Furacão deve entrar em campo com Weverton; Juninho (Léo), Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, Zezinho (João Paulo), Felipe (João Paulo ou Dellatorre) e Paulo Baier; Marcelo e Ederson.
quem esta fora (Foto: arte esporte)
Flamengo: o zagueiro Chicão, com lesão na coxa direita, não joga. O volante Victor Cáceres, que se recupera de cirurgia, está fora e só volta ao time no ano que vem.
Atlético-PR: O meia Everton também fica fora pelo terceiro amarelo, recebido no jogo de ida da final. Já Bruno Silva e Roger não podem jogar por já terem defendido outros clubes na Copa do Brasil – Ponte Preta e Sport, respectivamente..


header pendurados (Foto: ArteEsporte)
Flamengo: Chicão, André Santos, Luiz Antonio, Elias e Léo Moura.
Atlético-PR: Weverton, Manoel, Luiz Alberto, Jonas, João Paulo, Juninho, Douglas Coutinho.
* A suspensão resultante de um cartão na final será cumprida pelo jogador em sua primeira partida de uma edição futura da Copa do Brasil.

header_na_historia (Foto: arte esporte)

Flamengo e Atlético-PR se enfrentam pela primeira vez pela Copa do Brasil. Em confrontos pelos Brasileiro, a última vitória do clube carioca sobre o rival aconteceu em um ano de boas recordações, um ano de título. Pela quarta rodada do Brasileiro de 2009, o Flamengo do técnico Andrade venceu o Furacão por 2 a 1 no Maracanã, pela quarta rodada, com gols de Adriano e do zagueiro Antônio Carlos (contra). Rafael Moura anotou para o time paranaense, treinado por Antônio Lopes.

 Clique e veja a ficha do jogo na Futpédia.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-brasil/noticia/2013/11/herois-da-resistencia-leo-moura-e-baier-famintos-pela-copa-do-brasil.html