sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Pacotão do Vasco: show da torcida, erro de arbitragem e gols de estreante

Jovem Thalles mostra personalidade e bom aproveitamento nos chutes, Jhon Cley aplica o drible, mas Renato Silva perde o duelo particular e deixa Walter virar vilão

Por Rio de Janeiro

O time misto para um jogo decisivo, a desvantagem no placar agregado para buscar a classificação na Copa do Brasil e o momento negativo vivido pela luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Nada disso interessou para a torcida do Vasco. Os mais de 36 mil cruz-maltinos presentes ao Maracanã deram um show à parte. E nem mesmo a eliminação após a insuficiente vitória por 3 a 2 sobre o Goiás (veja os lances no vídeo ao lado) - foi derrotado no primeiro jogo por 2 a 1 no Serra Dourada -  estragou o clima de apoio na arquibancada depois de uma partida que teve o brilho de um jovem atacante e um erro grave de arbitragem.


O momento de apoio
Foram 36.061 presentes ao Maracanã (29.937 pagantes). Os vascaínos foram em peso ao estádio e esqueceram todo o momento ruim pelo qual o clube passa em 2013. Esqueçam as vaias. Em 90 minutos, os torcedores se preocuparam exclusivamente em apoiar o time misto. O primeiro gol logo aos dois minutos incendiou a arquibancada. E  fez surgir o canto de "ô, Urubu, pode esperar, a sua hora vai chegar", uma provocação ao rival Flamengo, que seria o próximo adversário caso o Cruz-Maltino passasse para a semifinal. Na saída para o intervalo do jogo, quando o placar era de 2 a 1 e levaria para os pênaltis, muitos gritos de "Vaaaaaasco" ecoavam no estádio. A bola na rede de Amaral, que empatou o jogo no segundo tempo, até causou um período de silêncio. Mas o gol de Willie a 15 minutos do fim inflamou o palco novamente, resgatando os gritos de "eu acredito". Por um gol, a classificação virou eliminação, mas em momento algum os aplausos se transformaram em reclamação.


O erro
Aos 30 minutos do primeiro tempo, Luan subiu sozinho de cabeça na área e estufou a rede. O gol ampliaria a vantagem para 3 a 1, placar que garantia a classificação do time para a semifinal da Copa do Brasil. Só que o lance foi invalidado. O bandeirinha Kleber Lucio Gil viu um impedimento inexistente do zagueiro após o cruzamento de Juninho - Amaral dava condição - e anulou o gol cruz-maltino, que acabou fazendo falta à equipe no fim.
A surpresa
O jovem Thalles, de apenas 18 anos, fez sua estreia como titular entre os profissionais do Vasco. E não decepcionou. O atacante mostrou personalidade para construir jogadas e teve ótimo aproveitamento: dois gols em três finalizações na partida. A revelação cruz-maltina se movimentou bastante, buscou o jogo nas laterais do campo, foi fominha às vezes - poderia ter tocado no segundo gol para Juninho, que estava livre e sequer comemorou mesmo com a jogada errada dando certo -, mas se candidatou a brigar por uma vaga na equipe titular.
O duelo
A zaga reserva do Vasco teve Luan em melhor noite do que Renato Silva. O zagueiro de 30 anos teve participação nos dois gols do Goiás, em ambos marcando Walter - e não evitando a assistência. No primeiro, foi driblado e deu espaço para que o atacante levantasse a cabeça e fizesse passe para Hugo. No segundo, fez a marcação por trás e não conseguiu desmontar o domínio de bola do esmeraldino, que recebeu cobrança de lateral e ajeitou para Amaral. Após a partida, Renato Silva reclamou do fracasso da tática do "sanduíche".

O elástico
Jhon Cley esteve longe de ser um dos destaques da partida. Disperso, esteve fora de sintonia em relação aos demais jogadores e acabou substituído por Marlone aos 29 minutos do segundo tempo. Mas, antes de deixar o jogo, mostrou categoria num lance individual. Ao puxar um contra-ataque pela lateral esquerda do campo no fim do primeiro tempo, o meia aplicou um bonito elástico sobre Vitor, mas o cruzamento passou por Thalles e Reginaldo na área.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2013/10/pacotao-do-vasco-show-da-torcida-erro-de-arbitragem-e-gols-de-estreante.html

Vasco vence, mas Goiás garante vaga na semifinal da Copa do Brasil

Esmeraldino agora enfrenta o Flamengo na próxima fase. Jovem Thalles marca duas vezes, e torcida aplaude atuação dos reservas cruz-maltinos

A CRÔNICA 
 
por GLOBOESPORTE.COM

O Vasco entrou em campo com os reservas, preocupado com a briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O Goiás apelou para a força máxima, consciente de que chegar ao G-4 não é tarefa fácil e de que o caminho mais fácil para a Taça Libertadores é pela Copa do Brasil. Com uma atuação de muita entrega de seus suplentes, o Cruz-Maltino conseguiu a vitória por 3 a 2, insuficiente para assegurar a classificação para a semifinal da competição, mas importante para reconquistar a confiança de um elenco abalado por um desempenho muito fraco no Brasileirão.

O próximo adversário do Goiás, que conseguira vantagem na partida de ida com placar de 2 a 1, será o Flamengo. O primeiro jogo se realizará já na próxima quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Serra Dourada. O Maracanã receberá a partida de volta, no dia 6 de novembro.

O jovem Thalles, uma grata surpresa no comando do ataque, marcou duas vezes no início do jogo, e Willie garantiu a vitória no segundo tempo. O Goiás marcou com Hugo e Amaral, com um gol em cada tempo, ambos com assistência de Walter. O atacante sentiu uma fisgada na coxa direita durante o segundo tempo e virou dúvida para o primeiro jogo contra o Flamengo.
A torcida, que compareceu em bom número na noite desta quinta-feira (36.061 presentes, sendo 29.937 pagantes, com renda de R$ 539.900), empurrou e incentivou durante os 90 minutos. Após o apito final, gritou e aplaudiu o esforço do time.

- O torcedor, quando você dá demonstrações de raça e vontade, sempre entende - afirmou Juninho, lamentando o que definiu como eliminação injusta. - Merecíamos uma sorte melhor. Foi um jogo em que procuramos o tempo inteiro a classificação. É um 3 a 2 que não nos permitiu passar. Lamentamos, e a missão agora é só pensar no Brasileiro.

O zagueiro Rodrigo alertou para o fato de o Goiás ter sofrido dois gols em apenas 16 minutos de jogo.

- São coisas que não estavam acontecendo há quatro rodadas, acho, que é levar gol muito cedo. Nós tomamos dois gols muito rápido. Nossa equipe acordou um pouco para o jogo, mas não foi o suficiente, só para um gol. Depois, na virada do segundo tempo, achou de novo um gol, e aí as coisas se equilibraram e prevaleceu a nossa marcação.

Os dois times jogam no domingo pelo Campeonato Brasileiro, ambos como visitantes: o Vasco pega a Ponte Preta, às 16h, e o Goiás enfrenta o Náutico, às 18h30m.

Walter Vasco e Goiás (Foto:  Dhavid Normando / Futura press) 
O atacante Walter disputa a bola com Yotún no Maracanã (Foto: Dhavid Normando / Futura press)
 
Thalles marca duas vezes
O Vasco entrou com o time praticamente todo de reservas - com relação ao clássico contra o Botafogo, apenas Juninho, Yotún e Fillipe Soutto estavam em campo - e entre eles figurava o jovem Thalles, de 18 anos, que em poucos minutos colocaria fogo na disputa. Escalado no comando do ataque, ele arrancou logo aos dois minutos, quando recebeu belo passe de efeito de Fagner e finalizou com segurança para abrir o placar. Pouco depois, aos 16, Thalles flertou com a irresponsabilidade, mas foi premiado pela ousadia. O passe de Sandro Silva o deixou com a bola na entrada da área. Na direita, Juninho pedia a bola livre de marcação, de frente para o gol. Mesmo marcado, Thalles arriscou o chute, colocado, no canto esquerdo de Renan: 2 a 0.

As iniciativas do Goiás estavam relativamente administradas pelo Vasco, principalmente porque Walter não conseguia entrar no jogo... Literalmente. No início da partida ele se chocou com Renato Silva e feriu a cabeça. O corte sangrava muito, e o departamento médico esmeraldino demorou bons minutos para recolocá-lo em condições de jogo, não antes de trocar duas vezes de camisa. E, na primeira bola que pegou livre, o atacante não marcou, mas exercitou sua outra arma mortal: o passe. A bola longa deixou Hugo na cara de Alessandro: 2 a 1, e o time goiano voltou para a partida.

Com o placar, a disputa seguia para os pênaltis, e os times diminuíram um pouco o ritmo. Ainda assim, o Vasco poderia ter ampliado sua vantagem em duas oportunidades: primeiro com o zagueiro Luan, que teve um gol mal anulado pela arbitragem, alegando impedimento. Depois com Fagner, que jogou fora finalização livre após passe de Juninho.

Goiás se fecha, e Walter sai machucado
Walter deixou o campo no intervalo sem saber se voltaria, pois se queixava de dores na cabeça. Pois voltou e em dez minutos ajudou novamente a criar um lance de gol para o Goiás. Ele recebeu bola da cobrança de lateral dentro da área, usou o corpo e ajeitou para trás para Amaral, que se antecipou e tocou uma bola marota, meio lenta, mas que ainda assim venceu Alessandro. Pouco depois, no entanto, o atacante sentiu um problema na coxa direita e precisou deixar o campo.

Em vantagem, pois com o 2 a 2 o Cruz-Maltino precisava marcar duas vezes para se classificar, Enderson Moreira colocou o volante Welinton Junior no lugar de Walter. Dorival Júnior foi para o tudo ou nada e fez o movimento inverso: lançou o atacante Willie na vaga do volante Sandro Silva. O Vasco esboçou uma pressão em busca do resultado e encontrou dificuldade num time bem postado, que trancou principalmente o lado esquerdo de sua defesa. Mas chegou ao gol da vitória, com Willie, aos 34. A torcida se incendiou, gritou que acreditava e viu Juninho com uma cobrança da entrada da área, já nos acréscimos. Mas a bola foi para fora, e a vaga ficou com os goianos.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/copa-do-brasil-2013/24-10-2013/vasco-goias.html