domingo, 1 de setembro de 2013

Santos se impõe sobre Flu e vence com gols no primeiro tempo

Peixe leva a melhor e bate Tricolor por 2 a 0 no Maracanã. Thiago Ribeiro marca seu primeiro gol pelo clube, Cavalieri falha, e Fred sente les

A CRÔNICA 
 
por GLOBOESPORTE.COM

No duelo entre duas equipes que almejavam se recuperar das eliminações que sofreram na Copa do Brasil, no meio da semana, o Santos levou a melhor sobre o Fluminense na noite deste sábado em um Maracanã com 8.136 pagantes (10.481 presentes e uma renda de R$ 230.740). Venceu por 2 a 0 a partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro e respirou. À vontade em campo, o Peixe abriu dois gols de vantagem ainda no primeiro tempo e agora está na 11ª posição, com 22 pontos.

A vitória dá um pouco de fôlego ao técnico Claudinei Oliveira, que perdeu Gabriel pouco antes de a bola rolar. O atacante teve uma indisposição durante o aquecimento e, por precaução, deu lugar ao meia Leandrinho. Os gols foram marcados por Thiago Ribeiro, seu primeiro pelo clube, e Cícero, em cobrança de falta que conrou com falha de Cavalieri. O meia, que teve passagem pelo adversário, não comemorou.

- Tenho um carinho enorme pelo Fluminense. Vivi uma das melhores fases da minha carreira no clube. Tenho um respeito muito grande pelo torcedor. Agora, estou defendendo o Santos e muito feliz - afirmou.

O Fluminense de Vanderlei Luxemburgo vê a pressão aumentar: permanece com 18 pontos, apenas dois acima da Portuguesa, time que abre a zona de rebaixamento. E tem jogos a mais do que alguns de seus concorrentes contra a degola, como Criciúma, Ponte Preta, São Paulo e Náutico.

Para piorar, viu Fred sentir uma lesão aos 15 minutos do segundo tempo e permanecer em campo mesmo assim, já que Luxa havia feito as três substituições. O atacante deixou o campo pessimista:

- Senti na hora do chute. Machucar é sempre ruim. Preocupa para a temporada inteira, ainda mais com o time nessa situação - disse Fred, sem falar se terá condições de se apresentar à seleção brasileira na terça-feira para dois amistosos.

As duas equipes voltam a campo na quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. O Santos vai enfrentar o Atlético-PR, no Durival de Britto, e o Fluminense pega o Atlético-MG, no Independência.

cícero santos gol fluminense brasileirão (Foto: Pedro Martins / Agência Estado) 
Santistas comemoram gol de Cícero em cobrança de falta (Foto: Pedro Martins / Agência Estado)
 
Santos abre boa vantagem no primeiro tempo

O Fluminense, com Sobis, Fred e Rhayner no ataque, começou a partida com o domínio da bola e parecia que sufocaria o Santos. Mera ilusão. Bastaram 12 minutos para o Alvinegro achar uma brecha na vulnerável marcação do time da casa e abrir o placar com Thiago Ribeiro. Ele aproveitou um cruzamento de Cicinho, da direita, e fez 1 a 0.


Sem criatividade no meio de campo, o Tricolor não conseguia reagir. Tanto que a única chance real de gol que teve foi quando o duelo ainda estava 0 a 0, com Rhayner, que entrou livre na área mas ficou indeciso entre chutar e cruzar - sua conclusão foi uma mistura das duas coisas.

Com boas atuações de Cicinho, Cícero, Alan Santos e da dupla de ataque, que estava se entendendo com o meio, o Peixe tocava bem a bola e deixava o jogo correr. Melhor ainda para os paulistas quando o próprio Cícero acertou uma cobrança de falta, aos 28, e ampliou.

Flu mexe e melhora, mas vê Fred jogar no sacrifício

O Fluminense voltou a campo com Wagner e Felipe nos lugares de Willian e Eduardo. A mudança surtiu efeito, e a equipe passou a pressionar o Santos e levar perigo para o gol de Aranha. O goleiro, quando não conseguia defender, contava com a sorte. Do lado tricolor, houve azar. Fred sentiu lesão muscular e precisou ficar em campo, pois Rhayner tinha dado lugar a Marcos Júnior na terceira substituição. O camisa 9 recebeu um cruzamento limpo para o chute, mas preferiu passar a bola, dando claros sinais de que não estava bem fisicamente.

Aos poucos, o ritmo que os anfitriões estavam imprimindo diminuiu. Sem fazer tanta força, o Peixe achava os contra-ataques e também assustava. Porém, o placar ficou inalterado no segundo tempo.


Fred fluminense santos brasileirão (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera) 
Fred sente lesão e leva a mão à coxa direita durante derrota (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)
 
 
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Brasil embolsa a China, acaba com jejum e é eneacampeão do Grand Prix

Sem dar chances às rivais, seleção de José Roberto Guimarães atropela asiáticas em mais um 3 a 0 e conquista seu nono título da competição

Por Sapporo, Japão

Quando Thaisa mandou sua pancada pelo meio, todo o resto virou mera formalidade. Dependesse dos números, a festa já poderia ter tomado a quadra do ginásio de Sapporo ali, no último ponto do segundo set. Mas as meninas souberam esperar.  Depois de um jejum de três anos, o maior vencedor do Grand Prix voltou a se mostrar soberano na madrugada deste domingo. E de forma implacável. Diante da China, o Brasil apressou os passos para garantir seu nono título. Sem perder sets em toda a fase final, a seleção contou com atuações perfeitas de Sheilla e Dani Lins para vencer as rivais por 3 a 0, parciais 25/15, 25/14 e 25/20, em 1h13m.

Não houve ginásio cheio, pressão da torcida ou mesmo um clima de final. O Brasil ainda contou com uma ajuda extra do lado de lá. Com sua principal jogadora, a jovem ponteira Ting Zhu, de 18 anos, poupada pela técnica Lang Ping, a China pouco conseguiu fazer diante das campeãs. Quando ensaiou uma reação, no terceiro set, pareceu perceber que já não dava mais tempo para mudar o rumo da competição. Assim, a seleção, que poderia até perder por 3 a 2, acabou com a soberania dos Estados Unidos, que levou as últimas três edições do campeonato, e chegou ao nono título. Antes, as brasileiras haviam vencido em 1994, 1996, 1998, 1999, 2004, 2005, 2006, 2008 e 2009.

Brasil seleção Grand Prix comemoração (Foto: Divulgação/FIVB) 
Meninas do Brasil comemoram nono título da competição (Foto: Divulgação/FIVB)
 
Perfeita nos levantamentos e precisa nas largadinhas, Dani Lins deixou a quadra como melhor jogadora da partida. Sheilla, em mais uma bela atuação, foi a maior pontuadora do jogo, com 18 pontos. Fernanda Garay, com 14, e Gabi, com 12, também se destacaram. Do outro lado, em uma China muito abaixo do esperado, Yimei Wang foi o principal nome, com 13 pontos em todo o jogo.

Com o triunfo, o Brasil fecha o Grand Prix com uma campanha perfeita na fase final. Foram cinco jogos, cinco vitórias e nenhum set perdido, com 15 pontos no total. A China, que estava invicta até este domingo, encerra com 10 pontos, na segunda colocação. A Sérvia bateu a Itália na primeira partida do dia por 3 sets a 2 e garantiu a terceira colocação. Japão e Estados Unidos ainda completam a tabela, às 7h10m.

O jogo

José Roberto Guimarães não deve ter entendido muito bem. Do outro lado da rede, as rivais entraram em quadra sem suas três principais jogadoras. Considerada uma estrela em ascensão, a ponteira Ting Zhu foi para o banco, assim como Ruogi Hui. A central Yunli Xu sequer foi relacionada. Como se não tivesse nada a ver com a história, o Brasil teve um início perfeito. Nada de jogar com o resultado: com Sheilla, Gabi e Fernanda Garay inspiradas, a seleção abriu 8/2 com muita facilidade.

Fabiana seleção vôlei Grand Prix (Foto: Divulgação/FIVB) 
Fabiana ataca diante do bloqueio da China durante 'final' do Grand Prix (Foto: Divulgação/FIVB)
 
A técnica Lang Ping ainda tentou arrumar a casa, mas nada parecia mudar muito o cenário em quadra. O Brasil jogava bem e, mesmo com uma pequena evolução das chinesas, não dava brechas para surpresas. Em uma bola para fora das rivais, fechou a parcial em 25/15 e deixou o título encaminhado.

A China até tentou equilibrar no retorno à quadra. Passou a atacar com mais agressividade, dando trabalho à recepção brasileira. Mas nada muito preocupante. Parecia um jogo perfeito. Com pouquíssimos erros, a seleção de Zé Roberto logo desgrudou no placar e chegou à parada técnica com 8/6, em ponto de Sheilla.

O título se aproximava, mas o nervosismo estava todo do lado de lá. A China passou a errar tudo o que não poderia, e o Brasil deslanchou. Nem precisou de muito tempo para assegurar a nona conquista do Grand Prix. Se as rivais ainda salvaram um set point, não conseguiram parar a pancada de Thaisa no meio da quadra: 25/14. A comemoração foi contida: um gritinho de Dani Lins, um outro de Sheilla, talvez em respeito por saber que, por formalidade, a seleção ainda tinha algo a fazer.

Na volta à quadra, o Brasil cochilou. A China se aproveitou e, pela primeira vez em todo o jogo, passou à frente no placar. Mas não durou muito tempo. Em mais um ponto de Thaisa, a seleção fechou o que já estava garantido: 25/20. A festa, então, tomou conta do ginásio japonês, como se já houvesse sido combinado.

Brasil seleção Grand Prix comemoração (Foto: Divulgação/FIVB) 
Seleção festeja ponto durante a partida contra chinesas (Foto: Divulgação/FIVB)
 
 
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