No país onde pretendem conquistar o
planeta, mais recentes campeões mundiais se enfrentam pela semifinal da
Copa das Confederações
Por Alexandre Alliatti, Carlos Augusto Ferrari, Sergio Gandolphi e Victor Canedo
Fortaleza
O calor que maltrata os branquelos de Espanha e Itália também é a
representação de uma espécie de terra prometida para os adversários das
16h desta quinta-feira, no Castelão, em Fortaleza. Eles são os mais
recentes campeões mundiais, e estar em uma semifinal no Brasil, mesmo
que de Copa das Confederações, remete à esperança que alimenta o futebol
das duas seleções nos últimos anos: voltar para cá, disputar a Copa do
Mundo do ano que vem e, se possível, ganhá-la de novo. Mas também é um
jogo que volta um ano no tempo: a Espanha maltratou a Itália no último
encontro entre as duas equipes. Oscilando entre a memória e a esperança,
elas decidem quem pega o Brasil na final.
Balotelli,
ausente por lesão nesta quinta-feira, lamenta goleada sofrida pela
Itália para a Espanha no último encontro entre as duas seleções, na
final da Eurocopa de 2012 (Foto: Getty Images)
São dois gigantes: a Itália, pela enorme tradição, pelos quatro títulos
mundiais; a Espanha, pela recente descoberta de como se vence no
futebol, pelo timaço que montou para arrematar título em cima de título
nos últimos anos. O favoritismo, difícil negar, é da Roja. Mas não custa
lembrar a enorme capacidade da Azzurra de surpreender quando menos se
confia nela.
O jogão é o primeiro encontro entre as duas seleções desde a final da
Eurocopa do ano passado, na Ucrânia, com goleada de 4 a 0 para a
Espanha. Naquele mesmo campeonato, porém, a Roja percebeu que pode ser
batida pelo adversário. Na primeira fase, houve empate por 1 a 1.
A TV Globo, o SporTV e o GLOBOESPORTE.COM transmitem a partida ao vivo. O site também acompanha em Tempo Real.
A festa espanhola
Iniesta, craque da Espanha, é um dos astros dojogão em Fortaleza (Foto: André Durão)
São tempos agitados para a seleção espanhola. A passagem dos campeões
do mundo pelo Nordeste, primeiro no Recife e depois em Fortaleza, foi
marcada por polêmicas, noitadas, confusões. Dentro de campo, porém, a
equipe não poderia ser mais rotineira: vencendo, vencendo, vencendo.
A Espanha chega às semifinais com 100% de aproveitamento, 15 gols
marcados e apenas um sofrido. A campanha é mais sólida do que a da
Itália. O futebol é mais vistoso. O histórico, com a goleada do ano
passado, é animador.
Tem como a Roja não ser favorita?
Para os próprios espanhóis, tem. Desde o início do torneio, eles tentam
rechaçar a ideia de que são os bichos-papões do torneio. O técnico
Vicente del Bosque chegou a colocar o Brasil à frente da Espanha na
briga pelo título. E agora a tática é não diminuir a capacidade da
Itália.
- Sabemos que é muito difícil. Não há favoritos. Qualquer jogada,
qualquer gol, te leva para baixo. Sabemos que viemos de duas Eurocopas
um Mundial conquistados, e somos considerados favoritos por isso. Temos
que desenvolver esse papel. Mas o importante é o que acontece em campo –
disse o volante Sergio Busquets.
A escalação tem indefinições. Fàbregas e Soldado, que conviveram com as
dores musculares na primeira fase do torneio, estão liberados para
jogar. Mas o atacante corre riscos de deixar a equipe por questões
técnicas. Fernando Torres vem atuando melhor do que o artilheiro do
Valencia e pode roubar a sua vaga.
Além disso, Del Bosque não confirmou quem será o goleiro. Ele usou
Casillas contra o Uruguai, Reina diante do Taiti e Valdés contra a
Nigéria. A tendência é de que o goleiro do Real Madrid, capitão da
seleção espanhola, seja o escolhido.
A Itália acredita
Pirlo é a principal arma da Itália contra a Espanha(Foto: Agência AFP)
Depois da derrota por goleada na final da Eurocopa, a Itália tenta não
entrar no clima de revanche que cerca a partida. No entanto, os
jogadores e o técnico Cesare Prandelli sabem que um triunfo sobre os
atuais campeões mundiais encherá de confiança o time que lutará no
segundo semestre para confirmar a vaga na Copa do Mundo.
- Temos um grande respeito pela Espanha. Mas podemos criar
dificuldades. Vamos jogar com personalidade para fazer um grande jogo –
afirmou Prandelli.
Um bom resultado mostrará também que os italianos estão no caminho
certo com a renovação do grupo. Desde a queda na primeira fase do
Mundial de 2010, a Azzurra aposta em atletas mais jovens, substitutos da
geração campeã em 2006. Até aqui, os resultados são favoráveis. A
equipe ficou em segundo no torneio europeu e lidera o Grupo B das
eliminatórias.
O grande problema italiano na Copa das Confederações vem sendo a
defesa, vazada oito vezes em apenas três partidas. Por conta disso,
Prandelli vai adotar o trio titular do Juventus, atual campeão nacional.
Barzagli, Bonucci e Chiellini formam o setor, mudando o esquema 4-3-2-1
para o 3-4-2-1.
A Azzurra ainda sofreu uma grande baixa depois da derrota para o
Brasil. O atacante Balotelli lesionou a coxa esquerda e foi cortado da
delegação. O mesmo aconteceu com o lateral-direito Abate, com uma
luxação no ombro direito. Eles serão substituídos por Gilardino e
Maggio, respectivamente.
Mas a preparação não foi feita apenas de más notícias. O volante Pirlo,
recuperado de uma lesão na panturrilha direita, tem presença garantida.
O outro marcador, De Rossi, cumpriu suspensão pelo segundo cartão
amarelo e também regressa.
ESPANHA X ITÁLIA
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Casillas, Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Xavi, Iniesta, Fàbregas e Pedro; Soldado (Fernando Torres). |
Buffon, Barzagli, Bonucci e Cheillini; Maggio, De Rossi, Pirlo e Giaccherini; Candreva e Marchisio; Gilardino. |
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T: Vicente del Bosque |
T: Cesare Prandelli |
| Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE). Data: 27/06/2013. Horário: 16h. |
| Arbitragem: Howard Webb, auxiliado por Michael Mullarkey e Darren Cann (trio da Inglaterra). |
Transmissão: TV Globo, SporTV e GLOBOESPORTE.COM.
FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-das-confederacoes/noticia/2013/06/revanche-na-terra-prometida-italia-tenta-dar-troco-na-favorita-espanha.html |