sábado, 25 de maio de 2013

Handebol: após 'perrengue', goleira musa da Áustria quer curtir o Brasil

Companheira de equipe de várias atletas da seleção brasileira, Petra Blazek narra problemas para chegar em Cabo Frio para amistoso deste sábado

Por Amanda Kestelman Cabo Frio, RJ


Petra Blazek, goleira da Áustria (Foto: Amanda Kestelman)Petra Blazek, goleira da Áustria, em foto divulgada
pela sua seleção (Foto: Divulgação)

Após cancelamento de voo, aeroportos e trânsito, a seleção austríaca de handebol conseguiu chegar Cabo Frio para a primeira partida amistosa contra o Brasil. Prevista para às 9h da manhã, a entrada no hotel aconteceu somente pouco antes das 22h desta sexta, por conta de um cancelamento em Frankfurt, na Alemanha. Apesar de todo o cansaço, fome e desconforto, as atletas da Áustria estavam sorridentes. A começar pela goleira e musa, Petra Blazak.

- Estou muito feliz de estarmos aqui. Foi difícil. Nosso voo em Frankfurt, na Alemanha, foi cancelado, tivemos que dormir lá na noite passada e viajar hoje (sexta) às 7h da manhã. Estamos cansadas, mas muito animadas para esses dois jogos. Nós conhecemos bem as brasileiras, estamos no mesmo hotel e será muito legal. Mas no jogo, tentaremos fazer de tudo para vencer. Vai ser difícil, até porque, com o atraso, o time não conseguiu treinar junto - disse a goleira.

Com cabelos loiros e lisos, olhos claros e 1,82m de altura, Petra, de 25 anos, confessou que já ouviu de algumas pessoas próximas que deveria ter tentando ser modelo. Mas a ideia não a empolgou. Sua paixão e, sobretudo, vocação, sempre foi o handebol. Goleira do forte time do Hypo Nö, da Áustria, ela atua ao lado de seis atletas que estarão em quadra pelo Brasil neste sábado. E a loira confessa que, com dicas das companheiras, está cheia de ideias para aproveitar seu período no país.

Petra Blazek, goleira da Áustria (Foto: Amanda Kestelman)Petra Blazek sorri em sua chegada no hotel na cidade de Cabo Frio (Foto: Amanda Kestelman)

- É a minha primeira vez aqui. Vamos ter esses dois jogos e depois algumas de nós vão ficar no Rio. Queremos ver toda a cidade, que é muito diferente de tudo na Áustria. Quero ver as praias e todos os monumentos. É tudo tão grande, quero conhecer as pessoas também. Se tivermos tempo, conhecer uma boate, comer a comida. Tudo é tão diferente. As brasileiras nos contaram tanta coisa legal - disse a loira.

Um dos destaques do Hypo Nö, da Áustria, a ponta Alexandra Nascimento, melhor do mundo em 2012, é amiga pessoal da goleira austríaca. Apesar de conhecer detalhes da forma de jogo de grande parte de suas adversárias, ela prefere não fazer projeções.

Alexandra Nascimento e Petra Blazek (Foto: Amanda Kestelman)A jogadora brasileira Alexandra Nascimento e Petra Blazek em Cabo Frio (Foto: Amanda Kestelman)

- Não sei se o fato de nos conhecermos influencia. Vamos ver isso somente no jogo. Vai ser muito difícil para a gente, nós somos um time jovem, em formação. Mas é sempre bom jogar contra grandes equipes, como o Brasil. Tenho certeza que faremos o melhor - completou.

A seleção brasileira de handebol enfrenta a Áustria neste sábado, às 10h (de Brasília), em Cabo Frio, com transmissão ao vivo do SporTV. Na terça-feira, as duas equipes voltam a se encontrar, desta vez em Vitória, às 19h30m (de Brasília). Os dois jogos amistosos da seleção vão servir de preparação para o Campeonato Pan-Americano, disputado em junho, na República Dominicana. O torneio é classificatório para o Mundial da Sérvia, em dezembro.

Austríacas com Dani Piedade (Foto: Amanda Kestelman)Atletas austríacas com a brasileira Dani Piedade na chegada em Cabo Frio (Foto: Amanda Kestelman)
   
FONTE:
http://globoesporte.globo.com/outros-esportes/noticia/2013/05/handebol-apos-perrengue-goleira-musa-da-austria-quer-curtir-o-brasil.html

Bicampeões mundiais de basquete brindam aos 50 anos da conquista

No aniversário do título brasileiro, ex-jogadores se reúnem em São Paulo e recebem homenagem da CBB

Por Marcos Guerra São Paulo


Os abraços são calorosos e recebem amigos de longa data e seus familiares. A euforia não é a mesma daquele 25 de maio de 1963, quando se tornaram bicampeões mundiais de basquete, mas os sorrisos largos e as brincadeiras ao pé do ouvido estão por toda parte. Amaury, Wlamir, Sucar, Paulista, Mosquito, Fritz, Jatyr e Menon se encontram com frequência para botar o papo em dia. Neste sábado, porém, a reunião em um restaurante de São Paulo teve um caráter especial: os ex-jogadores brindaram aos 50 anos da conquista do bicampeonato mundial de basquete pela seleção brasileira.

Bicampeões mundiais de 63 brindam os 50 anos da conquista (Foto: Marcos Guerra)Bicampeões de 1963 brindam aos 50 anos da conquista com o presidente da CBB (Foto: Marcos Guerra)

Pouco a pouco os ex-jogadores e seus entes foram chegando e trocando cumprimentos. O único daquele elenco campeão que não pôde comparecer ao evento foi Vitor Mirshuaswka, que está nos Estados Unidos. Mesmo assim, ele foi representado por seus familiares, assim como Rosa Branca, Ubiratan e Waldemar, que faleceram. Todos receberam camisas com seus nomes emolduradas como uma homenagem da CBB (Confederação Brasileira de Basketball).

- É muito gostoso tudo isso, rever os amigos. Nós sempre estamos juntos. Não poderia ser diferente. É uma festa linda. Temos de manter essa memória viva. Só espero que a próxima homenagem não seja daqui a 50 anos, em 2063, porque acho que não chegarei até lá - Wlamir.
- Toda comemoração é válida para pessoas que passavam 8h na quadra todo dia. É gratificante - completou Paulista.

Cestinha do mundial de 63, Amaury Pasos declarou seu orgulho de ter feito parte de uma equipe tão unida, que passou por cima dos Estados Unidos, da União Soviética e de todas as outras potencias do basquete para se tornar o primeiro bicampeão da história.

Bicampeões mundiais de 63 recebem homenagem da CBB (Foto: Marcos Guerra)Bicampeões mundiais de 63 receberam homenagem da CBB (Foto: Marcos Guerra)

- Somos uma equipe de amigos. Como os mosqueteiros, éramos um por todos e todos por um. Tudo era em função da equipe. Foram esses os valores campeões. Por isso, muito obrigado a todos - disse Amaury.

No entanto, foi Wlamir quem emocionou os presentes ao recordar o técnico Togo Renan Soares, o lendário Kanela, que faleceu há 20 anos e foi representado por seus familiares.

- Abrimos mão de muita coisa motivados pela bola e pelo basquete, mas nós dó fomos responsáveis por 50% daquele título.  Não seriamos muito sem o Kanela ao nosso lado - disse Wlamir.

Vitor, Amaury, Sucar, Rosa Branca e Wlamir, basquete, bicampeão (Foto: Divulgação/CBB)Vitor, Amaury, Sucar, Rosa Branca e Wlamir eram os titulares do time bicampeão (Foto: Divulgação/CBB)

O presidente da CBB, Carlos Nunes, também prestigiou o evento e prometeu novas homenagens aos campeões mundiais.

- Estamos atentos para valorizar conquistas importantes como a do mundial de 1963. Pretendemos fazer novas homenagens e queremos os campeões mundiais ao nosso lado.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/basquete/noticia/2013/05/bicampeoes-mundiais-de-basquete-brindam-aos-50-anos-da-conquista.html