quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cuca destaca importância de ter decidido em casa com vantagem


Treinador enaltece atuação do Galo em goleada em cima do São Paulo. Para ele, resultado dá mais confiança ao time para outros jogos

Por GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte


O técnico Cuca elogiou muito a atuação do Atlético-MG, que goleou o São Paulo por 4 a 1, quarta-feira, no Independência (veja o vídeo). Resultado que confirmou, de forma inquestionável, a classificação para as quartas de final da Libertadores. Para o treinador do Galo, o time mais uma vez soube aproveitar a força recebida das cadeiras e cumpriu o objetivo traçado antes do jogo.

- A gente foi muito feliz. Começamos em cima, já com dez segundos tivemos uma chance, mandamos uma bola na trave, depois mais uma. De uma maneira geral, jogamos muito bem. É difícil citar um destaque. Normalmente, um time que tem sete ou oito destaques vai jogar bem e vai vencer.

Apesar de ter ficado satisfeito com a atuação dos jogadores, Cuca destacou a importância de o Galo ter feito o resultado no primeiro jogo. A vitória sobre o São Paulo por 2 a 1, no Morumbi, na partida de ida, foi determinante, na avaliação do comandante, para jogar com tranquilidade no Independência.

- Temos que ir pensando em partes. Muito do jogo bem jogado e bem feito se deve ao que foi feito na semana passada em São Paulo. Se toma, em São Paulo, 2 a 0, aqui seria outro jogo. Às vezes não tem esta tranquilidade, o São Paulo não vai sair tanto, vai fazer a linha de quatro. Hoje (ontem) São Paulo saiu, jogou bem, mas fomos competentes. Se sempre conseguirmos trazer para casa a igualdade, vamos fortes. Temos sempre que ir certinho, errar menos, para trazer a decisão aqui pra casa.

Para o treinador alvinegro, a forma como o Atlético-MG construiu a vitória em cima do Tricolor Paulista dá confiança para a sequência da competição e também para as final do Campeonato Mineiro, que o Atlético-MG começa a decidir no próximo domingo, contra o Cruzeiro.

- Dá confiança porque se a gente mantiver o pé no chão, a seriedade, o trabalho, a competitividade que teve hoje (ontem), dá uma segurança. Eu sempre falo que o importante é jogar bem. Se jogar bem, uma hora pode escapar a vitória, mas não sempre. Já viemos jogando bem e vamos seguir assim, se Deus quiser.

O Galo aguarda agora o vencedor de Palmeiras e Tijauana-MEX para conhecer o próximo adversário na Libertadores. Perguntado sobre qual time gostaria de enfrentar, Cuca até tentou se esquivar, mas depois admitiu preferência pela equipe paulista. Principalmente, para evitar a viagem ao México e o jogo em campo sintético - piso do estádio Caliente.

- Não podemos escolher adversário. Se o Palmeiras passar é melhor. É do nosso país, a viagem é menor. Mas eles vão medir força. E que passe o melhor.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2013/05/cuca-destaca-importancia-de-ter-decidido-em-casa-com-vantagem.html

Galo dá aula de talento e dedicação ao São Paulo, e segue na Libertadores

Contra um apático Tricolor, Atlético-MG humilha com goleada e um show de dribles de Ronaldinho e espera por Palmeiras ou Tijuana nas quartas


 A CRÔNICA

por Alexandre Lozetti

Um dia o Atlético-MG vai perder no Independência. Um dia... Mas esse dia ainda não chegou e parece longe de chegar. O Galo encontrou no Horto seu refúgio, seu porto seguro, estádio de onde emana energia inexplicável que o torna mais forte e mais vingador. E quem caiu lá desta vez foi o São Paulo. Caiu no Morumbi, na verdade, quando perdeu um jogo que tinha sob domínio. Não conseguiu se levantar e foi massacrado com uma goleada de 4 a 1. Fora o show alvinegro sob o comando de Ronaldinho, que tirou os adversários para dançar com um repertório de dribles desconcertantes.

Como se fosse Usain Bolt contra uma tartaruga, o Atlético-MG ignorou a existência do São Paulo. A vitória atleticana (6 a 2 na soma dos jogos) confirma a campanha avassaladora, a invencibilidade de 33 jogos em seu doce lar e o favoritismo nas quartas de final, seja contra Palmeiras, seja contra Tijuana. O rival será conhecido no próximo dia 14. O Verdão precisa de uma vitória no Pacaembu para ser mais um paulista entre o sonho do Galo e a taça da Libertadores. Sonho mais do que real.

Ronaldinho e Jô, Atlético-MG x São Paulo (Foto: AFP)Ronaldinho e Jô: pura diversão diante de um adversário apático (Foto: AFP)

São sete vitórias em oito jogos. Números que passam pela segurança de Victor e dos gigantes Réver e Leonardo Silva, substituído por Gilberto Silva neste jogo; o equilíbrio de Marcos Rocha e Richarlyson; a marcação ferrenha de Pierre e Leandro Donizete; o talento de Ronaldinho, Bernard, Jô e Diego Tardelli. Pelo trabalho de Cuca, que também superou o trauma pessoal de ser favorito, ter sempre tudo nas mãos, mas morrer na praia. Mais um massacre marcado por inspiração e transpiração, receita infalível de sucesso.

O São Paulo está eliminado - com sua pior derrota na história da Libertadores. Paga pela demora de seu técnico em encontrar a melhor formação, pela ineficiência da diretoria em achar um substituto para Lucas, por atitudes intempestivas de alguns de seus jogadores mais experientes, como Luis Fabiano e Lúcio, e até por certa dose de azar na fase de grupos. E mesmo com tudo isso, tem bom time e pode ser protagonista no Campeonato Brasileiro. Tempo para se preparar é o que não falta. O Tricolor só voltará a campo no dia 26 de maio, contra a Ponte Preta, em Campinas, já pela competição nacional.

Já o Galo terá o tradicional duelo com o Cruzeiro pela final do Campeonato Mineiro. Neste domingo, às 16h (de Brasília), no Independência, o primeiro jogo. Na semana seguinte, assistirá de camarote ao embate entre Palmeiras e Tijuana. Contra qualquer adversário, por ter a melhor campanha, fará o primeiro jogo das quartas de final fora de casa para decidir em seu alçapão.

Ganso e Leando Donizete, Atlético-MG x São Paulo (Foto: AP)Ganso foi bem marcado por Leando Donizete (Foto: AP)

Vamos jogar videogame, São Paulo?

Sabe quando você chega em casa irritado e chama seu irmão mais novo para jogar futebol no videogame, só para relaxar os músculos? Foi mais ou menos assim que o Atlético-MG tratou o São Paulo no primeiro tempo. Para dar um simples passe lateral, os visitantes até suavam e mordiam a língua, tal qual a criança em frente à televisão. Já o Galo fazia de tudo com a maior naturalidade. Passes, dribles, chutes, desarmes.... E gol.

Com menos de 20 segundos, Jô chutou por cima. Com dois minutos, Ronaldinho bateu falta no travessão de Rogério Ceni. Não é tempo de videogame, não. É tempo real, mesmo. Tempo que castigava os são-paulinos, que precisavam de dois gols, mas ainda não haviam descoberto como passar do meio-campo.

Luis Fabiano, Atlético-MG x São Paulo (Foto: EFE)Luis Fabiano e Pierre, em lance de jogo entre Atlético-MG e São Paulo (Foto: EFE)

Como Pierre não tem o hábito de fazer gols, comemorou cada lateral como se fosse um chute no ângulo. Como se fosse um chute de Jô. No ataque do Atlético é assim. Todos podem estar em todas as posições. Tardelli, na direita, lançou Bernard, como centroavante. Toloi tentou desarmar, mas a bola sobrou para Jô, recuado, fuzilar e abrir o placar. Ou melhor. Fuzilar e fazer 3 a 1 no agregado para o Galo, que já vencia desde a semana passada.

A troca de posições no São Paulo era menos inteligente, menos empolgante. Era triste. Douglas, que é e já pediu para ser lateral-direito, foi escalado no ataque mais uma vez. E pelo lado esquerdo. Após o gol, foi para o direito. E Ney Franco tinha três atacantes no banco: Wallyson, Ademilson e Silvinho. Além de Osvaldo, destaque do time no ano, vetado por dores no quadril.

Em 45 minutos, o Tricolor teve uma chance de gol. Ganso recebeu de Carleto e bateu de primeira, mas Victor saiu muito bem em seus pés e defendeu. Do outro lado... Era puro videogame. Jô e Tardelli ganharam de Rafael Toloi, em noite sofrível, mas pararam em Rogério Ceni e na falta de sorte. O zagueirão se recuperou em seguida ao salvar, em cima da linha, tal qual o lateral-esquerdo Ronaldo Luís fazia nos anos 90, um chute de Bernard. Mas era essa a única semelhança com aquele timaço de Telê Santana. E lá se foi o primeiro tempo, com dez finalizações do Galo, e duas do Tricolor. Estatísticas de videogame.

Massacre atleticano, vergonha tricolor

Há duas semanas, Silvinho treinava no Penapolense, à espera do milagre de vencer o São Paulo no Paulistão. Nesta noite, Silvinho estreou na Libertadores, à espera do milagre de virar o jogo contra o Atlético-MG. Como sua trajetória tão rápida é quase um milagre, por que não acreditar? Quando Luis Fabiano recebeu lançamento de Jadson na direita, Silvinho acreditou e correu para a área. A bola do Fabuloso passou pelas mãos de Victor e os pés de Ganso antes de chegar torta ao estreante, que não conseguiu finalizar.

Diego Tardelli, Atlético-MG x São Paulo (Foto: AFP)Diego Tardelli comemora, com Ronaldinho(AFP)

Foi a grande chegada do Tricolor. A única. O cardápio do Galo era vasto. Aceita um Bernard? Vai um Tardelli? Que tal um Jô? Edson Silva quis fazer linha de impedimento e deixou Jô livre. Rafael Toloi, com as pernas trêmulas, tentou recuo para Rogério Ceni. Nem viu Diego Tardelli chegando. Wellington, o jovem Wellington, foi mole tal qual um senhor de idade na dividida com o veterano Ronaldinho. Três erros contra três talentos, e o que era para ser uma simples classificação virou uma humilhação sem precedentes na Libertadores para o São Paulo. Mais dois de Jô, mais um de Tardelli, os melhores em campo.

Precisou ficar 4 a 0 para Ney Franco decidir se preservar. Antes, havia improvisado Douglas, lançado o novato Silvinho e aberto ainda mais o time com Ademilson no lugar de Denilson. Isso que é gostar de andar na corda bamba.
Luis Fabiano aproveitou rebote de Victor em chute de Carleto para fazer um dos gols menos comemorados da história do São Paulo. E Ronaldinho, de olhares, passes e chutes imprevisíveis, não fez mais um gol que entraria para sua galeria de obras de arte. Infelizmente, a bola foi para fora. Mas o jogo já estava 4 a 1. De bom tamanho para a apatia tricolor, de ótimo tamanho para o passeio alvinegro.

Rever, Ronaldinho e Jô, Atlético-MG x São Paulo (Foto: AFP)Réver e Ronaldinho vibram com um dos três gols de Jô (Foto: AFP)


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