quinta-feira, 28 de março de 2013

Autuori deixa discrição e tenta levar o Vasco no ritmo de seus gestos


Técnico mostra intensidade de movimentos à beira do campo para conduzir a equipe em seu jogo de estreia pelo Cruz-Maltino

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro


Paulo Autuori nunca escondeu que trabalhar no Vasco representava um sentimento diferente e que, por isso, há muito tempo não sentia-se tão feliz profissionalmente. Na tarde da última quarta-feira, ele finalmente realizou o desejo de comandar o clube do seu coração. Assim, aquele discreto profissional até começou a partida contra o Olaria mantendo a sua linha. Mas ao longo dos 90 minutos e até o apito final do empate em 0 a  0 ele foi um técnico vibrante e que procurou fazer o grupo jogar no ritmo dos seus gestos.

Quando o árbitro deu início à partida, Paulo Autuori estava sentado no banco de reservas. Parecia que, por ser uma estreia, estava ali mais para observar do que para instruir. Mas pouco tempo depois, teve-se a certeza de que o treinador estava empenhado em fazer o mais rapidamente possível do Vasco um time à sua semelhança. Passou o tempo todo à beira do gramado.
No momento de acompanhar uma jogada, Autuori cruzava os braços. Mas logo gesticulava muito, com movimentos curtos e rápidos. A maioria deles era direcionada a Eder Luis. Queria ver o atacante aparecendo para o jogo e ajudando a recompor a defesa quando o Vasco não tinha a bola. Mostrava aos jogadores a necessidade da bola trabalhada e da chegada ao ataque com velocidade.

Paulo Autuori jogo Vasco Olaria (Foto: Wagner Meier / Agif / Agência Estado)Conhecido pela discrição, Autuori gesticulou muito na estreia (Foto: Wagner Meier / Agif / Agência Estado)

À medida que o tempo foi passando e o Vasco não conseguia fazer o gol que o aliviaria, Paulo Autuori foi mostrando mais agitação. Aplaudia as jogadas mais expressivas – como uma arrancada de Dedé ao ataque que levantou a torcida no primeiro tempo. Passou a olhar com mais frequência o relógio no punho direito usando sempre os óculos de grau pendurados no pescoço. Antes de uma cobrança de falta ou escanteio – fosse contra ou a favor – baixava a cabeça e olhava o gramado, como se estivesse se concentrando para executar a batida.

Pouco afeito a reclamações com a arbitragem, passou a se dirigir ao juiz apenas a partir do fim do primeiro tempo. Mesmo assim, no máximo abrindo os braços para questionar uma decisão. Pouco antes do intervalo, mostrou desânimo com uma jogada errada e foi para o banco de reservas. Mas logo estava de volta à beira do gramado.

No segundo tempo, com a situação mais complicada, Autuori teve uma movimentação mais intensa. Levou as mãos à cabeça e demorou alguns segundos para reagir ao gol perdido por Eder Luis, a chance mais clara do Vasco no jogo. Aplaudiu o atacante. Os braços ficaram menos tempo cruzados e os gestos se intensificaram. Mas o time não acompanhou o ritmo das mãos do treinador. E nem precisou o jogo chegar ao fim para que ele tivesse a certeza de que vai precisar arregaçar as mangas e colocar a mão na massa para fazer o time evoluir.

- Nós vamos chegar a um ponto melhor, mas não vai ser de qualquer maneira. Eu me recuso a fazer as coisas de qualquer maneira - resumiu.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2013/03/autuori-deixa-discricao-e-tenta-levar-o-vasco-no-ritmo-de-seus-gestos.html

Palmeirenses protestam na internet: 'Mercenários e descompromissados'


Torcedores usam as redes sociais para se manifestar contra o time, que perdeu por 6 a 2 para o Mirassol, nesta quarta-feira

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo


Os palmeirenses não precisaram esperar o time encarar os 453 km da viagem de volta de Mirassol para protestar pela vexatória derrota por 6 a 2 para o Mirassol, nesta quarta-feira, pela 15ª rodada do Paulistão. O time ainda jogava no Estádio José Maria de Campos Maia quando as primeiras manifestações surgiram na internet.
Alguns alviverdes se disseram em 'luto' e pediram: 'quero meu Palmeiras de volta'. Em outra imagem que está circulando pela internet, os torcedores recordam o passado vitorioso do clube e criticam o atual momento da equipe.

- Essa camisa pesa para os medíocres e covardes, mas consagra e eterniza craques. Pois uma torcida acostumada com as glórias e grandeza desse gigante com mais de 18 milhões de torcedores não se contenta com mercenários e genéricos descompromissados - diz o protesto.

Aqueles que foram até Mirassol e presenciaram a goleada histórica também mostraram toda a sua insatisfação com o time. Além de xingarem os jogadores e o técnico Gilson Kleina, gritaram contra todo o elenco que participou do rebaixamento para a Série B do Brasileirão no ano passado - mesmo que grande parte já tenha deixado o clube.


palmeiras protesto (Foto: Reprodução)Palmeirenses se revoltaram com derrota para o Mirassol (Foto: Reprodução)

FONTE: