quinta-feira, 28 de março de 2013

Novo palco principal do RJ, Raulino tem pedido de interdição parcial


Vistoria realizada em janeiro também apontou falhas estruturais que colocam em risco a integridade física dos torcedores

Por Richard Souza Rio de Janeiro

Aberta rachadura e torcedores Raulino de Oliveira (Foto: Richard Souza)Rachadura no Raulino de Oliveira. Ao fundo casal de torcedores (Foto: Richard Souza)

A solução pode virar um novo problema. Alternativa para a interdição do Engenhão, o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, será o palco de clássicos, semifinais e finais no Campeonato Carioca, segundo divulgou a Federação de Futebol do Rio nessa quarta-feira. O problema é que, assim como o estádio da capital, o Raulino também tem problemas estruturais, e sua lotação poderia causar riscos aos torcedores.

O GLOBOESPORTE.COM teve acesso ao último laudo de engenharia da secretaria municipal de Planejamento, elaborado em 14 de janeiro deste ano, que apontou que a estrutura de um dos setores da arquibancada está comprometida devido a uma rachadura de seis metros, o que coloca em risco a integridade física dos torcedores. A interdição do espaço foi recomendada. No entanto, na vitória do Flamengo sobre o Bangu, na noite da última quarta-feira, a área foi utilizada pelos rubro-negros normalmente.

Clique e veja a galeria de imagens das rachaduras no Raulino de Oliveira

Procurada, a Federação do Rio avisou que se pronunciaria sobre a questão nesta quinta.

“Recomendamos, o mais urgente, interdição imediata do acesso N às arquibancadas. Bem como, a também interdição de um trecho de aproximadamente 20 metros para cada lado do citado acesso, proibindo-se a ocupação neste trecho (...). As anomalias encontradas são classificadas pela Norma de Inspeção Predial Ibape/SP – 2011, item 12.1.1, como Endógenas (que se formam no interior), e o grau de risco como Crítico, item 13.1”, diz um dos trechos do documento de quatro páginas.

Nenhuma providência foi tomada. Com base nas informações do laudo, a Ferj poderia solicitar a qualquer momento a interdição parcial ou até total do Raulino até que as falhas fossem corrigidas. Porém, os jogos do estadual têm sido realizados sem fiscalização no local.


estádio Raulino de Oliveira Volta Redonda detalhe (Foto: Divulgação / Site Oficial do Volta Redonda)Marcação na foto acima mostra o acesso N à arquibancada (Foto: Site do Volta Redonda)

A inspeção mais recente apontou um resumo de anomalias constatadas em 12 de abril de 2012. A vistoria de janeiro, nove meses depois, mostrou que nenhuma providência havia sido tomada. No laudo, um item cita rachaduras na laje de acesso às arquibancadas.

“Em observação ao problema, nota-se que no ponto de encontro das lajes e piso há diferença no grau de inclinação, sito no local onde se encontra o acesso às arquibancadas (acesso azul, sala no depósito nº 6). Neste local houve o esmagamento da estrutura de concreto armado existente, causando rachadura no encontro das duas lajes, que se apoiam sobre a viga metálica de sustentação da estrutura (...). Por baixo do piso nota-se que uma das lajes está perdendo o seu ponto de apoio, devido à ruptura do concreto no local, e que se observa o seu prolongamento a extensão aproximada de seis metros”, aponta outro trecho.

A análise dos engenheiros destaca ainda que é necessário um reforço estrutural, já que as condições oferecem riscos, e diz que existem outros pontos de futuras falhas.


Rachadura detalhe Raulino de Oliveira (Foto: Richard Souza)No detalhe, rachadura no Raulino de Oliveira(Foto: Richard Souza)

“Por considerar uma situação grave devido à destinação específica de suportar cargas dinâmicas móveis de pessoas (torcedores) causando forte impacto na estrutura (em dias de jogos). Há a necessidade que se monte um esforço estrutural na parte inferior desta laje de modo a aumentar o seu apoio, evitando-se assim o rompimento total do encontro das estruturas das lajes pelo colapso total devido à ruptura da estrutura (...) a existência de novos focos de possível ruptura da estrutura, similar ao que está ocorrendo nesta seção da arquibancada”.

Ainda de acordo com o documento, os problemas do estádio Raulino de Oliveira ultrapassam as rachaduras no setor de arquibancadas. Também foram constatados pelos técnicos da prefeitura: vazamento nas Academias da Vida e Musculação provocado pela chuva, trinca na alvenaria do túnel central e afundamento no piso do corredor B. Além dessas questões, que foram apontadas pela vistoria de engenheira do ano passado, o laudo de 14 de janeiro decreta:

“Deverão ser tomadas medidas em caráter de urgência, até para que se garanta a segurança dos usuários”.

O Raulino de Oliveira tem capacidade para receber 20.255 torcedores.
 Segundo o GLOBOESPORTE.COM apurou, em caso de interdição parcial, o número teria de ser reduzido em 15% (cerca de 3.040 pessoas).
Recomendações do laudo:

* Revisão com substituição de assentos, inclusive muitos se encontram com parafusos de fixação à mostra, oferecendo risco imediato;

* Recapeamento asfáltico da pista de rolamento para veículos de apoio no entorno do campo de jogo;

* Pintura de toda a arquibancada, tendo em vista o mau aspecto apresentado no momento;

* Pintura de toda a estrutura de sustentação da cobertura das arquibancadas;

* O mais urgente: interdição imediata do acesso N à arquibancada, bem como a também interdição de um trecho de aproximadamente 20 metros para cada lado do citado acesso, proibindo-se a ocupação neste trecho.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/campeonato-carioca/noticia/2013/03/novo-palco-principal-raulino-tem-pedido-de-interdicao-parcial.html

Na estreia de Autuori, Vasco volta a jogar mal e fica no empate com Olaria

Cruz-Maltino não sai do 0 a 0, soma apenas um ponto na Taça Rio, é penúltimo colocado, e torcida grita 'time sem vergonha' em Moça Bonita


 A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

Era um dia de novidade. Um sopro de esperança para os cruz-maltinos. Mas fora a estreia de Paulo Autuori como técnico e algumas mudanças no time titular, o Vasco nada teve de novo em campo. Erros de passes, de finalizações, técnica limitada e um empate por 0 a 0 com o Olaria, em Moça Bonita, na tarde desta quarta-feira, pelo Grupo A da Taça Rio (segundo turno do Campeonato Carioca).

A situação na tabela de classificação piorou. O Vasco somou seu primeiro ponto, após duas derrotas nas rodadas iniciais, e está a oito de distância do líder Volta Redonda, que bateu o Madureira por 1 a 0 e manteve seus 100% de aproveitamento. O Botafogo, que soma seis, teve seu jogo contra o Friburguense adiado - passou de quinta-feira para 10 de abril. O Olaria soma cinco pontos e está em terceiro lugar.

- Lamentamos, não faltou luta. Hoje na minha opinião o time estava mais organizado. As chances mais claras foram nossas na partida. Talvez o Vasco merecesse sorte melhor. Só temos um ponto, isso é um sinal de alerta. Temos que ficar preocupados, pois os adversários vão se distanciando, e as coisas vão ficando difíceis - disse Carlos Alberto.

A torcida cruz-maltina voltou a exibir a faixa com a mensagem “Clássicos em São Januário”, discordando da decisão da Federação do Rio de passar os jogos entre os grandes para o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. E discordou também do futebol apresentado com novos gritos de “time sem vergonha”.

O Vasco, que completou quatro partidas sem marcar um gol sequer, volta a campo daqui a uma semana, na próxima quarta-feira, para o clássico contra o Botafogo, no Raulinho de Oliveira. O Olaria pega o Friburguense no domingo, às 16h (de Brasília), no Eduardo Guinle.


Eder Luis jogo Vasco Olaria (Foto: Bruno Gonzalez / Ag. O Globo)Eder Luis faz cara com pouca empolgação após lance contra Olaria (Foto: Bruno Gonzalez / Ag. O Globo)

Que dureza
Antes de a bola rolar, Paulo Autuori dizia que torcia por uma vitória, "mas sempre jogando bem".  Mas o que time fez foi jogar mal, muito mal. Eder Luis tentava uma jogada pela esquerda, e nada. Carlos Alberto queria organizar o time, mas tudo continuava desorganizado. Tenorio corria, mas não finalizava. Os laterais cruzavam, e a bola ficava com a defesa. Wendel cobrava a falta, bola para fora. Dedé arrancava bonito com a bola, passe errado. Fellipe Bastos cobrava escanteio, chutava de fora da área e apenas acumulava chances perdidas.

O Olaria também errava. Houve um chute de Erick Santos de fora da área, com Alessandro espalmando, e uma finalização para fora de Zé Carlos (ex-Botafogo e Flamengo). E só. O que restou de bom foi a sinceridade de Thiago Feltri ao deixar o campo:

- Estamos pecando mesmo na parte técnica.

Segue o jogo (ruim)...

Paulo Autuori parecia incomodado. Tanto que, ainda aos 26 minutos da etapa inicial, já demonstrava a vontade de mudar. A conversa com Pedro Ken ao pé do ouvido no banco de reservas deixou isso claro. E o meia entrou no lugar de Wendel na volta do intervalo. Efetivamente, o que mudou mesmo foi a vontade do time - acertando ou errando. Tenorio fez bem o pivô antes de mandar a bola para Carlos Alberto, que tocou para o meio da área e encontrou Eder Luis com o gol aberto. O atacante mandou no travessão. Tudo isso com cinco minutos.

Doce ilusão. Alessandro rebateu um lance para o meio da área. Susto. Dedé errou a saída de bola. Contra-ataque do Olaria. Mas Renato Silva aliviou a barra do companheiro de zaga ao cortar o toque de Erick Santos que seria mortal. Outra vez Paulo Auturi agiu: saiu Thiago Feltri, entrou Elsinho. Nei passou a jogar na lateral esquerda. Saiu Fellipe Bastos, entrou Dakson. Coincidentemente, saíram dois jogadores promovidos ao time principal pelo técnico.

De nada adiantou. Como disse Carlos Alberto durante a semana para os torcedores que invadiram o campo, "é o que tem para hoje".


Paulo Autuori jogo Vasco Olaria (Foto: Wagner Meier / Agif / Agência Estado)Autuori gesticula: técnico fez três modificações no empate (Foto: Wagner Meier / Agif / Agência Estado)
 

FONTE: