quinta-feira, 14 de março de 2013

TAÇA RIO - 1ª RODADA - Resende atropela no segundo tempo, faz três em 23 minutos e vence o Fla

Irreconhecível após bom primeiro tempo, Rubro-Negro desperdiça dois gols de vantagem e decepciona diante do pior público de um grande no Carioca


 A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

Hernane voltou a marcar, Rafinha chegou a ter algum destaque, mas o Flamengo do primeiro turno parou aí na estreia na Taça Rio, nesta quarta-feira, contra o Resende. Com 23 minutos de respeito na volta para o segundo tempo, o time do Sul fluminense transformou um 2 a 0 até certo ponto tranquilo para os rubro-negros em vitória por 3 a 2, e galopou montado na zebra no Engenhão. Robert, Elias e Dudu foram os responsáveis pela virada, enquanto o Brocador e Elias completaram o placar.

E a noite foi de decepção dupla: em campo e nas arquibancadas. Com apenas 1.413 pagantes, a partida foi a de pior público envolvendo grandes na competição. Apostas de Dorival Júnior para o segundo turno, Rodolfo e Alex Silva tiveram atuações abaixo da média, com o defensor, que voltou a ser titular após mais de um ano, vacilando nos dois primeiros gols do rival.

- (O time foi) irreconhecível no segundo tempo, sem atenção. Acho que nem contra o Botafogo jogamos tão mal. Futebol é assim. Serve de lição, é segunda vez que acontece isso - lamentou o flamenguista Elias, referindo-se também à derrota na semifinal da Taça Guanabara.

A vitória deixa o Resende na primeira colocação do Grupo B, com três pontos, enquanto o Flamengo é lanterna. Esta foi a única partida da Taça Rio até o momento. No próximo dia 23, o Rubro-Negro encara o Boavista, às 18h30m (de Brasília), no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Já o Resende recebe o Macaé, no Estádio do Trabalhador, no mesmo dia, às 16h.

Dudu comemora, Flamengo x Resende (Foto: Celso Pupo/Agência Estado)Dudu comemora o terceiro gol do Resende no Engenhão (Foto: Celso Pupo/Agência Estado)

Rafinha aparece bem, e Hernane acaba com jejum
Público baixo, caras novas e ritmo acelerado. Durante toda boa campanha na Taça Guanabara, os jogadores do Flamengo repetiram que o segredo para evitar zebras era entrar em campo tratando todo jogo como decisão. E foi assim que aconteceu no início contra o Resende. Com meio-campo mais povoado do que o costume, com a presença de Rodolfo, e Rafinha disposto a provar que poderia, sim, se reinventar, como pediu Dorival Júnior, os Rubro-Negros tomaram conta do campo de ataque e mostraram força no primeiro tempo.

Com a camisa 10, Rodolfo não se privou ao lado esquerdo do campo, como acontecia com Carlos Eduardo, e, ao revezar bastante com Rafinha, dava indícios de que o 4-3-3 bem definido do primeiro turno terá variações com o 4-4-2 daqui para frente. Com maior aproximação no meio-campo, Elias e Ibson chegavam também ao ataque e dificultavam ações do Resende, praticamente restritas a chutes de longe e bolas paradas do meia Marcel.

Hernane comemora, Flamengo x Resende (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)Hernane voltou a marcar após dois jogos e deu assistência (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Após assustar em arremates de fora da área e desperdiçar boas oportunidades em tramas pelas laterais, o Flamengo chegou ao seu gol aos 23 minutos. Inquieto, Rafinha apareceu bem pelo meio e abriu boa jogada para Léo Moura na direita. Com liberdade, o capitão do Flamengo dominou, olhou e cruzou na medida para Hernane subir com estilo e testar no canto direito de Mauro: 1 a 0, e fim do “jejum” de duas rodadas do artilheiro do Carioca. Valeu a pena o trabalho intenso de finalização da véspera.

Mesmo em vantagem, os Rubro-Negros não diminuíram o ritmo. Tanto que sete minutos foram suficientes até o segundo gol. Aos 30, Elias, que participou bastante das ações ofensivas, tabelou com Hernane na entrada da área. O Brocador fez o pivô e rolou na medida para o camisa 8 encher o pé, sem chances para Mauro. Foi o primeiro gol do jogador pelo Fla. A desvantagem até contribuiu para que o Resende fizesse com que Felipe participasse um pouco do jogo, mas sem maiores perigos até a ida para o intervalo.

Em 23 minutos, Resende vira o jogo

Gonzalez, Flamengo x Resende (Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo)González disputa lance em derrota do Flamengo no Engenhão (Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo)

Na volta para o segundo tempo, toda intensidade e eficiência do Flamengo mudaram de lado. Com Robert e Kim nos lugares de Leozinho e Denílson, o Resende se impôs de forma surpreendente diante de um adversário disperso. Tanto que, logo aos três minutos, Robert diminuiu e deu motivação extra ao time do Sul fluminense. Após lançamento longo de Elias, o atacante se deslocou para se afastar de Alex Silva e contou com domínio errado de González, que vinha na cobertura, para invadir a área e tocar na saída de Felipe.

O golpe não foi suficiente para acordar o Flamengo, que via o adversário cada vez mais efetivo no campo de ataque. Felipe ainda parou bons chutes de fora da área, mas nada pôde fazer aos 15. De volta ao time titular após mais de um ano, Alex Silva mais uma vez vacilou. Filipi cruzou no primeiro pau, e Elias se antecipou com certa facilidade a Pirulito para mergulhar de peixinho e empatar.

A igualdade abateu ainda mais o Flamengo. Ciente do apagão de sua equipe, Dorival Júnior trocou Rodolfo e Ibson por Gabriel e Cléber Santana. Ainda assim, o Resende seguia senhor do jogo. Na base do cruzamento e do abafa, o Rubro-Negro tentou se reerguer, mas sofreu o terceiro gol aos 23. Foi quando Marcel cobrou falta da intermediária para Dudu, em posição de impedimento, vencer disputa com González e, de cabeça, decretar a virada: 3 a 2.

Desorganizado, o Flamengo ainda se mandou com tudo para o ataque, mas se perdeu entre pedidos de pênaltis e cruzamentos sem direção. Destaques nos minutos iniciais, Rafinha e Hernane novamente não apareceram em situação de pressão, e o Resende voltou para casa com a maior surpresa do Carioca até então.


FONTE:

Com Pacaembu lotado, Corinthians mostra força e dá o troco no Tijuana

Timão se recupera de derrota na grama sintética e faz 3 a 0 com autoridade no time mexicano. Após punição, estádio recebe mais de 33 mil torcedores


 A CRÔNICA
por Diego Ribeiro

Os melhores 45 minutos do Corinthians no ano foram suficientes para a equipe de Tite conseguir vencer e convencer na revanche contra o Tijuana, nesta quarta-feira, no Pacaembu. Mordido após a dura derrota na grama sintética do México, semana passada, o Timão fez 3 a 0 nos Xolos, mostrou impressionante autoridade no primeiro tempo, apenas administrou no segundo e voltou a ficar em situação confortável no Grupo 5 da Taça Libertadores. O adversário, que não havia levado um gol sequer na Libertadores, volta para casa com três na bagagem.

Melhor para a torcida alvinegra, que lotou o Pacaembu e pôde ver o primeiro jogo internacional da equipe após o título do Mundial de Clubes no Japão – a partida contra o Millonarios teve portões fechados após a punição da Conmebol por conta da morte de Kevin Espada, atingido por um sinalizador na primeira rodada da chave. Mais de 33 mil compareceram ao estádio, vibraram com os gols de Alexandre Pato, Guerrero e Paulinho, gritaram "olé" nos minutos finais do confronto e irritaram um Tijuana mais interessado em bater do que em jogar futebol.


A única preocupação ficou por conta de Pato, que deixou o jogo com um incômodo muscular logo após o seu gol, aos 25 do primeiro tempo. A boa vitória levou o Corinthians aos sete pontos no grupo, contra nove do ainda líder Tijuana. O Millonarios tem três pontos e enfrenta o San José (com um pontinho só) nesta quinta-feira, na Bolívia.

Pela competição internacional, o Corinthians só volta a jogar dia 3 de abril, contra o Millonarios, na Colômbia. Sábado tem duelo pelo Campeonato Paulista, às 18h30m (de Brasília), no Pacaembu, contra o União Barbarense.

Pato Corinthians x Tijuana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Pato comemora o gol marcado, pouco antes de sair machucado (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

'O Pacaembu fica muito mais bonito com vocês'
A faixa com os dizeres acima foi levada pelos jogadores do Corinthians para o gramado do Pacaembu e serviu para homenagear a torcida, que pôde assistir no estádio ao primeiro jogo de Libertadores desde o título mundial, em dezembro – devidamente lembrado num mosaico nas arquibancadas. Depois de uma partida sem graça e sem torcida contra o Millonarios, o Timão resolveu brindar seus fanáticos com os melhores 45 minutos da temporada.

Em um jogo grande, com a pressão por uma vitória, os comandados de Tite deram a resposta esperada. Bem mais solto do que na grama sintética do México, o Timão resolveu o problema chamado Fidel Martinez com um antídoto dos bons: Renato Augusto. Taticamente perfeito, o meia caiu pelo lado direito do ataque, segurou os avanços do "Neymar equatoriano" e aproveitou as deficiências do lateral-esquerdo Ábrego, que levou um baile na primeira etapa.


Corinthians mensagem pacaembu (Foto: Marcos Ribolli)Corinthians entrou em campo com homenagem (Foto: Marcos Ribolli)

Com Renato, as melhores chances apareceram pelo lado direito. Dois chutes por ali exigiram duas boas defesas de Cirilo Saucedo. Nervoso, o goleiro do Tijuana gritava com seus companheiros e pedia que o time saísse da defesa. Só conseguiu ver alguns lances esporádicos de Riascos pela direita do ataque, onde Fábio Santos mostrou-se tão desatento quanto no primeiro jogo. Na prática, porém, a defesa alvinegra não teve tanto trabalho.

Renato Augusto foi o personagem que fez outros brilharem. Aos 25, na sua terceira conclusão a gol, a insistência deu resultado. Um chutaço da entrada da área bateu três vezes na trave antes de encontrar o pé do iluminado Alexandre Pato, que só empurrou para a rede e, desta vez, não precisou visualizar uma torcida para comemorar com ele – contra o Millonarios, no Pacaembu vazio, ele dizia ter imaginado a massa corintiana na hora de celebrar.

O segundo gol na Libertadores, após 11 confrontos seguidos, teve seu preço. Com um incômodo muscular, Pato deixou o gramado logo depois, substituído por Romarinho. Sem ele, havia Guerrero. Aos 35, Renato Augusto fez outra boa jogada pela direita, Alessandro desviou, e o peruano acertou bela finalização: 2 a 0.


Guerrero gol Corinthians x Tijuana (Foto: EFE)Com os punhos cerrados e olhos fechados, Guerrero comemora segundo gol do Corinthians (Foto: EFE)

Ritmo cai, mas Timão se garante
A atmosfera do primeiro tempo foi tão boa para o Corinthians que o time achou que já tinha tudo resolvido, mesmo com 45 minutos por jogar. Com Martinez e Riascos menos vigiados, o Tijuana voltou a lembrar aquele time que sufocou o rival brasileiro no México. Alessandro teve as velhas dificuldades em marcar o arisco equatoriano, mas este não estava tão inspirado quanto na semana passada.

A má pontaria dos mexicanos, aliás, foi a responsável pelo Corinthians não tomar grandes sustos. Arce teve boa chance após bate-rebate dentro da área, mas mandou para longe. Minutos depois, Moreno perdeu nova oportunidade em contra-ataque. O técnico Antonio Mohamed tirou o fraco Ábrego e colocou Garza na lateral esquerda, neutralizando a principal jogada corintiana na partida.

O jogo ficou amarrado, e coube à torcida manter o clima de Libertadores. Graças a ela, corintianos e mexicanos chegaram com mais força em algumas divididas, esboçaram alguns desentendimentos, mas não deram trabalho ao árbitro Enrique Osses. Paulinho, então, deu números finais à partida aos 36 minutos, quando fez o terceiro de cabeça. O 3 a 0 ficou de bom tamanho para o Timão, que agora encontra-se em situação confortável no Grupo 5, e para a torcida, que viu grande atuação no primeiro tempo e ganhou esperança de ver a equipe chegar longe na busca pelo bicampeonato.


Corinthians x Tijuana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Torcida do Corinthians faz mosaico lembrando o bi do Mundial (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)


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