domingo, 14 de outubro de 2012

Flu busca virada polêmica sobre a Ponte e mantém folga na liderança

Gols de Fred e Gum, em lances discutíveis de arbitragem, rendem virada ao Tricolor: 2 a 1 sobre a Macaca em São Januário


 A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

Com uma dose considerável de sofrimento e outro punhado de polêmica, o Fluminense manteve nove pontos de folga sobre seu concorrente mais próximo, que agora é o Atlético-MG. O líder do Brasileirão venceu a Ponte Preta por 2 a 1, de virada, após levar gol no primeiro minuto da partida em São Januário. Os lances do triunfo tricolor foram questionáveis: o de Fred nasceu de um pênalti inexistente, em toque de mão de Luan, e o de Gum se originou em falta discutível sobre Marcos Junior.

A atuação do Fluminense, que jogou diante de 16.029 pagantes, não foi das melhores. Ganhou mais no sufoco do que na qualidade depois de Luan abrir o placar para a Ponte Preta - que mais matou tempo do que jogou futebol no segundo tempo. No fim, alívio para o líder, que conseguiu manter a distância de nove pontos sobre o Atlético-MG (68 contra 59), que também virou seu jogo - 2 a 1 sobre o Sport. O Grêmio, outro concorrente, empatou por 1 a 1 com o Botafogo e ficou com 57. É justamente o próximo adversário do Flu, quarta-feira, no Engenhão.


A Ponte Preta segue com 37 pontos. É a 14ª, dez à frente da zona de rebaixamento. O time de Campinas volta a campo na quinta-feira, no Recife, contra o Sport.

O Fluminense, até este domingo, havia saído atrás no placar em seis das 29 partidas. E virara apenas uma delas. A segunda veio em uma cabeçada de Gum aos 43 minutos do segundo tempo.

- Papai do Céu tem me abençoado. Sou um cara feliz, é um momento especial, e fico feliz de poder ter feito esse gol decisivo e ajudado o Fluminense nessa reta final do campeonato, que é muito difícil. Nós queremos o título - afirmou Gum.

Fred fez seu 15º gol no campeonato, o quarto de pênalti, e continua empatado com o são-paulino Luis Fabiano, que marcou na vitória por 2 a 0 sobre o Figueirense. Bruno Mineiro, da Portuguesa, tem 14.


Gum fluminense gol ponte preta (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Zagueiro voador: Gum abre braços para comemorar gol de cabeça (Foto: Dhavid Normando/Photocamera)

Gol precoce
Três toques de perna direita: o domínio, a ajeitada para encaixar o corpo e a conclusão. Um segundo de viagem no espaço para a bola: da chuteira de Luan até o ângulo de Diego Cavalieri. E uma revolução nas perspectivas do líder do Campeonato Brasileiro para a partida em São Januário. Com um minuto de jogo, o golaço do atacante da Macaca já deixou o Fluminense na obrigação de uma virada.

O time tricolor não está acostumado a sair atrás no placar. Mas não tinha jeito: era tentar mudar o panorama ou sofrer com a desconfiança da aproximação dos rivais na tabela. O gol modificou o comportamento habitual do Fluminense, que ficou mais apressado. Um exemplo: alçou 14 bolas na área apenas no primeiro tempo, contra 18 do jogo inteiro na rodada anterior, diante do Bahia. Mesmo assim, a bola mal chegou a Fred, que somou apenas três passes nos 45 minutos iniciais.

A Ponte não se constrangeu: abraçou a vitória parcial, mesmo tão cedo, e tratou de tomar conta dela. Quatro jogadores levaram cartão amarelo antes do intervalo - ou por matar jogadas do adversário, ou por ganhar tempo, caso do goleiro Edson Bastos.

A necessidade de virada não deu ao Fluminense as armas necessárias para emparedar a Ponte. A posse de bola foi dividida quase ao meio: 52% para os cariocas, 48% para os campineiros. Mas o Tricolor teve lá suas chances.

Duas delas foram claras. Na primeira, Wagner recebeu pela esquerda e concluiu cruzado, muito perto da trave esquerda de Edson Bastos. Na segunda, Digão surpreendeu ao chegar ao ataque e bater colocado, buscando o ângulo. O goleiro da Ponte voou para espalmar a escanteio.

Fred fluminense gol ponte preta (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Fred comemora em São Januário o seu 15º gol no nacional (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)

Pressão e virada
Abel Braga percebeu que seu sistema ofensivo, com Rafael Sobis intercalado com Wellington Nem na aproximação a Fred, não funcionou no primeiro tempo. Wagner também foi discreto. Por isso, o treinador decidiu tirar Sobis e colocar Marcos Junior já na largada do segundo período.

O Fluminense sabia que precisava pressionar seu oponente até o limite do suportável. E a Ponte tinha consciência de que os três pontos valiam ouro. O time visitante resolveu radicalizar um processo já visível no primeiro tempo: matar o máximo possível de tempo.

O projeto da Macaca deu mais certo do que o do Flu até os 30 minutos - e fracassou depois. A Ponte demorou para ser encaixotada em sua defesa. O Tricolor teve muito mais posse e, justamente por isso, criou suas chances. Mas aí apareceu Edson Bastos. O goleiro da Ponte fez duas grandes defesas antes de a segunda etapa chegar à metade: uma em conclusão de Wellington Nem, livre na área, outra de reflexo, em desvio perigoso da defesa.

Conforme passava o tempo, aumentava o sufoco imposto pelos tricolores. Para piorar o drama da Ponte, Wendel foi expulso. Mas o gol do Flu não saía. Fred mandou cobrança de falta a milímetros da trave esquerda da Ponte. Incrível.

Passava dos 30 minutos, e Samuel era a última esperança do Flu. Pois foi justamente em uma jogada com o atacante que saiu o empate. Ele desviou na bola, que foi na direção de Luan e bateu em sua mão. O árbitro deu pênalti. Fred cobrou no meio do gol e igualou o jogo - Edson Bastos ainda desviou de leve.

O jogo virou uma bomba-relógio. Renasceu a chance de vitória para o Fluminense. E ela veio com a cabeça de Gum. Marcos Júnior foi ao chão pela direita em disputa com Renê Júnior. O auxiliar levantou a bandeira com a mão esquerda, apontando falta de ataque. O árbitro Nielson Nogueira Dias marcou falta de defesa. Wagner cobrou, o zagueiro desviou, e o Fluminense garantiu mais uma vitória decisiva na caminhada que parece destinada a ter o título nacional como ponto de chegada.


FONTE:

Estagnados: Flamengo e Cruzeiro empatam por 1 a 1 no Engenhão

Gols de Liedson e Everton no primeiro tempo marcam igualdade no Rio de Janeiro e não mudam panorama das equipes no Brasileirão


 A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

Os dois precisavam da vitória - o Cruzeiro pela esperança, o Flamengo pelo alívio. Nenhum conseguiu. O empate por 1 a 1 no Engenhão, neste sábado, manteve o time carioca atento ao que acontece nas redondezas da zona de rebaixamento e deixou a Raposa estagnada no meio da tabela, distante do G-4. Liedson e Everton marcaram os gols da partida.

O Flamengo criou mais, teve maior presença ofensiva, foi mais perigoso nas tentativas a gol - e teve um gol de Liedson mal anulado pela arbitragem. Agora com 36 pontos e há quatro jogos sem vencer, o time subiu para a 14ª colocação, mas cairá um degrau neste domingo, já que Coritiba e Bahia (ambos com 35) se enfrentam.

- Errar é humano, mas esse erro nos custou caro, dois pontos - afirmou Liedson após a partida.
O Cruzeiro preferiu apostar nos contra-ataques e levou perigo em algumas oportunidades, obrigando o goleiro Felipe a fazer três defesas difíceis - mais do que o cruzeirense Fábio, que teve duas. Em nono lugar, os mineiros têm 40 pontos e estão a dez de distância do quarto colocado Vasco, que enfrenta o Santos neste domingo.

- Será muito difícil (alcançar o G-4), mas ainda podemos. Sabemos que, pelo contexto dos jogos anteriores, que foram difíceis, será complicado. Fizemos um bom jogo fora de casa, conquistamos um ponto, que não é nada fácil. Agora é se preparar para enfrentar o Corinthians em casa

Na próxima rodada, o Flamengo visita a Portuguesa, enquanto o Cruzeiro recebe o Corinthians. Os dois jogos são às 22h de quarta-feira.

Vagner Love, Flamengo e Cruzeiro (Foto: Marcio Alves / Agência o Globo)Não foi dia de Love: atacante deu assistência sem querer e perdeu gol feito (Foto: Marcio Alves/Ag.Globo)

Dois gols, dois comportamentos


Montillo e Airton, Flamengo e Cruzeiro (Foto: Luciano Belford / Futura Press)Troca de papéis: o cruzeirense Montillo persegue o volante Airton (Foto: Luciano Belford / Futura Press)

Polêmicas
O panorama do início do primeiro tempo foi repetido na largada da etapa final, com o Flamengo novamente superior ao Cruzeiro. Desta vez, porém, o time rubro-negro martelou em vão em busca do gol. E não se pode dizer que o time de Dorival Júnior não tentou. Arriscou com chute de Ramon, com cabeceio de Liedson, com batida de Cleber Santana, com conclusão de Vagner Love. E nada.
A chance mais clara foi com Love. Ele recebeu livre na área, pela esquerda, após assistência de Cleber Santana. Mas o chute foi fraco, nas mãos de Fábio - pouco antes, o Cruzeiro tinha dado uma rara escapulida ao ataque, com chute de Montillo e defesa de Felipe.

Não era o dia de Love. Nem quando dava sorte, ele conseguia fazer o gol. Em falha da defesa cruzeirense, a bola sobrou para o atacante, que aproveitou desvio na defesa para pegar o contrapé de Fábio. Mas o goleiro conseguiu se recuperar mesmo assim. No cantinho inferior direito, esticou os dedos para mandar a bola a escanteio.

O jogo, aos poucos, foi esquentando. As duas equipes pediram pênaltis. E o Flamengo ainda lamentou um gol mal anulado. Liedson, na segunda trave, aproveitou desviou de cabeça e mandou para a rede aos 39 minutos. Diego Renan dava condições. Mas a arbitragem viu impedimento.

Com isso, a pressão final das duas equipes, especialmente do Flamengo, se tornou inútil. E as duas equipes fecham o sábado estacionadas no Brasileirão.


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