sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vanderlei Luxemburgo está desgastado com jogadores e diretoria; saída é iminente


Arrogância, palavrões e soberba contribuíram para que o clima entre treinador e elenco rubro-negro ficasse pior com o tempo

    Galeria - Evo Morales e Ronaldinho - 11 (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem) Crise com Ronaldinho Gaúcho foi a gota d'água (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Roberto Murad
Publicada em 27/01/2012 às 07:07
Rio de Janeiro (RJ)

O Flamengo se tornou um campo minado para Vanderlei Luxemburgo. Qualquer passo tem que ser dado com muito cuidado pelo treinador. Ele não tem clima com nenhuma das correntes na Gávea, nem conta com o apoio das pessoas com quem já teve ligações estreitas. A crise com o craque Ronaldinho foi apenas a gota d'água.
Grande parte do elenco não gosta da forma com que ele lida com certos jogadores. Com um jeito bem arrogante, não são poucas as vezes em que ele ofende os atletas e se vangloria dos feitos na carreira.

– Você é um m... Você é pobre. Eu tenho três aviões. Meu primeiro avião eu comprei com 40 anos – afirmou Luxemburgo em um treino, num de seus discursos preferidos.

No caso de Ronaldinho ele não chegou a ser tão direto, mas fez questão de vazar coisas internas que acabaram deixando o craque insatisfeito. O camisa 10 conta com o apoio de quase todo o elenco e as atitudes de Luxa acabaram voltando contra si, numa crise que caminha para sua saída.
Com a diretoria, Luxemburgo nunca demonstrou muito respeito. O vice de finanças Michel Levy vivia uma relação de amor e ódio com o técnico, mas nos últimos meses eles passaram a viver uma guerra que precisou ser apartada pela presidente Patricia Amorim.

O diretor de futebol Luiz Augusto Veloso também viu seu relacionamento com o treinador ir por água abaixo. Pelos cantos, alguns funcionários lamentam a forma como Luxa trata o cartola.


FONTE:

Sem reserva para defesa, Botafogo promove Dória, 17 anos, para treinar


Por enquanto, jovem jogador ocupa vaga dos lesionados Brinner e Matheus entre os profissionais. Reforço para o setor segue em estudo pela diretoria

Por André Casado Rio de Janeiro

Doria no treino do Botafgoo (Foto: Fernando Soutello / Divulgação AGIF)Dória, ainda franzino, se esforça no treino desta
manhã (Foto: Fernando Soutello / Divulgação AGIF)

A falta de opções para a zaga, após as lesões de Matheus e Brinner, fez com que a comissão técnica do Botafogo promovesse Dória, de apenas 17 anos, para treinar entre os profissionais temporariamente. O jovem jogador vai compor o grupo, provavelmente ficando no banco do jogo contra o Nova Iguaçu, domingo, enquanto Antônio Carlos e Fábio Ferreira, que deu susto ao pedir atendimento após cair no gramado, não tiverem substitutos.

Dória foi titular na Copa São Paulo de Futebol Júnior, competição em que o clube alvinegro caiu nas oitavas de final. Ele fez um trabalho técnico específico com os preparadores físicos, nesta quinta de manhã, para se ambientar ao time profissional e depois participou do coletivo, no Engenhão.

Brinner torceu o tornozelo direito e não tem previsão imediata de volta. Já Matheus sofreu estiramento leve na coxa e está em situação semelhante. O departamento médico alvinegro tenta colocá-los à disposição para a terceira rodada do Carioca, diante do Madureira, mas, como a partida já é no meio da semana que vem, pode não haver tempo.

Sem a contratação de José Rojas, reprovados nos testes físicos quando estava prestes a assinar, a necessidade de ter peças de reposição tornou-se ainda mais urgente. O chileno poderia atuar como lateral-esquerdo, sua posição de origem no Universidad de Chile, e também como zagueiro. A diretoria estuda nomes, mas o nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka, por conta da preferência de Oswaldo de Oliveira, segue como um dos mais fortes.

Precaução por Jobson
O atacante Jobson é outro no estaleiro, com tendinite no pé direito. Seu retorno à movimentação com bola também depende da reação ao tratamentos nos próximos dias. Mas, de qualquer forma, ele só poderá entrar em campo a partir de 6 de março, quando acaba a suspensão por doping. Por isso, não há necessidade de experimentá-lo em treinos coletivos ainda.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2012/01/sem-reserva-para-defesa-botafogo-promove-doria-17-anos-para-treinar.html