domingo, 26 de setembro de 2010

BRASIL INICIA PREPARAÇÃO EM MARINGA/PR PARA O MUNDIAL DE VOLEI FEMININO NO JAPÃO EM OUTUBRO

Com bela atuação de Fernanda Garay, brasileiras superam americanas no Paraná na primeira partida de quatro. Sheilla, com torção no dedo, é poupada.
Por GLOBOESPORTE.COM
Maringá, Paraná

A festa estava armada. Na primeira partida de uma seleção brasileira adulta em Maringá, a torcida paranaense lotou as arquibancadas do ginásio Chico Neto. Gritou, incentivou, mas o Brasil teve problemas no primeiro de quatro amistosos contra os EUA antes do Mundial, no fim de outubro, no Japão. Perdeu o primeiro set, se recuperou e levou o jogo para o tie-break. Por pouco não viu a vitória escapar, mas fez a festa dos torcedores e fechou em 3 sets a 2, parciais 19/25, 25/17, 24/26, 25/15 e 15/11.



A preocupação ficou por conta de Sheilla, que não entrou na partida, poupada com uma torção no dedo anular da mão direita. A princípio, não preocupa, mas se junta a Mari e Paula Pequeno como motivo de dor de cabeça para o técnico José Roberto Guimarães. Por outro lado, chamada para suprir uma possível ausência das companheiras, Fernanda Garay foi o grande destaque do time, com pontos importantes, como o que fechou a partida, e bela atuação.
- É a minha estreia, e estou muito feliz por ter ajudado. Ninguém ganha sozinha, mas estou feliz por ajudar minhas companheiras. É muito bom ganhar em casa.
O técnico Zé Roberto elogiou a atuação da jogadora e da seleção após a partida. Pediu desculpas também por ter poupado Sheilla, que acabou se machucando durante o treino da manhã.
- Eu acho que nós estamos esperando jogos desta maneira, que testem o máximo possível o nosso time. Tivemos oportunidade de colocar outras jogadoras para atuar, como a Fernanda, que entrou muito bem. É bom para identificar onde podemos melhorar, e tem muita coisa. Tivemos momentos bons e ruins. Principalmente em bolas próximas à rede, não definimos bem. mas, de certa maneira, gostei. Peço desculpas por não colocar a Sheilla para jogar. Não quis correr riscos.
A seleção volta à quadra neste domingo, novamente contra os EUA. A partir de 21h30m, as duas seleções se encontram mais uma vez em Maringá, no ginásio Chico Neto.
EUA começam na frente, mas Brasil reage
O primeiro set não começou muito animador. Com problemas para se encontrar em quadra em meio a tantos desfalques, a seleção brasileira penava para superar o bloqueio das americanas. Do outro lado, o ataque das rivais funcionava. E bem. As americanas logo abriram 5/2 no placar, mas as donas da casa conseguiram a recuperação e empataram: 5/5.

O Brasil, no entanto, seguia inconstante, e, na primeira parada técnica, os EUA venciam por 8/6. Um ace de Jaqueline empatou em 11/11 e animou a torcida. O jogo seguiu equilibrado, mas as brasileiras voltaram a falhar no fim da parcial. As rivais tomaram conta do jogo e fecharam o set em 25/19.
Embaladas pelo apoio da torcida, porém, as meninas da seleção voltaram melhores para a segunda parcial. Com saque e bloqueio funcionando muito bem, as brasileiras foram para a primeira parada técnica com seis pontos de vantagem: 8/2. Zé Roberto, então, resolveu testar Fabíola no lugar de Dani Lins. As americanas diminuíram a vantagem, mas as brasileiras ainda tinham o controle.
Natalia, que, com as lesões de Paula Pequeno e Mari, assumiu a condição de titular na equipe, fazia grande partida e soltava a mão contra as americanas. O Brasil seguiu absoluto e fechou em 25/17.
O terceiro set foi marcado pelo equilíbrio. E de altos e baixos da seleção. Os EUA começaram melhores, abrindo 4/0 no placar. As brasileiras encostaram, mas, na parada técnica, as americanas continuavam em vantagem, com 8/5. Na volta, porém, dois pontos de Taísa em sequência levaram o Brasil à dianteira: 11/10.
O Brasil seguia à frente no placar, mas cedia pontos em erros simples, levando Zé Roberto à loucura à beira da quadra. No momento crucial do set, com o placar em 24/23 para as brasileiras, a seleção voltou a vacilar. Após o empate, Jaqueline errou um ataque, e os EUA fecharam em 26/24.
O quarto set começou com um novo erro de Jaqueline, e as americanas se animaram. A torcida pedia Sheilla, mas, poupada no banco, a jogadora apenas assistia à reação das companheiras. No primeiro tempo técnico, o Brasil vencia por 8/7.
As americanas, então, passaram a errar mais, mas, ainda assim, mantinham uma diferença pequena no placar. O Brasil, no entanto, se impôs. Em seu melhor momento no jogo, a seleção fechou em 25/15.
Os EUA marcaram o primeiro ponto no tie-break, mas o Brasil logo tomou conta e abriu 5/2 no placar. A seleção, no entanto, caiu de produção, e as americanas viraram para 9/6. Zé Roberto, então, colocou Fabíola e Jaqueline novamente em quadra. A equipe melhorou, recuperou a ponta e conseguiu fechar a partida em 15/11, com Fernanda Garay.

sábado, 25 de setembro de 2010

BRASIL ESTREIA COM VITORIA NO MUNDIAL MASCULINO DE VOLEI

Brasil dribla más notícias, ‘se livra’ da Tunísia e abre o Mundial com vitória

Em busca do 3º título da competição o Brasil fez sua estreia neste sábado em Verona/Itália  confirmando seu favoritismo abatendo a fraca seleção da Tunísia por 3 sets a 0, em jogo válido pelo Grupo B do Mundial.
Vejam como foi a partida na visão do Globo.com:

Marlon é vetado antes da partida e Vissotto sai machucado, mas Bernardinho, de muletas, vê a equipe bater o frágil adversário na estreia do torneio na Itália

O técnico estava de muletas. O levantador foi vetado antes da partida. O mais alto do elenco saiu machucado no início do segundo set. A seleção brasileira não via a hora de “se livrar”, o quanto antes, da estreia no Mundial da Itália. Em três sets, caso resolvido. Com Bruninho de volta ao posto de titular e variando bem as jogadas diante de uma frágil Tunísia, a missão ficou bem mais tranquila. A vitória por 3 sets a 0 (parciais de 25/14, 25/21 e 25/14) traz uma bem-vinda dose de alívio no início da campanha pelo tricampeonato.


Os brasileiros comemoram a vitória sobre a Tunísia na partida deste sábado no Mundia (Foto: FIVB)

No outro jogo de sábado no grupo B, Espanha e Cuba se enfrentam às 16h. O Brasil volta à quadra neste domingo, também às 16h, para enfrentar os espanhóis na segunda rodada. O SporTV transmite ao vivo. As três primeiras seleções de cada chave avançam à segunda fase.

À beira da quadra, Bernardinho não conseguia pular de um lado para o outro como de hábito. As muletas ainda são frutos da cirurgua no pé esquerdo. A preocupação dele aumentou horas antes da partida, quando o levantador Marlon foi vetado com uma possível doença intestinal. Coube a Bruninho, que tinha perdido o posto de titular na Liga Mundial, retomar a responsabilidade como único jogador da posição no elenco. O oposto Leandro Vissotto, de 2,12m, ainda saiu com uma lesão no pé direito no segundo set, quando a Tunísia conseguiu equilibrar as ações. O restante foi em ritmo de treino.

- É só a primeira partida, o primeiro passo de uma longa jornada. Depois da Liga Mundial, eu sempre mantive a motivação de treinar e sabia que poderia fazer mais. Senti a ausência do Marlon, porque só tinha eu de levantador, mas vamos torcer pela saúde dele para estar logo de volta com o time - afirmou Bruninho em entrevista ao SporTV após o jogo.



Durante o aquecimento, a chateação pelo problema de Marlon era visível nos rostos dos jogadores. Quando o jogo começou, no entanto, a frustração deu lugar à confiança. Bruninho variou bem as jogadas e, com facilidade, logo deu ao Brasil cinco pontos de vantagem no marcador. O ponteiro Murilo, bem desde o início, emplacou um ace que levou ao primeiro tempo técnico obrigatório.

Vissotto se apresentava bem na saída de rede, enquanto o capitão Giba usava da sua experiência para virar as bolas. Um erro de saque da Tunísia forçou a segunda parada: 16/9. No retorno, a diferença no placar aumentou, com dois bloqueios seguidos de Lucão. Quando o Brasil tinha 18/13, o técnico Mkaouar pediu tempo. Mas de nada adiantou. Na oportunidade seguinte, a seleção brasileira voltou a pontuar.

Sentado no banco, com as muletas apoiadas ao seu lado, Bernardinho cantava o jogo para os seus comandados. Quando Bruninho foi para o saque, o placar apontava 19/13. O técnico-pai avisou onde queria a bola: “Bruno, no lado de cá”. Missão dada, missão cumprida. O levantador permaneceu no saque até 24/13. E foi com um ataque de Rodrigão no meio de rede que o Brasil fechou o primeiro set em 25/14.



O Brasil saiu na frente na segunda parcial, mas levou um susto quando tinha 4/3 a seu favor. Após atacar uma bola, Vissotto sentiu o tornozelo esquerdo. Ainda tentou continuar em quadra, mas não conseguiu. Mancando, deu lugar a Theo, que entrou quente na partida. Virou na primeira oportunidade que Bruninho lhe deu.
A Tunísia passou a dificultar a vida dos brasileiros com as pancadas de Kaabi. Sentindo o bom momento, o levantador Mohamed forçou o jogo no seu oposto. O saque brasileiro, por sua vez, já não era tão eficiente. Assim, os tinusianos foram apertando no placar. A diferença de apenas um ponto permaneceu até a casa dos 20, quando Murilo marcou dois seguidos, e Theo, com um bloqueio, fechou em 25/21.

Giba e Rodrigão deram lugar a Dante e Sidão no terceiro set, que pareceu uma repetição do primeiro. O Brasil abriu vantagem com facilidade, com Bruninho usando bem seus atacantes, principalmente Murilo e Theo. Recém-recuperado de uma contratura nas costas, Dante foi referência nas bolas de fundo, dando à seleção o ponto que a levou para o primeiro tempo técnico obrigatório.
No retorno, a diferença no placar só fez aumentar. A Tunísia não oferecia resistência, e o Brasil virava as bolas com tranquilidade. Na segunda parada, brasileiros já sorriam. Giba trocou algumas palavras com Dante, enquanto Bernardinho chamou João Paulo Tavares, que substituiu Theo na volta à quadra. Quando o marcador apontava 18/10, Murilo deu lugar a João Paulo Bravo. Em ritmo de treino, era o fim da estreia. Com boa dose de alívio.