terça-feira, 9 de maio de 2017

Vem, Brasileirão! Confira a campanha de cada time da Série A nos estaduais



Aproveitamento, vitórias, empates, derrotas, gols.. Confira os números dos 20 times que iniciam a disputa do Campeonato Brasileiro no próximo fim de semana



Por Felipe Siqueira, 
Rio de Janeiro


Neste último domingo, o Brasil conheceu a maioria de seus campeões estaduais em 2017. E após o encerramento de quase todos os torneios regionais, vencedores e derrotados têm pouco tempo para celebrar as taças ou lamentar os revezes. É hora de virar a chave para o Campeonato Brasileiro, que começa no próximo fim de semana. E como nesse início de ano, os torcedores acabam prestando 
mais atenção apenas em seus rivais mais próximos, trazemos os números de todos os times da Série 
A nos estaduais para que você tenha uma noção de como cada clube chega à competição nacional. 


Confira:


CAMPEÕES



Vitória
Dentre todos os times da Série A, o Vitória é o que teve o melhor desempenho nos campeonatos estaduais com 85,7%. Após uma campanha 100% na primeira fase, o time despachou o Vitória da Conquista nas semis e levou a melhor sobre o rival Bahia na decisão. Além disso, a equipe tem o terceiro melhor ataque, com 34 gols, a segunda melhor defesa, com 6, e o melhor saldo, 28. Destaque para a dupla de ataque André Lima e Kieza. Apesar da campanha quase perfeita no baiano, a eliminação para o Bahia na Copa do Nordeste custou a cabeça do técnico Argel Fucks. Com isso, o time terminou o torneio estadual sob comando de Wesley Carvalho. 


 (Foto: editoria de arte)
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Flamengo
Campeão carioca de forma invicta, o Flamengo tem o segundo melhor desempenho entre os 20 times da série A, com 80,4% de aproveitamento, abaixo apenas do Vitória. O Rubro-Negro carioca teve o ataque mais eficiente, com 39 gols. Apesar do bom elenco em mãos, Zé Ricardo teve que mostrar criatividade para suprir a perda de seu melhor jogador, Diego. Com a ausência do meia, Guerrero assumiu o protagonismo e se tornou o herói do título. 


 (Foto: editoria de arte)
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Atlético-MGSob o comando de Roger, o elenco recheado de estrelas do Atlético-MG embalou no estadual. Com um Fred inspirado e com a pontaria afiada, o Galo teve a melhor campanha da primeira fase e coroou o primeiro semestre com o título estadual em cima do rival Cruzeiro. 


 (Foto: editoria de arte)
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Chapecoense
Quatro meses e um dia depois da queda do avião da delegação, a Chapecoense coroou sua reconstrução com um bicampeonato inédito, dedicado às vítimas da tragédia. Em pouco tempo, Vágner Mancini conseguiu dar liga ao novo grupo de jogadores e, mesmo conciliando o estadual com a Libertadores e outros compromissos, conseguiu faturar o segundo turno. Desbancou o Avaí no critério de desempate na final para levar o título.

 
 (Foto: editoria de arte)
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Corinthians
A análise de muitos especialistas de que o Corinthians estaria abaixo dos outros grandes de São Paulo no início do ano parece ter mexido com os brios dos jogadores. Com um Jô impiedoso nos clássicos, o Timão superou a desconfiança para levar o título paulista. Destaque também para Rodriguinho, artilheiro da equipe ao lado de Jô e melhor do time nas finais. 


 (Foto: editoria de arte)
(Foto: editoria de arte) 



 Coritiba
Sob o comando de Pachequinho, o Coritiba fez a segunda melhor campanha da primeira fase, atrás apenas do Paraná, atropelou o Cascavel nas quartas, bateu o Cianorte nas semis e não deu chances para o Atlético-PR na final. Artilheiro do Campeonato Paranaense, Kléber Gladiador foi o destaque da equipe.

  (Foto: editoria de arte)
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VICE-CAMPEÕES


CruzeiroO Cruzeiro de Mano Menezes por pouco não terminou o Campeonato Mineiro invicto. Por pouco. Foram oito vitórias e três empates na 1ª fase, ficando atrás apenas do Atlético-MG no critério de desempate. E após passar pelo América nas semis, perdeu justamente a última partida da competição para o Galo e viu o rival ser campeão. Rafael Sóbis, o argentino Ábila e o meia Arrascaeta foram os destaques do time.


 (Foto: editoria de arte)
(Foto: editoria de arte)


Bahia
O Bahia bem que tentou. Até fez uma boa campanha na primeira fase, mas passou em segundo, atrás do Vitória, que teve 100% de aproveitamento. Depois de despachar o Flu de Feira de Santana nas semis, acabou parando mais uma vez no rival da capital na decisão. Após dois empates, viu o Vitória erguer a taça pelo critério de desempate. O meia Régis e o atacante Hernane Brocador foram os destaques do time.


 (Foto: editoria de arte)

 (Foto: editoria de arte)
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Avaí
O Avaí começou a temporada sendo campeão do primeiro turno de forma invicta. Com a vaga na final garantida, tirou o pé no returno, terminando em quarto. A campanha inferior a da Chapecoense no somatório geral acabou pesando. Após uma vitória e uma derrota pelos placares de 1 a 0, o time de Florianópolis perdeu o título no critério de desempate. Os atacantes Denilson e Junior Dutra, e o zagueiro Alemão foram os destaques da equipe.



  (Foto: editoria de arte)
  (Foto: editoria de arte) 


Fluminense
Com poucas contratações e um mal fim de 2016, o Fluminense começou a temporada desacreditado e se tornou uma das grandes surpresas dos estaduais. Com muitos jogadores da base, Abel Braga conseguiu montar um time veloz e ofensivo, dono do segundo melhor ataque. A equipe levou a Taça Guanabara, chegou até as finais, mas acabou superada por um Flamengo mais experiente e de melhor elenco. Destaque para os atacantes Wellington e Richarlison e para a revelação Wendel.


 (Foto: editoria de arte)
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Ponte Preta
Após um começo de temporada morno, a Ponte Preta engrenou com a chegada de Gilson Kleina e por pouco não fez história no Paulistão. Eliminou o Santos nas quartas e o Palmeiras nas semifinais. Na decisão, porém, não resistiu ao Corinthians e viu seu primeiro grande título escapar mais uma vez. Destaque para William Pottker, que superou a crise com a transferência mal sucedida no início do ano para ser o artilheiro do campeonato.




  1.   (Foto: editoria de arte)

(Foto: editoria de arte)




Atlético-PR
Focado na Libertadores, o Atlético-PR de Paulo Autuori não conseguiu dar tanta atenção ao estadual e teve um começo ruim, terminando em sétimo na primeira fase. No entanto, ainda conseguiu chegar às finais, mas acabou sendo superado pelo Coritiba.


 (Foto: editoria de arte)
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 FINALISTA
SportO Campeonato Pernambucano é o único dos estaduais com times da Série A que ainda não terminou. A segunda partida da final será disputada apenas no dia 18 de junho. E um dos finalistas é justamente o Sport. O Leão da Ilha teve campanha discreta no hexagonal, passando em terceiro, mas bateu o Náutico nas semis e chegou à decisão. Na partida de ida, empatou em 1 a 1 com o Salgueiro e agora precisa da vitória para levar o título. O meia Diego Souza e o atacante Rogério são os destaques da equipe.


 (Foto: editoria de arte)
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ELIMINADOS NAS SEMIFINAIS

Atlético-GO
Campeão da Série B em 2016, o Atlético-GO precisou superar um início de ano turbulento em razão de polêmicas extracampo de seu técnico Marcelo Cabo. A equipe teve um campanha irregular no Campeonato Goiano e acabou eliminada nas semifinais para o rival Goiás, que sagrou-se campeão. O atacante Junior Viçosa e o meia Jorginho foram os destaques do time.

  (Foto: editoria de arte)
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Botafogo
Com jogos decisivos desde o início do ano pela Pré-Libertadores e um elenco na conta do chá, o Botafogo não conseguiu se dedicar como gostaria ao Campeonato Carioca. Fora das semifinais da Taça Guanabara, chegou até a final da Taça Rio e garantiu uma vaga nas semifinais do estadual. No entanto, acabou superado pelo Flamengo, que terminou como campeão.


  (Foto: editoria de arte)
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Vasco
Após voltar à Série A sem empolgar, o Vasco reformulou o elenco já com o Carioca em andamento. Cristóvão Borges não conseguiu dar liga ao time e coube a Milton Mendes elevar o desempenho da equipe, que venceu a Taça Rio, mas acabou superada com facilidade pelo Fluminense nas semifinais do estadual. Grande reforço para 2017, Luis Fabiano não encantou, e o destaque do time coube ao jovem volante Douglas.


 (Foto: editoria de arte)
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 Palmeiras
Campeão Brasileiro em 2016, o Palmeiras foi a equipe que mais se reforçou para a temporada 2017. Sob o comando de Eduardo Baptista, o Verdão sobrou em seu grupo na primeira fase, passou sem dificuldades pelo Novorizontino nas quartas de final, mas foi surpreendido pela Ponte Preta nas semifinais. Apesar dos bons números, Baptista não resistiu à sombra de Cuca e acabou demitido após uma derrota na Libertadores.

  (Foto: editoria de arte)

(Foto: editoria de arte)


 São Paulo
Com o maior ídolo de sua história, o ex-goleiro Rogério Ceni, agora no papel de treinador, o São Paulo passou como líder de seu grupo, superou o Linense com facilidade nas quartas de final, mas parou no Corinthians nas semifinais. O ataque foi o ponto forte do time, com 33 gols, tendo Gilberto, artilheiro do Paulistão, como destaque.


 (Foto: editoria de arte)
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 Grêmio
Apesar de disputar a Libertadores, o Grêmio não queria abrir mão do Gaúchão, para tentar pôr fim à série de seis títulos seguidos do arquirrival Inter. Tanto que Renato Gaúcho poupou os titulares em uma partida da competição continental para priorizar o estadual. O tiro saiu pela culatra e a equipe foi eliminada nas semifinais para o Novo Hamburgo. Ironicamente, coube ao time do interior a façanha de destronar o Colorado. 



 (Foto: editoria de arte)
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 ELIMINADO NAS QUARTAS DE FINAL
Santos
Dos 20 times da Série A, o Santos foi o único que não conseguiu chegar ao menos às semifinais de seu torneio estadual. O time comandado por Dorival Júnior até avançou com a melhor campanha de seu grupo na primeira fase do Paulistão, apesar de quatro derrotas em 12 jogos. No entanto, acabou surpreendido pela Ponte Preta nas quartas de final.



 (Foto: editoria de arte)
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FONTE:






Cuca está de volta ao Palmeiras: "Responsabilidade muito maior"




PALMEIRAS


Técnico revela ter ficado "em dúvida" sobre retorno, vê time "autopressionado" por conta do título brasileiro e coloca Libertadores como grande objetivo


Cuca está de volta ao Palmeiras:



Por Felipe Zito e Tossiro Neto, 
São Paulo


  Cuca está de volta ao Palmeiras. Depois de muita expectativa entre os torcedores, o treinador campeão brasileiro de 2016 foi apresentado na Academia de Futebol nesta terça-feira e iniciou a sua terceira passagem pelo clube – a segunda como técnico. Ele substitui Eduardo Baptista, demitido na semana passada, após derrota para o Jorge Wilstermann, na Bolívia, pela Libertadores.

Cuca já comanda o treinamento da tarde desta terça, quando começa a preparação da equipe para enfrentar o Vasco, no próximo domingo, em casa, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Os ingressos estão à venda.

Cuca foi apresentado pelo presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, e pela presidente do grupo Fam/Crefisa, Leila Pereira, patrocinadora do clube. Galiotte ressaltou que Cuca só saiu do clube em dezembro por alegar "questões particulares".

– Eu saí no começo de dezembro, quando avisei que não iria ficar por motivos pessoais, familiares. Pretendia dar uma atenção maior e dei à família. Não determinei prazo específico de quando ficaria parado. Em teoria, cinco, seis meses, como acabou acontecendo – disse Cuca.

– Na sexta-feira, recebi ligação do Alexandre (Mattos) em cima de um possível retorno meu. Ele disse que se eu não viesse, viria outro. Eu estava até em negociação no mercado asiático. Se não viesse para cá, iria para lá. Já estava em condição de trabalhar, ainda que não tivesse feito o que queria, que era ver alguns treinos no mercado europeu – completou o treinador. 


Mauricio Galiotte, presidente do Palmeiras, técnico Cuca e Leila Pereira, patrocinadora do clube (Foto: Tossiro Neto)
Mauricio Galiotte, presidente do 
Palmeiras, técnico Cuca e Leila 
Pereira, patrocinadora do clube 
](Foto: Tossiro Neto) 


Cuca reafirmou que tinha a possibilidade de voltar a trabalhar no exterior e disse ter ficado "em dúvida" sobre voltar ao Verdão, mas acabou topando o desafio.


 – Eu estava com alguma dúvida, sinceramente, em voltar ao Palmeiras, porque é muito precoce, muito em cima. Tinha condição de sair (para o exterior) também – disse Cuca.


  – Um dos motivos principais que me fez vir foi o conhecimento de casa que tenho. É um trabalho muito difícil, responsabilidade muito maior, mas com conhecimento de casa bom, o que abrevia o trabalho. Todos sabem o carinho que tenho pelo clube – completou o treinador.

Momento especial
Em alta com a torcida, Cuca retorna ao Verdão cinco meses após ter deixado o clube, logo após a conquista do Brasileirão.

Palmeirense desde a infância, Cuca dirigiu o time alviverde em 51 partidas, com 29 vitórias, 11 empates e 11 derrotas.


Como jogador, Cuca atuou pelo Palmeiras em 1992, mas se despediu meses antes de o time sair da fila. No currículo, apenas um vice-campeonato paulista daquele ano. No total, foram 24 jogos com a camisa 8, 13 vitórias, quatro empates, sete derrotas e sete gols marcados.

Além de Cuca, que terá luvas pela contratação pagas pela Crefisa, a comissão técnica campeã brasileira também volta a trabalhar na Academia de Futebol: os auxiliares Cuquinha e Eudes Pedro e o observador técnico Daniel Cerqueira reforçam o Verdão. 


Cuca está de volta ao Palmeiras (Foto: Tossiro Neto)
Cuca está de volta ao Palmeiras (Foto: Tossiro Neto)


 Veja os principais tópicos da apresentação de Cuca:

Retorno ao clube
– Eu saí no começo de dezembro, quando avisei que não iria ficar por motivos pessoais, familiares. Pretendia dar uma atenção maior e dei à família. Não determinei prazo específico de quando ficaria parado. Em teoria, cinco, seis meses, como acabou acontecendo. Na sexta-feira, recebi ligação do Alexandre (Mattos) em cima de um possível retorno meu. Ele disse que se eu não viesse, viria outro. Eu estava até em negociação no mercado asiático. Se não viesse para cá, iria para lá. Já estava em condição de trabalhar, ainda que não tivesse feito o que queria, que era ver alguns treinos no mercado europeu.

Ainda sobre o retorno
– Eu estava com alguma dúvida, sinceramente, em voltar ao Palmeiras, porque é muito precoce, muito em cima. Tinha condição de sair também. Um dos motivos principais que me fez vir foi o conhecimento de casa que tenho. É um trabalho muito difícil, responsabilidade muito maior, mas com conhecimento de casa bom, o que abrevia o trabalho. Todos sabem o carinho que tenho pelo clube.

Sobre a promessa do título brasileiro, que se concretizou em 2016
– Aquele episódio em que falei que iria ser campeão brasileiro foi uma ajuda, uma defesa que pus aos jogadores. Um dia antes, havia acontecido de a torcida ter vindo (pressionar) no CT. No domingo, tomamos 4 a 1 em Presidente Prudente (do Água Santa, pelo Paulistão). Na ocasião, lembro que disse que seria o fundo do poço. Tirei o peso dos jogadores e assumi. Acabou dando certo.

Momento do clube
– O momento é inverso. O Palmeiras se autopressionou por conta disso, por achar que vai ganhar tudo. Acho que foi prejudicial até para o Eduardo, porque no primeiro campeonato que ele não ganhou teve cobrança muito grande. E ele tinha campanha muito boa em percentual de pontos. Isso atinge o treinador, o jogador, que fica pressionado. O Palmeiras investiu muito, mas o futebol não é assim. O Palmeiras tem necessidade de brigar pelos títulos, mas não obrigação. Os jogadores têm que executar com tranquilidade.

Elenco atual
– Eram situações diferentes. Jogamos como dava, precisava ser campeão, dentro da lei. Se a gente fizer comparativo aqui do time do ano passado em relação ao desse ano, foi trocado o Moisés pelo Felipe Melo. O Guerra pelo Cleiton Xavier. E o Borja ou o Willian pelo Gabriel Jesus. Os demais, é o mesmo time. O que melhorou e o que piorou? Pode ganhar tudo, mas não precisava falar hoje. Tem que trabalhar quietinho, como mineiro, pelos cantinhos. Hoje, o Palmeiras ganhar de 1 a 0 é questionado, porque não convenceu. Isso é uma coisa que nós mesmos nos intitulamos assim. De fora vendo, acho que é algo desnecessário puxar isso. A responsabilidade existe, não precisa falar nela todo dia. Hoje, o trabalho é um pouco menos difícil, vinha de dois anos na China. Agora, não, estava assistindo aos jogos. Tenho conhecimento de grupo, de casa. Abrevia muito o tempo isso. Lógico que vim no carro pensando muitas coisas em cima de time. Muitos dos que vieram foram por indicação minha. Independentemente se fui eu que indiquei ou não, vão ter as mesmas obrigações.

Precisa de reforços?


– Vamos precisar de todo o elenco, todos vão ter oportunidade. Num período de duas ou três semanas, vou ter condição boa de dar uma avaliada e passar o que eu penso para o Alexandre (Mattos).

Vai ter mais paciência do torcedor, Cuca?
– No domingo, sim (risos). Mas na sequência a pressão é igual. No Palmeiras, tem que jogar bem todo dia. Ganhar de 1 a 0 não é suficiente. Foi feito um investimento muito grande. Mas esse investimento não foi para o Palmeiras só de agora. Trouxe Luan, Antônio Carlos, Hyoran, Willian, Keno, Veiga... São quase todos jovens, que encorpam muito o elenco.

O que pode aproveitar do trabalho do Eduardo Baptista?
– O Eduardo passou uma sensação muito boa para quem assistia aos jogos, sobre ficar com a posse de bola, controlar o jogo. Infelizmente, não chegou à final paulista. Em diversas ocasiões, a gente viu o Palmeiras jogando bem, buscando o resultado, com alma. Particularmente, acho que ele fez um trabalho bom.

Sobre a calça vinho, Cuca brincou:
– A calça ficou para o Palmeiras, o pessoal me pediu, deixei lá. 350 paus (risos).

Sobre vestiário
– Quando se sai de um clube por escolha sua, o próprio jornalista não acha que o Cuca saiu por isso. Saiu porque teve problema, não gostava do grupo. Mas sempre tive ambiente bom. Nunca briguei com Alexandre ou jogador. Tem situações que você tem que pôr o dedo, e eu faço isso, como posso voltar a fazer, sempre no afã de melhorar. O time, o jogador e a pessoa.

A Libertadores é um desafio?
– O motivo é treinar o Palmeiras. Se eu não estivesse aqui, estaria em outra equipe. Tenho carinho muito grande e quero vencer. Campeonato Brasileiro é difícil, Copa do Brasil, Libertadores mais ainda. Assim como o Palmeiras, todos querem vencer. Temos que nos preparar bem. Tem que estar superpreparado.

Comparação entre a Libertadores de 2016 e a atual
– Estamos em uma condição mais preparada. Jogávamos o penúltimo fora, e o último dependendo do Nacional não perder. Hoje você depende só de você, é mais favorável. Mas é perigoso. O adversário (Tucumán) está se preparando para ganhar.

Calendário
– Já olhei que temos 31 jogos em 103 dias, mas agora a Libertadores é mais espaçada. Lógico que se for priorizar algo, vai priorizar a maior e a que estiver mais próxima do final. Como priorizamos o Brasileiro em relação à Copa do Brasil no ano passado.

O que tem da equipe de 2016 na atual, Cuca?
– Aquela equipe está aí, foi a melhor do Paulista em pontos. Teve um dia ruim em Campinas e acabou ficando fora. É uma continuação do Eduardo. Uma ou outra coisa minha, eu vou pôr. Jogador tem que entender que, em competição de mata-mata, você não tem direito de ter dia ruim, senão fica fora.

Reforços especulados: Danilo Avelar e Ganso
– Nunca ouvi falar de Danilo Avelar. Ganso também não tenho acompanhado. Para mim, é novidade. Ideia do elenco eu tenho, tenho muito trabalho. Primeiro vou falar com os atletas. Tem jogador que pode sair no meio do ano, temos que ficar atentos. Se perder alguém, é natural que recomponha.

Sobre as diferenças de esquema tático
– Não tenho uma maneira de jogar. Gosto de jogar à frente, arriscando mais na frente. Não vejo que tenha muita mudança. Era sistema bom com o Eduardo, variava também. Muitas vezes, jogava até sem volante. Quando acontece alguma coisa boa, é bom para nós, treinadores.


Veja a entrevista de Cuca em sua apresentação no Palmeiras clicando no LINK da FONTE abaixo


FONTE: