quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Funcionários e estudantes protestam em defesa da Uerj



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http://jornalggn.com.br/noticia/funcionarios-e-estudantes-protestam-em-defesa-da-uerj






Jornal GGN - Nesta quarta-feira (18), estudantes e funcionários realizaram um ato em defesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A instituição tem sido afetada por falta de recursos, causando prejuízos às atividades acadêmicas e ao funcionamento do Hospital Universitário. 
 
“A população precisa nos dar este apoio. A Uerj é um patrimônio do nosso estado. Ela não é minha, é de todos. Nossa situação hoje é triste”, afirma a estudante Natália Trindade. A universidade adiou as aulas do dia 17 para o dia 23 por falta de repasses de verbas.

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Da Agência Brasil
 
 
Cerca de 50 estudantes e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fizeram hoje (18) um ato em defesa da instituição. A universidade enfrenta um problema de falta de recursos que tem causado prejuízos às atividades acadêmicas, e aos atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe). Os manifestantes se reuniram no Largo do Machado, zona sul do Rio, e seguiram em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.
 
De acordo com a estudante de ciências sociais da Uerj Natália Trindade, estas recorrentes manifestações buscam despertar a opinião pública da sociedade para os problemas que a universidade enfrenta. Ela diz que esta é a única forma de conseguir apoio, já que o governador não dialoga com os estudantes e servidores.
“A população precisa nos dar este apoio. A Uerj é um patrimônio do nosso estado. Ela não é minha, é de todos. Nossa situação hoje é triste, lamentável. Se uma pessoa entrar em qualquer um dos campus terá uma sensação de que falta absolutamente tudo. Só não estamos piores que as delegacias, pois ainda temos folhas de papel-ofício. De resto, falta tudo: limpeza, alimentação, ventiladores, etc. Estamos reivindicando o básico para que a Uerj sobreviva”, explicou.
Carlos Abreu, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, da Universidade Federal Fluminense,  participou do ato, segundo ele, para reforçar uma luta que deveria ser de todos. 
“É um ditado batido, mas a união faz a força. A Uerj, diferentemente de nós, é do estado, mas nós também passamos por problemas já que o governo federal não nos dá nada. Então é extremamente necessário estarmos aqui fazendo coro com nossos irmãos. O que está sendo feito com estes jovens e os servidores em geral é um ataque desumano. Que se cortem os gastos na própria carne dos políticos e não na nossa educação. Educação é a maior riqueza que este país deveria ter," disse Carlos Abreu.
Os alunos da Uerj tiveram suas aulas adiadas do dia 17 para o próximo dia 23, por falta de repasse de verbas.  A estudante Natália diz que realmente não há condição para o retorno às aulas por conta da escassez em todos os setores da instituição. Ela pediu que os estudantes sejam reconhecidos como a solução para a crise e não como um problema.
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Sala de Visitas Especial: Operação Lava Jato



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Jornal GGN - A campanha sistemática da mídia para a derrubada de poderes, o desarranjo do papel do Judiciário, a falta de representatividade e a criação de medidas de exceção em democracias da América Latina foram os temas da Sala de Visitas Especial sobre a Operação Lava Jato.
 
"A figura do ser humano, do ser vivente, sem proteção do Estado, posto como a figura do inimigo, desprovido de qualquer proteção da comunidade que ele vive, sempre existiu de alguma forma. (...) E isso muda de fundamento. O que a gente observa no fim do século XIX e começo do século XX é a ideia de 'Exceção'", introduziu o advogado e jurista Pedro Estevam Serrano.
 
"No século XXI, com a queda do Muro [de Berlim] e a universalização do discurso democrático, deixam de haver governos de exceção, assumidamente ditaduras, e passam a haver medidas de exceção no interior das democracias. Na América Latina, o que eu observei é que esses atos marcadamente foram de iniciativa judicial ou com o apoio do sistema judicial", completou, em entrevista a Luis Nassif.
 
E é neste contexto que surgem as figuras dos "heróis" da República dentro do Judiciário, poder inicialmente comprometido a fiscalizar as demais esferas, sustentado pela Constituição brasileira de 1988.
 
Para o subprocurador-geral da República e ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, Eugênio Aragão, estes abusos estão sendo visualizados nas atuações do grupo do Ministério Público Federal (MPF) da Operação Lava Jato, que partiu de um "corporativismo".
 
Um exemplo foi o projeto das 10 Medidas Contra a Corrupção, apresentado pela equipe de investigadores da força-tarefa do Paraná que, para Aragão, "não resolve o problema de corrupção por um confronto normativo", mas que "na verdade o que está por trás disso é um projeto de poder para fortalecer uma corporação, porque só trata de desequilibrar mais ainda a relação da acusação e defesa no Brasil".

"É claro que o corporativismo reagiu de todos os instrumentos, principalmente de publicidade, populista, que é chamar o povo à rua", visualizou o ex-ministro, diante inclusive das manifestações de "voluntarismo" de procuradores, como Deltan Dallagnol, de responder a decisões do Congresso, ainda que controversas, com ameaças de renunciar à Lava Jato.
 
Dentro deste cenário, o subprocurador analisa que a liderança que poderia ser capaz de impedir o comprometimento da instituição com esses abusos seria Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Mas "o corporativismo venceu", lamentou. "Hoje o Janot é apenas um acessório dentro deste processo todo", disse, complementando que é "muito difícil encontrar eco na maioria para advertência de que esse processo [de corporativismo do MP] não vai levar a lugar nenhum, e nós vamos entrar para a história como os grandes responsáveis por afundar esse país".
 
Para completar as frentes de análise, o Sala de Visitas entrevistou os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rafael Valim, Valeska Teixeira Zanin Martins e Cristiano Martins, coordenadores do livro "O caso Lula: a luta pela afirmação dos direitos fundamentais no Brasil".
 
Analisaram a prática do "Lawfare", que é a manipulação e o uso abusivo das leis com o intuito de atingir um alvo escolhido como inimigo político. "
 
"O Warfare tem três dimensões: a primeira, na geografia, que é onde você batalha; a segunda é a arma da batalha; e a terceira são as externalidades, aquele clima de 'já ganhou', nacional da guerra. No Lawfare você tem a jurisdição como geografia, a arma de guerra é a lei que você escolhe - no caso do Lula é a Lei Penal -, e a terceira, a externalidade é a mídia que cria a presunção de probabilidade", apontou Valeska Teixeira.